Mericcup
3 Conhecendo um Dragão
Notas iniciais
POV Merida
A ilha era a primeira vista... grande e... sólida. Angus estava deitado, ele tinha ficado enjoado a viagem inteira, acho que é por causa do balanço do barco, nem eu estava mais aguentando, eu posso jurar que se eu tivesse que ficar mais tempo nessa banheira flutuante eu me jogava na água e ia nadando sozinha até a terra firme.
Assim que chegamos mais perto eu pude ver, era uma aldeia grande com casinhas engraçadas, estávamos nos aproximando cada vez mais do cais mas eu já podia ver algumas pessoas. Um homem alto com um capacete que tinha dois chifres enormes, outro homem, mas esse não era tão alto, que também estava usando um capacete com chifres, mas oque me chamou mesmo atenção foi um garoto magricelo que parecia ter minha idade, ele também usava um capacete (grande demais pra ele na minha opinião) com chifres (obvio), não sei porque ele me chamou tanta a atenção talvez por ser o mais jovem dali ou por ser mais.... não sei ele chamou minha atenção e ponto.
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O barco tinha parado, olhei para Angus ele não parecia muito bem, tadinho fico pensando se foi mesmo uma boa ideia trazer ele, acariciei a cabeça dele e olhei para o lado Harris, Hubert e Hamish estavam sentados e quietos. Conhecendo eles, e eu conhecia, já deviam ter aprontado alguma coisa, mas não fizeram isso porque minha mãe tinha dado um sermão de mais de meia hora dizendo que eles teriam que se comportar muito bem nessa viagem e que o destino do reino inteiro dependia disso.
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Quando desembarcamos foi uma coisa um pouco tensa, era os vikings nos encarando e nós encarando os vikings.
–Bem-vindos a Berk- falou um homem imenso e barbudo quebrando o gelo.
–Hum, er- meu pai "respondeu". Sério, se o destino do nosso reino dependesse dele estávamos todos fritos, mas por sorte minha mãe estava lá.
–É muito bom estar aqui- minha mãe falou olhando feio pro meu pai.
–Sou Stoick, este é Bocão e meu filho Soluço- falou o homem grandão, quer dizer Stoick apontando para um outro homem e para o garoto que eu tinha visto.
Eu segurei o riso Bocão e Soluço? Que nomes são esses? Não falei nada porque minha mãe estava do meu lado e eu não queria levar um sermão também.
–Sou o rei Fergus e essa é hu...er- disse o meu pai se enrolando todo.
–Elinor, rainha Elinor- oque seria do meu pai se não fosse a minha mãe? Acho que sei a resposta.
–Merida, princesa de Dunbroch- falei fazendo aquela palhaçada que minha mãe me ensinou (me curvar delicadamente).
–E esses são Harris, Hubert e Hamish- minha mãe completou olhando pra mim e sorrindo, acho que ela ficou feliz pela minha "apresentação real".
Stoick e meu pai começaram a falar sobre o tratado de paz que assinariam mais tarde mas eu não prestei muita atenção, prestei mais atenção no garoto que fugiu de fininho sem ninguém ver, resolvi segui-lo porque queria conhecer mais o lugar, sem ninguém ver peguei meu arco e minha aljava cheia de flechas (que eu levei sem minha mãe saber), decidi ir a pé mesmo porque Angus ainda estava enjoado da viagem.
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Eu segui ele até uma floresta, era uma floresta diferente da que eu estava acostumada a ver. Essa era mais misteriosa e com muitos lugares para explorar, estava pensando em quantos lugares que eu poderia ir e nas coisas que eu poderia fazer.
Fui tirada dos meus pensamentos por um barulho, quando me virei para ver oque era vi um clarão preto vindo na minha direção, automaticamente peguei uma flecha da minha aljava, encaixei no meu arco e mirei na direção de um... DRAGÃO!!!????
Puxei a corda até ela chegar perto da bochecha estava pronta para atirar quando senti alguém puxando meu arco. Me virei, era o mesmo garoto que eu tinha seguido até aqui.
–Calma Banguela, tudo bem, ela é amiga- ele disse em um tom tranquilizador enquanto jogava meu arco no chão e se colocava entre mim e o dragão.
–O..oque??- foi a unica coisa que eu consegui dizer.
–Desculpe ele não está acostumado com estranhos- o garoto continuou a falar como se nada tivesse acontecido e tudo aquilo fosse normal.
–Ele?- eu perguntei, estava confusa.
–Ele. Banguela. Meu dragão- ele disse sorrindo, me aproximei do dragão, ele tinha olhos grandes e brilhantes. Nunca pensei que veria um dragão, se meu pai estivesse aqui ele não acreditaria.
Olhei para o garoto e sorri, ele sorriu de volta.
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