Mentiras...

28 Final - O mistério de May! A dor e o passado de Maybelle & Yellow!


Notas iniciais
Após 5981758918519 sem postar, não. Não morri T3T Finalmente coloco o final dessa história no ar... àS 2h15 da manhã em Portugal :v Me amem

“ — Drew… Acorde, por favor…”.– Implorava, pela milésima vez, observando o rosto pálido e frio da pessoa que mais amava no mundo.

O seu cabelo cor de esmeralda continuava caído porém não tinha o mesmo brilho. O sorriso brilhante e elegante estava arruinado e destruído. Estavam... Mortos. Os seus olhos fechados, como se tudo o que os mesmos viram foi em vão; Foi perdido. Drew Hayden estava...

...Morto.

“ — Oh, parece que o nosso filho inútil finalmente teve o que mereceu!!”. — A mulher ria amargamente, observando o triste cenário.- “É o resultado de não ter- se juntado ao que devia…”.

“ — Mas, podemos negociar, Maybelle Maple…”. — O homem alto, sorria cinicamente com um olhar de divertimento sádico.- “Eu tenho um velho amigo. Um velho e sábio amigo capaz de reviver Andrew”.

“ — Nunca…”.– Murmurei, apertando a mão gélida e branca de Drew contra o meu peito. Senti as lágrimas cairem no pulso do mesmo, pousando- o levemente no chão. Levantei- me sem conseguir olhá- los nos olhos. — “Nunca…”.

“ — Nunca o quê?”. — Perguntou a mulher impaciente.

“ — Nunca… Deviam ter nascido…!”.– Olhei- os nos olhos. Lembro- me de ver a cara de pânico deles e de cair num sono profundo.

[...]

Blaziken estava atrás de May. Enquanto a morena olhava seriamente e com raiva para o casal mafioso, os seus lindos olhos cor de Sapphira haviam mudado para um tom Ruby.

Mas um tom de ódio, cor de sangue. Não, não era brilhante; Pelo contrário - Era frio e arrepiante.

“ — M… May..?”.– Harley, assustado, aproximou- se da morena, ficando na frente dela.- “Hey, baixinha, você está me ouvindo..?”.

Soledad observou o grande Pokémon atrás da treinadora, Mega- Evoluido. Ele possuía os mesmos olhos que a treinadora. O que só significou uma coisa.

“ — Harley, saia daí. Agora!!”.– A ruiva correu para o namorado, puxando- o. O de cabelos roxos não entendeu, até o mesmo observar espantado para May e Blaziken.

“ — Mas… O que é que…?”.– Harley murmurou, meio preocupado e nervoso.

“ — Finalmente… Ela… Libertou- se!!”.– O homem ria com maldade. Ria cada vez mais alto, observando o Pokémon e a treinadora a olharem- no com mais ódio, começando a criar uma fumaça em volta de ambos.

“ — Estava na hora de te revelares….”.

“ — ….Mew”.

“ — M… Mew..?”.– Murmurou harley confuso.

“ — Maybelle Maple é uma seguidora de Mew, que viajou 200 anos do futuro para cá.”– Exclamou a mulher, com um sorriso divertido.- “Porém, quando ela aceitou a missão de Mew, teria de morrer para se tornar um pequeno bebé, que iria nascer de um seio familiar.”

“ — … A função dela era recolher imagens do passado e deter que a Team Aqua e Team Magma evoluíssem, já que no futuro elas dominaram o mundo.”– Continuou Josh, rindo do sofrimento.- “Porém, quando a missão foi concluída, Mew disse que ela não poderia voltar e desaparecer, já que mesmo que apagasse as memórias dos conhecidos, iria causar um conflito no espaço- tempo.”.

“ — Então, como subordinados de ambas as equipas, tivemos de agir.”– Retomou Mary, olhando para todos friamente.- “Tivemos de fazer de tudo para acabar com a vida dela e causar- lhe a dor que nós sentimos, quando perdemos a nossa família; A nossa equipa”.

“ — Matar a família dela. Ter de viver uma vida dupla. Foi uma fora da lei fugitiva. E agora, que fomos descobertos e ela foi finalmente feliz, tivemos de acabar com a felicidade dela… E sabem qual era a felicidade dela?”.

“ — ...O Drew!”– Concluiu Josh, com um sorriso sádico. Passado uns segundos, continuou.- “Ela possui os poderes de Mew. Como filha e subordinada do lendário, ela consegue fundir os poderes com Pokémons e pessoas. Resumindo: Ela foi libertada pela dor total que sentiu.”.

“ — Temos de impedi- la!!”.– Berrou Soledad, desesperada.- “Se ela se fundir totalmente com Blaziken, ela ficará fora de controlo!!”.

“ — E irá matar todos os que vir.” . -Mary sorriu de canto.- “Mesmo que nos mate, a nossa missão será concluída! Porque, no fundo, esta missão não é matá- la…”.

“ — … É fazê- la sofrer por ver que matou todos os seus únicos amigos.”.

“ — Já sei!! Temos de retroceder o Blaziken, para parar com a fusão!!”.– Gritou Soledad, olhando para Harley.- “Mas a Pokébola está com ela… E se nos aproximar- mos, ela poderá magoar- se… Ou até mesmo nós...!”.

Mesmo antes de Soledad acabar o discurso, Harley correu em direção ao nevoeiro. Começou a berrar assim que o nevoeiro branco fez contacto com a sua pele, corroendo- a como ácido.

“ — Harley!! Pare, você vai ficar ferido!!”.– Gritou em desespero a ruiva, olhando- o paralisada.

Harley aguentou os gritos de dor. Pegou na Pokébola, jogando- a para a namorada. Olhou- a nos olhos e disse:

“ — Por favor... S- salve a baixinha e o snobe. Não faça a minha morte... Ser em... V- vão.”.

E desapareceu, como se jamais tivesse existido.

Soledad berrou. Ela queria berrar e chorar com todas as suas forças. Queria que Mary e Josh morressem lentamente e com dor, depois daquele cenário.

Porém, aguentou. Levantou- se, ainda em pânico, e retornou o Pokémon. Porém, a névoa invadiu- lhe a pele do braço, deixando- a com a maior dor do mundo.

Mas aguentou. Conseguiu retornar o Pokémon a tempo, deixando May desacordada, caindo no chão. Sorriu de canto para Mary e Josh, dizendo:

“ — Vejo- vos no inferno, animais.”

Correu para ambos, libertando toda a névoa do seu braço, abraçando- os com força. A névoa aumentou, deixando o branco tornar- se cor de sangue, com os berros infernais.

A ruiva sorriu. Libertou um grande sorriso, empurrando ambos para longe, a tempo de fugir da morte.

Porém, Harley, Mary e Drew não tiveram tanta sorte.

[.....]

Mew….

Mew… Eu sei que você está aí…

Por favor, preciso de acordar…

Preciso de ver…

...O Drew…!!

….

“ — May!!”.

Abri os olhos rapidamente, levantando- me a tremer. Sentia a minha pele arder toda, como se estivesse toda cortada.

Sentia os olhos a doer, como se estivessem a ser apertados e esmagados. Os meus dentes parecia estarem partidos. Os meus ossos doíam tanto como se fossem espetados por agulhas.

“ — Você está… Bem?”.– Perguntou Soledad, com um sorriso preocupado.

“ — Sim, eu ach…”.– Interrompi- me a mim mesma, quando me lembrei.- “ O Drew!! Onde ele está!?”.

“ — Relaxe, ele está vivo.”– Sussurrou a ruiva com um sorriso doce.- “A enfermeira Joy ajudou- o. Demorou muito tempo e ele ainda dorme... Acho eu, mas ele deve já ter fugido.”- Disse, olhando- me com um sorriso doce.- "Ele ficou bem chocado com isso da Yellow e a May serem a mesma pessoa... Sabia?"

“ — ... “. — Não respondi, com um suspiro de alívio por ele estar bem. Sorri imenso, olhando em volta.- “Pelo menos ele está bem, graças a Arceus!! Mas, cadê o Harley?”.

Um silêncio absurdamente horrível pairou no quarto. Soledad olhou para baixo e eu entendi que acabava de perguntar a pior coisa do mundo.

“ — N… Não me diga que ele…!! Soledad, lamento imenso!!”.

Ela não respondeu. Levantou- se, em direção à porta.

“ — Eu… Vou dar uma volta.”.– E saiu, fechando a porta delicadamente.

Suspirei, jogando- me na cama. Fechei os olhos, juntei as mãos e sussurrei.

“ — Mew, sei que está aí. Nunca soube realmente da sua existência até ver o que se passou… Naquele dia. Não sei quanto tempo se passou, ou se é possível, mas.... Ajude o Harley, por favor…!”.

Um brilho enorme fez- se à minha frente. Era a forma do pequeno Pokémon cor de rosa, que sussurrava com a sua voz para mim.

“ — O lago. Lá está Harley, adormecido. Aquele pequeno lago onde você lutou contra eles os dois. Ele estará lá.”.– Depois de uma pausa, continuou.- “Eu faço isso como um presente de agradecimento por ter terminado com todos os membros da Team Magma e Aqua. Aceite isto como um presente do seu criador…”.

A luz sumiu, e eu libertei um sorriso. Levantei- me, vestindo as minhas roupas de jornada, até me dar conta que a minha peruca estava perto das minhas roupas.

“Oh… Eu revelei a existência e localização da Maybelle Maple”.

Abanei a cabeça, saindo pela janela do Centro Pokémon. Talvez ninguém note, afinal, é só até a floresta.

Porém, em direção às grandes árvores da cidade, encontrei uma figura conhecida sentada num banco de jardim.

“ — D… Drew…?”.

Ele olhou para trás, e ficamos assim por minutos. O vento passou por nós, acordando- nos.

“ — Yell- Digo, May….”.– Murmurou, desviando o olhar de mim.- “Como eu devia de chamar você mesmo?”.

“ — Drew, eu…”.– Fui interrompida, observando o olhar de raiva dele.

“ — Eu estava desesperado…!!".– Começou a falar, com raiva na voz.- " Você viu o quanto eu sofri!! Via o que eu sentia por você!! E, por fim, mentiu- me a dizer que ela morreu!! Você é uma mentirosa! Eu devo chamar de Yellow, May ou o quê mais? Não me admiro se o seu verdadeiro nome for Jeniffer ou algo do gênero!!”.

Eu não gritei. eu não chorei.

Fiquei frente a frente a ele, e estendi- lhe a mão, com um sorriso doce.

“ — O meu nome é May Maple. Sou, e sempre serei a sua rival, Andrew Hayden!”.

Os seus olhos cor de esmeralda libertaram um brilho. O seu rosto olhou- me surpreso, encarando- me a tremer. Observei as lágrimas nos seus olhos surgirem, sem me deixar responder, já que me abraçou com força, em seguida.

“ — May… Eu… Eu tive tantas saudades de você..”. — Murmurou, enquanto soluçava em voz baixa. Desde que o conhecera, até estes últimos cinco meses, nunca o vira tão sensível, e notara o quanto importante eu era. Notava que, mesmo após tudo o que aconteceu, não era o fim. Ainda tinha muita coisa por acontecer.

“ — Entendo que esteja confuso, e queira explicações; Você merece saber tudo o que aconteceu; Cada detalhe…”.– Afastei- me dele, olhando- o nos olhos.- “Mas, agora, Harley está vivo, graças a Mew. Preciso da sua ajuda para ver a Soledad sorrir, okay?”.

Drew assentiu, com um sorriso de canto; O mesmo sorriso convencido que tinha em Hoenn e Kanto, quando éramos rivais. Corri em direção ao lago, onde ocorrera à uns tempos atrás toda a confusão com os pais de Drew. O esverdeado seguiu- me, a correr, em direção ao destino e à hora da verdade.

Chegando lá, ouvi uns murmúrios irritados. Curiosa, porém com medo, espreitei, observando Harley a andar de um lado para o outro, totalmente irritado com algo.

“ — Harley!!”.– Gritei eu e Drew surpresos, ao vê- lo como novo.

“ — Aaah, May!”.– Ele correu para mim, com aquelas lágrimas falsas de bixa. Depois, abraçou- me com força.- “Minha flor de coquinho, tive tanto medo de perder você!! Ah, as saudades que você me fez passar, baixinha!!”. — Depois, fez uma pausa (Após quase me matar pelos abraços), olhando para Drew.- “Olha aí, você fez seu namorado ficar tristinho… Acho que devia recompensá- lo!”.

Drew bufou, olhando para o lado e cruzando os braços. Sorri um pouco sem jeito, olhando para ambos os rapazes à minha frente.

“ — Vamos ver a Sol? Aposto que deve estar desesperada por você, Harley…”.

[...]

Soledad estava sentada num banquinho, a olhar para uma fonte d’água, no centro da cidade. As lágrimas não caiam mais e era apenas o barulho do vento e ela. Aos poucos, a ruiva ouviu o seu nome, de longe, soar:

“ — Soledad!”.

Ela olhou, ainda sem conseguir ver quem a chamava. Reconheceu uma voz feminina, que mais tarde revelara ser May, acompanhada de Drew.

Ela levantou- se, vendo ambos correr em direção dela, com sorrisos. Ela sorriu ligeiramente, vendo o casal de adolescentes a falar animadamente.

“ — Ai, Sol, você nem vai acreditar!”.– Gritou May, totalmente entusiasmada.

“ — O que foi, May?”.– Murmurou a ruiva, meia curiosa, porém com alguma preocupação.

“ — Bem…”. — Murmurou Drew, com os braços cruzados e os olhos fechados. — “Melhor mostrar que explicar…”. — Ele apontou com o polegar para trás dele.

Mal Soledad olhou, observou Harley a sorrir docemente para ela, quando ela correu sem olhar para trás, abraçando o namorado com toda a força, chorando bem alto.

Drew e May olharam- se, ambos com um sorriso.

“ — Sinto muito interromper o vosso momento de reencontro, mas agora terei de levar a May e o Drew comigo”.

Todos olharam para trás, observando a agente Jenny, séria.

“ — Agora que May foi reencontrada e Drew perdeu os seus pais, receio que precisam de ser adotados por um casal que possa cuidar deles… Eles poderão continuar com a jornada deles, assim que forem adotados…”.

“ — Não, por favor, não me leve para aquele casal, agente Jenny!!”.– Gritou a morena, com lágrimas nos olhos.- “Eu só tenho um pai e uma mãe no mundo, e mais nenhum!!”.

Drew fechou os olhos, andando em direção à agente, deixando todos confusos.

“ — Nunca os vi como pais mesmo, então… Porque não desistir das coisas por um tempo e ir?”.

“ — Você pode ir, Drew, mas eu daqui não saio!!”.– Repetiu May.- “Ainda temos de continuar a final do Grand Festival!”.

“ — Isso não será necessário…”.– Murmurou o Senhor Contesta, andando até ao grupo no meio do parque.- “Devido a situações óbvias, o Grand Festival encerrou. Foi declarado um empate entre Drew e Yellow, que neste caso é May.”. — Ele fez uma pausa, libertando um sorriso.- “A taça do concurso está no estádio, esperando por vocês, Top Coordenadores.”.

Drew e May entreolharam- se, surpresos. Jenny suspirou.

“ — Por mim tudo bem quanto a isso, mas eu tenho de levá- los imediatamente. Eles são crianças menores que necessitam de pais ainda…".

“ — Pessoal... “.– Murmurou Soledad, abraçando May e Drew ao mesmo tempo.- “Eu tive uma ideia melhor…!”.

[...]

“ — Ah, não vale Drew!!”.– Berrou a morena, irritada com o esverdeado.- “Você trapaceou!!”.

“ — Eu nunca faço esse tipo de coisas, May. Esse não é o meu estilo…”.– Ele jogou o cabelo para o lado, cruzando os braços e fechando os olhos, com um ar descontraído.

“ — Você só venceu porque o seu Masquerain molhou o chão e eu escorreguei!!”. — Gritou para o rival.

“ — Não tenho culpa que o seu Delcatty seja tão trapalhono quanto a dona…”. — Ele abriu um olho, revelando um sorriso convencido. May, irritada, virou a cara, andando até à porta principal, irritada.

“ — Crianças!”. — Gritou Harley, da sala de jantar.- “A Sol preparou um almoço no jardim! Vocês gostariam de almoçar connosco?”.

May e Drew sorriram e sem ao menos responder, atropelaram o pobre coitado da bixa do Harley.

“ — O primeiro a chegar vence, ouviu Drew?!”.

“ — Tsc, ai é? Masquerain, use bolhas no chão!!”.

“ — Aii! Assim não vale! Blaziken, saia e frite aquele cabelo de folhas para o meu jantar!”.

“ — Parem! Vocês vão destruir a casa!!”.

“ — É inútil, Soledad… Já tentei e acabei sendo eu o alvo..”.

“ — Coisas que nunca mudam, não é mesmo?”.– Murmurou a ruiva, olhando para a fotografia na mesa da sala de estar. Nela estavam os quatro elementos da nova família; Soledad e Harley casaram e adotaram Drew e May, para que pudessem ser todos felizes, andando sempre de cidade em cidade, em jornada.

Muita coisa aconteceu, nestes últimos tempos… Mas, eu aprendi uma lição; Uma lição que marcou a minha vida toda…

“Eu nunca estive sozinha. Não importava o momento… Sei que eles estão comigo, aonde quer que eu vá”.



Notas finais
Vai u-u vocês gostaram? O que acharam da história? O que precisa de ser melhorado? Devo postar mais May x Drew? Deixem as vossas opiniões!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!