Mente tortuosa

21 Abrir as portas para sonhar


Notas iniciais
Olá gente, aqui estou eu para postar mais um cap pra vcs. Muito obg a quem comentou, mas estou sentindo falta dos comentários de alguns leitores. Espero que gostem. Boa leitura.

POV Emily Monroe

Já faz aproximadamente um mês que eu estou morando na minha casa junto com o meu pai. Não foi perfeito, mas foi real. Não tive alucinações e isso foi muito bom, o máximo que tive foi mudanças de pressão.

Ao mesmo tempo, hoje eu e o Thomas completamos quatro meses de namoro. Thomas me ligou ontem avisando que dessa vez ele é que faria a surpresa.

Hoje quando acordei, estava frio, pois o outono estava perto do fim, dando início ao inverno. Comecei a me arrumar e terminei antes do almoço http://www.cliquemoda.com/img/fotos/roupa%20feminina%20inverno%20dicas%202013%205.jpg. Pois na ligação, Thomas me disse que iríamos almoçar fora. Quando já estava pronta, fui até a cozinha onde meu pai estava junto com Susanne.

– Eu já vou indo, Thomas disse que chega em cinco minutos — Digo para ambos.

– Se cuide minha querida. Qualquer coisa é só me ligar — Diz meu pai enquanto me abraça.

– Aproveite Emily. E não se esqueça que amanhã é a festa de Halloween aqui — Diz Susanne, essa festa já foi programada a semanas e até que eu estava ansiosa pela sua chegada — Não esqueça de pensar na sua fantasia.

– Claro. Até mais, amo vocês — Digo e em seguida vou até a porta esperar Thomas. Não demora muito para eu ver o carro dele chegar e estacionar na frente da minha casa.

Ele desce do carro e posso me permitir pensar que ele está absolutamente lindo. Thomas abre o portão, me toma em seus braços e me beija intensamente.

– Esse é o meu jeito de dizer ''Oi Emily'' — Diz ele quando nos separamos. Eu sorrio para ele.

– Acho que esse seu jeito é bem melhor — Digo sorrindo — Então, para onde nós vamos?

– Bem, só posso adiantar que vamos fazer várias coisas. Mas primeiramente vamos almoçar — Ao dizer isso ele estende o braço para mim — Me daria a honra de ser minha acompanhante.

Ele diz isso com um sotaque britânico e eu não consigo deixar de rir. Mas por fim disso.

– Mas é claro que te dou essa honra — Quando digo isso, faço uma pequena reverência e isso também o faz rir. Intercalo meus dedos em sua mão e ele me guia até o carro.

Enquanto ele está dirigindo, procuro uma música no rádio e uma delas me chama atenção. É uma das músicas do nosso primeiro encontro. Everything has change.

– Se lembra dessa música? — Pergunto para ele.

– Claro, foi no nosso primeiro encontro. Você caiu em cima de mim, foi nesse momento que eu percebi o quanto você é ruim com patinação — Diz ele sorrindo e eu rio também.

– Ei!! Você sabia que eu não era boa, a culpa não é minha se você criou expectativas — Ele então para o carro na frente de um restaurante, provavelmente o local que iríamos almoçar. Mas antes de sair do carro ele se volta para mim.

– Mas também foi nesse dia que eu só confirmei o quanto eu te amo Emily Monroe — Diz ele e em seguida eu o beijo.

– Acredite, eu sempre amei você. Só tinha medo de você ter medo de se relacionar comigo — Digo para ele e o beijo novamente.

– Pois você estava enganada, minha maior vontade naquela época era me relacionar com você — Ele diz e eu sorrio — Bom, eu te trouxe até esse restaurante para nós almoçarmos, antes de fazer qualquer coisa. Vamos?

– Vamos — Eu saio do carro e seguro a mão dele quando o encontro do lado de fora.

Nós entramos no restaurante, tem um estilo rústico, mas ao mesmo tempo é aconchegante. Nós pedimos a comida e quando ela chega, a saboreamos. Olho em volta em volto e vejo um pequeno aparelho de som, de lá sai um música que me é estranhamente familiar.

– Acho que conheço essa música — Digo e Thomas para e tenta escuta-la.

Era uma música instrumental, bem delicada. Tento buscar em minha mente onde que eu a conheço. É então que me lembro, essa é uma música que meu pai adorava tocar quando estava junto com a sua orquestra. É a música do Lago dos Cisnes.

– Meu pai tocava essa música em casa quando eu era pequena. Uma vez ele me levou para assistir a orquestra e todos estavam tocando essa música. Era muito bonito — Digo para ele.

– Posso até imaginar, deve ser lindo mesmo — Diz segurando a minha mão.

Quando terminamos a refeição e pagarmos a conta, compramos chocolates quentes em uma loja de doces e saímos caminhando até o parque. A visão era muito bonita, as folhas estavam em um tom de laranja quase vermelho. Sentamos em um banco e ele me pergunta.

– Agora que as coisas estão se normalizando, o que pensa em fazer? — Pergunta ele. Eu penso um pouco e por fim respondo.

– Tenho muita vontade de voltar a estudar música, seguir os passos do meu pai — Digo — Na verdade, antes de eu ir para a clínica, tinham me oferecido uma vaga em uma das melhores escolas de música aqui em Zurich, mas não tive a oportunidade de ir.

– Você acha que eles te aceitariam se fosse atrás deles? — Pergunta Thomas.

– Eu não sei, mas futuramente pretendo procura-los. Mas e você Thomas. Qual o seu sonho? — Pergunto para ele.

– Meus pais sempre quiseram que eu assumisse os negócios da empresa, mas essa não é a minha vontade. Eu sempre quis ajudar as pessoas e defende-las. Meu maior desejo é cursar direito — Diz ele por fim.

– É a sua cara, de verdade. Você tem todo o meu apoio — Digo — Deveria ir atrás desse sonho.

– Quero te levar a um lugar — Diz ele se levantando e estendendo a mão para mim — Vamos?

Eu seguro a mão dele e o deixo me guiar, não fazendo ideia para onde vamos. Percebo que chegamos até a ponte da cidade, Thomas me leva até o meio da ponte e por fim diz.

– Emily eu te trouxe aqui por que nos meus pesadelos, era para cá que você me trazia. Você me tirava de um dos meus piores medos e me levava até aqui — Diz ele segurando a minha mão — Era aqui que eu via você sorrindo para mim, me tranquilizando, me tirando dos meus medos. Eu sempre quis te trazer aqui, mas estive esperando o momento certo pra isso. E ele finalmente chegou, quero que me faça uma promessa.

– Se estiver ao meu alcance sim, eu farei essa promessa — Digo a ele.

– Quero que vá até essa escola de música e batalhe para entrar lá, pois o mundo precisa conhecer o seu talento. Em troca eu também irei atrás da faculdade de direito e me tornarei advogado como sempre quis. Você aceita? — Pergunta ele.

– Sim Thomas, eu aceito — Digo sorrindo, me conformando de que preciso voltar a sonhar.

Notas finais
É isso pessoal, espero que tenham gostado, por favor se vcs tiverem alguma ideia para fantasias me digam nos comentários. Comentem oq acharam bjooooooos