Meninos sérios são mais disputados.

9 Meninos sérios são malvados com calouros burros


Acordei quase tendo um ataque cardíaco de susto com a música alta barulhenta vinda do celular do Levi. Depois coloquei a mão dos meus olhos contraídos, me protegendo da claridade que incomodava os meus olhos.

And I go crazy cause here isn't where I wanna be

( Enlouqueço, porque não é aqui que quero ficar)

And satisfaction feels like a distant memory

( E a satisfação parece uma lembrança distante)

And I can't help myself

( Não consigo me conter)

Parecia que o baterista da banda estava fazendo um solo de guitarra ao meu lado de tão alto que o som estava, quase arranquei o travesseiro debaixo da minha cabeça e lancei ao aparelho, mas aí me lembrei. O pior, não me lembrei porque a minha cabeça trazia a dor intensa da ressaca de tequila. A partir dali houve um misto de desejos e ânsias, porque estava com sede, com dor, com vergonha, o som da música agora explodia os meus ouvidos e por mais que tentasse me proteger a luz do sol, insistia me torturar. Até que essa onda de dores se foi e cai na real. Sentei na cama imediatamente e comecei olhar em volta, como tivesse despertado de um pesadelo, não vi o meu quarto, aliás não via as paredes de um quarto, via pôsteres de bandas que não conhecia e filmes B europeus cobrindo todo. Então ouvi o barulho da porta do banheiro abrir e vi o meu veterano sair dali terminando de vestir só com uma calça jeans clara rasgada.

Como se ninguém estivesse ali, Levi tentava fechar o zíper com o seu “pacote” saindo e as abas do cinto para fora, parecia que havia emperrado devido a força que fazia para fechar. Até que ajustou melhor o tecido apertado da calça em suas pernas e fechou o zíper com facilidade.

O que poderia falar depois disso todo?

Pronto para outro, baby?

Deixa eu ser o macho nessa vez?

Não conseguia nem olhar direito para ele, imagina falar essas coisas? Me lembrei como havia invadido o seu show, aliás, mas antes fosse só isso, porque foi um combo: Fui no bar gay, me declarei para ele, apanhei ( de novo) e fui uma mulherzinha. Tsc! Daquelas que geme, gosta de apanhar. Quando me lembrei na sua língua passeando no meu corpo... Senti novamente aquela sensação da minha boca encher de água, como tivesse visto algo muito saboroso.

Levi me olhou de relance, aproveitei a deixa e comecei falar com ele.

– Bom dia. — Cumprimentei normalmente, apesar de ter colocado a minha mão em meu pescoço querendo aliviar a tensão.

– Bom. — Levi assim que vestiu a sua calça, pegou o seu maço de Marlboro aberto e sacou um cigarro.

– Noite louca, hein? — Dei um sorriso forçado ainda sentado em sua cama, meio constrangido em como continuaria essa conversa.

– Nem tanto. Já passei por piores. — Tragou o seu cigarro e abriu a porta o seu guarda-roupa e vi uma cena muito espantosa. Muito mesmo. Todas as suas roupas estavam dobradas e os seus sapatos, tênis e coturnos enfileirados na prateleira de baixo. Isso era uma total contradição do seu estilo anarquista, se o cara era contra o sistema, porque não deixava todo desorganizado?

Fiquei em silêncio, enquanto observava ele montar o seu próximo look, casaco verde, com blusa vermelha? Não. Jogou de lado, pegou a sua camisa azul claro e sua jaqueta de couro naqueles que o colarinho cobre todo o pescoço. Depois se olhou do espelho, revirando o seu cabelo que seria um moicano, ou de lado, ou convencional, era tantas possibilidades... Até que se estressou qual penteado iria hoje e partiu para a maquiagem

( É sério isso? Depois eu que sou menininha?) pegou um lápis de olho que estava pela metade do tamanho devido ao tanto uso, puxou a pele debaixo do olho e começou a contornar de preto a linha da raiz dos cílios.

– O senhor não precisa disso, seu olhar já é marcante o suficiente. — Soltei sem querer esse elogio, ele se virou, com seu olhar apático. Ele largou o seu lápis de olho perto do espelho e finalmente havia dado atenção para mim.

Ficamos em silêncio. Ouvia meus batimentos do meu coração acelerar, minhas mãos suarem, minha voz vacilar, essa toda porra que acontece quando está apaixonado. E eu achava que isso era coisa de mulher... Minha respiração ficou pesada, “estou amando você.” “ Quero outra. Serei uma boa menina.”, então ele veio até mim, sentou na cama e me encarou de modo que sua face quase tivesse encostado na minha, sentia o ar quente da sua respiração, então a minha boca abriu lentamente...

– Eren... — Assim que ouvi a sua voz, fechei os meus olhos esperando o seu beijo.

– Por acaso, você sujou a minha cama?

– Hãn? — Abri imediatamente os olhos meio confuso com a pergunta. — Nã-Não. Não sujei nada, quase ameaçou de morte se eu fizesse e...

– Great. Então seu pirralho, porque ainda está em cima dela?

Eu fiquei estático com aquele tratamento.

– E-eu...- Tentava buscar palavras, mas não vinha.

– Listen, brat. Já conseguiu o queria, agora cai fora do meu quarto. — Após de me dar esse fora, ele pega o seu óculos de sol perto da escrivaninha e coloca. A partir daquele desastre, sem motivo aparente, começo a prestar atenção do refrão da música:

Well, are you mine?*¹

Então, no tempo certo, ele pausa o som do seu celular.

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Capítulo 9

Meninos sérios são malvados com calouros burros.

Parte um- Carne nova

Levi saiu da república ao som da guitarra do Alex Turner vindo do seu celular, após travessar um jardim extenso da sua faculdade, ignorar cara feia dos demais por conta do seu estilo e os olhares de deslumbres para os que já tinha pegado, encontrou o seu grupo estacionado com o carro em algum canto.

– Demorou, hein? — Reclamou Erwin segurando uma latinha de cerveja.- Gostou na minha jaqueta de couro, hein?- Sorriu ao ver o seu namorado usar sua jaqueta que havia sumido há umas semanas.

– Tsc. Não enche. — Levi abriu a porta do carro.

– Que foi? Não voltou ontem à noite porquê? — Perguntou Mike achando ruim em ter que sair do seu lugar do banco para dar para o baixinho.

– Encontrei uma menininha. — Levi tirou o maço da sua jaqueta.

– Outra? — Erwin sorriu, agora aquele mistério do cu doce naquela noite estava resolvido.

– Foi com Eren? — Perguntou Hanji esperançosa. Não estava com rabo de cavalo habitual, seu cabelo estava desarrumado, revelando vários tons de vermelho em suas mechas.

– Quem é esse? — Levi formava a sua mão como concha, protegendo chama do seu isqueiro enquanto acendia o seu cigarro.

– O que invadiu o nosso show…- Lembrou Hanji.

– Aquele maluco esquizofrênico indeciso? — Levi revirou os olhos e tragou o seu cigarro. — Garota, olha para mim é ver se vou me envolver com esses tipos?

– Aqui. — Mike lança um envelope para o Levi e Hanji. — Fresh meat! Aí está as informações dos calouros que coletamos.

Tanto Hanji e Rivaille abriram a aba do envelope pardo e pegaram os “documentos secretos” de cada calouro. Hanji mexia dos papéis, trocando em um por segundo, enquanto Levi pegava o papel de cada calouro e lia atentamente.

– Temos material para o nosso grupo? — Perguntou Erwin.

– Material só se for para jogar no lixo. — Respondeu Mike.

Levi folheava cada o conjunto de papéis com a decepção estampada em seu rosto.

– Armin...Maior cara de viadinho enrustido...

– Olha quem fala. — Falou Mike ainda aborrecido em ter ido aquela boate gay.

–Não...Esse não...Esse loirinho no mínimo é muito lerdo! ….Hum... O nome nesse retardado é Jean, é bom saber. Várias vezes eu já ouvi ele jogado piadinhas com meu nome. Quero esse cara de cavalo no meu time. — Levi pegou outra folha com informações de outro calouro.

– Eren Jeager...Ah não. Hanji!

– Hun?

– Pega e seu.- Levi joga o papel quase no rosto da ruiva, enquanto continuava a sua inspeção. — Vamos ao próximo lixo: Pietra... — Foi um dos primeiros papéis que Levi continuou lendo sem reclamar de nada.

Levi tragava o seu cigarro ainda segurando o papel da caloura.

– Marcos... — Disse Hanji. — Parece simpático...

– Mikasa Ackerman... — Citou Mike.

Levi levantou uma sobrancelha desconfiado ao ouvir o sobrenome da garota.

– Maior cara de sunga monga, também tem cara de ser aquelas patricinhas que gritam quando ver uma barata. Não vai durar dez minutos do nosso teste. — Concluiu Mike.

Depois de vários releituras dos documentos dos calouros, os veteranos haviam finalmente chegado ao seu destino. Assim que saíram do carro e entraram em uma das extensões da faculdade, então como fossem uma gangue de máfia japonesa, os quatro andavam juntos com tanta áurea de marra e de donos no lugar, só faltava ver eles em câmera lenta.

–--x----

– Pessoal, amanhã é prova de física modular 5! Então estudem, hein! — Professora idosa falava com tom gentil aos seus novos alunos, Jean estava com a boca aberta com o fio de baba saindo dormindo tão profundamente, enquanto Armin e Eren piscava os olhos relutando para ficar acordado.

Até que a professora ouve batidas, de imediato dar licença a sua nova turma e abre a porta vistando um dos veteranos do segundo ano.

– Oi, professora. Posso dar um aviso para turma do primeiro ano?

– Oh! Sim, haha, vocês que vão pregar o trote, né? Tsc, tsc, esses veteranos levados da becra, pode entrar. Já dei a minha aula.

A professora mantém a porta aberta enquanto caminha até a sua mesa, pega a sua maleta e dar o último aviso para turma da prova e vai embora. Então o veterano entra na e começa falar no megafone acordando a metade da sala:

– ATENÇÃO, CALOUROS BURROS! VÃO PARA O ESTÁDIO AGORA!*² — Gritou veterano.

– What...? — Jean quase engasgou na própria baba quando acordou. — O que isso?

– É trote. — Respondeu Armin desanimado tanto pelo fato da aula chata que teve, quanto ao fato de ter a possibilidade de ser pintado para pedir dinheiro na rua, ou coisa pior.

Metade de calouros ingênuos esvazia a sala e vão para o estádio acompanhados pelo veterano do segundo ano.

Até então Eren só tinha visto área que ficava de fora do estádio onde ocorreu o show do No Name, mas não conhecia o pátio da sua faculdade, ficou maravilhado como era enorme, como tinha dois telões bem no alto e vários refletores.

Então ao ver quatro centenas de veteranos sentados como telespectadores, vendo os calouros desfilar na área do campo de basquete, viu que a divisão de patotas que tinha na sua sala, não era nada. Viu ali dezenas de grupinhos de mais variados tipos: Nerds, populares, playboys, estilo que jamais Eren sonharia que pudesse existir.

O som das vaias e dos xingamentos dos veteranos para os calouros cessaram quando a porta principal do estádio foi aberta. As luzes se apagaram e os refletores direcionaram especialmente no ponto em que os calouros se encontravam, em seguida outras frechas de luzes dançaram por todas as tribunas até se juntarem e dar o foco na entrada, o som do tambor de suspense começou a tocar e uma voz grave surgiu:

– Ladies e Gentlemans...

“MILITARES!” “MILITARES!”

Como se fosse uma torcida única no estádio, começaram a aclamar por essa fraternidade.

–Mas que loucura é essa?- Perguntou Jean puto da vida por terem interrompido o seu sono para isso. — Tsc! Deveria ter ficado na sala.

Então vários pontos luminosos se espalharam no lugar como fosse estrelas de uma noite bem escura, em seguida os pontos se juntaram na entrada formando um holograma de um unicórnio, tão nítido que podia ver a formação direitinho dos pêlos da crista da figura 3D. Então o unicórnio virtual começou a correr na frente dos calouros. A resolução era tão boa que alguns se distanciaram no montinho à procura da saída. Eren ficou parado sem medo, mas na medida que o cavalo de chifre vinha, mais se distanciava junto com os demais. O coro por “militares” aumentava gradativamente conforme a figura chegava mais perto e Eren, Armin e Jean dava passos para trás cada vez mais largos, enquanto Marcos via toda aquela apresentação com admiração.

– Marcos! — Chamou Jean preocupado com aquela coisa se aproximando enquanto via o seu amigo parado olhando maravilhado.

Marcos ficou parado ignorando o chamado do seu amigo, até que finalmente houve o choque. O holograma se desfazia em pontos luminosos que depois sumia, todos se protegeram com o braço e para surpresa de todos ali, sentiram contato físico dos pontos como fosse pedras atiradas, e para azar de Marcos, além da metade da figura chocar ao seu corpo por está na frente de todos, levou uma chifrada na altura do coração. Assim que todos aqueles pontos virtuais sumiram, Marcos se encontrava morto no chão.

Parte dois- Quem manda aqui

– Marcos? Marcos! — Jean correu em direção ao seu amigo jogado no chão, enquanto a torcida ia a loucura.

“Militares!” “ Militares!”

– Mas que iniciação é essa? — Perguntou Armin aterrorizado junto com demais.

Jean sacudia o ombro do amigo, caído no chão, enquanto dois veteranos surgiram para ajudar reerguer o corpo do Marcos.

– Calma! Calma! Ele está bem. Todo ano acontece isso. — Disse um dos veteranos acalmando Jean. — Vai lá, calouro! Junto com os demais da sua espécie. Vamos levar ele na enfermaria.

Jean se levantou puto da vida que havia acontecido, assim que retornou junto com os seus amigos, a torcida explodiu de gritos: A fraternidade Militares finalmente havia entrado.

Todos usavam roupa de marca e todas as garotas do grupo tinha o cabelo arrumado que parecia ter saído do salão. Exaltavam o seu ar de descolado e superioridade. O desfile dos veteranos mais pop da faculdade, andava como tivesse em algum clip de algum rap famoso, só faltava uma fileira de líderes de torcidas ao redor fazendo acrobacias enquanto eles entraram.

Então assim que a garota de cachos dourados, sobre o degrau que antecede o palanque, Erwin surge de repente, empurra a garota de cachos loiros expulsando-a.

–Obrigada, querida, mas parasitas do governo já temos bastante. — Disse Erwin enquanto posicionava o microfone na altura de sua boca. A menina dos cachos dourados apesar de sentir-se ofendida, começou xingar baixinho, mas se recolheu para o seu grupinho mantendo o bico.

– Calem a boca todos vocês, me escutem.- Mandou Erwin, que de imediato a conversa e algazarra cessou na multidão. Surgiram em seguida ficando na frente no palanque como guardas: Hanji, com cabelo bagunçado solto, jeans preto rasgado nos joelhos e uma regata que um dia já fora uma camisa, com corte v na altura do busto e Levi, com jaqueta de couro e calça preta, parecendo um corvo.

– Quem são esses caras?- Perguntou Corner para Eren.

– Você saberá agora. — Respondeu Eren.

–Como enrolamos muito, serei claro de poucas palavras. Existem duas pessoas nesse mundo: As que estão dentro da muralha e as que estão fora dele. É nós, na fraternidade “Exploração” sempre estaremos fora.

Um sonoro murmúrio invadiu os telespectadores veteranos no lugar, algumas vezes Eren via a fraternidade “Militar” (Ou “Unicornio gay” último nome que apelidou para aquele grupo de babacas riquinhos) zombarem na fraternidade inimiga. Na realidade, não era chacota expressiva, naqueles que “vamos chamar o nosso grupinho popular e te humilhar na frente de todos”, era uma chacota reservada, de sussurros e fofocas entre os ouvidos. Os seus olhares demonstrava desprezos, não daquele modo “somos melhores que vocês.”, mas de céticos. Eren viu ali o principal vinculo de tanta rivalidade a lá de guerra fria das principais fraternidades da faculdade: O motivo de está ali.

Uma parte que queria ficar sempre segura e foda-se os outros e outra parte que tentava realmente melhorar a situação da humanidade e Eren sempre soube qual era o seu caminho.

– Então calouros...Veteranos... Estou dando duas opções: Encarar os fatos – Erwin apontou para si. — Ou acovardar e ficar mamando nas tetas do povo. — Apontou para a fraternidade “ MILITAR”.

– Futuramente...- Continuou Erwin. — Terei que comandar um exército para uma futura exploração fora das muralhas e a minha função, desde agora é escolher os meus homens. E quero que fique claro: Aniquilarei qualquer um que esteja atrapalhando os meus planos.

Cada palavra teve uma pausa, tornando a frase mais intimidador que já era.

– Há! — A menina de cachos dourados foi até perto do palanque.

– Poque não fala para eses calouros porque a faculdade inteira chama a fraternidade de vocês do vale dos suicidas?

Antes que Erwin pudesse pensar em uma resposta a altura, a menina de cachos dourados respondeu sua própria pergunta:

– Calouros, estão vendo eles? — Ela direcionou o braço até a fraternidade “Exploração” — Estão vendo os melhores alunos tanto na parte intelectual, tanto na parte física e o mais importante de todos: Na parte do manuseio do DNT.

–Então meus queridos, eles tiveram a chance de sair nessa faculdade com a vida ganha entrando para a nossa fraternidade, sendo os melhores, ficando em dos lugares mais ricos e seguros do mundo. Entretanto por causa de uma ideologia estúpida! Eles preferem ser dilacerados por humanoides gigantes comedores de gente...Ô garotinho?

A menina de cachos dourados direcionou ao calouro careca que se encontrava atrás do Eren.

– Você sabe o que é um titã? — Perguntou para o Corner.

– Não...

–Imagina um zumbi pelado na altura do prédio que vocês tem aula. Isso é um titã. E sendo o menor deles. É isso que você vai matar se for com eles.

Corner ficou parado, pensou e depois concluiu: — Maneiro.

Após a frustração estampada da garota de cachos dourados, Hanji quase gargalhar quando ouviu a resposta do calouro careca e Erwin começou a chamar os nomes dos voluntários da sua lista.

– Antes de entrar nessa faculdade houve um questionário perguntando em qual fraternidade vocês preferiram ir. Vou chamar esses nomes e formem uma fila do lado direito. Armin...

Conforme Erwin ia chamando, esvaziava cada vez mais o montinho de calouros.

– Jean...

– Hãn? Mas não escolhi essa fraternidade. — Jean ficou assustado, ficou tentando lembrar se errou em marcar a opção queria entrar na hora da inscrição. — Quero entrar para os militares, não nesse.

– Jean Kirstein?

– Ô do moicano! Houve um erro, não quero entrar nessa fraternidade.

– Levi?

Assim que Erwin chamou por Levi, o baixinho corvo desencostou no palanque e foi em direção ao calouro cara de cavalo, Jean no início não entendeu nada, até sentir a sua cabeça sendo bruscamente abaixada e arrastado. Jean tentava levantar a cabeça, não cambalear tanto o corpo, mas a força que o seu cabelo estava sendo puxado era superior que a sua.

– Ei! — Assim que Jean ouviu a voz do Eren, foi libertado dando um grande alívio para o seu couro cabeludo. Jean achou que Levi havia soltado de propósito, então quando viu aquele dois se enfrentando deduziu, conhecendo o seu colega brigão, o que havia acontecido: Eren empurrou Levi.

– Você de novo? — Perguntou Levi com olhar de psicopata que Eren tanto tinha medo.

– Precisa fazer isso com ele? Se ele não quer, deixa ele ir. — Eren se manteve firme e não abaixava nenhum momento o seu olhar desafiador.

– Pirralho, já deixei estragar o meu show, agora essa cena? Ele marcou a opção no site, agora deixa ele enfrentar as suas próprias decisões.

– E quem é você para decidir por outros?

– E quem você para defender o seu coleguinha, mocinha? — Instigou Levi, sabendo qual era o ponto fraco do moleque a sua frente.

Quando Eren ouviu essa provocação, todo o seu rancor de como foi tratado de manhã surgiu, tentou avançar para cima dele, entretanto Jean o pegou a tempo.

– Calma, cara. Só vai piorar as coisas. — Jean largou o seu amigo evitando que fosse surrado de novo.- Sabe que o cara é mais forte porque insiste disso? — O conselho do Jean no tom baixo só fez Eren enfurecer ainda mais.

– Ô de mocaino, eu vou! — Jean andou na direção na fila que se formava no lado direito.

– Anyway. — Erwin alisou o seu cabelo para atrás, formando um capacete feito de cabelo loiro que se desfazia depois. — Próximo concorrente: Eren Jeager.

Eren suspirou fundo, desde que entrou nessa faculdade sempre soube qual era o seu caminho e quais eram suas motivações. Queria ajudar a humanidade, não se tornar um acomodado como vários já tinha visto em sua vida, se tivesse que arriscar a sua vida, arriscaria. Então quando Eren começa caminhar no lado direito:

– Não quero esse maluco na minha fraternidade. Ele já apresentou várias vezes ter problemas psicológicos e ser homofóbico. — Levi havia de novo se encostado no palanque de madeira. Manteve o seu tom de seriedade sem se dar trabalho para olhar o pirralho.

– Se vocês colocarem ele, eu saio.- Foi a cartada final do baixinho corvo.

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Parte III – Educando.

Eren.

Houve um murmúrio intenso na plateia, menos o grupo da Exploração que se mantinha sério, entretanto Hanji manteve tensa, ora olhava para mim aflita e depois olhava para o Levi, que estava andando e cagando para a minha situação. Fiquei desesperado, não podia desperdiçar essa chance. Esperei a resposta do Erwin apreensivo. Depois de um silêncio de dois minutos, o grandalhão loiro dar a minha sentença:

– Eren está fora do processo seletivo da fraternidade Explo...- O som vindo das tribunas foi tão enlouquecedor que nem dava mais para ouvir a voz do Erwin. Devido aos gritos e algazarras podia concluir duas coisas: A primeira é que ninguém havia sido rejeitado logo no processo seletivo e a segunda que agora, só agora, pode perceber que isso era como uma fonte de entretenimento para os veteranos, especialmente fora das principais fraternidades, como especialmente de vingança ou inveja.

Assim que cessaram burburinho, Erwin continuou a chamar o restante dos calouros:

– Corner...

– Espera! — Interrompi Erwin. Minha voz foi tão alta que alcançou uma parte da platéia.

– E se provar para todos aqui que eu posso ser melhor soldado que ele?

De relance vi Armim quase colocando a mão na testa, todos os restantes da Exploração que não estavam junto no palanque com o Erwin, começaram a gargalharam, ouvia risinhos em toda partes nas tribunas.

“Dammit” “Is a crazy guy”

Levi deu sua máxima expressão de felicidade que pode: Um sorrisinho irônico que durava nem dois segundos.

– Não viaja, moleque... — Levi falou comigo, mas como tivesse se desabafando para ele mesmo, como se não fosse digno na sua fala.

– Porque a bichinha enfeitada está com medo de perder o seu posto de rainha? — Eu e a minha boca, Armim sacudindo desesperado o ombro do Jean para me socorrer, os calouros sem reação por ter falado isso, a torcida apreensiva por esse afrontamento, Levi estático por ter ouvido esse desaforo, Erwin querendo me matar, Hanji nervosa alisando o seu cabelo quase me aconselhando para correr....

Muitos fatores que não pensei antes de abrir a minha boca.

Então como fosse exatamente a cena do banheiro, ele desencostou onde tava e veio até a mim com passos lentos, seu olhos estreitos expandiram, sua íris contraiu, todo igual como naquela vez, mas tinha uma diferença: Não estava mais apaixonado, olhava para ele com desprezo, o meu ódio subia a minha cabeça por tratamento que tive cedo. Então aquele menininho inseguro que ficava ruborizado quando via ele, caiu por completo e assim surgia um novo eu.

Quando ele iniciaria uma ameaça, fui mais direto:

– Se quer me bater, me bata! Se essa é a sua única resposta. O senhor...

Não. Nada de senhor.

– Acha mesmo que tem culhão para me enfrentar no DMT, pirralho? — Ameaçou.

Tampinha aqui não disse que temos que responsabilizar suas próprias escolhas? Então. A minha escolha é essa: Enfrentar você na forma justa. Como eles vão saber se eu sou melhor se não provei nada? A minha decisão é essa e cabe agora fraternidade decidir. Então, aceite logo porque meu pescoço está doendo de tanto que tenho que me curvar para falar na sua altura.

“TURN DOWN FOR WHAT” um nigga gritou no fundo é aquilo foi o estopim.

Foi o climax que a plateia tanto esperava.

Um “ Ooooooooooohhhhhh”*¹ foi único e forte. O ânimo era semelhante como se o Mike Jordan tivesse marcado a cesta da vitória no último segundo e eu era o Mike Jordan. A animação foi muito mais na parte dos niggas, foi tanto que um deles de palhaçada, virava o seu corpo com giro de 360 graus com as mãos para cima. *²

“EREN! EREN!” Todos agora torcia por mim, pela minha audácia ou talvez pela minha loucura.

Levi, apesar de ter certeza que não tivesse tantas testemunhas me mataria agora, apenas pegou o maço de Malboro escondido na sua jaqueta, acendeu um cigarro e fez um gesto para o seu namorado para seguir a diante.

– Ok, ok, a pedido do nosso herói calouro, faremos um teste de habilidade física de DMT entre Eren Jaeger e o veterano Rivaille. Amanhã às duas horas da tarde.

– O que?

Perguntei enquanto todos os meus amigos me olhavam incrédulos. Assim que Erwin colheu os que queriam entrar na Exploração, formos direcionados uma salinha de espera para participar do trote particular deles. Os veteranos chamavam um por um, cada calouro passava meia hora com eles, depois voltavam para sala. Como se cada um que tivesse ali teria ou tido uma humilhação particular.

– Bom... — Jean bateu as mãos nos joelhos e levantou ainda com cabeça de cavalo fornecida por seus veteranos. — Eren apesar nas nossas desavenças, eu vou sentir a sua falta. Vou mandar flores no seu funeral. Ande me dar um abraço!

– Sai para lá! É assustador com essa máscara. — Me desviei na aquela criatura bizarra que se aproximava. — Tenho nada a perder fazendo o tal teste.

– Tem. Sua vida.- Respondeu Armin realmente preocupado. De todos ali o que estava menos assustador, era ele, vestido naquelas fantasias de princesas, cor-de-rosa shock cheio de brilho. E para complementar uma tiara.

– Não deve ser tão ruim assim usar um DMT. Apesar de nunca ter visto... — Abaixei a cabeça e repensei nas minhas atitudes. Precisava realmente fazer isso?

Uma veterana abriu a porta da nossa sala de espera.

– A próxima vítima agora é...Eren Jeager. — A veterana me olhou com sorriso maléfico.

Levantei meio receoso o que passaria, olhei para os meus amigos todos fantasiados e fiquei com medo. Andei no estreito corredozinho até onde a veterana parou, em seguida abriu uma porta onde vinha som de rock pesado dentro do quarto. Juntei as minhas forças, expulsei medos e entrei.

Eram todos da fraternidade Exploração e não era um quarto como imaginei, mas um salão pequeno, sendo que qualquer calouro que entrava ia direto em um círculo formado por veteranos sentados fumando cigarro ou baseado e bebendo seja tequila ou cerveja. No lado direito do círculo, sentado no sofá com estofado preto estavam os líderes, sendo que Levi estava sentado em uma espécie de poltrona de metal, sendo o apoio das suas costas feito de asas de metal, pintadas de azul e branco. O pequeno corvo repousa na sua poltrona do seu reino. Sua jaqueta que engolia a metade do seu corpo, quase não via a sua blusa azul, uma calça preta e para minha surpresa, assim que vejo os seus pés, estavam calçados de salto alto vermelho.

Muito contraditório. Como o cara se veste e se maquia todo punk, indie, gótico, sei lá qual era o estilo dele e cruza as pernas com salto alto que nem uma Lady? ( Será que sentar assim não amassa as suas bolas?)

– Aqui o nosso calouro: Eren Jeager. — Assim que a veterana me anunciou, todos do pequeno salão-quarto aplaudiram e depois riram irônicos.

– Eren Jaeger, estamos aqui com missão de educar futuros membros da nossa fraternidade, pesquisamos o histórico de cada calouro, pegamos o seu principal defeito e tentamos concertar isso na forma mais divertida possível. — Disse a veterana me dando instruções.

“Na forma mais divertida possível” Não havia gostado daquela frase.

– Nós temos um vídeo seu aqui e queríamos compartilhar com todos.

A veterana aperta o botão do controle remoto e aparece na tela da televisão, eu bêbado no dia que invadi o palco.

Eu quero que...saia...Na minha cabeça...Quero...Dizer... Eu não sou gay! Não sou viado como este aqui...

Ouvindo a minha voz dizendo aquilo no meio de todos, na frente dele, sóbrio ainda por cima, me fez ter a vontade de cavar um buraco no chão e enfiar a minha cabeça dentro.

– Você é hétero, Eren? — Perguntou a veterana.

– S-Sou. — Respondi vacilando nas palavras.

– Cem por cento?

Apenas sacudi a cabeça concordando.

“Homofóbico!” “ Bicha enrustida”

Uma galera atrás começou a gritar, então a veterana, como se fosse uma apresentadora de um programa de auditório, recorreu ao seu público.

– Calma, meu povo. Sem preconceito porque ele é hétero. E lembrem-se! Que estamos aqui para reeducar eles, certo? Okay. Eren...

Apresentadora, digo, a veterana com o microfone direcionou para mim.

– Estou vendo que o seu único problema é com os homossexuais. E por mais que você consiga vencer o nosso melhor daqui, não podemos te aceitar porque… — Apresentadora-veterana curvou o corpo e começou a cochichar revelando um segredo entre eu e ela, compartilhado por todos dali da sala.

– Aqui é grupo diversificado, sabe? Um grupo que não aceita muito essa ideia de família tradicional.

“Ui” “Arrasa mona!”

Os gritinhos de ânimo surgiu no fundo da galera que ainda mantinha quieta.

– Menos o Levi porque ele é mais homofóbico e o mais macho-man de todos daqui. — Todos do grupinho riram, menos o baixinho que mantinha sentado de pernas cruzadas.

– Eu tenho uma pergunta para o calouro. — Erwin levantou a mão.

– Oi, chefe. Pois não?

Chefe? Pensei na mesma hora, achava que Rivaille era quem mandava na fraternidade, enquanto estava envolto nos meus pensamentos, a veterana-apresentadora deu o microfone para o grandalhão loiro.

– Eren. — Falava com tom calmo e sério. — Tem uma parte do vídeo disse que “ Eu quero que saia na minha cabeça.” Do que estava se referindo?

– A... — Puta merda! Para não demonstrar nervosismo eu coloquei as minhas mãos dentro do bolso da calça. — Não lembro. Estava bêbado.

– Porque pelo jeito que fala no vídeo parecia que estava referindo ao meu namorado. — Erwin permanecia calmo, mas sabia que estava investigando as minhas respostas e o meu comportamento se estava mentindo ou não.

Nada bom. Nada bom. Nada bom.

Sorri para todos fechando as minhas mãos dentro do bolso. — Impressão sua.

–Espero que seja. — Erwin me deu um sorriso convidativo, enquanto Levi revirava os olhos.

– Bom pessoal, esclarecido os fatos! Vamos à próxima etapa do trote! — A veterana- apresentadora não perdia o ânimo de jeito nenhum.

– Então pessoal, qual o principal remédio que temos para o nosso cem por cento hétero aqui?

“ Vestir ele de princesa!” Disse um no fundo.

Enquanto colhia as sugestões da plateia, o principal líder deles cochichava com a Hanji, segundos depois, Erwin dar licença e sai do lugar com certa urgência, acompanhado com a ruiva e o Mike. Menos mal, menos gente para ver o meu mico.

Depois de três minutos da saída do grandalhão loiro, uma menina grita a sua sugestão:

– Lap dance Male.

– Hummmm – Apresentadora parecia ter gostado da ideia com olhar pervertido, enquanto eu a via com cara de paisagem não fazendo a mínima ideia do que seria isso.

– Então pessoal que vocês acharam nessa sugestão? — Perguntou para plateia.

Houve assobios em todos os lugares e sons de aprovação.

– Que sexy, pessoal. Hoje estão ousados, hein? Quem faria par com o nosso hétero?

Par? Fiquei com medo. Que prática seria esse que precisaria de outra pessoa?

“ Ué, ele não chamou o Levi de viado? Coloca ele!”

Assim que ouviram, o coro foi único de aprovação. Tantos garotas como garotos ficaram com animação que transcendia todas das anteriores. Algumas abanava com a mão a si mesma, bichinhas sorriam uma para outra e cochichava entre si. Chamaram o nome várias vezes do Rivaille sendo acompanhado de :

“ Vai lá, delícia.”

“ Esse calouro não merece isso! Me põe do lugar dele agora!”

Muitos ficaram exaltados, mas não de zueira de antes com risinhos irônicos e me pondo pilha. Ficaram diferentes agora: Davam sorrisos que não conseguia decifrar, as meninas suspiraram imaginando a cena, alguns me olhava com raiva como tivesse roubado algo precioso deles, como não fosse digno nessa punição, aquilo só aumentava mais o meu medo. A maioria olhava para Levi apreensivo qual seria a sua resposta, sinceramente se eu tivesse dez anos agora eu correria do medo nesse desconhecido.

Levi ainda repousava na sua poltrona de asas de metal pensativo. Expressava nada, ignorava os bandos de macacos exaltados que tinha atrás dele. Então depois de muito tempo pensativo e olhar o sofá vazio em que o seu namorado estava, ele dar o seu veredito final:

– Tragam uma cadeira.

Os gritos histérico das meninas e dos meninos mais afetados se tornaram único.

– Não acredito que convenceram ele! Vamos lá, arrumem uma cadeira!

Poucos minutos, dois veteranos surgem atrás de mim, posiciona uma cadeira de metal quase encostando as minhas pernas.

– Produção, música e iluminação apropriada, por favor? — Pediu a veterana-apresentadora.

As luzes do fundo onde iluminava os veteranos mais afastados, foram desligados um por um, menos a luz central do círculo que estava. Não chegava a ficar totalmente escuro no fundo, aquilo era só mesmo para dar mais destaque no centro, mesmo porque ainda podia ver uma boa parte deles me vigiando com seus rostos em desfoque. Em seguida começaram a ter vários pontos de luz de câmeras de celulares me filmando, uma batida de hip hop lenta surgiu no fundo, o ritmo era bem calmo, que servira para dormir ouvindo com fones de ouvidos deitado na cama.

Então finalmente, o corvo levanta da sua poltrona e vai até a mim. Ficamos de frente em frente um ao outro, eu nervoso perdido do que ele faria comigo e ele com olhos de tédio como sempre.

Então ele empurra o meu peito com uma mão, fazendo quase cair sentado na cadeira atrás de mim.

– Senta. — Me ordena depois de me empurrar.

Sentado na cadeira, ele se aproxima sem perder ar de marrento e seriedade que tanto tinha, abre as minhas pernas com das dele, avança mais de modo que ficasse entre as minhas coxas. Então de frente com a sua virilha, ele tira o cinto, expandido mais os meus olhos de susto.

– Coloca as suas mãos para atrás. — Ele saiu no meio das minhas pernas e andou ao meu redor, até ficar atrás de mim.

– T-tá... — Olhei para todos, mas estava tão nervoso que só via um borrão escuro. Com os braços tremendos coloquei para atrás, até sentir os meus pulsos se juntarem e ser apertado pela tira de couro do seu cinto.

– Oe! — Chamei a sua atenção, mas como sempre foi ignorado aos meus apelos. Assim que Levi apertou os meus pulsos usando a fivela do cinto como mediador, usou a tira sobrando para prender mais as minhas mãos e juntar com entrada do apoio da cadeira, fixando bem.

Ainda muito sem graça com aquela situação, ele se aproxima do meu ouvido por detrás e começa sussurrar: — Já que foi corajoso suficiente para me enfrentar, que tal um jogo, moleque?

– Eu não sou bom em jogos... — Respondi receoso ainda com medo de que haveria a seguir.

– Assim é bom. Odeio perder. — Ele sai atrás da cadeira, ficando na minha frente novamente. Como eu havia fechado um pouco as pernas, ele pisa na minha coxa, sentindo a ponta do salto afundar do tecido da minha calça. Aquilo doí, olho para cima e vejo o meu carrasco pronto para me torturar ao olhar lascivo de vários dali.

Porque em nenhum momento o pequeno corvo deixa de olhar para a sua presa.

Notas finais
Observações da história: *² Por acaso acham necessário caps lock quando a pessoa grita ou aclama por algo? Sempre tive dúvida disso. *¹ Eu não sei se vocês entenderam jogada, mas enfim explicarei para quem não entendeu. O último refrão da música em que Eren ouviu foi: Bom, você é meu? (Well, u r mine?) como Levi sabendo a situação que se encontrava na música, ele pausou no seu celular. Como tivesse indiretamente falando: Não, não sou seu. Ficou bem sutil, mas quem não pescou, está aí. Bom sobre a minha falta de presença, aqui está a explicação (a mesma que tinha dado no espaço da nota da história): Eu faço parte da moderação de um dos maiores grupos do facebook sobre fanfics, (quem quiser entrar e so mandar o face que add lá ) e uma das postagens do grupo, era assim: " Se você salva o mundo porque você ainda escreve fanfics?" Eu não comentei a sua postagem, por falta de tempo por causa da minha faculdade de horário integral. Eu diria sem exagero que oitenta por cento nesse ano foi só para fazer trabalhos da facul, foi coisa de mais de doze matérias e professores todos os dias dando exercícios. E partir daí que eu achava ensino médio cansativo, espere para entrar numa universidade do tipo medicina, engenharia... Então retornando a pergunta: “ Se você tem o horário integral ocupado porque escreve essa fanfic?” Bem, se eu dissesse que fui obrigado a escrever essa história? Teve uma leitora que até me perguntou se acaso essa fic fui inspirada em outra fic, eu digo com toda certeza: Eu preferiria mil vezes ter escrito por inspiração seja lá que história seja, do que aconteceu. Por isso que digo que fui obrigado a escrever porque acaba tirando um peso nos seus ombros e sua mente. Sabe? Percebi que nós somos bombardeados por mentiras o tempo todo, nós reclamamos tanto de clichés nas histórias que no final, acabamos nos transformamos deles mesmos porque nós somos humanos. Quebramos a cara porque julgamos fortes, porém quando você ver, dar de cara com a situação, você desmonta. Infelizmente, não foi inspirada na ficção, a maior parte foi inspirada da realidade e terminarei por quatro motivos: - O primeiro e o principal é porque me preocupo com os meus leitores. Se tem gente que ler farei o possível para terminar. - O segundo porque tem certas coisas que queria compartilhar com vocês que seria bem importante saber, antes que descubra em outros meios... - O terceiro que eu estou de férias e voltei ativa na minha conta :) Então não me abandone! Não irei demorar. Favoritos, recomendações e comentários me dão ânimo para continuar :D Qualquer crítica que tenha na história pode mandar, não mordo...Só algumas vezes...Na cama...Enfim, até próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.