Notas iniciais
O ciúme dos Cavaleiros de Bronze para com o grupo Porto-riquenho começa, mais precisamente, Seiya e Ikki com Ricky e Raymond, principalmente o pegasus, já que as garotas que sempre o rodeavam e disputavam sua atenção passam a ignorá-lo.

No dia seguinte, nos estúdios de gravação dos comerciais da fábrica de chocolate Country Bar, os garotos do Menudo estavam impressionados com a tecnologia e tamanho do lugar, totalmente diferente de todos os estúdios que eles já haviam gravado antes. Porém, o momento de deslumbre foi interrompido pelo exigente produtor Darrin McGillis:

–Garotos! Chega de falar e vão logo vestir o figurino.

–Pensei que íamos gravar esse comercial com nossas roupas mesmo... – falou Raymond, olhando para o produtor.

–Não, Ray! Dessa vez o comercial será passado no Velho Oeste.

–Velho Oeste?! Hahahahahahahahahaha – gargalharam incontrolavelmente Ikki e Seiya.

Saori olhou feio para os dois Cavaleiros e, depois, voltou seu olhar a Ricky:

–Ignore-os...

–Invejosos... – rebateram Ricky e Raymond, seguindo para o camarim.

Após alguns minutos, os porto-riquenhos saem do camarim usando roupas de Cowboy. Pegasus e Fênix, obviamente, não seguraram as risadas ao ver os insuportáveis – na visão deles – Ricky e Raymond usando jeans, chapéu, botas e camisas com franjas:

–Eu posso saber do que o Pônei de Asas e o Frango Flamejante estão rindo? – questionou Ricky, irritado.

Os dois Cavaleiros já estavam prestes a partir para cima dos rapazes, quando Darrin entrou na frente deles:

–Ei Ei! Sem brigas agora, ok? Senhorita Kido, cuide de seus garotos que eu cuidarei dos meus! Vamos para o set, crianças!

–E vocês, meninos... – completou Saori, muito nervosa – Vamos conversar lá fora!

–Sim, Saori-san... – responderam todos os garotos ao mesmo tempo.

Na sala de espera, os Cavaleiros de Bronze escutaram reclamações e mais reclamações da empresária:

–Mas Saori-san... – tentou se desculpar Shun – É só o Seiya e meu irmão que estão implicando com eles.

–É Saori-san – completou Shiryu – O Shun, o Hyoga e eu até que gostamos dos rapazes.

–Suas bichas! – irritou-se Seiya.

–Seiya, menos! – Ordenou Saori

–Mas, Saori-san... Se eu e o Ikki estamos assim é porque estamos retribuindo com a mesma moeda as ofensas do Ricky e do Raymond.

–É isso mesmo, Saori-san... – completou Ikki.

–Já saquei tudo! – indagou à empresária – Tô sentindo uma rixa de grupos aqui e muito ciúmes vindo de ambas as partes!

Duas horas e meia depois, os porto-riquenhos saíram do set, já usando suas roupas normais:

–Aff... Às vezes eu me arrependo de ter feito o teste para ser um Menudo... – reclamava Ricky

–Veja pelo lado bom... – consolava-o, Raymond – Temos muitos brotos aos nossos pés e, muitas delas... São realmente lindas.

Raymond falava isso olhando diretamente para Saori, mas foi notado por Seiya, que mudou suas feições, encarando o rapaz. O Menudo, por sua vez, percebendo o ciúme do Cavaleiro de Pegasus, decide provocar mais:

–Darrin... Você programou algo a mais para essa semana?

–Bem, eu não diria essa semana, mas sim para os próximos dois dias. Depois, retornaremos para Porto Rico.

Ricky, entendendo a atitude do companheiro, decide ajudar:

–Poxa, Darrin, já que não temos shows por algum tempo, que tal um período de descanso? Digamos que duas semanas...

–Bem... Se a Senhorita Kido não se importar em vocês ficarem todo esse tempo na mansão dela...

Saori virou seu olhar para os Cavaleiros de Bronze. Ikki e Seiya ficaram apreensivos, com um olhar que parecia indicar que Saori não devia aceitar, enquanto Shiryu, Shun e Hyoga sorriam, como que esperassem um “sim”. A Jovem respirou profundamente e, grudando no braço de Ricky, respondeu:

–Claro que não tem problemas, Darrin. Vocês podem ficar quanto tempo quiserem na minha mansão, mas tenho só uma condição.

–E qual seria? – perguntou Sergio.

–Irmos agora visitar o Orfanato “Os Filhos das Estrelas”. Toda sexta-feira nós fazemos uma visita lá, afinal, foi onde o Seiya cresceu e, hoje, é onde trabalha sua irmã mais velha, Seika-chan.

–E também é onde trampa a Miho-san – disse Shun, pegando sua mochila e tirando algo de dentro – Assim eu aproveito e devolvo o LP dela.

–E autografado! – Sorriu Sergio, tomando o disco das mãos do Andrômeda.

–Bem... – disse Ricky, olhando ternamente para Saori – O Sergio já respondeu... Nós iremos sim.

Saori vai até o carro de braços dados com Ricky. Seiya estava bufando de raiva, mas se tranquilizava com a ideia de ir ao Orfanato:

–Ah, enquanto ela fica de nhenhenhém e mela-mela com o tal Ricky, eu faço ciúmes para ela com a Miho-chan. Afinal, ela também é doidinha por mim... – pensava o Pegasus.

Quando chegaram ao Orfanato, apenas Saori e os Cavaleiros de Bronze desceram da van. Miho estava varrendo o pátio e se surpreendeu com a chegada deles:

–Nossa! Só esperava vocês na sexta-feira. Qual o motivo da visita?

–Temos uma surpresa para as crianças – respondeu Shun, dando um beijo no rosto da garota – e também vim te devolver uma coisa, mas só o farei quando todos estiverem aqui.

–Ah! Então eu vou pedir para a Eire-chan trazer as crianças para o pátio.

–Eire-chan?! – Exclamou Hyoga – Não! Deixa que eu a chamo, Miho-san.

Hyoga adentrou no Orfanato em busca da professorinha loira e das crianças e, enquanto isso, Saori e os demais conversavam com Miho. Seiya, com intuito de provocar ciúme na neta de Mitsumasa Kido passou o braço pelo ombro da amiga de infância e ficava por acariciar o rosto dela levemente com a ponta do polegar, deixando-a corada e surpreendendo Saori, que estava pronta para armar um barraco quando...:

–Voltei, e com a Eire-chan! – exclamou Hyoga, pegado na mão da professorinha e com o gordinho Akira no colo.

–E também trouxemos as crianças. – completou a jovem, com as demais crianças enfileiradas atrás dela.

Separando-se da fila, as crianças correram para pertos dos Cavaleiros. Makoto grudou nas pernas de Seiya, Tatsuya pulou em Shiryu e Mimiko correu de braços abertos na direção de Shun. Os Cavaleiros brincavam com seus amiguinhos mirins, até que Miho se lembrou de algo:

–Ei, Shun, agora que tão todos aqui, o que você tem que me devolver, hein?

–Ah sim! – exclamou o irmão de Ikki, colocando Mimiko no chão e mexendo em sua mochila. – É o seu LP do Menudo. Gostei muito, obrigado. Pegue.

–Ah! Eu não acredito! Você fez tanto suspense para me devolver meu LP... Auto-... Autografa-... Autografado pelo Sergio?! – espantou-se a jovem professorinha, boquiaberta, ao pegar o LP – Onde foi que você conseguiu um autografo dele, Shun?

–Bem... – interrompeu Saori. – Isso quem vai explicar sou eu... Tatsumi?

A garota faz um sinal para que o criado abrisse a porta da van. Quando ele o fez, um por um dos porto-riquenhos desceram e ficaram encostados no veículo. Eire, Miho e as crianças estavam sem palavras e imóveis, não acreditando que era o grupo Menudo que estava ali, na frente deles:

–E aí? – saudou-os Angelo, abrindo um sorriso.

Após a saudação do garoto, todos saíram correndo, inclusive Miho, que ainda estava onde sempre desejou estar, envolvida nos braços de Seiya. Seika, que estava na cozinha, se espantou com o barulho e foi ver o que estava acontecendo. Ao ver o grupo, saiu em disparada e sequer olhou para o irmão caçula:

–Hahahahaha... Caraca! – riu Shun, sentando no chão, já que foi derrubado pela pequena Mimiko, que estava em cima de seus ombros e pulou quando viu o grupo – Eu não sabia que eles faziam tanto sucesso assim.

–É... Nem me fala – falou Seiya, em um tom baixo, meio nervoso e torcendo a boca – Até minha irmã saiu da cozinha e nem me cumprimentou...

–Seiya... – cochichou Ikki, chegando perto do companheiro. – Você está pensando no mesmo que eu?

–Guerra... – murmurou Pegasus, entre os dentes

Notas finais
Bom, o comercial do chocolate realmente existe, mas foi gravado em 1986, por isso Ruben e Angelo ainda não faziam parte do grupo.