Mentira Que Virou Amor
9 Nove.
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS!!
Katherine Narrando:
Eu estava indecisa: Eu tinha que escolher! Eu não sentia nada por Stefan, a não ser carinho e uma atração bem forte.
–Eu... Podemos conversar? –perguntei apreensiva
–Claro. –pausa. — Katherine... Está tudo bem?
–Sim. –disse sorrindo forçadamente, o que ele não percebeu. –Não íamos ao teatro?
–Mas, você ia dizer... –começou ele, levantei e sai correndo. Fui para o jardim, no meio das roseiras e peguei uma rosa branca, quando sai do jardim Stefan estava me esperando no gramado. –O que foi isso?
–Deixa pra lá. –pausa. –Podemos passar na casa da Caroline antes de irmos?
–Claro. Mais vamos precisar disso também. –disse ele sorrindo divertido e erguendo uma cesta coberta por uma daquelas estupidas toalhas xadrez: vermelho e branco. Retribui seu sorriso, entramos no carro e Stefan começou a nos guiar em direção a Mystic Falls, mais no meio do caminho começou a sair uma fumaça por debaixo do capo do carro e acabamos enguiçados no meio da estrada. Stefan desceu para olhar e voltou xingando o carro de vários palavrões, virou-se para mim e eu perguntei:
–Tá tudo bem? – ele balançou a cabeça em negativa, passou a mão nos cabelos num gesto de nervosismo.
–O motor ferveu. –disse ele. –Vamos ter que ligar pro guincho. — Olhei para meu celular, sem sinal. Ele olhou pro dele que provavelmente também estava sem sinal.
–Vou andar por ai e ver se encontro sinal. –falei e ele assentiu. Desci do carro e comecei a andar ate chegar a um lago, onde finalmente encontrei sinal. –STEFAN!!
Ele correu ate mim e pegou meu celular, discou o numero do guincho e teve uma rápida conversa com seja lá quem que estivesse ao telefone. Após desligar, me devolveu o celular e voltamos para o carro, estava calor ali dentro e estar sozinha num carro com Stefan... Não era bom para minha sanidade mental. Suspirei encostando a cabeça no banco e fechei os olhos tentando acalmar a pomba-gira que tinha vontade de agarrar aquele homem ao meu lado...Não estava dando nada certo. Foi quando senti Stefan segurar minha mão, me assustei e abri os olhos, ele sorriu pra mim.
–Tudo bem? –perguntou ele docemente. -Você parece tensa.
–Tudo bem, mais por que a pergunta?
–Porque me preocupo. –falou ele. Merda. Eu estava deixando aquilo ir longe demais, mais não conseguia parar, então apenas sorri para o dos olhos verdes que abriu os braços pra mim e sem hesitar, deixe-me ser envolvida por ser abraço. Ele era quente, terno e acolhedor, olhei para meu relógio e me assustei, era mais de meio-dia e havíamos saído há mais ou menos as 9:00. Percebi que estava morrendo de fome e me afastei de Stefan, ele pareceu um pouquinho confuso ate me ouvir dizer:
–O guincho está atrasado. –ele assentiu
–E era uma vez as chances de vermos a peça. –falou.
–Estou morrendo de fome. A cesta que me perdoe, mais... –falei rindo levemente e pegando a cesta. Ele sorriu e pegou a cesta de minhas mãos dizendo:
–Se não podemos ver a peça, vamos pelo menos fazer um piquenique. –falou ele saindo do carro e estendendo a toalha no meio da estrada, me ajoelhei ao lado dele e o ajudei a tirar todas as coisas que estavam lá. Comemos, rimos e contamos diversas piadas e estávamos decidindo voltar para a mansão Salvatore a pé quando o guincho chegou. Um homem saiu de lá dizendo:
–Desculpem a demora, mais houve um acidente na entrada da cidade e tive de ajudar lá.
–Não tem problema. –respondeu Stefan num tom gentil e o homem principiou a fazer seu trabalho, voltamos para dentro do carro e fomos levados ate uma oficina em Mystic Falls. –Katherine?
–Sim, Stefan? –falei pegando a rosa branca, que daria a Caroline
–Se quiser sair daqui e dar uma volta, seria bom... Vai demorar aqui. –falou ele, lembrei-me então de que precisava comprar um vestido.
–Certo, preciso ir ate a casa de Caroline. –falei saindo dali, os salto fazendo o mesmo barulho repetidas vezes enquanto eu andava. Ao chegar na casa de Caroline, bati na porta e fui recebida por Lizz, que trabalha com a policia. Irônico, não é? Ela sorriu ao me ver e me enxotou para dentro dizendo:
–Olá Katherine, como vai? Desculpe não poder ficar, eu estou atrasada!!
–Bem. – respondi – Caroline está?
–Claro. Acho que você sabe onde encontra-la, não? –assenti enquanto a loira mais velha disparava para fora da casa e a mais nova parava no ultimo degrau da escada e me analisava. Não consegui ler a expressão em seu rosto, eu estava nervosa. Caroline era única amiga que eu havia tido depois de Rebekah.
–Oi Caroline. –ela desceu o ultimo degrau e parou de frente pra mim, estendi a flor pra ela -Trouxe pra você, não que mude algo.
–Já deu o golpe? –perguntou ela pegando a rosa
–Não, eu não estou encarregada dessa parte. –respondi –Caroline, desculpe se menti pra você e tal, mas...É isso o que eu faço. Eu sou uma vadia egoísta, psicótica, egocêntrica e uma sociopata funcional. Ou era... Não sei mais quem sou. –fiz uma pausa e me joguei no sofá.-Essa cidade, me mudou de um jeito que eu nunca achei que seria possível eu mudar. Pela primeira vez depois da morte dos Petrova, eu tenho um tipo de casa ou lar.
Havia lágrimas nos olhos da loira, ela se aproximou de mim e me bateu, não reagi. Depois ela se jogou em cima de mim, chorando como uma criança e dizendo:
–Por que é impossível ficar brava com você? –perguntou ela, suspirei e a abracei apertado. Depois se afastou me olhando atentamente. – O que posso fazer pra te ajudar? Como podemos derrubar essa máfia?
–Não podemos Caroline. –respondi amargamente. –Eles irão me vigiar pelo resto da minha vida, mesmo que me libertem. Pois tem medo de que alguém conte, todas as pessoas que tentaram acabaram misteriosamente mortos. Meus pais foram algumas dessas pessoas.
–Sinto muito. –disse ela, abracei-a. Era reconfortante não estar mentindo, pelo menos não para Caroline que era tão boa comigo.
–Eu também. –ficamos abraçadas por algum tempo, apenas ouvindo o silencio que reinava na casa. –Caroline...
–Sim? –perguntou ela sorrindo pra mim, era impossível não sorrir de volta.
–Damon me pediu pra colocar um vestido bem bonito hoje, falou que ia me levar pra jantar. –o que se seguiu a essa frase foi um grito da loira, tive de tapar meus ouvidos.
–Ele te ama mesmo... –falou ela -E você o ama?
–Eu amo. Mais temos um problema de cabelos castanhos claros e olhos verdes esmeralda. -falei e ela suspirou.
–Stefan... O que vocês têm afinal? –perguntou ela, me deitei em seu colo.
–nada, eu não sinto nada por ele além de atração física e carinho. E tirando o dia em que eu apareci aqui toda sujas e molhada por coisas que eu fiz com Stefan, nós só...
–Só? –perguntou Car ansiosa
–Só íamos ao teatro da praça hoje. –falei, ela sorriu e começou a mexer no meu cabelo.
–Foi bem legal. –falou ela-Mais porque não vieram? Vai dizer que estavam...
–Não, o carro do Stefan quebrou, apenas nos abraçamos e depois comemos o piquenique que ele tinha trazido pra quando fossemos ao teatro. Isso é, enquanto estávamos esperando o guincho-respondi
–Kath, o Stef veio me procurar ontem. –disse ela, congelei – Ele está realmente apaixonado por você. – Merda, o que eu vou fazer agora? ,pensei. Estava literalmente ferrada.
–Car... Eu não quero magoa-lo.- falei tentando escolher bem as palavras
–Eu sei. –falou ela, ficamos mais um tempo em silencio. –Não íamos comprar um vestido?
–É íamos sim. -ela me fez levantar e após pegar sua bolsa fomos ate o shopping. Procuramos por alguns vestidos, ate acharmos esse: http://i00.i.aliimg.com/wsphoto/v0/1052412592_1/Free-Shipping-Sheath-One-Shoulder-Sweetheart-Green-Chiffon-font-b-Asian-b-font-font-b-Prom.jpg
Voltamos para a casa de Caroline, onde Stefan estava me esperando com o carro já consertado. Ele sorriu quando nos aproximamos e deu um longo abraço em Caroline, depois ele me abraçou e disse:
–Eu vim buscar você, se quiser ir. –um sorriso de canto tomou conta de minha boca, assenti a abracei Caroline.
–Eu te amo sua chata. –murmurei e depois de solta-la acariciei seus cabelos. –Você é uma princesa.
–Eu já sei que sou a Cinderela... E você é a Bela. –falou ela rindo e me dando mais um abraço rápido, entrei no carro com Stefan e voltamos para a mansão. Agradeci a ele, fui para o quarto de Damon e tomei um banho. Coloquei um robe e me deitei na cama, liguei a Tv e comecei a ver um filme qualquer. A verdade é que estava preocupada com o que podia acontecer dessa vez.
(Especial) Autora Narrando:
Agora se vocês estão curiosas pra saber o que aconteceu com nosso delegado, Rick eu irei contar. Depois de tirar uma foto do corpo de Edward Romanov, receber o cabelo e as digitais, vocês lembram que Rick voltou para a delegacia e mandou que analisassem o cabelo e as digitais, algumas horas depois veio um de seus assistentes e colocou o notebook a sua frente.
–Esta é Scarlet Meg Cobolt, tem 20 anos e trabalha para a máfia. – o delegado arregalou os olhos ao ouvir a palavra máfia. — É procurada em todo o mundo. – o assistente abriu outra janela. – Este é Edward Romanov, tem 22 anos, trabalha para a máfia também e é ex-namorado de Scarlet M. Cobolt e Katerina P. Petrova, também é procurado em todo o mundo.
–Obrigado Eddie, tire o resto da tarde e noite de folga sim?- falou o delegado e o assistente saiu radiante, enquanto o delegado procurava um nome, o que poderia esclarecer o mistério sobre Katherine Pierce.
Katerina P. Petrova.
Algum tempo depois, apareceram na tela as palavras: Pesquisa concluída.
Rick parou tudo o que estava fazendo para ler a ficha da garota.
Nome: Katerina Pierce Petrova
Idade:21 anos
Registro sanguíneo: O positivo
É uma assassina profissional que trabalha para a máfia, juntamente dos irmãos Mikaelson é responsável por metade dos homens mais ricos do mundo perderem tudo. É especializada em atuação, teve os pais, avós e a única tia mortos em 12 de Novembro de 1997. Uma grande atiradora e luta: box, karate e muai tai ( não sei se é assim q escreve).
Esse é um pequeno resumo, mais não vou aborrece-los com detalhes que não são de nenhuma importância agora. Abaixo da ficha havia uma foto... E era Katherine Pierce.
Alaric finalmente havia descoberto quem ela era e o que fazia na cidade. E Guiseppe ia dar um baile amanhã a noite, seria o momento perfeito para os Mikaelson e Katerina darem o golpe. Alaric pesquisou a ficha dos irmãos também e disparou em direção à mansão dos Salvatore. Lá soube que Guiseppe havia saído de manhã com Damon e que não voltara, uma das empregadas disse que Guiseppe só voltaria na noite seguinte. Justamente a noite em que aconteceria o baile. E não havia mais nada que Alaric pudesse fazer a não ser entrar em contato com o F.B.I. e pedir que viessem ajuda-lo na prisão dos três criminosos e assassinos já que havia um mandado de prisão para eles em todos os estados do país. Após finalizar a ligação, obtendo a promessa de que o F.B.I. estava a caminho e que iriam o mais rápido que pudessem, ele desligou o telefone e murmurou para si mesmo:
–Fim da linha Srta. Pierce.
Katherine Narrando:
Eu estava quase dormindo quando Damon se jogou na cama ao meu lado, eu não o vira chegar mais estava feliz porque ele finalmente havia voltado. A sala estava em meia luz, pude vê-lo sorrir enquanto me puxava pra perto, antes que enterrasse o rosto em meu cabelo e inspirasse profundamente.
–Eu juro que se eu tiver que ouvir meu pai dizer mais um ‘A’, eu o estrangulo. –falou ele rindo
–Quanta violência. –respondi rindo, seu olhar para mim era terno e apaixonado. Como senti saudade disso, mesmo que só tenha passado apenas um dia longe dele.
–Senti falta disso. –falou ele roçando nossos narizes e me fazendo sentir um arrepio bom.
–De quê?
–De você rindo, do seu cabelo, do seu cheiro, dos seus olhos. -falou ele -E dessa boca perfeita.-disse ele antes de colar seus lábios aos meus. Ouvi um suspiro escapar por meus lábios, eu estava fazendo muito isso ultimamente e não estava gostando nada disso. Ainda assim, o beijei de volta, rolamos na cama e eu fiquei por cima dele, o beijando com fogo e tudo o que eu sentia por ele. Rolamos na cama novamente e acabamos no chão, olhei para seus lindos olhos da cor do oceano e não me contive, comecei a rir. Ele logo estava rindo comigo, mais a crise de risos foi curta e quando paramos ele disse:
–Amo você.
–Amo você. –respondi
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