Mercenaries: Seeking For The Just Reward
3 Compreendendo
Notas iniciais
Tsunade sentara-se em uma das diversas banquetas tonalizadas em verde-musgo, encostando-se em seguida no balcão atrás de si, para tragar seu quarto cigarro naquela madrugada, buscando através desse vício compulsivo, relaxar ao menos um pouco que fosse. Estava divagando, quando escutou batidas consecutivas à porta. Já sabendo de quem se tratava, ergueu-se em um salto, caminhando imediatamente para abrir a mesma. Ao o fazer, reconheceu a figura ali parada, dando passagem, indicando que o visitante entrasse.
— Trouxe o que pedi? — Indagou trancando a fechadura, e também mais quatro ferrolhos presentes na porta rústica.
— Sim, as roupas estão nesta sacola, e aqui estão os medicamentos. — Respondeu enquanto depositava os objetos sobre o balcão, indicando o conteúdo das embalagens levantando-as. A mulher assentiu, se aproximou, e disse: — Obrigada Jiraya, é sempre bom poder contar com você! — Agradeceu franca, pondo a mão direita em seu ombro.
— Não foi nada! — Afirmou com modéstia, sentando-se em seguida. Encarou a figura ao seu lado, e resolveu ser breve ao avisar: — Há alguns caras estranhos rondando o quarteirão, nunca os vi nessa região antes, receio que estejam procurando por vocês.
Tsunade o fitou inicialmente surpresa, porém assumiu um semblante pensativo mediante o que seu cérebro havia ouvido e processado. Então em concordância, replicou: — Mas que vadios! Não faz nem duas horas que estamos aqui, como podem ter nos localizado? — Questionou mais para si, do que como se quisesse receber esclarecimento, olhando fixamente as janelas veladas por venezianas beges.
— Não faço ideia, mas aconselho a darem o fora daqui e rápido! — Advertiu dando a volta no balcão lustrado, feito em marfim, pegando uma garrafa importada de uísque e um copo pequeno e largo.
— Concordo, é isso que farei agora mesmo! — Resolveu seguir o conselho do homem de cabelos longos, vestido com um moletom azul, que mais se parecia com um pijama. Tsunade ia partindo, mas parou e retornou até onde estava após perceber que estava esquecendo algo: — Pode cuidar do bar para mim, até que eu volte? — Pediu, passando as sacolas pelas mãos, esperando a decisão positiva por parte do grisalho.
— Claro, não se preocupe com isso! — Aceitou, imediatamente sorvendo um gole da bebida alcoólica de sabor marcante.
— Ok, só não acabe com meu estoque! Estou indo! — Jiraya não se importou em responde-la, simplesmente ingeriu mais daquele líquido, e a observou sumir na meia luz moribunda do local.
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— Sakura! Temos que sair depressa daqui! — Disparou adentrando o recinto afoita, escancarando a porta com agressividade.
— Mas o que foi desta vez? — Inquiriu assustada pelo susto que levara, deixando cair no chão a compressa que segurava.
— Jiraya viu homens desconhecidos rondando essa região, creio que estejam atrás do rapaz. — Disse, observando a rua pela janela do quarto. — Vamos ter que usar a saída dos fundos, tenho certeza de que viram meu Volvo estacionado, e estão procurando por ele para chegar até o garoto.
— Certamente...e mal completaram duas horas, desde que saímos de lá...- Murmurou refletindo sobre o fato...- E para onde iremos levá-lo?
— Para sua casa, é o local mais seguro e afastado daqui. — Respondeu deixando as sacolas sobre a escrivaninha, em seguida passando por uma porta que levava à uma pequena sala no cômodo, voltando em seguida com duas seringas em mãos. A jovem de cabelos rosados, afastou-se do móvel no qual o "hóspede" jazia deitado, dando passagem à mulher.
— Irei injetar morfina para a dor, e uma dose mínima de Diazepam para sedá-lo...- Explicou mesmo sem ser questionada, ao passo em realizava o procedimento, despejando o conteúdo da última seringa.
— Você enlouqueceu, Tsunade? Como entraremos no condomínio com um homem sedado sem levantar suspeitas? — Indagou levantando os braços, querendo ouvir algo coerente e plausível, mostrando-se contrária a ideia da outra.
A loira, após terminar a medicação intravenosa, encarou o homem que jazia em sono profundo, ponderando a cerca do que faria, travando uma batalha interior, sobre se a solução que encontrara era realmente viável. Subitamente virou-se, e pediu: — Só um instante. — Então rumou novamente para a sala na qual tinha ido buscar as injeções. Sakura ouviu a mulher remexer em algo que julgou ser um guarda-roupas devido ao rangido que as portas emitiam ao serem abertas. Pouco tempo depois, a mesma voltou com uma manta vermelha, alguns plásticos negros e uma caixa de papelão desmontada. Sakura examinou tudo com minúcia, e erroneamente parecendo entender o raciocínio de Tsunade, exasperou-se.
— Está me trollando? Não é hora para pensar em cometer um crime hediondo! — Ralhou estupefata, levando às mãos à cabeça, em sinal de desespero.
— Você acha mesmo que eu o traria para minha casa, cuidaria do ferimento dele, para depois despedaça-lo e o distribuir em sacos de lixo por aí? Deixe de ser tonta! Vou usar estas coisas para levá-lo até sua casa, sem que ninguém o veja, sem mais explicações, não quero que nos peguem. — Repreendeu, dando uma breve explicação à contra gosto. — Pegue as sacolas, este saco e caixa, eu vou enrolar a manta nele. — Ordenou entregando os materiais à Sakura, que mesmo desconfiada o fez. Tsunade agasalhou-o e voltando ao temperamento normal, educadamente pediu: — Me ajude a carrega-lo. — A mais jovem assentiu, passou o braço esquerdo do homem, sob seu ombro, e laçou-lhe a cintura ficando numa postura desproporcional, já que Sakura possuía bem menos estatura que o mesmo, além de estar levando as sacolas com a mão livre que restou-lhe, mas ficou agradecida por Tsunade ter se incumbido do papelão e do sacos escuros. Ambas passaram pela porta com certa dificuldade, o que as fizeram demorar alguns minutos para chegarem até a saída dos fundos do bar. Tsunade desprendeu-se de seu "paciente", destrancou a porta habilmente, e tornou a ajudar Sakura a mantê-lo em pé. Já do lado externo, a loira destravou o alarme de sua Ford Ranger, e decretou:
— Você vai atrás com ele! — Jogando os materiais, e as sacolas tomadas das mãos de Sakura, no banco do passageiro. A mais velha adiantou o banco, para dar acesso ao assento traseiro, ajudando a rosada acomodar o jovem desacordado no mesmo. Após ajeitarem-se, Tsunade deu partida, arrancando com o veículo daquela rua estreita e pouco iluminada.
Seguiram caminho em silêncio por dezesseis minutos, pela estrada tranquila, até a voz de Sakura destruir a quietude: — Quem será ele? — Perguntou observando-o dormir sereno ao seu lado.
— Eu não sei, de qualquer forma foi o único sobrevivente. — Replicou olhando-a pelo retrovisor.
— Quando chegarmos, verei se descubro algo...Não me diga que aquilo é uma blitz?
Tsunade atentou para o caminho, percebendo estar cerca de três metros de distância de cinco viaturas policiais ali encostadas. — Droga! — Esbravejou esmurrando o volante, e logo direcionou-se a garota com preocupação: — Estenda-se com ele aí atrás , quero que pensem que estou sozinha! — Instruiu fixando o olhar na estrada.
Sakura em um impulso, derrubou o corpo do rapaz no assoalho do automóvel, e deitou-se por cima do mesmo com brusquidão acidental, causada pela aflição de ser pega, e consequentemente presa.
Logo, um policial uniformizado indicou à Tsunade que parasse, e a mesma acatou estacionando ao lado de uma das viaturas.
— Deixe-me ver a habilitação, e seu documento de identidade. — Pediu o oficial mal humorado, encostando-se no veículo. A loira assentiu, entregando-lhe a documentação. O policial afastou-se juntando-se à outro guardião da lei, fazendo a verificação dos papéis. Logo os dois voltaram, e o primeiro a aborda-la, apoiu-se na janela do carro, pondo parte da cabeça para dentro, entregando de volta os documentos, e explanou estar tudo nos conformes.
— Posso ir então? — Indagou ela com voz amena, uma vez que era de madrugada, e o cansaço parecia iminente. O homem balançou a cabeça positivamente, e quando estava prestes a autoriza-la, foi interrompido pelo mais jovem: — O que é aquilo? — O olhar do policial mais experiente e ranzinza, seguiu para a parte de trás da cabine estendida, pretendendo identificar o que via. — Senhora, desça, precisamos averiguar! — Tsunade fechou os olhos rapidamente, e apertou o volante em apreensão.
— Senhora?
— Sim sim, estou saindo. — Respondeu destravando a porta, e pondo-se para fora. Fazia uma reza mental, implorando para que não tivessem de parar na delegacia.
— Mas o que é isso? — Perguntou ajoelhado no banco do motorista com uma pequena lanterna em mãos. O outro aproximou-se, e do lado de fora direcionou uma lanterna para o interior do automóvel. Sakura, ao sentir os feixes de luz baterem em suas costas, e por consequência iluminar muito bem onde estava, ficou estática, e forçou alucinadamente seus neurônios a trabalhar em algo que pudesse dar sentido àquela situação. Então fez a primeira coisa que lhe veio à mente, e aproveitando a posição constrangedora em que se encontrava, começou a beijar o rapaz, insinuando que pretendiam praticar atos indecorosos, ali mesmo no assoalho. Nesse momento, Tsunade também achegou-se ao carro, e viu brevemente o que a garota fazia, e usufruindo daquela deixa, disparou: — É o meu filho, e sua namorada, acabei de buscá-los na festa de um amigo, vocês devem saber como são os jovens de hoje, ainda por cima bêbados... — Alegou tentando ser o mais convincente possível. O policial rabugento a observou com nojo, enquanto o mais jovem lançou-lhe um olhar significativo, e disse sorrindo sacana: — E como sei! Vamos Satoshi-san, não é nada demais! Temos outros carros para averiguar. — Informou vendo que mais veículos eram estacionados para revista.
— Sim, já vi demais por hoje...- Pronunciou saindo da Pick-up, encarou Tsunade por poucos segundos, e soltou: — Afinal estamos procurando por drogas traficadas, não por adolescentes que não controlam sua libido! — Em tom repreensivo falou a última parte, dando as costas e afastando-se.
— Tudo bem senhora, ele é meio à moda antiga, então não se chateie. — Amenizou coçando a nuca, e prosseguiu: — Bem, só cuide para que não tenha netinhos tão cedo! — Brincou sorrindo abertamente, despediu-se acenando de leve, e se foi.
Tsunade suspirou aliviada, tratando de adentrar, e sentar-se o mais rápido que pôde. — Sakura, teve muita sorte em se safar dessa...mas acho muito feio, ficar abusando de um desacordado e indefeso. — Caçoou virando o tronco levemente, olhando-a de esguelha.
— Seu senso de humor é tão bom que me faz querer cagar...estou tensa até agora! Acabei agindo sem pensar, foi só isso. — Justificou, sentando-se no banco traseiro, trazendo o homem desmaiado consigo. — Acho melhor se apressar, a bela adormecida aqui, está sangrando novamente...
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A barbárie, era tão similar àquela de nove anos atrás...qual seria seu ponto de ruptura? A morte é uma senhora impiedosa e cruel, que violenta os mais nobres sentimentos, sendo tão corrosiva, fazendo até mesmo o tempo, sucumbir aos seus desejos assassinos...talvez ainda não estivevesse saciada daquela infindável brincadeira...
O corpo e alma estavam pesados, sua vitalidade havia sido sugada...era tão atormentador, que já não sabia se poderia continuar a viver carregando consigo aquele maldito pesar...acabou por deixar seus pensamentos de lado, e abriu os olhos, semicerrando-os devido a claridade vinda da janela aberta, pôde vislumbrar sem interesse, que o dia estava agradavelmente quente e ensolarado. Num impulso brusco, levantou-se sendo tomado por uma onda de desespero, porquanto se encontrava em um quarto desconhecido, em uma cama que definitivamente não era sua, pois era macia demais para seus gostos distorcidos. Porém se arrependeu no mesmo momento, quando sentiu uma dor aguda em seu abdômen enfaixado, e ensanguentado.
— Calma cara, não se esforce, você não tá nada legal, vou ter de chamar a velha para trocar seu curativo, não saia daííí! — Determinou cantarolando a última parte, em zombaria dada a circunstância na qual o homem não poderia se mover.
— Mas que merda está acontecendo aqui? — Perguntou a si mesmo, analisando o peitoral desnudo, e as ataduras manchadas que lhe envolviam. Resolveu reparar no ambiente, a fim de buscar algo com olhar, porém não estava obtendo sucesso em sua procura, e sua atenção voltou-se a porta, da qual surgiram duas figuras femininas. Fitou-as melhor, e notou que a loira trazia em mãos, uma bandeja com medicamentos, gazes e um saco azul, do qual não pode identificar o conteúdo. A outra possuía aparência exuberante, sendo visivelmente mais jovem que a primeira, era dona de madeixas róseas e curtas, e vestia uma calça de brim preta, uma camiseta sem mangas, e coturnos igualmente negros. Extremamente monocromático.
— Vejo que acordou, isso é bom! — Disse sincera, enquanto punha a bandeja sobre o criado-mudo em madeira rústica, logo em seguida arrastando uma cadeira feita do mesmo material, realocando-a ao lado da cama, sentando-se ereta. — Fique tranquilo. Irei tratar seu ferimento, já retirei a bala do seu corpo, mais um pouco, e você estaria com o fígado esburacado! Acho que o atirador não quis acertar um ponto vital...- Sugeriu gotejando um líquido marrom na gaze, para em seguida colocá-la sobre a pequena cratera formada no abdômen, e sela-la com tiras de atadura. Instantes depois, o rapaz pronunciou-se.
— Não, foi porque eu consegui desviar da bala a tempo. — Explicou olhando para a parede branca.
— Entendo...- Disse apenas. — Tome, são comprimidos para ajudar no processo anti-inflamatório. Informou entregando-lhe dois comprimidos e um copo com água, pegos com certa relutância. — Depois Sakura irá passar uma pasta de ervas caseiras no ferimento, o que ajudará na cicatrização. — Ele porém nada disse, e permaneceu encarando o nada durante alguns segundos.
—Por que me trouxeram para cá? Se pretendem me usar como refém, sinto lhes infor...
—Esperávamos que fosse um Hyuuga, por isso o trouxemos conosco já que era o único sobrevivente no local, mas nos enganamos, certo? — foi cortado pela jovem que se desencostou do batente da porta caminhando até a cama.
—Sakura, não acho que seja uma boa hora para questionamentos, ele está ferido, sabe? — Levantando-se com a bandeja em mãos, virou e disse ao rapaz: — Terminei o curativo, só necessita de um pouco de repouso.
—Não entendo nada de medicina, mas a boca dele me parece em perfeitas condições para nos responder algumas coisas Tsunade. — Alegou virando a cadeira de frente para si na qual sentou ao contrário apoiando os braços encarando-o visivelmente entediada.
—Sim claro, você mesma fez questão de checar a saúde dos lábios dele enquanto estávamos no carro por isso tem tanta certeza. — Alfinetou recebendo nada além de um revirada de olhos.
—Vá se danar velha maluca. — Ralhou irritada.
—Vocês poderiam parar de tagarelar tanto? Minha cabeça parece a ponto de explodir, céus...-Pediu passando a mão nervosamente pela face e cabelos. — Esta situação está me dando nos nervos, será que podem me explicar de uma vez o que estou fazendo deitado em uma cama desconhecida, em uma casa que obviamente não é a minha e com duas pessoas que nunca vi na vida? Acho que não é pedir muito. — Falou revezando o olhar entre as duas mulheres.
—Certo, vamos direto ao ponto. Eu me chamo Tsunade e esta é Sakura. — Disse apontando para a mais jovem, e prosseguiu: — Nós estávamos na mansão Hyuuga durante o assassinato, porém chegamos lá quando todos estavam mortos, então te encontramos inconsciente e decidimos te trazer conosco o mais rápido possível pois percebi que estava ferido na expectativa de que bem...
—Eu fosse um Hyuuga, correto? É, parece que vocês se enganaram muito. — Disse acomodando-se mais no travesseiro atrás de suas costas.
—E quem é você então? — Tsunade perguntou simplesmente.
—Sasuke, Sarutobi Sasuke. — Respondeu.
—Ah, desculpa ninja lendário mas não é o que este documento diz. — Sakura disse balançando um antigo documento de identificação em suas mãos.
—Me devolva isso agora garota senão...
—Senão o que? Se liga, você mal consegue se mover. — Expôs levando a mão contendo o documento para trás diminuindo as chances de que ele o pegasse. — Escuta, mentir não vai te ajudar em nada então seja bonzinho e colabore, estamos sendo legais contigo mas não conte que minha paciência seja eterna, pois não é. — Sasuke nada disse ou fez em resposta, apenas enrijeceu o maxilar apertando os punhos por sua atual impotência em reagir.
—Quem já está perdendo a paciência sou eu! — Enunciou Tsunade franzindo o cenho em reprovação enquanto recostava-se na janela. — Será que pode me dizer o que fazia lá, Sasuke? Por acaso é algum caçador de recompensas ou algo do tipo?
O mesmo suspirou derrotado e pronunciou-se. — Na verdade estava lá tentando impedir aquela merda toda para ser mais exato, o que não deu muito certo. — Declarou abaixando a cabeça, relembrar o ocorrido era algo que de fato o desagradava. — Mas e quanto a vocês duas? O que faziam no local?
— Idem meu caro, também estávamos tentando impedir a tragédia. Pra ser sincera, nosso objetivo era salvar Hiashi e sua família esperando uma recompensa da PSIA* por o termos capturado ou do próprio por termos salvo a cabeça de todos eles. É, acho que basicamente é isto. — Declarou Sakura.
— Desculpem interromper, mas eu preciso ir agora se não chegarei atrasada. — Tsunade disse verificando a hora em seu relógio de pulso no braço esquerdo, sendo encarada pelos mais jovens. — Acha que pode cuidar dele? — Indagou indicando Sasuke com um movimento rápido de olhos.
— Eu creio que posso quebrar esse galho pra você, mas de qualquer forma você já está atrasada para o horário de visitas. — Informou fixando o olhar no rosto da loira que deu um agradecimento rápido despedindo-se brevemente deixando o quarto e casa logo em seguida.
Sasuke analisava o cobertor azul sobre si como se fosse algo realmente interessante enquanto fazia cogitações mentais. Passou a língua nos lábios umedecendo os mesmos e em seguida levantou a cabeça. — Hey! — Chamou-a obtendo sua atenção instantaneamente.
—O que é? — Perguntou indelicada deixando transparecer grosseria em sua voz.
—Vocês são mercenárias, correto? — Inquiriu apresentando neutralidade em sua expressão ao mesmo tempo em que remexia na superfície da manta.
—Mercenárias, caçadoras de recompensas...depende de como quiser nos nomear. — Afirmou com com um leve sorriso irônico brincando em seus lábios.
—Certo, pois tenho algumas coisas a pedir.
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