Mercenaries: Seeking For The Just Reward
5 It's Time!
Notas iniciais
Gaara, membro da Akatsuki assim como Sasuke fora antes, além de seu amigo havia ligado para avisar que Hiruzen fora levado às pressas ao hospital e falecera minutos depois na noite anterior. Negava-se a acreditar, que a esta altura Hiruzen o seu mentor havia sido morto e nem se quer participara do funeral. Tinha de admitir que uma desgraça sempre vinha acompanhada de algo ainda maior. Sabia que Sarutobi estava com a saúde muito debilitada devido ao enfisema pulmonar, mas ao que tudo indicava alguém havia apressado sua morte pois de acordo com os médicos ele teria cerca de mais dois meses de vida.
Pedira a Naruto que investigasse algumas coisas e dentre os documentos que recebeu estava uma cópia do atestado de óbito de Sarutobi, no qual alegava que a causa da morte se dera por insuficiência respiratória. Essa declaração impressa chamou sua atenção e não acreditou neste decreto de morte, porém o homem que o criou já estava morto e enterrado, Gaara esteve presente no enterro e viu tudo com os próprios olhos e lhe contara sobre como Nagato e Yahiko sorriam e cochichavam entre si na cerimônia fúnebre onde os únicos presentes eram os membros da organização. Por sorte, o velho Hiruzen havia sido esperto o suficiente para mandar o seu neto Konohamaru – aos cuidados de Iruka — para bem longe de toda aquela corja imunda.
Poucos se importaram muito com a morte do prócer da Akatsuki, tanto que já estavam oferecendo um evento para a nomeação do novo líder. Devido ao tempo que passou na organização e por conhecer bem os componentes que formam a mesma Sasuke realmente acertara em cheio quando previu a realização da festa, apenas não ponderou que seria tão fugaz assim. E era este o motivo de estarem ali, na noite em que alguns estariam comemorando, eles colocariam em prática o plano de resgate de Hanabi.
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Os cozinheiros e garçons enfileirados ocupavam o hall de entrada, enquanto recebiam algumas instruções de uma senhora chamada Agari. Sakura, Tsunade e Naruto estavam alinhadamente posicionados junto aos demais, disfarçados de funcionários do buffet que a anos atendia todos os eventos realizados pela Akatsuki. Souberam disto através de Sasuke e fazendo bom uso da informação, hackearam o sistema do buffet obtendo acesso as informações pessoais dos funcionários, algo relativamente simples para Naruto, e também para Tsunade que entrosada no ramo a tempos; escolheram as ‘vítimas”, – no caso uma família da qual quatro irmãos estariam escalados para trabalhar na festa – foram até a residência dos mesmos e subornando-os com uma boa quantia conseguiram os uniformes e identificações prometendo devolver tudo impecavelmente após o uso, sem consequências futuras. Já com as vestes e crachás em mãos, completaram o restante do disfarce com perucas e lentes de contato como medida de precaução para que ninguém os reconhecesse.
Sakura sentia-se terrivelmente nervosa tanto pela pouca experiência que possuía fazendo serviços como mercenária, como por estar terrivelmente desconfortável naquele dólmã branco. Mas por outro lado, Naruto parecia estar totalmente à vontade dentro do fraque negro assim como Tsunade que demonstrava uma expressão impassível.
— Creio que expliquei todos os detalhes. Os convidados estarão aqui em meia hora, apressem-se para que tudo esteja pronto e fresco a tempo. Bom trabalho! – Instruiu e desejou Agari que estava responsável por administrar o buffet dispensando os pouco mais de trinta funcionários em seguida.
Sakura e Tsunade aguardavam na cozinha finalizando os pratos como lhes fora instruído pelo chef, no passo em que Naruto assim como os demais garçons preparavam suas bandejas providas de taças de cristais contendo o melhor champanhe francês. Tempos depois podia-se ouvir uma melodia suave soar por todos os cantos, falas e risadas preenchendo o hall de entrada. Os três trocaram olhares, a hora de agir chegara.
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— Assim está bom, senhor Yahiko? – Indagou Konan finalizando o nó na gravata borboleta de cor bordô contraste com a blusa branca e o paletó social negro.
— Está perfeito Konan. Acha que estou apresentável o suficiente para assumir o posto esta noite? – Perguntou alternando o olhar entre a mulher e o espelho do banheiro da suíte antes ocupada por Hiruzen.
— Mas é claro! A partir de hoje o senhor será nosso líder oficial. Finalmente o senhor estará em destaque como merece. – Bajulou o ruivo modulando a voz em tom sensual.
— Aliás, Zetsu ainda não chegou de viagem? – Lhe olhou de esguelha.
— Ainda não, senhor. Teve de ir resolver alguns assuntos na China a pedido do seu irmão Nagato e não irá retornar até o fim da semana. – Respondeu desencostando-se da cuba do banheiro.
— A pirralha terá de aguardar até a volta dele então, creio que ele ficará contente quando pôr os olhos em sua nova ninfeta ceguinha.
— Pois é. A deixamos trancada no quarto dele, e Haku está cuidando dela por enquanto. Mas se me permite a pergunta, e depois? Irão se livrar dela?
—Isso vai depender do próprio Zetsu, o presente é dele afinal. Quem sabe ele não queira vender os órgãos dela após usá-la? – Aproximou-se pegando a mão da mulher coberta por uma luva verde combinando com seu vestido e depositou um beijo mantendo contato visual, mas logo quebrando-o em seguida. – Agora vamos, já estou atrasado.
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Agiam com cautela excessiva e necessária, pois dessa vez não estavam invadindo a casa de um bandido qualquer, na qual o esquema de segurança poderia ser demolido facilmente. Certamente se não fosse por este evento jamais conseguiriam entrar no local sem antes criar rebuliço e pondo o plano por água abaixo.
Por pouco Naruto não fora pego em flagrante por um casal enquanto passeava pelo corredor do segundo andar com uma bandeja. Ouviu alguns barulhos estranhos e colou a orelha esquerda a porta ficando de frente para a escadaria, não percebendo mais nada resolveu ignorar. Os sons iniciaram novamente, o loiro encostou-se a porta mais uma vez e escutou gemidos femininos aumentando gradativamente. Nesse momento sentiu seu coração falhar e uma gota de suor fria desceu por sua face ao imaginar que pudesse ser cunhada sendo abusada, mas suspirou aliviado quando impropérios indecentes começaram a ser proferidos pela mulher que pedia por mais incessantemente.
Lembrou de Sasuke mencionando ter ouvido algo como entregarem Hanabi a um membro da organização chamado Zetsu antes de ficar inconsciente, e de lhe dizer que o mesmo ocupava um recinto a esquerda no terceiro andar, definiu então que parecia o lugar mais provável para se procurar.
Indo pelas escadas, chegou ao terceiro e penúltimo andar da mansão e rumou diretamente a porta que deveria ser a suíte do tal Zetsu deparando-se com a mesma trancada depositou a bandeja sobre o aparador e tirou do bolso uma chave micha colocando-a na fechadura para então abrir a porta. Por um instante considerou o que estava fazendo e pensou no que seus pais achariam de si se soubessem disto, afastou os pensamentos e voltou a se concentrar no que era mais importante agora. Guardou a chave, tomou a bandeja de volta em mãos e adentrou o quarto fechando a porta rapidamente. Olhou ao redor e não conseguia ver ninguém, optou por acender as luzes e quase se arrependeu disso quando uma cor vermelha bateu em seus olhos quase o cegando.
Abriu as pálpebras devagar e viu que o vermelho berrante era a tintura das paredes e sentiu-se enojado quando percebera algemas presas a cama, e objetos de sex shop que talvez nem a mais renomada profissional do sexo saberia como usar. Aquela suíte indubitavelmente pertencia a um maníaco sexual e sentiu seu coração falhar pela segunda vez naquela noite, quando viu Hanabi sentada no chão acarpetado com a cabeça deitada sobre os braços e os mesmos apoiados nas pernas. Largou a bandeja de qualquer maneira e correu ao encontro da menina.
— Hanabi! Hanabi, acorde! Sou eu, Naruto! Acorde! – Chamava desesperado chacoalhando-a freneticamente. A garota aos poucos foi acordando e gritou ao notar mãos masculinas sobre si. – Hanabi, se acalme. Sou eu Naruto, seu cunhado. – Avisou tentando amenizar o tom de voz.
— Naruto-san? – Perguntou tateando o rosto do loiro.
— Sim, sou eu. Me escute, vim resgatar você e preciso que faça o que eu pedir. – Hanabi apenas assentiu com a cabeça. – Certo, vou precisar que você vista isso. – Levantou-se, e escondidas debaixo de suas próprias vestes de garçom enroladas em seu corpo estavam uma calça preta e um dólmã, entregou-lhe as peças junto a um crachá. – É uma roupa de cozinheira, vista depressa antes que alguém venha aqui.
A caçula dos Hyuugas pôs-se em pé e Naruto a guiou até o banheiro onde a mesma se trocou o mais rápido que pôde jogando o vestido que usava desde o dia do assassinato de sua família no cesto de lixo. Quando pronta, Naruto a tomou pela mão já que a mesma não enxergava e com mão livre pegou a bandeja que não poderia faltar para que seu disfarce fosse convincente. Quase alcançavam as escadas e uma porta foi aberta, da qual um homem moreno e de cabelos escuros surgira. Desta vez Naruto teve certeza que a sorte estava aplicando testes cardíacos nele, pois já era a terceira vez que o coração acelerava parecendo escapar por todos os orifícios do corpo.
— O que está fazendo aqui? E essa garota? – Andava a passos largos parando em frente aos dois. Hanabi se escondeu atrás de Naruto, que se amaldiçoava por não ter trago consigo uma pistola com silenciador. Se retirasse a arma escondida no fraque e atirasse no homem chamaria atenção mesmo estando no terceiro andar ainda. Olhou ao redor e não viu nada que pudesse usar contra ele, na pior das hipóteses teria de se virar com seus punhos.
— Eu fiz uma pergunta, por que não está servindo os convidados seu inútil? E você garo... – Um baque seco foi ouvido e o homem caiu no mesmo instante.
— O que você está fazendo moleque imbecil? – Interpelou Tsunade crispando a testa.
— Você...- Naruto estupefato olhava para o homem estatelado e para o castiçal sujo de sangue nas mãos da loira protegidas por luvas cirúrgicas.
— Vocês estavam demorando muito, decidi vir ver o que estava acontecendo. É melhor darmos o fora rápido, Sakura já deve ter ido para o furgão. – Bateu mais uma vez na cabeça do homem com o castiçal e o largou imediatamente ao lado do corpo. – Essa foi só para garantir. Vamos usar uma saída alternativa para descer, Sasuke disse que na suíte do Hiruzen existe elevador e escada que dão para a saída dos fundos. – Informou indo em direção ao quarto andar da mansão.
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— Meus estimados companheiros, creio que saibam o motivo desta comemoração. Se me permitem, irei lhes contar um pouco da história de vida deste grande homem que talvez nem todos saibam. Sarutobi era um assassino pertencente a elite da polícia japonesa que aceitava serviços perigosos e cumpria ordens que outros policiais comuns jamais acatariam. Depois da nova reforma governamental do ministro Morino Ibiki, o mesmo fez parecer aos olhos do povo que a parceria fora desfeita para que a polícia não fosse mais desmoralizada. Os integrantes da elite assassina continuaram a trabalhar secretamente nos piores serviços para a polícia japonesa, e estes recebiam toda a fama e glória pelas proezas que nunca realizaram. Sim prezados, a elite assassina começou a cair em esquecimento e seus membros passaram a ser tratados como meros mercenários. Nosso amado mentor Hiruzen, um dos pioneiros da divisão assassina, começou a treinar crianças órfãs ou fugitivas que moravam nas ruas. Com o tempo essas crianças cresceram, novos membros foram se agregando e a Akatsuki foi formada se tornando um novo grupamento assassino, sendo obrigada a agir nas sombras sem permitir que a sociedade soubesse sobre absolutamente nada. – Fez uma pausa indicando para que Nagato, Deidara, Konan, Sasori e Hidan ficassem ao seu lado no palco improvisado nos jardins da mansão enquanto os demais convidados estavam sentados sendo servidos pelos garçons que agiam com polidez e delicadeza. – Nós somos alguns dos integrantes mais antigos da Akatsuki, tivemos a honra de sermos criados e assistidos por Sarutobi Hiruzen e lamentamos verdadeiramente por sua perda. – Pausou seu discurso outra vez, para teatralmente encenar estar prestes a chorar fingindo falsa emoção. De maneira ágil voltou a postura de antes e prosseguiu. – Mas seu precioso legado necessita ser continuado, e agora o novo primeiro-ministro eleito Orochimaru prometeu apoiar a Akatsuki, para assim podermos restaurar os dias de glória de nossa organização. Conto com o apoio de vocês para liderá-los nesta caminhada de sucesso, como era o desejo de Hiruzen.
Assim que terminou, os presentes começaram a ovacionar Yahiko com palmas e assovios estridentes. Porém mais ao longe, um rapaz ruivo de traços marcantes sentia-se nauseado com todas as mentiras que acabara de ouvir pois sabia bem o crápula inescrupuloso que Yahiko era, e assim sendo as atrocidades que poderia cometer, decidiu terminantemente que deixaria a organização. Então deu as costas e se foi daquele antro de atmosfera grotesca demais para que pudesse suportar.
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Sakura conferiu as horas em seu relógio de pulso marcavam exatas meia noite e vinte e nove minutos, prestes a completar meia hora desde a saída de Tsunade para verificar a razão da demora de Naruto. Estava pronta para ir embora usando a saída dos funcionários e encontrar-se com os outros no furgão quando um segurança parrudo surgiu na cozinha ao lado de um homem moreno cuja cabeça e blusa estavam cobertas por sangue percorrendo a cozinha com os olhos.
— Eu estou dizendo, era um garçom e uma cozinheira baixinha! Outra pessoa me bateu com o castiçal e fugiram me deixando desacordado. – Sakura sentiu a adrenalina percorrer por seu corpo violentamente uma vez que tinha certeza de que o homem se referia a Tsunade, a garota sequestrada e o loiro. Tentou sair discretamente pela saída que ficava no lado oposto de onde estava. Porém sua tentativa foi falha e acabou por chamar a atenção de todos ali. Se vendo em um beco sem saída, sacou sua pistola com silenciador do dólmã e deu dois disparos, um acertando a perna do segurança, e outro na pélvis do homem ensanguentado que caiu gritando enquanto apalpava o local atingido.
Outro homem bem vestido apareceu enquanto Sakura lutava com a porta de saída dos funcionários que estava fechada. Aproveitou-se do alvoroço e saiu pela entrada principal sendo notada por Kisame que estava parado na entrada da cozinha. A rosada começou a correr rumo a sala parando algumas vezes para atirar no homem de aparência estranha sem conseguir êxito algum, e o mesmo também disparava com seu revólver gerando estampidos perfeitamente audíveis por quem estava nos jardins e talvez até fora da mansão.
Sakura sabia que o único jeito de sair da mansão era pela entrada principal que daria para os jardins, ou pulando de algum dos andares. Tinha em mente também que haveria um grande tumulto do lado de fora e possíveis disparos lhe esperando. Tomou coragem e subiu os degraus correndo para então chegar no segundo andar com Kisame ainda em seu encalço. Ao chegar no corredor avistara uma porta entreaberta, não pensara muito e se enfiou no ambiente bem iluminado por uma luz artificial clara. Tratava-se de uma suíte como dava a entender que eram todos os cômodos dos andares superiores, porém a surpresa maior foi ver uma mulher parcialmente coberta — com um lençol que parecia custar o valor equivalente a meses de seus serviços – olhando para si com cara de espanto. Não se importou muito em refletir sobre os atos indecorosos que aconteceram naquela cama, focando-se em buscar o que viera procurar ali desde o início.
No canto direito da suíte notou uma pesada cortina bege e lançou um ultimato mental de que aquele seria seu meio de escape. Afoita, caminhou até a janela e conseguiu abri-la; agradecera internamente por não estar emperrada ou fechada de modo que demandasse tempo para abrir, afinal tempo era tudo o que não tinha. Agachou-se no parapeito para pular, mas antes visualizou o trajeto que seu pequeno corpo faria em queda livre. Sentiu uma descarga de medo percorrer cada centímetro de sua alma, mente e corpo. Eram cerca de oito metros de altura até o chão, fora a distância considerável entre a janela e o muro com cerca elétrica que circundava toda a extensão do exterior da mansão; considerando a melhor das hipóteses não conseguiria cair muito próxima ao furgão como planejava. Kisame invadira o quarto já com a arma empunhada e o dedo a postos no gatilho. Vendo-se em um dilema escolheu a opção que lhe desse a maior probabilidade de ficar viva, atirou-se do parapeito pedindo aos céus que não morresse agora, – não antes que pudesse ir atrás do assassino de sua mãe e rever seu pai – porém durante sua inércia decidindo se de fato saltaria ou não, o homem de aparência asquerosa não titubeou ao disparar acertando seu ombro direito. Prestes a encontrar-se com o chão fechou os olhos caindo de joelhos.
— Ao menos dei sorte de cair do lado de fora. – Sorriu torto permitindo-se despencar de bruços com o rosto no asfalto, ao mesmo tempo em que ouvia Tsunade gritar seu nome. – Velha barulhenta!
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