Meretriz
1 Meretriz - Capítulo único.
Notas iniciais
Essa fanfic está sendo repostada. Ela foi escrita por mim e outras três garotas, na qual eu perdi contato, por isso não é totalmente de minha autoria e a forma que está escrita é uma mistura de nós quatro. Na época, o nick das outras três garotas eram: Megumi, Feeh Hoshigaki e Gabi2969. Eu perdi contato com as três, porém, resolvi publicar novamente a fanfic. Caso uma de vocês reapareçam, por favor, falem comigo(pois estou com saudades ♥ ) e me passem o perfil de vocês para colocar na coautoria.
Obs: Contém linguagem imprópria!
Boa leitura! ♥
Arrumou os papeis soltos sobre a mesa colocando o peso encima. Suspirou profundamente enquanto levantava-se da cadeira acolchoada desligando o ar-condicionado. Mais um dia de trabalho havia terminado.
Olhou desesperançado pela janela do edifício mirando as prostitutas que ali passavam, tinha nojo de cada uma delas, fazia apenas exceção a um rapaz com longas madeixas negras e olhos igualados a ônix.
Este nunca demonstrava prazer no que fazia. O olhar entediado ainda mostrava resquícios de um orgulho antigo, este que há muito devia estar destruído. Kisame passou o dedo de leve no vidro formando um coração embaçado mirando aquele rapaz alvo.
Esse rapaz, sempre chamava sua atenção, não só pelo fato de ser o único ali a não gostar do "trabalho", mas porque tinha algo nele, em seus olhos, além do orgulho ferido. Era algo que não conseguia explicar, só conseguia sentir. Queria estar perto, mas não tinha coragem para chegar a este.
Porém hoje, estava decidido. Tinha que fazer algo ou não se chamava Hoshigaki Kisame.
O azulado então recolheu suas coisas, dando uma ultima checada na aparência e desceu as escadas do prédio aonde trabalhava.
Atravessou a grande avenida que lhe separava do prostituto de cabelos negros, por fim chegou à frente deste.
O mesmo quando viu o grande homem de cabelos e pele azulada se aproximar meio que se surpreendeu, não pelo perfil ou algo do gênero, mas porque ele estava se aproximando.
– Quanto cobra? — Perguntou sem jeito mirando o chão
– Cento e cinquenta dólares a hora — Respondeu sem muito animo brincando com uma madeixa solta.
Kisame concordou apontando para o carro estacionado ali perto, o Meretriz sorriu falsamente caminhando delicadamente até o automóvel.
Ao entrarem o azulado conduziu-os até um hotel que tinha perto daquelas redondezas. O prédio não era dos melhores, mas um ambiente bonito e de certo modo agradável, principalmente para o moreno que sempre fora acostumado a ir a locais mais sujos e em algumas ocasiões, fazia na rua mesmo.
O azulado chegando lá abriu a porta para o moreno e o conduziu ate a recepção. O mais novo se surpreendeu por conta do jeito cavaleiro de Kisame, afinal, todos o que lhe procuravam eram seres grotescos com extremo fedor de cerveja.
Chegando a luxuosa recepção. O maior fez questão de alugar o melhor quarto do local.
Surpreendido pela riqueza jogou-se na cama assim que adentrou o quarto ignorando por completo o cliente que observava-o.
Espreguiçou-se de leve fazendo a blusa desbotada ficar amarrotada sobre o corpo
Quando colocou-se de pé a manga havia caído deixando parte do peitoral nu. Soltou os cabelos negros, estes que caíram sobre a face e pelas costas deixando-o ainda mais belo.
No pescoço haviam marcas inoportunas, fruto de violentações, grande parte dela feitas há algumas horas
De certa forma, aquelas marcas deixaram o azulado irritado. Mesmo ele sendo um garoto que vende o corpo, não queria vê-lo com marcas de outro.
Puxou este pela cintura, colando os corpos, queria tirar aquelas marcas, ou melhor, substituí-las pelas suas. Beijou os lábios do moreno com cuidado para não o machucar ou assustá-lo. O mais novo, ficou surpreso com a reação correspondendo ao beijo, que o deixou intrigado pelo fato deste estar beijando-o de forma doce e quente, não igual aos outros, com força e brutalidade.
O moreno mesmo correspondendo o beijo tentou evita-lo, colocou suas mãos nos peitos largos de Kisame e tentou afastar o azulado de si, o mesmo ficou surpreso com a atitude do garoto de programa e parou o beijo.
Ficou encarando o mais novo com uma cara de interrogação, afinal não sabia por que de estar evitando.
O rapaz de olhos Onix tentou ignorar os lábios cálidos do outro, retirando o paletó e a gravata deste afundando a boca em seu pescoço. Isto causava arrepios.
Desabotoou a camisa social branca deixando o peitoral exposto admirando o quão definido era.
Surpreendeu-se quando seu cliente soltou-se caminhando sem pressa até o banheiro. Ficou por alguns segundos perdido, sentido-se negado.
Seguiu-o encontrando sentado próximo a uma grande banheira que agora ligava... Fariam sexo ali?
Um tipo de fetiche, talvez? Que seja... Tirou sua própria blusa e jogou-a em qualquer local do cômodo. Caminhou sensualmente até o seu parceiro, beijou o pescoço deste, fazendo com que o azulado ficasse arrepiado, mas ele não deixou por menos, segurou o moreno pela cintura e ficou alisando o corpo deste até sua mão chegar ao seu membro, por cima da calça.
O moreno não se incomodou com a mão posta naquele local e continuou a se insinuar para o azulado, desceu seus finos dedos por todo o tronco deste ate chegar ao seu cós da calça, rapidamente desabotoou o botão e o zíper e deixou a calça cair sobre as pernas do mais velho.
Jogou-o na banheira fazendo a água espirrar por todo o banheiro
Despejou assencias cheirosas enquanto observada o moreno olhar-lo um pouco assustado.
– Qual seu nome? — Perguntou o azulado recebendo um fitar desaprovador.
– De que vale o nome de um meretriz? — A resposta foi o silêncio — Itachi...
– Kisame — terminou de despisse adentrando junto ao rapaz magro ficando por cima deste acariciando de leve o peitoral, descendo estas até chegar o falo parcialmente duro do homem. Masturbou-o devagar, aumentando o ritmo quando este pediu.
– Aah... — tentou gemer baixo, mas o ritmo que o azulado tinha em seu membro era rápido e excitante. Olhou para este ainda com receio, estranhando por estar se preocupando em dar-lhe prazer, já que todos os outros só se importavam com o próprio.
– Gosta disso? — o maior perguntou beijando a orelha do moreno e mordiscando-a.
– G-gosto...m-mas...- falou ao meio dos gemidos- sou eu...quem tenho que te dar prazer..aah
Kisame não se importou com o que o moreno havia lhe dito continuando as caricias desta vez aumentando a velocidade, Itachi não demorou muito e acabou se desfazendo na mão do azulado.
O mais velho depois de ver o moreno gozar encostou-se a uma das bordas da banheira, Itachi meio que entendendo o recado foi de encontro com Kisame.
Engatinhou devagar até chegar ao azulado sentando em seu colo. Mordiscou o lóbulo da orelha, assim como ameaçou beijar-lhe os lábios. Um desejo incomum.
Sentou-se devagar sobre o pênis do outro gemendo baixo ao sentir aquele corpo estranho e grande invadir-lhe de forma tão terna.
Kisame mirou-o, acariciando de leve o rosto alvo do rapaz. Segurou-o pela cintura.
– Posso ir? — Questionou o meretriz.
– Sim... Me fode com tudo — sussurrou ao pé do ouvido. — Haa..Kisame! — jogou a cabeça para trás devido ao prazer.
O azulado se excitava ainda mais em vê-lo ali, cavalgando em seu membro e este não ficava parado, com suas mãos, acariciava, descobrindo todo o corpo do Moreno. Com uma mão começou a masturbá-lo para ele sentir prazer, com a outra alisava seu peitoral, além de lambê-lo, beija-lo com certa veracidade, mas não ao ponto de machucá-lo, apenas provocando prazer. O moreno estava delirando com tanto, afinal, fazia tempo que não sentia luxuria em uma relação sexual, mesmo que trabalhasse com isto.
O moreno queria mais por incrível que parecesse. Pela primeira vez estava gostando de seu trabalho, mas estava com certa vergonha de fazer o pedido para as estocadas aumentarem.
– Huum -Itachi soltou um gemido meio que de desconforto, Kisame achou que estava o ferindo e parou de imediato as estocadas.
– Estou te machucando? -Itachi achou meio que engraçado perguntar se estava ferindo um meretriz.
– N-aa verdade... — Percebeu que se queria que as estocadas aumentassem teria que pedir.
Movimentou-se de leve sobre o membro rígido do rapaz, fazendo o outro balbuciar algumas palavras desconexas.
– Eu quero que — corou bruscamente — Me foda com mais força...
Aquele linguajar de baixo calão fez o azulado estremecer. Deitou Itachi na banheira ficando mais uma vez por cima dele. Devagar voltou aos movimentos de vai e vem logo estando em um ritmo acelerado enquanto masturbava o outro.
Era maravilhoso vê-lo de outra forma, não com aquela face emburrada ou indiferente, mostrando não sentir prazer nenhum mesmo com o gozo em outros.
O moreno gemia o nome de Kisame, aranhando de leve as costas deste. Implorava por mais, movimentando a cintura em um rebolado para auxiliar o outro. Queria chegar a épice, sentir a luxuria do outro esparramar dentro de si.
– aaah ahhhh — O mais novo gemia de prazer como nunca havia feito antes. O barulho que seus corpos faziam quando colavam-se um ao outro, os gemidos e sem dúvidas ambos logo iria se dar ao prazer de se derraparem de luxuria. O azulado o estocava com rapidez e urgência, conforme o moreno pedia. Este o abraçava, aranhava suas costas e mordia o seu ombro, tentando abafar os gemidos em vão.
– Geme mais! — falou enquanto estocava
– Aaaah...AAHH...Kisame...eu vou...AAHH — falou já jogando todo o líquido de prazer na mão do azulado
Kisame deu mais algumas estocadas e logo se desfez dentro de Itachi também, o azulado caiu exausto por cima do moreno. Ambos cansados,com os batimentos e respiração acelerada.
O Hoshigaki demorou um pouco, mas logo saiu de dentro de Itachi se colocando sentado novamente se apoiando nas bordas da banheira.
Enxugaram-se sem trocar palavras apenas olhares e beijos quentes. Kisame por fim teve de levar o moreno para seu ponto pagando-lhe como era devido.
O tempo foi passando e o encontro deles tornou-se cada vez frequentes, a troca de carinhos mais profunda. Perceberam amarem-se incondicionalmente. O azulado tendo pavor ao imaginar outros homens tocando seu maculado moreno decidiu acabar com todo sofrimento.
Sobre uma noite de chuva intensa onde Itachi fazia ponto sem animo algum encontrou os olhos do amado.
Este sem delongas sorriu:
– Eu te amo — declarou Kisame enquanto ajoelhava abrindo uma pequena caixa — Casa comigo?
Fim.
Notas finais
Enfim, espero sua opinião nos comentários! :)
Beijos e até a próxima! ♥
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