Mentiras e Decepção
5 Vício
Notas iniciais
Uma coisa eu realmente sabia. Sabia com a pontada do meu estômago, no centro dos meus ossos, sabia isso do topo da minha cabeça até as solas dos pés, sabia isso no meu peito vazio — o amor por uma pessoa pode ter o poder de te destruir.
A linda mulher que saudou a todos com um sorriso no rosto, sorriso esse que parecia iluminar todo o ambiente, causou as mais diversas sensações naquele grupo de pessoas que a encaravam incrédulos como se ela fosse a mais bela miragem em um deserto escaldante. Elizabeth estava apreensiva e ao mesmo tempo admirada, aquela mulher a sua frente em nada lembrava a menina de jeans surrados e camisa de flanela que namorava seu filho a 10 anos atrás, exceto pelo rosto de boneca que continuava o mesmo, o tempo não fora capaz de modifica-lo. Liz sempre viu nela um brilho especial, sabia que ela seria uma grande mulher um dia, que conseguiria chegar longe com seu jeito determinado de ser e agora a olhando tão linda e altiva, pode confirmar que sempre esteve certa.
Mas o que no momento a preocupava era a reação do seu filho mais novo, por isso se pôs ao seu lado o segurando firme pelo braço. Deu um olhar sugestivo ao marido, que entendendo o que ela queria, fez o mesmo. Ele conhecia bem aquela história e temeu pelo futuro da filha, o casamento dela já não andava bem das pernas e agora com a volta dessa mulher, as coisas poderiam piorar muito.
Jasper no momento em que viu a mulher foi tomado por vários sentimentos diferentes. Ele nunca a tinha visto pessoalmente, mas sua noiva tinha várias fotos dela, então ele logo a reconheceu mesmo ela não sendo mais uma adolescente. Não pode deixar de admirar-la, realmente ela é linda, agora entendia por que seu amigo era tão apaixonado por ela. Apesar dele negar, Jasper não era bobo, sabia que seu amigo ainda amava a mulher a sua frente, assim também como sabia que sua fadinha amava e sofria muito com a falta de notícias da amiga. Por isso, ao mesmo tempo que ele estava feliz por sua amada, ele também estava preocupado com o amigo, não sabia qual reação ele teria. Ficou mais aliviado quando viu Liz e Eleazar se colocarem ao lado do amigo, sabia que eles estavam ali para conte-lo caso ele fosse fazer alguma besteira e ficou grato já que ele não podia, pois tentava conter uma Alice que quicava em seus braços como se quisesse sair correndo e se jogar nos braços da amiga. Ele se perguntava como ela tinha tanta certeza que era mesmo ela ali, afinal de contas ela tinha uma irmã gêmea não é mesmo ? Podia muito bem ser a outra. Mas ao olhar pra mulher a sua frente ele pôde entender tudo o que Alice sempre falava sobre ela ser linda e ter um olhar sincero, e de como ela parecia iluminar tudo a sua volta apenas com um sorriso, dando uma sensação de paz e conforto a todos que estavam em sua presença. E ao olhar nos olhos da mulher que encarava sua noiva com tanta ternura e amor, ele teve a certeza de que precisava. Não lhe restava mais dúvidas pois ele sempre foi muito bom em ler as emoções das pessoas. Ela nunca teria sido capaz de fazer aquilo da qual foi acusada e ele sentia muito pelo amigo, pois quando ele também tivesse essa certeza, ele sabia que a dor seria muito maior.
Emmett olhava pra sua velha amiga com grande sorriso no rosto e mostrando as convinhas que tanto ela gostava nele. Sempre que ele sorria ela apertava as suas bochechas e falava o quão fofo ele era, e ele sempre replicava dizendo que não era fofo e sim gostoso. Onde já se viu ? Ser fofo era coisa de baitola e ele era muito macho. Mas no fundo ele adorava o carinho da amiga que o apelidara como irmão urso devido ao seu tamanho e força, sentira muita falta dela. Não pôde fazer nada por ela na época que tudo aconteceu e se sentia tão culpado por isso, mas agora ela estava ali e ele iria protege-la dessa vez contra tudo e todos que ousassem lhe fazer mal, mesmo que esse alguém fosse seu irmão.
Tânia por outro lado estava pálida, o medo era notável em seus olhos azuis, assim também como a inveja. O que essa maldita fazia ali ? A vida dela já era uma droga apenas com a sua lembrança, imagine agora com a sua presença em carne e osso ?! O que ela queria ali ? Seria vingança ? Será que ela procuraria Edward pra contar alguma coisa ? Não, mesmo que ela tentasse ela não tinha como provar. Ela não permitiria que essa mulher maldita se aproximasse de seu marido, ela já a tinha afastado uma vez e poderia fazer de novo. Seus olhos brilharam com o pensamento maldoso.
— Mi vida, está belíssima como sempre. Eu sou o cara mais sortudo do mundo por ser seu marido. — Alec falou enquanto tocava com as costas da mão a bochecha de sua esposa fazendo um leve carinho, enquanto com a outra segurava sua cintura em um gesto possessivo e a trazia pra mais perto de si e colava seus lábios aos dela em um selinho. Esse gesto fez Edward que até então estava hipnotizado olhando a bela mulher a sua frente como se ela fosse um copo de água no deserto, rosnar e serrar os punhos.
— Obrigada mi amor, mas a sortuda aqui sou eu em ter você como marido. — Ela falou com sua voz baixa e angelical trasbordando tanto carinho que era quase palpável, mas foi o que Edward viu nos olhos dela quando olhava pro marido que fez o buraco em seu peito se afundar ainda mais. Era um olhar cheio de amor e a mais pura devoção, um olhar que antes era dirigido apenas a ele. Ela amava outro homem agora e essa constatação foi como se uma espada transpassasse seu peito, que nesse momento doía como o inferno, era quase uma dor física. Mas também o que se podia esperar de uma mulher como ela ? Afinal de contas, ela nunca o amou mesmo.
—Pessoal, essa é minha esposa Isabella San Romão. — Alec fez a apresentação e foi possível todos notarem o tom de orgulho em sua voz.
— Ah meu Deus! — Alice gritava quicando nos braços de um Jasper constrangido.
— Alice por favor, contenha -se — Ele falou baixo no ouvido dela, mas parece que ela não escutou pois continuou no mesmo tom de empolgação.
—Bella ? É você mesma ? Me solta Jasper! — Alice ordenou se virando pro noivo com uma cara nada amigável que ele conhecia bem. Então ele a soltou e ela deu três quicadinhas em seu lugar balançando as mãos sem parar, chamando a atenção das demais pessoas que olhavam tudo com curiosidade e correu e se jogou nos braços de uma Bella um tanto quanto assustada. Elas teriam ido ao chão se Alec não tivesse atrás de Isabella a segurando. Após passado o susto, Bella respirou aliviada e retribuiu o abraço da amiga a estreitando em seus braços. Tinha sentido tanta falta de sua pequena fadinha, no fundo tinha medo de que sua amiga também a odiasse. Afinal ela era irmã de Edward, mesmo que não fosse de sangue. Por isso ela ficou assustada com a reação de Alice, não esperava ser recebida com tanto entusiasmo.
— Bella, eu senti tanto a sua falta. – Alice sussurra com a voz embargada.
—Alli, eu também senti amiga e muito. — As duas tinha os olhos cheios de lagrimas.
—Eu te procurei tanto Bella, todos esses anos. — Alice falava enquanto ainda abraçava a amiga. Rose que até então estava quieta apenas observando tudo, também tinha os olhos cheios de lagrimas. Conhecia a história da cunhada que aprendeu a amar como uma irmã, e sabia o quão importante Alice era pra ela, por isso não pode conter as lagrimas de alegria que rolava por seu rosto.
— Como você some assim e não me dá notícias, Isabella ? Tem noção de como eu fiquei desesperada sem notícias suas ? — Alice questionou a amiga com as mãos na cintura, logo depois de solta-la. Isabella não sabia se chorava pela emoção de ter sua amiga de volta ou se ria da cara de brava de Alice que não botava medo em ninguém.
— E agora você me aparece assim desse jeito. — Fala apontado a amiga dos pés a cabeça – Oh meu Deus, você está usando saltos ? Quem foi o santo que conseguiu essa proeza? — Nunca fora segredo pra ninguém que Isabella detestava saltos, eles eram seus inimigos mortais já que ela era um tanto desastrada. Por isso ela passava longe dos saltos altos o que deixava Alice pê da vida.
— Bom, vejo que as apresentações não são necessárias. — Alec fala com um grande sorriso no rosto, vindo em socorro de sua esposa.
— Acho que não senhor San Romão, nós já nos conhecemos. Isabella querida, como vai ? Você está belíssima. – Elizabeth cumprimenta a morena que retribui com indiferença. Ela ainda se lembrava bem do olhar de acusação que Liz deu a ele a anos atrás.
— Vou muito bem Senhora Denalli, obrigada. A senhora também está muito bem, não mudou nada.
— Obrigada querida, você como sempre muito gentil. — Liz em nenhum momento se soltou de Edward. Ela podia sentir o quanto ele estava rígido do seu lado como se estivesse em uma espécie de transe. Isabella no entanto não o olhou em nenhum momento, era como se ele não estive ali. Já ele não conseguia tirar os olhos dela.
— Bellinha, quanto tempo pequena. Senti sua falta — Emmett falou puxando Bella em um abraço de urso que ela conhecia bem, a tirando do chão e fazendo Edward trincar os dentes e apertar ainda mais seus punhos. Bando de traidores, como eles podiam a tratar tão bem assim depois de tudo que ela fez ? A raiva queimava em suas veias.
—Emmett, eu preciso respirar. – Bella respondeu com uma voz abafada devido o aperto do abraço.
— Desculpe. — Emmett a coloca no chão.
—Tudo bem Emm, também senti sua falta.
—Bella, esse é meu noivo Jasper. — Alice apresenta com os olhos brilhando. Nem podia acreditar que finalmente podia apresentar o noivo a amiga, esperou tanto por esse momento que agora tinha vontade de gritar de tanta alegria.
— É um prazer finalmente conhece-la Isabella. — Jasper fala e vê Isabella fazer uma pequena careta quando ele pronunciou seu nome.
— Igualmente Jasper, mas por favor me chame de Bella.
— Claro, me desculpe. Alice sempre me diz que preferia assim. — Ela apenas sorriu pra ele e então voltou seu olhar para as três figuras restantes. Alec que permanecia atrás da esposa com os braços em volta da sua cintura, a estreitou mais em seus braços.
—Senhor Denalli, como vai ? – Pergunta cordialmente a Eleazar.
—Muito bem Isabella, é bom vê-la de novo. — Ele fala aperta a mão dela que lhe dá um olhar de descrença, ela duvidava muito disso.
— Senhor e Senhora Cullen. — Foi apenas o que ela disse ao casal. O estômago de Edward embrulhou ao notar o tom de desprezo com o qual ela pronunciou seu sobrenome. Ele não conseguiu dizer nada, simplesmente pediu licença por entre dentes e se afastou, não suportava mais. Se continuasse ali mais um pouco ele a agarraria, só não sabia se era para beija-la ou enforca-la. Não, ele nunca poderia beija-la outra vez, com certeza ele a enforcaria. Tinha que se afastar, tinha que pensar que sua filha precisava dele e ele não poderia cuidar dela se fosse preso.
Tânia olhou o marido se afastar e o ódio borbulhou dentro dela ao ver o quanto Isabella ainda o afetava.
—Isabella, quanto tempo. Olha só pra você, vejo que finalmente aprendeu a se vestir. — Tânia alfinetou e Isabella sorriu. Um sorriso de puro deboche enquanto olhava Tânia dos pés a cabeça.
— E você parece que desaprendeu, já que está vestida pra um cabaré e não pra um evento social. — Tânia ficou vermelha de raiva e de vergonha. Alice, Alec e Rose sorriam abertamente, Emmett gargalhou e Liz e Eleazar estavam envergonhados. quando tania ia replicar Alice a interrompeu.
— Agora dona Isabella Swan, a senhora vai me contar tudo que aconteceu. — Bella sentiu uma pontada no peito ao ouvir seu antigo sobrenome, sobrenome que fora proibida de usar.
— Na verdade Alice, agora é Isabella San Romão.
—Que seja, agora começa a falar. – Alice estava impaciente querendo explicações.
— Alli, acho que esse não é um bom lugar pra isso. É melhor marcarmos outro dia. – Bella tentou despistar a amiga.
—Nada disso, eu já esperei demais. — Foi interrompida por Jasper.
—Amor, Bella tem razão. Esse não um bom lugar, seja um pouco coerente. — Ele fala e Alice bufa.
—Certo, mas amanhã a senhora não me escapa. Onde nós encontramos ? — Bella retira da pequena bolsa Chanel que carregava um cartão e entrega a amiga.
— Esse é meu telefone, me liga que eu te passo meu endereço. Podemos almoçar juntas, tem alguém que eu quero que você conheça.
— Certo. — Alice concorda reprimindo com muito esforço sua curiosidade.
— Amor, sei que vocês tem muita coisa pra conversar mas tem algumas pessoas que quero que você conheça. — Alec chama a atenção da esposa. Na verdade não era nada importante, mas ele sabia que Isabella precisava respirar um pouco longe de todos ali. Ele conhecia bem sua mulher, mesmo que ela estivesse feliz em rever os amigos ele sabia o quanto estava sendo difícil pra ela ter contato com sua antiga vida, vida que lhe trouxe muito sofrimento.
Isabella sorriu pro marido agradecida, como sempre Alec a estava salvando. Ela não tinha como agradecer a ele tudo que fizera por ela ate hoje, ele era um anjo em sua vida, uma benção dos céus que Deus lhe enviou no momento em que ela tinha perdido a vontade de viver.
—Claro amor, Alli nos vemos depois. — Ela se despediu da amiga.
—Tudo bem, eu te ligo pra gente marcar algo. — Bella, Alec e Rose pediram licença aos outros e se retiram, mas antes Bella notou o olhar comedor de Emmett pra sua cunhada. Ela sorriu lhe dando uma piscadela conspiratória, fazendo o amigo sorrir e mostrar suas adoráveis covinhas e ela lutou contra a vontade de ir até ele e lhe aperta as bochechas.
Com um copo de whisky na mão e de longe, Edward não tirava os olhos de Isabella. Ele queria ter ido embora mas simplesmente não conseguia, era como se a presença dela o prendesse ali e cada vez que via Alec a beijar e a abraçar, ele rosnava. Tinha vontade de ir até lá e arranca-la dos braços dele, não suportava que ela fosse tocada por outro, um sentimento de posse tomava conta dele. Mas o que ele esperava ? Que ela fosse ficar sozinha pra sempre, sofrendo por ele ? Ele deveria ter imaginado que não, apesar de desejar isso com todas as suas forças. Ela nunca o amou, só queria uma vida de luxo e como ele descobriu tudo, ela não perdeu tempo em correr atrás de outro. Ela era uma maldita desgraçada mas mesmo assim ele não conseguia deixar de deseja-la.
Era isso, apenas desejo. Ele só queria te-la em sua cama, afinal o sexo com ela fora o melhor que já teve em sua vida, isso ele não podia negar. Agora ela estava mais mulher, as curvas estavam mais acentuadas, os seios maiores, a barriga plana, o bumbum maior e arrebitado. Sentiu seu membro pulsar em suas calças, era apenas desejo que passaria assim que a tivesse em sua cama. Se ela o tinha traído quando namoravam, podia muito bem trair o marido também. Ele a conhecia muito bem, conhecia seu corpo, sabia como deixa-la louca e não seria difícil isso. Estava decidido, a levaria pra cama e a trataria como a vadia que ela é.
Satisfeito com essa conclusão,ele voltou a olhar pra onde ela estava e viu quando ela falou alguma coisa no ouvido do marido e se afastou. Nesse momento ele repensou sua decisão. Apesar de tudo, Alec San Romão era um bom homem e não merecia isso, mas por outro lado ele estaria fazendo um favor pra ele mostrando a vadia que era sua esposa, com certeza ele não deveria saber de nada. Ele sorriu e com essa certeza foi atrás dela, viu quando ela passou pelo extenso corredor que dava nos fundos da galeria onde tinha um pequeno jardim. A observou parar em frente ao pequeno chafariz com uma escultura de anjo, respirar fundo e relaxar os ombros como se estivesse muito cansada. Com certeza se fazer papel de santa na frente de todos era cansativo mas vamos ver até quando ela consegue manter essa mascara, ele pensou.
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Então ele se aproximou sorrateiro e a pegou pelo braço, fazendo com que ela virasse com força e rapidez e batesse no seu peito. Ela ofegou e deu um pequeno grito devido ao susto, arregalou os olhos quando ele tampou sua boca com uma mão enquanto com a outra segurava firme sua cintura colando seu corpo ao dele. Ele tremeu quando sentiu o calor do corpo dela junto ao seu, todos os pelos do seu corpo se arrepiaram quando o cheiro dela invadiu suas narinas. Ela ainda tinha o mesmo cheiro de morangos que ele tanto amava e que tanto o enlouquecia. Ah como ele sentia falta daquele cheiro. Era um cheiro de inocência que fazia seu sangue ferver nas veias e se concentrar em seu membro. Era como se o corpo dele reconhecesse o dela, era como estar em casa de novo. Mas ele tratou de afastar esses pensamentos, o propósito dele ali era outro.
Ela o olhava com os olhos ainda arregalados, respirava forte e rápido, seu peito subia e descia descompassado evidenciando ainda mais os seios redondos o fazendo olhar naquela direção e gemer passando a língua pelos lábios. Ele a encarou e ela o encarou de volta, agora já não estava mais assustada, seus olhos agora transmitiam reconhecimento e raiva. O que ele queria agora e como ousava a agarrar daquela maneira ? Ela tentou se soltar dele mas ele era mais forte e a apertou mais em seus braços. Então ela olhou bem no fundo daqueles olhos verdes que lhe eram tão conhecidos e o que ela viu ali a fez tremer. Era o fogo do mais puro desejo e a dura ereção dele cutucando sua barriga só confirmava tudo.
— Edward o que... — Ele a interrompeu com um rosnado quando a ouviu pronunciar o seu nome, fazendo um arrepio de prazer passar pelo seu corpo. Ah como sentirá falta do som da voz dela chamando por ele e naquele momento sentindo ela de novo em seus braços, era como se nada mais importasse. Era só eles dois e a saudade que ele sentia dela, por um momento ele se esqueceu de tudo. E sem poder se conter mais, ele tomou seus lábios nos dele em um beijo selvagem com tanta força que doía. Era um beijo cheio de saudades, amor e ódio. Sua língua invadiu a boca dela sem pedir permissão e quando ele sentiu o gosto dela em sua língua ele soube que estava perdido, era ainda melhor e mais viciante do que ele se lembrava.
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