Meninos sérios são mais disputados.

5 Meninos sérios tem ensaio da banda ás oito horas nas sextas-feira.


Notas iniciais
Quero agradecer a Kuroshi por recomendar a minha fanfic. (~le indireta para os outros leitores fazerem o mesmo kkkkk falo mesmo.) Na realidade fazia tempo que não recebia um, fiquei feliz de verdade. Kuroshi, fofa! Irá receber uma surpresa, aguarde nas suas mensagens privadas hohoh Todas as...As...As....Kyletes( inventei agora, eu não gostei nome.) que recomendará irá receber uma surpresa. hoho "Kyle isso é chantagem e suborno." É. E sim. Obrigada a galera animada que comentou, se ainda não respondi e porque não quero responder com simples "obrigada" mecânico e sem graça. Quero realmente falar com vocês. O pessoal que favorita e acompanha, valeu mesmo, espero que continue gostando da história e no enredo e bah. Agora os fantasma, como o nome já fala, não existe. Mas tenho fé que eles um dia ressuscite e diga que estão vivos.

Então ele parou das preliminares, distanciou do seu rosto sobre entre as minhas nádegas.

– Eu deveria gravar os seus gemidos com o meu celular e depois mostrar para os ativos que eu conheço, Jaeger. Eles ficariam com inveja o que estou tendo agora.

Fico preocupado ao ouvir isso. — Você vai...Me gravar? — Perguntei com assombro.

– Irei. — Ele responde e me encara. — Depois vou mostrar não só para eles, irei mostrar para faculdade inteira. “ Está vendo aquele garoto que se diz homofóbico? Olha como ele fica na minha mão.”

Abaixei um pouco a minha ereção e sai daquela posição de “quatro”, muito apavorado com aquilo todo. De repente, percebi o significado exato da palavra sádico. Os filmes, os livros e na imaginação principalmente, gostam de sexualizar os termos. O sádico que adora usar artifícios não convencionais para torturar de prazer o seu amor. Mas na realidade não é bem assim. O sádico, na vida real, se diverte vendo outro sofrer. Ponto. Ele não está preocupado se o outro está satisfazendo as suas necessidades masoquistas, ou se outro está tendo prazer com aquilo, ele quer só satisfazer o seu ego.

Ele não parecia ser assim.

– Na verdade, Eren. — Pegou o seu celular e começou a mexer dele. — Eu já gravei. Joguei no facebook e youtube.

Ele parecia ser um garoto sério. Pouco de tímido.

– Os seus amigos estão aqui comentando o seu vídeo. — Levi, me ignorou por completo e não parava de mexer no seu celular. O tom de voz não mudava. Sempre íntegro, seriedade e calmo. — A faculdade inteira já sabe, Eren. — Levantou o seu olhar marcante para mim. Dois pontos negros fixando na minha face cheia de ira.

Não um arrogante filho da puta.

Por instinto, não sabia se avançava dele primeiro ou no seu maldito Iphone. A raiva subiu o meu corpo inteiro. Estava muito puto. Sou um idiota. Um idiota por completo. Me declarei, fui humilhado, dei a ele esse gostinho de ser uma garota ao lado dele. Cerro os meus dentes enquanto os meus olhos lacrimejavam. Ele permanece ali. Sentado, calado, com expressão mais inócua possível, me olhando com profundo tédio. Segurando o seu celular¹ na outra mão.

Avanço para dar um soco, até que ele simplesmente vira o seu celular e coloca na frente nos meus olhos.

Desligado.

Toda a minha raiva some, dando lugar de incógnita refletida no meu rosto. Pego o aparelho de sua mão, com permissão dele. Vejo a tela preto com manchas de dedadas dele.

– Desligo ele para não gastar bateria. Uma grande merda esse celular. — Falou Levi com os dois braços esticados sobre a minha cama.

Meu rosto enrubesceu, ele não havia feito nada daquilo que falou. Todo blefe. Viu que a minha ira crescia com cada palavra dele e ficou me instigando, instigando, instigando...

– Não gravou...Né?

– Vontade, não faltou. — Pegou o celular da minha mão. -Tinha que ver o seu desespero quando falei que todos na internet sabia quem você realmente era.

– Eu não sou gay!

– Então eu vou embora. — Levantou da minha cama, frustrado depois ouvir aquilo. Assim que vi sair do meu quarto, corri em direção dele. Quase. Por pouco. Eu não abracei por trás e pedi como fosse uma princesa apaixonada agarrada do seu príncipe para não ir embora. Mas me mantive.

– Oe...

Ele parou na porta e esperou o que falaria. “Como ele é bonito” Esse pensamento surgiu da minha cabeça não sei qual motivo. Era é interessante como ele fez dos seus defeitos um ponto forte da sua beleza. Ele não tem padrões estereotipados, não tem olhos coloridos, mas nunca vi um olhar que marcasse como a dele. Não era um lindo par de olhos azuis, não uma beleza vazia, era um olhar do tipo que incomodaria qualquer um se o encarasse. Sem expor fraqueza, resoluto, como já soubesse de todo. Ele não é alto, mas a sua altura faz que o subestime a sua capacidade, não esperando muita coisa dele, o que surpreende depois. Esquisito, fechado, metódico, tímido, um olhar de peixe morto, descubro que fico atraído pelos defeitos dele, não a perfeição o que falam por aí. Gosto dos defeitos dele.

Então descobro naquele momento o qual estava apaixonado por ele, eu via as garotas cheias de frescuras sobre o amor, achava aquilo todo maior bobeira do mundo, e agora vejo que é exatamente assim mesmo. Fica meio abobolhado com a pessoa amada e os seus braços sofrem uma queimação interna. Os homens também sentem a mesma coisa, ou até mais forte, só que são mais reservados, não precisava expor para todos.

Ele ainda está parado na porta. Esperando impaciente a minha resposta, ele deve achar que eu sou louco. A sua calça jeans... Agora que havia percebido, como delineia suas coxas, mesmo depois daquilo todo, não vejo aquela marca de excitação entre as suas pernas...

– O que está olhando?- Perguntou desconfiado com a sombracelha um pouco levantada.

– Hãn? — Interrompeu o meu transe de admiração por ele. Aquela sensação boçal de quem está apaixonado, também parecida quando alguém que está com fome e está tendo o deliete de apreciar um prato delicioso na sua frente. — Nada. — Respondi constrangido escondendo a minha vergonha com duas mãos.

– Sei... — Respondeu sem me dar nenhuma credibilidade. Me deu uma investigada no meu corpo, analisando a minha excitação debaixo das minhas mãos. — Fala logo o que você quer.

– Bem... — Era intimidador aquilo, exatamente estando nu na frente dele.

– Quando decidir a sua sexualidade, vem me procurar. O que eu odeio é indecisão. — Então ele saiu do meu quarto, fechando a porta.

– Ei! — Mesmo estando sem roupa, abri novamente a porta chamando pelo seu nome, fiquei ainda dentro do meu quarto, só com a cabeça e um pedaço do corpo para fora. Olhei o corredor vazio e escuro e o vi dando o fora dali. Passos lentos e ainda vestido.

– Levi! Senhor! Eu... — Cada palavra que dizia, ele se distanciava de mim. — Eu quero!

Ele parou de caminhar e virou um pouco o rosto até mim. Fez um gesto de cabeça para prosseguir a minha fala.

– Eu...Quero...- Pedi envergonhado.

Ele voltou com passos mais rápidos que normal, achei que ele ia entrar no meu quarto, entretanto assim que chegou mais perto de mim, puxou a minha cabeça para baixo, ficando de frente em frente com o seu rosto. Achei que iria me beijar devido à sua proximidade.

– O que você exatamente quer? Seja mais específico. — Sussurra com a sua voz séria, sem vacilo nenhum do seu tom. De cabeça erguida e sem desviar o seu olhar para mim.

Eu quero transar contigo. Eu quero te beijar. Quero te morder, quero que nossos odores se misturem criando um cheiro único que só a gente saberia. Quero fuder contigo e quero você me foda. De todos os lados, de todos os jeitos. Quero que brinque comigo a noite inteira, quero me transformar na sua mulherzinha, quero contornar com a língua o seu abdômen, sentir o gosto da pele do seu pau, sentindo cada veia saltada, cada dobra, o gosto do seu sêmen, enquanto prova o meu. Porque sinto um tesão enorme. É algo natural de um ser humano. Porque todo mundo é safado, pervertido. Todo mundo gosta e pensa em fuder. Porque somos um punhado de carne cheio de hormônios, aqueles que acham graça ou ficam um pouco repreendidos com algo erotizado é hipócrita.

Poderia ter falado todo isso, mas fiquei calado. Calado junto com a minha vergonha.

– Ei, Eren? — Sacudiu um pouco a minha cabeça, igual se fosse uma bola 8 da sorte, como dali saísse uma resposta.

– Acho melhor não falar... Vai pensar que eu sou um pervertido, um ninfomaniáco...

– Sem essa de ninfomaníaco. Todo mundo é pervertido, Eren. Todo mundo pensa e querem a mesma coisa. — Disse Levi sem alteração de tom de seriedade da voz.

– Não imaginava que o senhor tinha essa opinião....

– Eu sei pouca coisa de mim, imagina você. — O seu tom não alterava, mas apertava um pouco mais a minha cabeça com as pontas dos dedos. — Eren, você é uma menina da pior espécie. Aquelas meninas virgens que reprimi toda a sexualidade e ficam com medo da realidade. Porque não abre a boca e fala o que quer?

Fiquei em silêncio. Atmosfera pairou em nós dois por longos segundos. Até que ele largou a minha cabeça e me avisou bem frio: — No dia em que saber que quando eu falo: “ Irei gravar todos os seus gemidos” é mentira, estou falando no calor do momento. No dia em que não irá mais se importar com opinião alheia, saber falar o que quer, me orgulhar de ter você no meu lado. Nós terminamos o que começou. — Então ele me larga, calmamente e sai.

– Estou apaixonado por você... — Falei bem baixo. Ele para me observa, sinto um brilho diferente nos seus olhos. Vejo ali uma recaída, um abraço, um beijo que ele quer, mas se contém.

– Mas eu não estou. — Concluiu o homenzinho punk da metade da cabeça raspado descendo as escadas no escuro. Uma revolta nasce em mim devido essa resposta, todavia, no momento que ia socar a parede, ele fala a última frase mais alto da noite: -Eu não estou ainda.

Capítulo 5

Meninos sérios tem ensaio da banda ás oito horas nas sextas-feira.

Number 9

Number 9

Number 9

Acordei com o acorde mais irritante do Revolution 9 ¹. Apertei o pause da playlist e virei o meu rosto afagando a minha cabeça no travesseiro ainda com os meus fones de ouvidos. Ah que merda, tsc! Hoje tem ensaio da banda às oito da noite e nem varri o chão ontem por conta daquele gar...Bicha, do Eren indeciso. Se fosse permitido o estupro no mundo, isso resolveria alguns dos meus problemas. Tiro o meu cabelo na frente no meu rosto, jogando para trás, sempre na direção oposta na área raspada. Ouço som da porta do meu quarto sendo aberta e vejo o meu namorado entrando no meu quarto, com os seus usuais coturnos de couro com solas barulhentos e...Sujos, que dava uma agonia de saber disso. Ele havia se enfeitado menos hoje, sentou perto na minha cama e deitou em cima de mim como fosse uma pequena cama ou um grande almofada em forma de retangular. Senti o grande peso do corpo dele imprensando no meu, a minha cama rangia quando ele fazia isso. Deu um beijo na minha testa e começou massagear o meu couro cabeludo.

– Onde a minha menininha estava de noite? — Afundou o mais o queixo e beijou a parte exposta da minha nuca. Seu cabelo, como sempre, bagunçado escondendo a área raspada. Alguns fios dourados quase entrava no meu olho. Aquilo incomodava.

Bufei e abracei mais o travesseiro. Odiava ser chamado assim por ele, no início até que era aceitável, mas agora era meio irritante. Não queria ser mais mulherzinha, queria ter uma. E sabia que o Erwin não era nesse estilo, grandão e nervoso como ele era.

– Fui estudar algo mais sobre mecânicas aerodinâmicas. Estava pensando naquilo que você falou, sobre aperfeiçoar as engrenagens. — Respondi.

– Interessante. Achou aquilo que estava procurando. — Tirou o coturno longo preto.

– Não. Mas...Pode colocar esses sapatos imundos em algum canto. Não quero sujar mais o chão.

– Não limpou o chão antes de ontem? Quando cheguei aqui estava esfregando com a escova piso por piso, com dois baldes de água com sabão. — Falou Erwin assustado com o meu pedido. — Tem que tratar esse seu toque.

–... — Não respondi nada. Virei a minha cabeça para cima olhando para o teto. Queria um copo de vinho ou de café agora. Queria pegar no sono de novo, aquela sensação de cansaço invadiu por todo. Até fumaria um cigarro, mas não ia me dar bem com o cheiro da fumaça e pozinho de fuligem na minha cama. Ei! Erwin avança mais no meu rosto querendo me beijar na boca, sinto pontas de pelos grossos crescendo na sua barba penicar na minha pele e de longe sinto o bafo de café e cigarro. Me esquivo dele, virando o rosto por lado e bloqueando com duas mãos.

– Não! Vai escovar os dentes primeiro, lavar o seu rosto, fazer essa barba, sai perto! — Dou um pequeno empurrão mais forte. Todo que ele me retribui é o seu sorriso, acho que ele no fundo era meio masoquista, gostava dos meus foras. Ele bagunça o meu cabelo com a mão e vai no banheiro, assim que faz o que tenho pedido, tirando fazer a barba. Ele sobe na minha cama, ficando de joelhos e eu no meio das pernas dele, com olhar desinteressado por ele. Na verdade, nem estou olhando para ele, o teto é mais interessante. Estou com duas mãos apoiada debaixo na minha cabeça, relaxando os meus músculos, quando sinto as minhas duas pernas serem puxadas para cima. Permaneço sério e entediado, mesmo eu sendo levado por homem que tem mais de quarenta centímetros do que eu. Erwin encaixa mais o meu quadril na dele, com as duas mãos começa alisar o meu quadril, ora uma mão por trás pegando a minha bunda e outra pegando na frente massageando.

– Não adianta comprar uma calça mais folgada, a sua bunda grande aparece, Rivaille. — Ele deu um sorriso sacana para mim apertando bem a minha nádega. Apertava e balançava. Deslizou a sua outra mão até no meu abdômen tirando todo o tecido da minha camisa leve de dormir, depois chegou ao pescoço vendo a marca da coleira da brincadeira nossa de antes.

– Lembra quando você era o meu cachorrinho? Ficou de quatro andando pela minha casa? — Seus olhos brilharam ao se lembrar da cena, eu nem respondi, os meus olhos continuaram morto e uma eterna impaciência.

Erwin bufou um pouco. — Você é muito frio. Ás vezes, eu acho que estou lhe obrigando algo que não quer.

–Se não quisesse, você não chamaria nem o meu nome, seu viado. — Disse sem emoção nenhuma.

– Está muito abusado, seu tampinha – O loiro sorria, levantou o meu corpo, lançou as minhas pernas debaixo da sua cintura e afundou suas mãos na minha traseira e dali começamos a beijar. Ele tinha um temperamento mais tranquilo, queria penetrar com a língua com mais calma, já eu, era mais agitado, mordia os seus lábios, chupava. Até que nós dois quase caímos na cama, mas nos equilibramos. Fiquei ajoelhado na frente, perdi a altura dos seus lábios, ficando agora na estatura do seu peitoral. Tirei a sua camisa e ele tirou a minha, ficamos intercalando beijos, ele um pouco curvado e eu de cabeça erguida, alisando a sua barriga, o seu braço, suas costas, onde eu tivesse vontade. Eu sou mais definido, mas devido a sua extensa altura, a sua massa corporal é maior do que a minha, ele é mais forte nesse quesito. Então ele interlaçou o seu braço na minha cintura puxando mais para si.

Seus olhos brilhavam quando me viu por inteiro, sussurrou algo que não consegui decifrar. Não sabia se estava me elogiando, ou xingando, não importava aquilo porque ele parecia mais entusiasmado agora. Entrou com mão na minha calça folgada pegando a ponta do meu membro e puxando para cima. Largava e pegava, sua mão entrava e saia, com a palma na mão friccionava tudo, não somente o meu pênis como também as minhas bolas.

Paro de beijar e estímulo um os seus mamilos com a minha língua. Ele coloca a mão em minha nuca e me empurra para os seus lábios, não quer que eu pare de beijá-lo. Ele tira as minhas mãos da sua barriga, porque em sua cabeça queria eu ficasse quieto e passivo as carícias dele, mas como era bem receptivo, não obedecia o seu “pedido”.

Nossa troca de apalpar um ou outro terminou quando abaixei mais um pouco para iniciar oral dele. Tsc! Vi aquilo pulando para fora da sua calça, duro que nem uma pedra, aquilo todo no meu rabo, tsc! Olha o meu sofrimento, fica apertado na minha boca por causa da grossura imagina na minha bunda. Ele tenta pegar a minha cabeça e empurrar para engolir mais, todavia, eu pego o seu braço e prendo por detrás não querendo esse tratamento. Sugo, até a glande ficar bem brilhante com a minha saliva, lubrificar bem para não sofrer depois. No meios dos gemidos de volúpia do Erwin, ele me ordena: — Fica de quatro, quero te preparar enquanto me chupa.

Eu tiro o seu falo na minha boca, saindo um fio de saliva misturada com pré-gozo, olho para ele bem sério e respondo “Não”.

Ele franze o cenho com desaprovação. Chateado com a minha resposta, fico com pouco de remorso ao olhar aquela carinha dele de cãozinho amargurado, mas depois logo passa. Quando chega ao gozo, sou obrigado a engolir já que não queria que sujasse os meus lençóis, manchas de esperma era muito ruim de tirar. Beijo a sua barriga, até sentir Erwin puxar de leve o meu cabelo e me dar um selinho, me distancio dele, sinto o meu cheiro exalando o seu corpo. Ele me quer ter agora, mas não estou afim. O que passa na minha cabeça são os gemidos do Eren, ele agarra a minha cintura e coloca o meu corpo para trás, sinto a sua mão gigante comparada com a minha, deslizar no meio na minha bunda.

– Não. Não estou afim, hoje. -Dou um tapinha no seu ombro antes de largar ele e ir para o banheiro.

– … — Erwin fica estático alguns minutos e o pau dele não desce. O seu cabelo continua bagunçado para todos direções e ainda fica ajoelhado na minha cama. A sua reação desnecessita de palavras, já que pelo seu olhar um pouco mais aberto e a sua boca também marcava bem a sua frustração. Depois ele dar um sorriso, cai na minha cama esticando o seu corpo. Sinceramente, não sei como a minha cama não quebra depois disso.

–---

~Eren

Com dois polegares tirei o papel iluminizado que antes estava grudado na embalagem da bala, qualquer coisa era motivo de distração agora. O professor da frente explicando a matéria e eu, autistando com o papelzinho de bala. Sinto um tapa forte na minha cabeça, viro bruscamente a minha cabeça para trás e vejo que foi o cavalo do Jean. Tsc. Permaneço atenção no papelzinho, não quero assistir nenhuma aula hoje.

– O que houve, Eren? — Perguntou Armin.

Amasso o papelzinho com uma mão. Não quero falar sobre isso, mas acabo me desabafando. — Eu gosto de uma garota, só que ela é meio…Complicada.

– Porquê?

– Ele...Ela...Eu acho que ela me acha imaturo para ficar com ela. Que não sou bom o suficiente... Sei lá. — Dei com as mãos e fiquei agora pegando no meu lápis. Toda vez que falava nesse assunto a minha voz abaixava.

– Não é bom o suficiente.... — Armin se contagiou com o meu desânimo, parecia ter se lembrado de algo.

– Me lembrei de algo.- Disse Armin, acertando a minha previsão. — A vida inteira, desde do início. Me falam que os opostos se atraem. Sinceramente, tirando a parte física que isso emprega, nunca entendi como isso empregava nos humanos. Cada um tem uma personalidade única, então o que seria um oposto do outro? “ Eu sou tímido, ela é . Nós nos completamos” É isso? É pode ser. O que mais tem são casais com temperamentos diferentes um do outro- Respondeu a sua própria pergunta. — Mas, o que realmente vejo e já tive essa experiência, é que o semelhante atraem o semelhante, por mais que este não queira.

Complexo.

Complexo demais, eu pensei. Todo que Armin falava era complexo. Ela falava demais, eu pensando como seria uma noite completa com ele.

– Olha. — Armin virou um pouco o corpo para mim, uma postura que ficava toda vez que lhe mostrava uma teoria científica. — Ilustrarei um exemplo. Um servo, se apaixona por uma princesa, mas como a princesa pode ter qualquer servo no reino, então o seu interesse cai sobre os servos. Então ela almeja algo maior para ela, como um príncipe, mas esse príncipe quer uma rainha...É assim vai indo, como fosse uma escada de hierarquias, sempre subindo. Sempre um querendo algo “melhor”, seja na beleza, financeiro, popularidade, auto-estima...

Isso explica porque tantos filmes de uma garota nerd que se apaixonou por um bad boy popular e no final os dois ficam juntos, fazem tanto sucesso. Porque secretamente é isso que as garotas nerds querem, por mais que elas falem que querem um igual a elas. Mas, na realidade. Na vida real em si. É isso acontece?

Armin apontou o lápis para um lado, segui direção a minha cabeça ao lápis. Deu no Levi no canto da sala escrevendo algo no seu caderno. Ao lado dele tinha uma garota magra, sem graça, muito pálida, que sorria demasiadamente para ele. Acho que ela queria esclarecer alguma dúvida com ele, ou só a queria a sua atenção mesmo. Levi nem a olhava, escrevia no seu caderno com eterno tédio nos olhos.

– Levi é gay. — Respondi para o Armin.

– E eu nunca o vi saindo com um cara que não seja de uma banda, ou que tenha uma tatuagem, ou que seja muito bonito. — Armin virou a página no caderno e começou escrever a outra parte da matéria.

– Oe? Levi tem uma banda? — Perguntei assustado

– Nunca viu? — Perguntou o Armin. — Hoje é sexta. Ensaio deles é oito horas da noite.

– Como sabe disso?

– O ensaio deles, eu sei porque já ouvi falar. A garota que estou afim só fala dele. Agora apresentação deles que é sábado, em algum bar gay. Mas geralmente, eles tocam nas sociais² hoje meia-noite por aí.

– Será que eles tocarão hoje?

– Ou eles tem ensaio ou eles tocam hoje aqui no pátio da faculdade. — Disse Armin.

– E o diretor deixa? — Perguntei.

– Eren isso aqui é uma faculdade. O diretor nem está aqui para saber. Já somos crescidos e responsabilizamos o que fazemos.

–... — Quando ele me falou isso passou várias lembranças na minha mente. Um aluno que dormiu dois dias seguidos, um que ficou tão bêbado que ficou pelado, um casal que brigou, um dia normal que não aconteceu nada porque todo mundo ficou sóbrio, no dia que Jean ficou em cima de um prédio ao declarar o amor para a minha irmã, um que..

– Você vai hoje? — Perguntou.

– Vou.- Tenho que ir.

Notas finais
Revolution 9 – Música composta por The Beatles. A música apresenta várias partes aleatórias, sem sentido, Em uma parte dela, a mais aterrorizante da música é quando um homem de voz grave começar repetir várias vezes “Number 9” Alguns dizem ter mensagens subliminares sobre suposta morte do Paul Maccartney. Entretanto, para os mais entendidos do assunto, era como fosse um modo de “revolucionar” e ser contra ao mercado industrializado da música em que The Beatles estava mantido, como fosse um ato anarquista ao mercado sonográfico, algo que remete um pouco a personalidade expressa do Levi nesta fic. ² Sociais. - São festas universitárias que ocorre entre os alunos todas as sextas. Festa é algo mais complexo, com bebida, comida decente, sociais é mais para beber mesmo e conversar com o pessoal. ps1: A galerinha que acompanha a fic do liga das betas, por favor, se tiver algum erro me avise. Gosto quando a pessoa fala o que tenho que melhorar. :) Não mordo, só na hora do sexo. ( ͡° ͜ʖ ͡°) sou uma pessoa sádica, que gosta de bater em seus parceiros e de apanhar também. Mas tirando isso, não mentira, eu mordo todo mundo mesmo. ps2: Ashilynn, com dor é mais gostoso. kkkk Parei. No quinto parágrafo adiante escrevi pensando em você falou. ps3: Fic movida do que vocês acharam. .