Merlin 6° Temporada - A relação de Merlin e Gauis
4 Capitulo 4
O restante do dia Merlin guiou a carroça sozinho, pois Gaius tinha adormecido. O esforço do uso da magia foi forte para ele. Ao inicio da noite os dois chegaram a uma estalagem.
Merlin – Gaius acorda chegamos a um local que poderemos passar a noite.
Gaius acordou um pouco sonolento e precisou da ajuda de Merlin para descer da carroça.
Merlin – O uso da magia foi muito forte para você.
Gaius – Não sou mais um menino Merlin e eu quase não usei magia na minha vida. Portanto, não estou acostumado a manuseá-la.
Merlin fez um meio sorriso e juntos entraram na estalagem.
O local estava deserto. Os dois amigos foram atendidos por uma senhora um pouco assustada. Merlin percebeu, mas não comentou esse fato.
Merlin – Boa noite, precisamos de um quarto para descansar.
Senhora – Claro. O quarto é só para vocês dois?
Merlin – Sim. Eu e o meu pai.
Merlin disse isso e deu uma olhada em Gaius, mas esse parecia está longe segurando a caixinha junto ao seu peito.
Após tudo acertado, Merlin e Gaius foram para o quarto na parte de cima da estalagem.
Merlin – Gaius percebeu como à senhora que nos atendeu parecia assustada?
Gaius – Desculpe-me Merlin, mas não percebi.
Merlin – Eu é que peço desculpa por tirar você de seu mundo.
Gaius – do que você está falando?
Merlin – Desde nossa saída de Camelot que você está um pouco longe e depois do uso da magia piorou. A única coisa que faz é segurar esse anel. Alias o que pretende com esse anel? Vai pedir Alice em casamento?
Gaius não respondeu sentou-se em sua cama e abriu a caixa e ficou olhando para o belo anel que tinha nas mãos.
Gaius – Esse não é um anel de noivado.
Antes que Merlin pudesse perguntar mais alguma coisa, Gaius deitou e se virou para o canto.
Merlin – Tudo bem. Não quer conversar. Ok, eu fico aqui pensando mil coisas sobre esse anel e o fato daquela senhora parecer muito suspeita. Achei que essa viagem fosse nos aproximar, mas tudo bem você resolveu bancar o misterioso. Eu aceito isso.
Gaius continuou perdido em seus pensamentos. Pensamentos esse que o levou para vinte anos atrás quando encontrou aquele anel em uma das várias cavernas de Camelot e, mesmo sabendo de seu poder, iria dá-lo para Alice como prova de seu amor por ela.
O dia chegou e Merlin levantou cedo da cama e ao olhar para o lado percebeu que Gaius também já tinha acordado e já estava pronto para sair.
Merlin – Nossa você realmente quer chegar logo na vila.
Gaius – Alice está doente e não temos muito tempo para ficar perdendo Merlin.
Os dois desceram as escadas e encontraram uma jovem menina no salão. Ao vê Merlin a moça correu para os fundos e logo em seguida a senhora da noite anterior veio atendê-los.
Senhora – Já estão de saída?
Merlin – Sim. Mas gostaria de pedir desculpas, acho que assustamos sua filha.
Senhora – tudo bem .. ela é um pouco assustada por natureza.
A senhora foi rápida em despachar Merlin e Gaius. E assim que os dois saíram Merlin escutou a senhora trancar a porta.
Merlin – Isso foi muito estranho.
Gaius – O que tem de estranho? É uma mulher sozinha cuidando de uma estalagem no meio do nada com uma moça. É normal que ela fica preocupada.
Merlin – Ela não me pareceu preocupada, mas assustada.
Gaius – Merlin, você está andando muito com Arthur. Ele que tem essa mania de achar que tem sempre algo errado acontecendo. Pare com isso e vamos embora. Estamos a poucas horas da vila.
Merlin negou seus instintos e subiu na carroça e foram embora. Realmente Gaius tinha razão. Antes do meio dia os dois chegaram à vila e tudo parecia muito silencioso.
Ao chegar a um ponto que parecia ser o centro do local, vários homens apareceram empunhando facões e enxadas em direção a Gaius e Merlin.
Merlin – Eu disse para você que alguma coisa estava acontecendo.
Gaius – Calma Merlin. Não faça nenhum movimento brusco. Pode assusta-los
Merlin – Eu? Diz isso para eles, eles é que estão armados.
Um homem barbudo com cabelos pretos de sujeita beirando uns 45 anos se aproximou da carroça.
Homem — Quem são vocês e o que querem em Nemeriadi?
Gaius – Eu sou Gaius e esse é Merlin meu assistente. Estamos procurando Alice? Ela nos enviou uma mensagem dizendo que estava aqui e estava doente.
Uma senhora vestindo roupas sujas e com cabelos brancos segurados por um lenço velho apareceu no meio dos homens e se aproximou.
Senhora – Então vocês chegaram. Venham vou leva-los até Alice.
Após descer da carroça Merlin e Gaius caminharam em meios aos homens armados e seguiram a mulher até o final da vila. A senhora entrou em uma cabana e os dois entraram atrás dela.
Dentro da cabana tudo era muito bem arrumado, os moveis bem limpos e organizados. O cheiro de flores do campo que tinha em uma jarra fez Merlin se lembrar da casa de sua mãe. Mãe que ele não via desde o casamento dele com Morgana.
No canto da cabana tinha uma cortina e atrás dela uma cama grande no qual uma jovem que Merlin deduziu que fosse Ane sentava ao lado de Alice que estava deitada e parecia muito mais doente do que tinham imaginado.
Senhora – Alice, eles chegaram como você disse.
A menina levantou-se e foi para outro canto da sala. Merlin olhou para ela e a jovem que tinha cabelos loiros amarrados para trás usando um vestido sujo e maltrapilho tinha um olhar triste. O mesmo olhar que Merlin viu na jovem que se escondeu na estalagem quando o viu.
Alice – Gaius meu velho amigo.
Gaius andou em direção à cama e sentou ao lado de Alice que tinha uma voz firme, porém baixa. Ela usava uma vestido branco que a tapava por inteiro coberta por um lençol velho, mas limpo.
Gaius – O que aconteceu com você? Minha linda dama.
A senhora pegou nas mãos da menina e saiu da cabana e Merlin depois de ver Gaius beijando a testa de Alice achou por bem sair de lá para deixá-los mais a vontade.
Enquanto Gaius estava dentro da cabana. Merlin ficou na porta no lado de fora olhando ao redor. A vila era um pouco maior do que Eldor, porém, parecia muito mais pobre do que a outra. Os homens que os receberam estavam espalhados cuidando de seus afazeres, as mulheres Merlin só conseguiram avistar a senhora e a menina de olhos assustados. Tudo em volta parecia triste e desolador. Ele não podia entender como aquela vila estava daquele jeito se o pai de Mihitian era conhecido por ser um rei muito bom.
Merlin se sentou em um banco ao lado da porta e estava perdido em seus pensamentos quando um menino de uns 6 anos apareceu perto dele.
Menino – Você vai nos ajudar?
Merlin foi pego de surpresa com o menino e a pergunta, mas não teve tempo de responder, pois o homem que falou com ele quando chegaram a Nemeriadi chamou o menino de volta. Isso só fez a curiosidade de Merlin crescer, o que o levou a dar uma caminhada em volta na vila. Após alguns minutos caminhando Melin tentou puxar assunto com um homem que cuidava de um cavalo magro. Mas o mesmo saiu de perto e entrou para casa. Merlin não desistiu e continuou a caminhar até que ele avistou uma luz depois de algumas casas.
Rapidamente ele se aproximou e ele pode ver um brilho vindo de uma flor e ele sentiu uma forte magia ali.
Dentro da cabana Alice falava com Gaius.
Alice – Eu sabia que você viria.
Gaius — É claro que eu viria. Nunca deixaria de ajudá-la.
Alice – Preciso de ajuda. Eu não posso lidar com tudo isso sozinha.
Gaius – Com tudo o que? O que aconteceu com Nemeriadi? Essa vila era tão linda, mas parece que está se esvaindo.
Alice – E está. E a culpa disso é minha.
Gaius – Como assim?
Alice – Depois que sair de Camelot eu vaguei por vários reinos vivendo varias aventuras. Conhecendo várias pessoas. E aprendendo magia em cada canto que ia. Porém, depois de tanto caminhar cheguei até aqui. No inicio era apenas um lugar pelo qual passaria, mas depois de algumas semanas acabei me envolvendo com as pessoas daqui. E resolvi ficar e ajudar.
No meio de sua fala Alice pediu ajuda para Gaius e esse a ajudou a se sentar. O que deu mais força para Alice contar sua história do que estava acontecendo em Nemeriadi. Gaius se sentou melhor em sua frente e, pois a ouvir seu antigo amor.
Alice – Com um tempo comecei a participar mais das decisões da vila e discordei do fato deles serem tão dependentes do rei de Nemeth. Acho que minha raiva aos reis e a nobreza me deixou cega e acabei cegando a população. Após alguns meses. Eu convenci a todos a se fecharem ao rei e a lutar por sua própria sobrevivência. No inicio tudo foi maravilhoso. Todos se ajudavam. Uns plantavam, outros cuidavam das cabanas e assim íamos.
Gaius – E o rei? Ele não se incomodou com isso?
Alice – Nemeriadi está longe do centro do reino de Nemeth o que faz com que o rei se esqueça dessa vila. Com isso eu comecei a me sentir bem. Sabe ... no poder. Tudo que eles precisavam eles viam a mim. E claro, eu não sabia de tudo e por isso comecei a recorrer à magia. A cada dificuldade que encontrava eu usava a magia para resolver. Mas eu não era tão forte como imaginava e com um tempo meus poderemos começaram a diminuir. Comecei a ficar fraca. Exatamente nessa mesma época uma praga chegou aqui. Provocou doenças, principalmente nas crianças. As pessoas ficaram assustadas e recorreram a mim. Tudo que eu fazia não dava certo. Então alguns começaram a pensar em pedir ajuda ao rei. Como eu disse, eu estava cega pelo pequeno poder que tinha aqui. E então fiz algo que nunca pensei que faria.
Gaius estava assustado. Ele tinha se levantado e caminhava de um lado para o outro.
Gaius – Quando entrei percebi que aqui tem muitos homens e somente duas mulheres além de você.
Alice abaixou a cabeça e juntou as mãos.
Gaius – O que você fez Alice?
Alice – Eu fiz algo que nenhum mago tem o direito de fazer. Eu canalizei a energia das meninas da vila para aumentar o meu poder.
Gaius espantando sentou se em uma cadeira. Ele já tinha ouvido falar dessa magia, mas nunca tinha conhecido alguém que o tivesse feito. No momento em que ele ia perguntar algo, um Merlin sem folego entrou no quarto.
Merlin — Gaius precisamos conversar com urgência.
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