Notas iniciais
Boa tarde queridos leitores hoje postarei a primeira parte da reta final da nossa fic, e estou muito feliz em saber que conseguimos leitores assiduos que estao com a gente desde o primeiro capitulo. Gostaria de agradecer a todos os reviews e recomendaçoes que recebemos ( podem continuar enviando nos amamos ta? :)) e pedir mais uma vez desculpas pela demora nas postagens mas esse final de ano e inicio de ano novo é complicado pra todo mundo rsrrs. Bjus e boa leitura! Luh!

POV DERECK CUMMINGS

Na televisão anunciaram um novo modelo de andador para bebês, a menininha do comercial se parece com a filha de Mary, me peguei mais uma vez pensando nela. Desde o dia em que falei com ela no lago não pude tirar da cabeça a briga que tive com o Jhon. Eu não sei porque e nem como, mas eu sinto que algo não vai bem, sinto que esse cara ainda vai aprontar e Mary e a menina vão precisar de mim, estou com um mal pressentimento. Sinto uma vontade enorme de ir até lá ver se elas estão bem, se estão precisando de algo e pra dar uma lição naquele canalha caso ele esteja fazendo algo errado. Espero que ele tenha entendido meu recado pra não fazer nenhuma besteira.

Sonho on

Quatro olhos azuis. Dois enormes e bem familiares, dois menores e inocentes me olhavam com medo, me pedindo por socorro em um quarto fechado feito de madeira que mais parecia um celeiro pois tinha palha pra todo lado, barulhos de batidas bem fortes abafavam os gritos de Mary e da menina, eu me sentia amarrado e impossibilitado de agir. Eu podia ver os lábios de Mary se mexerem em um pedido de socorro, mas as batidas na madeira ficavam cada vez mais fortes, eu via tudo de cima, elas pareciam minúsculas e seja lá quem esteva aterrorizando-as, era grande e assustador demais pra ser humano. Jhon corria envolta do celeiro com uma foice na mão desesperado, na tentativa de despistar a coisa e quebrar uma brecha pra resgatar as duas, de repente ele corre em direção ao milho, a coisa o segue e o silêncio predomina, Mary e a menina ficarão bem. Mary coloca a menina no chão e as duas caminham de mãos dadas em direção a uma janelinha, tudo tranquilo, elas resolvem sair do celeiro, Mary destranca a porta e caminham em direção a casa. A noite estava calma, o céu sem estrelas combinava com o canto da cigarra. Um barulho de mato mexendo chamou atenção da pequena Lindsay que olhou pra trás curiosa. Uma figura agora um pouco menor com uma foice gigantesca na mão aparece do meio do milho, soltando um grito ensurdecedor da garganta. Elas se viram assustadas e mal puderam acreditar no que viam. Lindsay chorou. Mary pegou Lindsay no colo. Era Jhon. Pai e marido, um homem que apesar de suas falhas, era uma boa pessoa, esforçado, trabalhador e acima de tudo, apaixonado por sua família. Mas algo deu errado, ninguém sabe porque e o que aconteceu, mas era ele. Um psicopata, um assassino em uma roupa de espantalho e um chapéu de palha. Um boneco horroroso com um rosto de homem. Jhon correu em direção as duas com uma expressão maléfica no rosto.

Sonho off

Acordei com o som da tv, fiquei desconcertado com o que tinha sonhado. Não posso deixar Mary sofrer, meu sexto sentido está muito aguçado e nada poderá me impedir de ajuda-las. Segui com o carro em direção a cidadezinha de Mary, parei em uma funerária, uma senhora baixinha me atendeu.

_Olá bom dia. Em que posso ajuda-lo?

_Olá... Senhora....

_Pode me chamar de Sra. Murdov. Quer ver alguma peça em especial?

_Na verdade Sra. Murdov, eu queria uma informação, essa cidade é tão pequenininha, talvez a senhora conheça quem eu procuro.

_Ah com certeza, eu conheço todo mundo aqui.

_Procuro o senhor Rollins... Sou um amigo dele de Los Angeles, eu não sei onde fica a fazenda dele e nem tenho o número de telefone pra ligar sabe.... Moramos juntos por muito tempo e eu adoraria revê-lo.

_Ah sim, Jhon é muito querido mesmo não? Ele mora logo depois dessa estradinha de terra, você vai reto por toda ela, no final verá uma cerca e uma plantação de milho seca, é a fazenda dele, tem que dar uma volta pra achar o portão, o celeiro é visto de longe também. O pobrezinho anda deprimido por conta da seca, acho que até deve dinheiro na cidade sabe.....

_Celeiro? -Pensei alto e ela me olhou com cara de quem não entendeu.

_Obrigado senhora Murdov, me ajudou muito.

_Por nada moço, vai com Deus tome cuidado.

Segui com o carro já estava escuro, avistei logo um poste vazio no meio de um monte de plantas secas cercada, deve ser o milharal do Jhon. Entrei com o carro pelo portão que estava aberto, algo me dizia que as coisas não estavam nada bem. É melhor eu ir preparado.

POV John Rollins

Volto pra casa no fim da tarde, consegui mais alguns prazos pra pagar a divida, a colheita ia de mal a pior, mas se eu conseguisse um bom preço pelo cavalo e meu carro conseguiria quitar uma boa parte delas. Venderia a fazenda e retornaria a Los Angeles pro meu antigo emprego, Mary poderia voltar a estudar, cuidaríamos da nossa filha e seriamos felizes de novo, fui um tolo em acreditar que a fazenda seria um lar feliz depois de todas as coisas ruins que aconteceram ali, todas aquelas mortes, aquela terra não era mais meu porto seguro de infância se tornara um local sombrio e assustador nos últimos tempos.

Logo que chego ao portão, Bummer me recepciona eufórico, late parecendo assustado e corre na direção do celeiro.

_Que foi garoto, espera! Grito seguindo-o.

Entro no celeiro, tudo parece normal exceto pelo cheiro forte de gasolina. Dou mais alguns passos e sinto algo gotejar na minha testa, retiro o lenço do bolso e limpo.

_Esse lugar ta cheio de goteiras, talvez eu deva concertar no fim de semana, não é amigão? Digo a Bummer que esta sentado paralisado olhando pro teto.

Abro o lenço e vejo que esta sujo de sangue, volto olhar rapidamente pro teto do celeiro, sinto todos os meus músculos paralizarem e um enjoo embrulhar meu estomago ao ver partes de um corpo esquartejado pendurado em correntes no alto. Quase caio aterrorizado com a cena.

_Meu Deus... sussurro incrédulo.

Varro o teto com o olhar até avistar a cabeça presa em uma estaca logo a frente, o rosto esta ensanguentado mas posso reconhece-lo, Robert Chandler. O tronco do corpo dele despenca do teto caindo sobre mim e sujando minha roupa e mãos com o sangue fresco. Saio do celeiro correndo e começo a vomitar incontrolavelmente do lado de fora.

Que merda era aquela? O que havia acontecido? Sinto uma onda de medo invadir meu corpo fazendo meu peito disparar.

_Mary, Lindsay... Sussurro.

Corro rapidamente até a casa gritando por seus nomes, abro a porta e na sala a primeira coisa que avisto é Vincent parado ao pé da escada.

_Seu desgraçado, grito avançando na direção dele acertando-lhe um soco forte no rosto que o faz cair, ele revida com outro golpe e levanta rapidamente me prensando contra a parede.

_Calma patrão, eu não vim fazer mal... Diz ele.

_Cadê a Mary e a minha filha seu infeliz,o que fez com elas seu assassino nojeto! Grito furioso acertando uma joelhada entre suas pernas, ele urra de dor e se afasta, pego um velho abajur com a base de cobre e acerto em sua cabeça com toda a força o sangue esguicha no meu rosto e Vincent fica imóvel no chão.

_Jhon... O que você fez? Pergunta Mary com Lindsay do alto da escada com a voz trêmula. Ela desce rapidamente, seus olhos estão arregalados que parecem querer saltar do rosto enquanto ela olha assustada o copo caído aos meus pés.

_Ele matou o seu pai, Robert está morto e despedaçado no nosso celeiro. Vincent o matou, graças a Deus vocês estão bem.

_Do que está falando, Vincent não o matou só o expulsou daqui. Temos que chamar uma ambulância. Diz ela tentando verificar a pulsação de Vincent.

_Mary você escutou o que eu disse? Chandler está morto no nosso celeiro! Grito.

Ela levanta os olhos na minha direção, finalmente parece ter entendido e processado as minhas palavras, ela corre o olhar pelo meu corpo e da dois passos se afastando comprimindo o bebê contra seu corpo.

_Mary... sussurro vendo o pavor aumentar nos olhos dela.

_Meu pai... Diz ela baixinho voltando o olhar pra mim.

_Ta tudo bem, vamos sair daqui vai ficar tudo bem meu amor. Digo tentando acalma-la.

_Jhon foi? Foi você...Você... diz ela parecendo muito transtornada.

_Não Mary eu não fiz nada, acredite em mim! Droga eu não fiz nada! Grito, neste momento olho pras minhas mãos e camisa totalmente ensanguentadas, enquanto Mary sai correndo desesperadamente pela porta.

Notas finais
E ai gente gostaram? Nos falamos nos reviews!