Mensageiros 2 - Versão Alternativa
43 Capitulo Final Part II
Notas iniciais
POV Rebecca Jenner
_Ja acabou meu turno, estou indo pra casa boa noite.
_Espera é que recebemos uma ligação, da fazenda dos Rollins a moça parecia muito assustada, disse que alguém tentou mata-la a ligação caiu.
_Droga, eu já to indo pra lá.
_Eu vou com a Senhora.
Entramos na viatura da policia, o que poderia estar acontecendo mais uma vez naquela fazenda? Acelero pela estrada até chegar a entrada da fazenda.
_Delegada, viu aquilo? Diz o policial Calton com os olhos arregalados.
_O que?
_Não sei, acho que vi alguma coisa correndo no milharal.
Carrego a minha pistola, pego uma pequena lanterna no porta-luvas e desço do veiculo, Calton segue logo atrás de mim, vejo algo passar rapidamente fazendo com que o milho seco se curve. Adentro a plantação correndo, seja quem for não deixarei que escape.
_calton, vai pela esquerda vamos pegar esse desgraçado. Sussurro. Separamos-nos e eu continuo caminhando atenta pelo milharal a escuridão da noite já toma conta de quase tudo, sinto algo passar correndo logo atrás de mim e em seguida um vento gélido arrepiante tomar conta do lugar, sinto um frio estranho no estômago o qual a muito tempo não sentia e continuo andando atenta e lentamente, fazendo com que nada passe despercebido pelos meus olhos, o milharal torna tudo mais confuso mais uma vez sinto uma presença estranha como se algo me observa-se embora meus olhos não consigam ver nada.
_Quem está ai?! Grito sentindo a minha respiração tornar-se ofegante.
Dou mais alguns passos a frente e tropeço em algo que me faz cair, o chão está inexplicavelmente úmido já que há dias não chove e sinto um cheiro forte de algo apodrecendo, alcanço a lanterna que caiu alguns passos a frente e ilumino o local, embora a minha provissao já tenha me trazido visões nada agradáveis o corpo multilado e parcialmente decomposto misturado ao odor insuportável de carniça embrulham –me o estômago e recuo alguns passos tampando o nariz com a gola da blusa tentando não vomitar.
Preciso de alguns segundos pra me recompor e depois voltar a analizar o corpo, o rosto esta totalmente desfigurado, sua mandíbula e olhos haviam sido arrancados, parte das vísceras estavam visíveis pelo buraco enorme aberto em seu abdômen e era devorado por vermes e moscas. Me aproximo tentando não respirar e revisto os bolsos do paletó até encontrar uma carteira, nela há algum dinheiro, uma foto de família, documentos e um cartão com o nome e seu local de trabalho o Kingston Bank”
Lembro do homem que alguns dias esteve na delegacia com uma ordem judicial de despejo a John Rollins caso as dividas não fossem pagas dentro do prazo estipulado pelo banco.
Minha respiração parece parar, eu sempre confiei nos meus instintos e eles me disseram desde o inicio que John era inocente mesmo os indícios de sua culpa sendo bem consideráveis, será que o fato de eu ter me sentido atraída por ele segaram-me a todas as provas que estavam bem a minha frente? John seria mesmo um assassino? Depois de tantos anos e tantos casos de mentes doentias que se camuflavam atrás de personalidades acima de qualquer suspeita, como pude me enganar tanto?
Minha mente pairava ao meio de tantas perguntas sem resposta.
_Meu Deus, Mary... Lembro da ligação, guardo a carteira no bolso e me ponho a correr de volta a viatura.
Ao chegar perto da viatura avisto um carro e uma silueta masculina, alta e forte demais para ser Calton olhando pra dentro do carro empunho a arma e me aproximo.
_Fique com as mãos onde eu possa ver, é a policia. Ordeno.
O homem vira na minha direção com as mãos levantadas.
_Quem é você? Pergunto ao ver o rosto do estranho.
_Por favor eu não quero levar um tiro, eu estava indo visitar a Mary vi o Carro de policia parado aqui eu so queria saber o que estava acontecendo. Diz ele.
_quem é você? Insisto.
_Meu nome é Dereck eu sou um... Amigo da Mary, eu so vim ver se ela estava bem, será que você pode baixar essa arma eu não sou nenhum criminoso e não estou armado. Diz ele.
_Coloque as mãos no teto da viatura. Digo. Ele obedece e eu me aproximo e o revisto.
_Eu disse que não estava armado. Retruca ele.
_O que veio fazer aqui? Interrogo-o.
_Eu vim ver a Mary, o que ta acontecendo? Porque tem policia aqui? Aconteceu alguma coisa? A Mary ela ta bem?
_Perguntas demais bonitão. Digo pegando as algemas colocando uma das argonas no seu pulso e a outra no volante do carro.
_O que ta fazendo? Esta me prendendo?! Protesta ele.
_Ainda não, mas tem um cara morto logo ali, não sei o que ta acontecendo então é melhor você ficar aqui até eu voltar ok?
_Você não pode fazer isso! Grita ele irritado tentando soltar a algema.
_Delegada! Ouço a voz de Calton se aproximando.
_Calton, tem um corpo no milharal, este homem esta sob custodia, peça reforços pelo radio estou indo pra casa dos Rollins.
POV MARY
Por mais que eu não quisesse acreditar o que estava diante dos meus olhos era inegável, John todo sujo de sangue, Vincent caído aos seus pés e meu pai morto no celeiro.
_Mary não é nada do que você ta pensando, tem algo muito ruim nesse lugar, é aquela coisa, aquele espantalho... Mary eu não fiz isso. Diz ele muito nervoso.
Recuo alguns passos apertando minha filha contra meu corpo e subo as escadas correndo. Me tranquei no quarto ganhando um pouco de tempo para ligar pra delegacia, espero que Rebecca chegue logo.
Meu Deus, como pode o Jhon, meu marido, meu amor, pai da minha filha ter matado meu pai? Eu acreditei esse tempo todo que ele era inocente, desde a morte do pai do Tommy, até hoje nunca tinha duvidado dele, o defendi em todos os momentos, lutei contra minha família, desperdicei uma chance incrível na cidade grande pra voltar pra ele mesmo depois de ser abandonada.... Ele agora mostrou sua verdadeira face, um psicopata frio e calculista, claro que ele queria meu pai morto e eu não sinto pena nenhuma do Chandler depois de tudo que ele me fez, o que me desespera é o fato de eu morar com assassinos desde que me conheço por gente e nunca perceber isso....E o Jhon ainda colocava a culpa num boneco de pano maltrapilho e horroroso... Minha vida mais uma vez desmorona, só que agora tenho Lindsay e não posso fraquejar... Se ao menos eu tivesse o telefone do Dereck ainda... Meu Deus, o que eu vou fazer? Jhon batia freneticamente na porta fazendo barulhos altos e gritando ra que eu abrisse, parecia tomado por uma raiva insana, sentei Lindsay apoiada no travesseiro pra olhar pela fechadura, ele tinha uma foice na mão, meu coração batia enlouquecidamente quando ele bateu com a foice na porta arrancando uma lasca da madeira , aquele não era o meu Jhon pelo menos não o que eu semre imaginei que ele fosse, a porta não resistiria por muito tempo e minha filha e eu poderíamos ser as próximas, tento controlar o choro e decido fugir.
Saltei pela janela com dificuldade para carregar Lindsay, mas consegui, escutei de longe o barulho da porta quebrando e os gritos ensurdecedores e furiosos do Jhon.... Quando passei em frente ao celeiro vi aquele boneco sentado na porta, senti uma vontade de rir. Como o espantalho virou uma piada e meu marido se tornou o assassino? Agora tudo faz sentido! Era a desculpa dele: A foice do espantalho, as mortes, a nossa situação financeira, o milho, o Vincent demitido, tudo era culpa do espantalho, tudo! Como eu fui ingênua acreditando nesse homem! Avistei na porteira um carro de policia e um conversível estacionados, desci o mais rápido que pude gritando por socorro.
Mal acreditei quando me aproximei da viatura, era Dereck algemado ao volante com um policial ao seu lado falando no celular.
_Dereck! Socorro!!!
_Mary, você está bem??
_Graças a Deus você veio! Jhon ele enlouqueceu, tentou me matar, matou meu pai no celeiro! O policial me interrompe:
_Outro corpo no celeiro? Seu pai?
_Como outro? Morreu mais alguém aqui? -Respondi temendo pelo pobre Vincent.
_A delegada Rebecca está vasculhando a fazenda, acabamos de ver um corpo podre no meio do milharal, parece ser um gerente de banco... A senhora conhece esse rapaz aqui? Minha cabeça girou... Mais mortes... Onde isso vai parar??
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