Notas iniciais
Eu estava tão ansiosa que resolvi nem esperar! Aqui está o próximo capítulo, quentinho!

Helena atravessava a rua tranquilamente, em direção á sua casa, que já podia ser avistada logo ali, na esquina; quando um carro jogou-a longe. Isso teria apagado qualquer um, mas Lena tinha uma sorte do cão! pelo menos, era o que ela sempre dizia. Helena olhou para o carro, que estacionava, e percebeu que era o mesmo carro que quase atropelara a ela e a amiga, mais cedo.

Lena se arrastou até o meio-fio e se sentou ali, analisando os estragos causados pelo estranho acidente. Outra vez. A porta do carro bateu, e uma pessoa se aproximou.

– O que é? Veio terminar de me matar? — Lena esbravejou, furiosa — Porque essa é a única explicação para você me atropelar duas vezes hoje! Bati meu recorde da semana!

– Ao contrário, mocinha. — uma voz grave disse, em tom amigável, mas estranho — Não me serviria morta. Helena Carter, não?

– Isso aí depende.

– Do quê? — o homem perguntou, confuso.

– Do que se trata! Você é o Michel, não é? — Lena falou — Minha mãe disse que vai te pagar amanhã, e que o vestido ficou lindo. Ela quer saber se você tem sapatos para combinar. Mas se você for tira, seja lá o que quer, não fui eu. O Ben é que mexe com essas coisas, fale com ele.

– Olhe para mim, eu pareço um policial? — o homem perguntou, irônico.

Lena ergueu a cabeça. Ele usava terno e gravata, sapatos sociais, era meio calvo, uns 40 anos, usava óculos escuros e tinha um nariz desconfortavelmente grande. Ela o encarou por um tempo. Em instantes, já sabia o que ele era exatamente. Mas não acreditava no que via. Para qualquer pessoa normal, aquele cara seria um daqueles executivos esnobes que vão até a praia de terno, que passam o dia inteiro formais, só para cozinharem lentamente no vapor dentro de seus ternos caros. Mas esse cara era diferente.

– E então? — ele perguntou.

– O que a CIA perdeu por essas bandas? — Lena perguntou, séria.

– Não, é bem mais grave que qualquer casinho que a CIA já meteu o nariz. — ele retrucou.

– INTERPOL? — ela arriscou.

– Não. Mas está no ramo certo. — ele estendeu sua mão — SHIELD é o nome que você procura.

– Epa, peraê! — ela se levantou — Aí o negócio é mais sério! O que que vocês tão procurando?

– Na verdade, você. — ele falou — Você tem um dom muito raro. Nós estamos monitorando você há um tempo, e chegou a hora de eu vir buscar você.

– Mas e se eu não quiser? — Lena retrucou. — Não podem me obrigar!

– Bem, realmente não podemos. — ele concordou — Tudo o que eu peço é que compareça à uma reunião. Se não gostar, poderá voltar para casa e fingir que tudo não aconteceu. Porém...

– ... se eu entrar, não tem mais volta, né? — ela perguntou, em tom sério.

– A menos que morra. Ou pior, seja demitida. — ele sussurrou.

– Sei! É só tomar a pílula azul depois! — ela riu, irônica — Já vou com você para a Matrix! Mas, Morfeu, só vou passar em casa primeiro, tenho que pegar umas coisas!

– Vou esperar aqui. — ele se encostou no carro.

Lena caminhou, pegou sua mochila e dobrou a esquina, mas depois voltou. Ele ainda estava ali.

– Você não disse seu nome! — ela falou — Você é humano mesmo, não é? Quer dizer, não é um dos caras do MIB, sei lá!

– Sou a pessoa mais real que você já conheceu. — ele riu — Phillip Coulson, Helena. Sou agente da SHIELD. — e ele mostrou seu distintivo.

– Helena Carter. — ela mostrou sua carteirinha da LJA — Aqui diz que eu sou da Liga da Justiça, mas isso não quer dizer que eu conheça o Batman!

Ele riu, enquanto ela corria. Ela entrou em sua casa, deu comida par o gato e subiu as escadas. Entrou em seu quarto e jogou a mochila na cama, o movimento mais normal desse dia louco.

Lena pegou o celular e digitou uma mensagem para Ben.

"V6 tao no Don Maugô's? C tiver, vah pro estacionamento e me ligue, preciso falar com vc. Lena. "

Tão logo ela enviou a mensagem, seu telefone tocou.

– Alô, Lena? — Ben falava no outro lado da linha. — Tô no estacionamento, pode falar!

– Você é o hacker mais inteligente da área dos três estados. — ela falou, séria.

– Se você diz... Não sou muito de me gabar, sabe... — Ben dizia. Lena quase podia ver ele mexendo no cabelo, todo metido.

– Foco, seu nerd! — ela brigou — Escuta essa então, você sabe o que é SHIELD?

Um silêncio na linha preocupou Lena. Das duas uma, ou ele foi sequestrado, ou ele surtou. Tá na cara que a resposta vai vir em 3...2...1...

– O QUE VOCÊ FEZ??????????? — ele berrou no celular.

– Não fiz nada! Tem... — ela olhou pela janela. Coulson ainda estava lá. — Tem um homem na frente da minha casa que diz ser agente dessa tal de SHIELD.

– Ele disse quem era? -Ben perguntou.

– Carlos... Conan... Christopher... Cory... — ela arriscou nomes, pois não se lembrava. — O primeiro nome era com Phi.

– Phillip Coulson?! — Ben quase gritou no estacinamento vazio.

– Dá para ouvir o eco daqui! Não grita no meu ouvido! — ela repreendeu ele outra vez — É, esse aí mesmo!

– E o que ele queria???? — Ben parecia uma adolescente histéria.

– Parece que sou eu. Ele disse que estavam me monitorando há uns tempos e... — Lena tentou se lembrar da conversa.

– AI MEU ALEX RAYMOND! — Ben disse o nome de seu cartunista favorito, o criador do Flash Gordon, parece ser coisa séria — É uma honra ser recrutado pelos superiores! Honra que talvez eu nunca tenha... mas você tem! Seja lá o que for que eles peçam, faça! Seja lá o que eles querem, dê! Você nunca mais vai ter uma oprtunidade como essa!

– Então... devo ir com ele? O cara parece um mordomo de filme de terror! — Lena comentou.

– Vai logo! E depois me conte como foi! — ele disse — Você não falou isso com mais ninguém, falou?

– Não tem ninguém aqui com quem eu possa falar, esqueceu? — ela retrucou — Só tem eu em casa!

– Ótimo! Não conte isso para mais ninguém! É absolutamente sigiloso! — ele repreendeu — Agora vai antes que ele mude de ideia! Eu cuido da Gabi!

– Tchau, seu nerd! — Lena desligou o telefone.

Ela se sentou na cama, tentando compreender tudo o que acabara de acontecer. Deveria mesmo ir com o tal Coulson? O que estava acontecendo para chamarem ela? O que estava acontecendo agora, afinal? E por que ela?

Notas finais
Primeiro caso: resolvido! Agora só falta... o resto! Espero que tenham gostado! não se esqueçam das reviews!