Mente X Coração - Susana Pevensie

23 Há uma manhã esolarada depois de uma noite escura.


Notas iniciais
Chegou mais um!!
Boa leitura!!

Senti outra lagrima rolar por meu rosto.

É a coisa certa a se fazer, Susana...

Respirei fundo.

— S...

— Susana você não pode fazer isso! – fui interrompida pela voz que tanto amo. Todos olharam para ele.

Caspian estava na porta da capela com a luz do sol por trás de si, usava a jaqueta de couro com uma calça jeans.

— O que faz aqui? – perguntou Johnny furioso.

— Impedindo que ela destrua a própria vida. – respondeu Caspian.

— Do que está falando? – debochou.

— Duvido que seus convidados saibam o porquê de esse casamento estar acontecendo. – Foi Pedro quem falou se posicionando ao lado de Caspian que se aproximava.

Começaram os cochichos entre os convidados.

— Johnny, do que ele está falando? – perguntou o pai do banqueiro.

— Asneiras, papai, asneiras. – respondeu, fazendo pouco caso.

— Mas não é mesmo! – protestou Caspian. – por acaso é asneira as ameaças que você tem feito à família Pevensie?

— Ameaças? Johnny, do que ele está falando? – voltou a perguntar o pai.

— Das ameaças que seu filho fez para obrigar minha irmã a se casar com ele. – Pedro respondeu.

— Isso é verdade, minha querida? – Perguntou senhora Wonderwood, aproximando-se de mim com um olhar pesaroso.

Até o momento eu estava atônita, não acreditava no que acontecia. Senti os olhares de Pedro e Caspian sobre mim como se tivessem medo que eu negasse, mas eu vi uma luz no fim do túnel e de lá meu amor me esperava de braços abertos.

— Sim, é verdade. – respondi. Ela pareceu chocada.

— As ameaças... Tudo?

— Sim. – falei mais uma vez.

— Isso sem falar nas falcatruas que fez no banco da família. – Um homem se levantou do meio dos convidados e caminhou até nós. – Detetive Scotch, eu venho investigando os atos ilegais que Johnny Wonderwood vem cometendo às escondidas. – apresentou-se, mostrando o distintivo.

— O que?! – vociferou. – Isso é um absurdo! Eu jamais faria algum mal aos bens da minha família, muito menos roubar!

— Pois foi exatamente isso que você fez. – acusou Pedro. – As provas que coletei nessas semanas em que estive no banco, entreguei ao Senhor Scotch, elas dirão quem está falando a verdade.

Aquilo devia ser um sonho.

E eu nunca queria acordar!

— Johnny como você pode? – questionou a mãe dele sentando-se no banco, amparada pela filha, Sophie, que a consolava.

— Você vai acreditar neles e não em mim, mãe?! – Johnny demonstrou ultraje, quando na verdade, estava desesperado para contornar a situação e não sabia como. Pedro e Caspian o encurralaram. A mãe não respondeu então ele recorreu a mim. – olhe o estado da mamãe, Susana! Vamos, minha querida, diga que nosso casamento é por amor. – olhava em meus olhos, segurando meus ombros, eu nada disse então ele decidiu me obrigar a falar. – Pelo bem de todos.

Aquilo não funcionava mais comigo.

— Não, não vou dizer. – falei fazendo-o soltar meus ombros e jogando o buquê em seu peito, por reflexo ele o segurou. Levantei a barra do vestido e corri para junto de Caspian. Edmundo, Lucia, Eustáquio e Natalia se juntaram a nós.

— Deverá me acompanhar para a delegacia. – disse senhor Scotch à Johnny.

— Me recuso.

— Eu mesmo me encarrego de leva-lo. – falou o Senhor Wonderwood empurrando Johnny para perto do detetive.

Entraram alguns policiais. Logo, Johnny, o Senhor Wonderwood, os policiais e o detetive se retiraram do local. A Senhora Wonderwood, estava em um choro silencioso, consolada por Sophie. Alguns convidados levantaram e saíram.

Acabou. Minha ficha ainda caía. Senti uma mão em meu ombro, olhei para o seu dono e vi Pedro sorrindo para mim.

— Como prometido. – disse-me ele. Nem pensei duas vezes, abracei-o fortemente. Ele retribuiu.

— Obrigada. – agradeci com os olhos cheios de lagrimas de felicidade.

— Não agradeça à mim...

Afastei-me dele olhando pensativa em seus olhos, ele sorriu para mim e eu soube exatamente a quem agradecer.

Pedro afastou-se de mim. Procurei por Caspian e antes que eu o achasse Lucia me abraçou.

— Estou tão feliz por você, Su!

— Eu também, Lu.

Sorriu para mim e deu passagem para Eustáquio.

— Que bom que tudo ficou bom.

Agora veio Edmundo.

— Seja feliz, rainha.

— Obrigada, Ed.

Logo atrás dele veio Natalia, ela estava ciente de tudo o que acontecia, excerto sobre Narnia.

— Felicidades, Su.

— Obrigada.

Ela se afastou, vi que mais ninguém veio me abraçar, girei procurando Caspian enquanto os convidados saíram. Encontrei-o no altar me observando, sorri andando para ele. Abracei-o fortemente laçando seu pescoço, ele minha cintura.

— Acabou... – sussurrou para mim.

— Obrigada. – as lagrimas de felicidade transbordaram.

— Disponha.

— Nem acredito... Estou livre! – afastei olhando em seus olhos, não contendo o sorriso.

— Não está mais. – com um sorriso torto laçou minha cintura com um dos braços e puxou-me para um beijo.

Notas finais
Apenas um capítulo para o fim :(
Quero reviews!!!! Recomendações também, se possivel ^^
Cap dedicado à RhaiMerton.
Beijokas!!