Meredith Potter e o Poder Ancestral
3 Ministério da Magia
Notas iniciais
P.O.V. Jennifer Potter
Nas primeiras horas da manhã dei banho em Marry, a deixei tomando café da manhã e fui tomar um banho. Coloquei uma roupa social e desci. Marry já estava assistindo desenho animado. Fui até a cozinha e comi algumas torradas. Quando fui abrir o armário para pegar o copo, me deparei com uma carta do tempo de Hogwarts. Estava escrito:
Cara Jenni,
Por favor admita! Não foi tão grave assim... Sei que a minha atitude com você não foi a mais correta. Sei que você espera de mim um comportamento mais diferenciado e nobre. Mas, infelizmente ou felizmente, sou apenas um ser humano, repleto de virtudes, mas também de vícios e erros, como todo mundo... Estou reconhecendo que não agi corretamente, estou admitindo que você teve realmente todos os motivos para se zangar, para ficar nervosa, para brigar comigo, mas acho que a sua reação foi muito radical. Sinceramente, não acredito que o meu deslize possa significar o fim de tudo o que houve e ainda há de belo entre nós. Por favor, reconsidere a sua decisão. Releve o meu erro, pois eu já esqueci todas as palavras duras que você me disse.
Com amor S. B.
E foi nessa hora que eu me lembrei de tudo. Do quanto eu amava Sirius Black. E percebi que eu chorava e as lágrimas teimavam em descer. Me lembrei de como sofri de amor, e quando finalmente estava feliz joguei tudo no lixo por causa de uma coisa besta. Ele realmente sofreu. Me lembro das olheiras e de seu rosto vermelho. Foi difícil. Mas se fosse possível eu tentaria reparar o meu erro. Limpei o rosto e fui até a sala.
– Filha, você vai para a casa da Sra. Stewart, enquanto mamãe vai dar uma saidinha rápida. – falei pegando ela no colo.
A casa da Sra. Stewart não era tão longe, era apenas três casas de distância, e ela era a única pessoa que eu confiava em deixar com Marry. Ela era baixinha, e suas rugas eram bem visíveis. Seus olhos era num tom azul claro, e seus cabelos eram grisalhos. E ela tinha uma netinha, da idade de Marry. O nome da menina era Annabeth Chase. Marry se dava bem com Annie, mas as duas brigavam às vezes. Toquei a campainha, e logo em seguida a Sra. Stewart atendeu a porta com um belo sorriso no rosto.
– Olá querida Marry! – cumprimentou ela – Olá Jenni!
– Oi Sra. Stewart! A Sra. Poderia ficar com Marry um pouco? Eu preciso resolver alguns problemos. – perguntei.
– Mais é claro, e eu sinto muito pela sua perda. – respondeu ela.
– Obrigada. – falei – Filha se comporte a mamãe vem te buscar á tarde. Ok? – perguntei beijando a testa dela. Ela assentiu com a cabeça – A mamãe te ama!
– Eu também te amo mamãe. Tchau! – falou ela indo para o colo da Sra. Stewart.
– Tchau Jenni! Até mais tarde. – disse a Sra. Stewart fechando a porta.
Eu fui par minha casa, e guardei aquela carta no meu guarda-roupa. Depois de um tempo Remo chegou, e nós dois fomos para o Ministério da Magia por Rede de Flú. O ministério estava vazio porque ainda era de manhã, mas se tivesse ido um pouco mais tarde, eu não ia nem conseguir andar. Eu fui até a sala de espera para falar com o Ministro da Magia. Fui até o balcão falar com a Secretária dele.
– Bom dia. Eu gostaria de falar com o Ministro da Magia. – falei, e ela levantou os olhos pra mim.
– Tem hora marcada? – ela perguntou.
– Não, mas... – respondi, e ela me interrompeu.
– Sem hora marcada não fala com o Ministro. – eu estava me segurando para não arrancar aquele cabelo loiro oxigenado dela.
– Olha... oque eu tenho pra tratar com o Ministro é muito importante. Então por favor: dá pra você levantar a sua bunda dai e ir lá perguntar se ele pode me atender. – falei ríspida.
– E qual é o seu nome? – ela perguntou se levantando para ir até a sala do Ministro.
– Jennifer Potter. Fale que o assunto é do interesse dele. – falei. Ela foi até lá, e voltou rapidamente.
– O Ministro está a sua espera. – ela falou pra mim.
– Remo você vai junto? – perguntei.
– Eu acho melhor não. Vai só você. – respondeu ele. E eu assenti com a cabeça.
Eu entrei na sala. E ela era decorada de um tom cinza. Tinha uma escrivaninha com vários papéis e algumas penas. A cadeira estava virada para a janela, e não tinha como eu ver o rosto do Ministro. Tinha duas poltronas de frente para a escrivaninha. Sentei-me em uma, e o Ministro se virou para mim.
– Srta. Potter, o que te traz aqui? – perguntou ele.
– Olá Ministro! Eu vim ser testemunha de uma injustiça. – falei.
– Hum... Que injustiça? – perguntou ele.
– No dia da morte de meu irmão e minha cunhada, Sirius Black foi preso por forma injusta. – falei, e o Ministro levantou uma sobrancelha.
– Não foi injusto. Ele matou Pedro Pettigrew.
– Ministro, por favor...
– Srta. Potter acho que já entendeu que Sirius é um assassino. – disse ele apontando a porta. Naquele momento a raiva subiu. Eu fechei os punhos e cerrei os olhos.
– Isso não vai ficar assim! – falei antes de sair de sua sala. Remo levantou assim que me viu saindo.
– Eai? Você conseguiu? – perguntou ele.
– Não... mas isso não vai ficar assim! – declarei.
P.O.V. Narrador
Os dias foram se passando rapidamente. Jennifer não conseguiu tirar Sirius de Azkaban. Ela e Remo foram juntando as provas de que Sirius era inocente durante anos. Eles nunca deixaram de visitar Harry na casa dos tios do garoto. Marry foi crescendo rápido. Ela foi se tornando uma menina doce e marota. Um pouco briguenta.
Ela foi pra Hogwarts ao onze anos, e ficou bastante amiga de Hermione Granger, Ron Weasley e Draco Malfoy. Mesmo ela sendo uma Grifinória, Draco gostava dela. Era incrível quando Jennifer olhava para sua menininha – que agora tinha treze anos -, e dizia para si mesma que ela puxou o tio. Tantas detenções... Meredith Potter tinha se tornado uma marota da segunda geração.
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