Meninos sérios são mais disputados.
6 Meninos sérios são impacientes
Notas iniciais
Realmente, iria ter ensaio hoje, oito horas da noite, no pátio da faculdade como mandava a rotina dos integrantes da banda. Entretanto, todo mudou quando Mike¹ veio com o seu pequeno caderno com todos os nomes dos universitários que havia pagado a social.
Ingressos antecipados, porque veteranos precisam ganhar mais.
Era vez do Mike passar pelos corredores recolhendo os nomes de quem iria hoje de noite, anotava no seu caderno nome por nome para ter um controle maior das bebidas. Toda sexta de noite rolava sociais, que eram tipo de festa, só com pessoal da faculdade mesmo. Então cabia os veteranos organizar essa pequena festa interna. Desde então acontecia um rodízio de organização entre os veteranos: O pessoal do segundo ano ficava com a primeira sexta, o pessoal do terceiro ano ficava com a segunda sexta do mês e assim por diante.
Mike bateu à porta do quarto do Levi, pedindo licença para entrar, encontrou uma parte da galera de veteranos fluentes daquela faculdade. Principalmente as figurinhas mais carimbadas dali: O dono do quarto: Vestido de calça de couro apertada, uma folgada blusa preta de uma banda rock desconhecida com casaco largo preto de couro. Havia cigarro entre os seus dedos, fumava só pelo charme e mania. Mania que exercia só de vez em quando. E para completar mais o look de menino rebelde nos anos 90, lápis de olho, corrente pendurada na calça, alargador e percing na orelha, anéis e all star preto de cano longo.
Também o namorado do dono no quarto que vestia algo simples, como uma blusa branca e uma calça velha do exército e cabelo que sempre parecia arrumado com gel, seja moicano, repartido, mas hoje estava bagunçado. E a última integrante presente no quarto, Hanji, com roupas normais, uma calça jeans apertada, uma blusa branca, rabo de cavalo e óculos que dava sempre ar de intelectualidade da garota, entretanto era mais doida dali. Todos normais hoje, menos Levi que acordou mais inspirando para vestir do seu estilo que gostava.
– E aí, Rivaille? — Saudou Mike entrando no quarto.
Levi apenas acenou com a cabeça, como fosse uma ordem “ Apenas fale.”
– Nada de pátio hoje. Hoje tem monte de gente que ir, até um pessoal fora da faculdade. Vamos ter que deslocar o pessoal para onde seria o nosso ensaio.
– Usa a parte não coberta do pátio – Falou Erwin, enquanto Levi dava um trago no seu cigarro e segurava um copo de vinho seco pela borda.
– Não dar.... — Mike esfoliava as folhas do seu caderno grosso. — E muita gente. Já não é mais social, é uma festa mesmo. Estou pensando em nós apresentarmos como atração e chamar mais gente
– Mas não ensaiamos. — Disse Levi.
– Ah! — Mike franziu o cenho e levou a mão no seu pescoço. Não estava nem aí, isso era problema pequeno. — Faz disso como um ensaio. — Soou como “ Faz o que vocês quiserem” ou “Whatever. You do what you want.”
– Depois vocês apresentam sério no bar. Vai ser aonde nossa apresentação depois da social? — Perguntou Mike ainda visando os nomes mal rabiscados no caderno.
– WarmGun². — Respondeu Levi.
Mike para de se preocupar com o caderno e levanta em câmera lenta a sua cabeça, dando ênfase ao seu olhar desacreditado na fala do seu amigo. — WarmGun não é um bar que fica na quarta quadra, perto do posto?
– É. — Confirmou o dono do quarto.
– Bom..É que...Eu acho que aquilo é um bar gay...
– É. E de sadomasoquismo também. — Após tragar o seu cigarro, deu um gole do seu vinho em seguida, depois repousou o copo no apoio que tinha para não deixar marca no móvel. Todos esses movimentos sem deixar aquele o seu olhar apático.
– Nossa... — Mike deu um sorriso sem graça olhava para o Erwin, com postura normal e depois via a Hanji que fazia um esforço para conter o riso, ela adorava quando acontecia essas coisas.
– Algum problema? — Levi bateu de leve o cigarro com o dedo tirando as cinzas na ponta.
– Não! Que isso... — Respondeu constrangido.
– Então não se importaria em dizer que vou lá nem pela banda, ou cantar, ou esses ideais babacas de espalhar a arte que tantos artistas têm por aí. Vou lá para sodomizar alguém.
Pausa. Levi observa o Mike. Um olhar cravado vendo qualquer desvio de comportamento dele. Bebia o seu vinho lentamente, o que marcava mais o seu olhar estranho e intimidador. Mike fica sem resposta, ora dar sorrisos nervosos, ora olha para um e para outro, Hanji morrendo de rir e Erwin escondendo o sorriso na palma na mão e Levi seríssimo. O dono do quarto estando sério não pela sua integridade nas suas falas, mas por ser do tipo que não ria da sua própria “piada”, Levi gostava de chocar quando via nas pessoas um certo preconceito sobre a sua sexualidade.
– É...- Mike ficou constrangido e queria falar algo, mas não encontrou palavras. Achava que na sua mente o seu amigo tinha uma patologia de ser gay e precisava de tratamento para isso. Mas deixando aquela “doença” de lado, ele era uma boa pessoa e não queria desentendimento com ele. — Bom, eu vou lá. Oito horas lá no pátio!
Assim que Mike trancou a porta do quarto, Hanji e Erwin começaram a rir da reação do garoto. Levi apenas deu um sorriso tonto de poucos segundos e terminou de beber o seu vinho.
Capítulo 6
Meninos sérios são impacientes
~Eren
O que sabia que acontecia nas sociais: Monte de gente dos outros anos, bebendo e escutando música. Isso resumia esse dia tão igual como as das outras semanas, mas era divertido. Nunca fui em uma, não por falta de opção, sempre ficava ocupado e preocupado como arrumaria o próximo bico para conseguir dinheiro e acabava ficando sem tempo. As sociais nem eram tão caras, pagava uma nota de dez e podia beber o que quiser.
Por causa na minha ausência nesses lugares, quando os meus amigos me viram ficaram surpreso.
– Eren? Vai beber com a gente? Vai trabalhar, vagabundo. — Jean segurava a segunda garrafa de cerveja.
– Sai para lá, Cara de cavalo.
É assim foi a minha noite. Nunca havia bebido mais de dois canecos de cerveja e hoje, menos de meia hora bebo duas garrafas e meia, fora as doses de vodka e tequila. Oito horas cravado no relógio perguntei pela tal apresentação da banda, ninguém sabia o certo, na verdade, pouca gente sabia que haveria uma apresentação. Eren bebia mais, assim se passou oito e meia...Nove horas...Dez horas...Onze horas...Onze horas e quarenta, e já sabia que alguém no meu grupo havia feito uma besteira. Eu trocava as pernas quando andava. Vejo a minha visão embaçada de pequenas luzes em cima, como mais de enfeite do que para iluminação. Fecho os olhos e dou um grosso gole de cerveja gelada no gargalo da garrafa, saboreando a sensação de tontura que só a bebida trazia, quando começo a escutar uma vibração soar por toda festa, abro os meus olhos. A conversa cessa e a iluminação fica um pouco mais baixa, dando atenção e colocando mais claridade do pequeno palco na minha frente.
Começa formar uma aglomeração de pessoas ao redor, enquanto Hanji aparece em cima no palco, colocando o cabo do amplificador do seu baixo, testa algumas notas que arranca mais atenção do público e uns gritinhos histéricos. Depois de minutos, vem Levi carregando o seu microfone e colocando em sua frente, e o veterano Mike segurando as duas baquetas em uma mão.
Estou longe, mas vejo perfeitamente eles como fosse um quadro vivo. Os três ajeitam os seus devidos lugares, o pessoal torna-se mais quieto, a iluminação fica mais forte sobre eles, atmosfera pré-show se intensifica ainda mais. Os três estão vestidos idênticos e tomo um pequeno susto quando identifico o tipo de roupa: Terno.
Hanji, tinha o seu terno mais apertando aos demais evidenciando as suas curvas, seu busto acentuado e calça social grudada em suas pernas. Mike, parecia um perfeito homem de negócios, um lobo do Wall Street, cabelo impecavelmente penteado para trás fixado com o gel. O main vocal da banda, Levi, vestido pela primeira vez nos padrões normais. De terno, daqueles bem cotados e uma gravata fina preta. Causando gritinhos femininos.
Sinceramente, aquela roupa não combinava com a personalidade dele. Para completar mais o choque do pessoal que via ele todos os dias com roupas mais punk rock possível, os três haviam coberto os seus olhos com tiras de pano branco, que dava ilusão de cegueira em todos em cima do palco. O nome da banda estava tímido e nítido: No name. Pichada em uma faixa atrás.
Levi pegou o seu microfone antigo e começou falar:
– Eu dedico essa música a vocês, porque ela resume muito bem o futuro de todos aqui.
Uma onda de gritos de entusiasmo emergiu no lugar. Todos alegres. Todos sorridentes e felizes. O pequeno homem abaixou a cabeça concentrando, quando Hanji começa tocar notas agudas, dando pausa entre elas.
Uma voz grave e séria saiu daquele pequeno homem em meio de uma melodia calma, que fez o meu corpo estremecer um pouco... Como uma menininha... Como uma garotinha que está vendo sua paixão platônica cantar no meio de uma multidão. Ainda bem que ele não está vendo isso.
– Eu desejaria poder ficar com ela até o último dia
Ela disse que deu todo seu amor para mim
Nós sonhamos uma nova vida
Algum lugar para estar em paz
Enquanto o público balançava a cabeça com o ritmo calmo, os meus amigos bebia mais uma cerveja.
– Tsc! Se faz tanto de punk rock, desfila nos corredores todo de preto e faz musiquinha romântica nessas. — Sentia no tom de voz do Jean uma certa irritação de inveja.
– Essa música é muito calma... — Falou Marco. Sacudia a garrafa e analisava a banda. Depois concluiu com maior inocência. — Dar vontade de mijar com essa música. — Todos ali começaram a rir, menos eu. Observava como os casais se abraçava quando Levi cantava.
–Mas as coisas mudaram, de repente
Eu perdi meus sonhos neste desastre.
O som fica mais agitado e Levi canta com mais intensidade.
–Estou chorando
Sentindo falta de minha amada
Eu não tenho o poder
Do meu lado para sempre
Oh, onde está minha amada?
E eu não tenho poder
Eu estou sozinho, sem rumo
Chamando seu nome
Apesar da sonoridade da música ser linda e ter bastante emoção, todos ali, até os meus amigos, ficam sério com a letra da música. Era como fosse um encantamento para sumir todo o ânimo do pessoal. Levi era um dementador e sugava a felicidade de todos ali... Não, sugando, mas colocando todos ali na real.
–Nós não sabemos o que está errado hoje à noite
Todos estão sem um lugar para se esconder
Não restou ninguém e não há para onde ir
Tudo o que eu sei é que a minha vida se foi
Foi o clímax do momento. Todos ficaram chocados o que ouvia. Queria algo mais alegre, mais eletrônico, um rock romântico... Não ouvir realmente o verdadeiro futuro. Não queriam se lembrar que o planeta todo está em guerra, que milhares estão morrendo e nós que arriscaremos a vida para salvar a humanidade. Era algo bizarro de se ver uma banda que cantava com tanta intensidade seja na voz e música e todo o público apático e sério diante do pequeno homem. Era por isso que existia essa faculdade, era por isso que o governo investia tanto aqui. Armas e soldados engenheiros preparados.
– Oooooh, where is my lover? And I got no power. I'm standing alone, no way. Calling out your name
( Oh, Onde está o meu amor? E não tenho poder. Eu estou sozinho, sem rumo. Chamando o seu nome.)
A música vai se tornando mais lenta, o som acaba gradualmente com som do início feito pela a Hanji. A música acaba e não ouve nada da plateia. Fica um silêncio de choque, esperando algo mais.
Levi descobre um olho da fachada para observar melhor o seu público. Do jeito que queria. Perfeito. Como despertar de uma transe, o povo foi ganhando vida, mais da metade começou a aplaudir e gritar, enquanto o resto ficava chocado com a própria realidade. Andei até a multidão, querendo o meu espaço ficando de frente ao palco.
Tomei mais um gole de cerveja e descubro pela minha visão turva e não tendo mais controle no meu corpo, que eu estou bêbado. Ergo a minha cabeça para ter uma visão dele melhor em cima do palco.
– ...Sabe...O..que...quero? — Apontei para o vocalista, o pessoal se distanciou de mim olhando mais confuso do que o pessoal da banda.
– Eu quero que...saia...Na minha cabeça... — Com o corpo cambaleando subo no palco ficando em pé em seguida.
Todos ficam sem reação, menos Levi, este só fica com medo mesmo.
– Quero...Dizer... — Tomo um gole da minha cerveja e olho para o “meu” público.
– Eu não sou gay! — Grito para todos. — Não sou viado como este aqui... — Apontei para Levi
– Como este baixinho arrogante que se acha superior! Que se acha o anarquista, quanto está mais envolvido com o governo que tod... — A única coisa que me lembro foi o meu dente voando e a minha cabeça virando para o lado bruscamente, depois caio no chão, sinto sangue invadir na minha boca. Achava que o forte dele era só pontapés e não socos... Fechei os olhos e acordei três horas depois.
_____
Mike não gostava da ideia de ficar sentado em um sofá de couro vermelho em um bar sadomasoquismo gay. Quase saiu da banda por quanto disso, não queria essas homossexualidades para o lado dele, mas sentia-se tão cansado que esquecia onde se encontrava, havia feito duas apresentações só queria descansar. Hanji também aparentava um pouco cansada, os seus braços e pernas abertas, praticamente jogada no sofá, não parava de beber energético. Levi, apenas curtia algumas músicas de rock quando tocava na boate, sacudindo levemente a cabeça. Olhava de relance se encontrava alguém interessante, mas nada. E mesmo se encontrasse, ele não faria nada. Não era promíscuo.
Encostou a sua cabeça no sofá e olhou para a entrada e não acreditou que no que viu..
Eren.
Eren entrando na boate, com olhar perdido querendo encontrar alguém. Surpreso como todos ali se vestia de modo menos convencional possível: Calça de couro, cintos, coturnos, estilo motoqueiros. Todos jovens e lindos homens procurando algo essa noite. Com maxilar ainda doendo, estando um pouco tonto por causa da bebida, procurando por Levi.
O garoto olhou em um canto fundo escuro e viu o trio da banda sentado e exausto em um sofá de couro vermelho.
~Eren
Fui até eles, sentindo o meu rosto inchar de vergonha. Cheguei perto de quem eu queria encontrar e fiquei ao lado dele. Não conseguia olhar para ele, na verdade não conseguia olhar ninguém da banda. Depois que havia acordado, vi a burrice que havia feito e queria pedir desculpas por aquilo. Não me importava o que as pessoas pensaria ao meu respeito, ou que estão pensando, só queria remediar um pouco a situação.
– É..- Desviava o meu olhar, só algumas vezes de relance, eu conferia se o baixinho do meu lado dava alguma brecha de aprovação e atenção, ou apenas me ignorava.
Não conseguia falar. Principalmente quando comecei a ouvir os risos da garota ruiva e do loiro estranho do seu lado. Eles riam muito da situação. Com pouca de coragem, ergui a minha cabeça e vi ele: Sentado com as pernas cruzadas com mão apoiada na cabeça me vendo, com aquele olhar aborrecido, na realidade mais confuso do que aborrecido. Não havia aquele estreitamento nos seus olhos de tom de mistério e seriedade, agora ficava bem explícito que aquilo significava. Levi me achava estranho, é com razão.
– Me perdoe. — Falei sério, sem titubear na minha voz. — Fui idiota… — O meu tom saiu baixo e cheio de constrangimento.
– Tá, Eren. — Disse impaciente.
Era só isso mesmo e ir embora nesse bar que parecia mais uma boate de strip tease gay. Eu queria ter ido, mas o meu corpo fixou no chão e as palavras saiam na minha boca sem racionar direito o que queria falar.
– Eu bebi muito! Nunca fiquei bêbado na vida. Quando te vi no palco, senti algo mim, sei lá. Você estava tão lindo, sexy…
Mike e Hanji gargalharam quando ouviram isso, riam mais da expressão feita pelo o baixinho do que o meu mico.
– E..E.. — Nossa,cara. Eu sou muito idiota. Será que ainda estou bêbado? — Eu fiquei confuso sobre ontem, me senti pressionado, eu… Concordo que disse sobre o governo...E…
– Tá, Eren. — Disse Levi. O tom de impaciência havia baixado, mas queria me livrar de qualquer jeito.
– Desculpa…
– Tá.
– ...Eu nunca deveria ter entrado no seu quarto… — Comecei a chorar automaticamente. Minhas lágrimas saia nos meus olhos, meio que forma involuntária, não consegui prender o meu choro, deve ser um dos efeitos do álcool.
– Eu nunca deveria ter falado que sentia. Eu não deveria ter mandado aquelas fotos… Eu nunca deveria ter desejado tanto. Senão, eu não estaria aqui, fazendo o meu papel de ridículo e te dando a certeza de como sou uma garotinha. Desculpa a minha reação, é que quando te vejo eu sinto o meu coração apertar e fico sem ar. Não é tão maravilhoso essa sensação de está apaixonada quantos os outros dizem. — Limpo o choro acumulados dos meus olhos com a palma na mão.
– Essa sensação horrível se intensifica quando vejo você sendo abraçado por seu namorado, e daí me pergunto, porque não sou eu no lugar dele? O que ele deve ter que não tenho…E como acabo acumulando o meu estresse a acabo fazendo merda;
Percebi que falava comigo mesmo, minha cabeça ficou fora de ar. Mike ria muito da situação, sua gargalhada não tinha som, parecia que estava tendo uma convulsão. Hanji parecia ter tido pouco de pena de mim e Levi ficou quieto, me observando, pegou um copo de vinho de modo peculiar dele de pegar pela a borda e tomou um gole.
– Tá, Eren. Vai para casa. — Falou sincero, achei que por um momento ia me pedir para procurar por um psicólogo.
Sai de lá com a mesma emoção que tive quando eu vi todos aqueles coraçãozinhos vermelhos voando em minha direção. Não sei porquê havia me lembrado dessa cena. Me sentia todo quebrado por dentro.
–--
Mike continuava rindo, mas com a risada contida comparada de antes e Levi apenas bebia o seu vinho pensativo.
– Não acredito que esse carinha aí! Eren Jeager, estressado e do tipo que não leva desaforo para casa! Fez isso… Deve está muito bêbado. — Disse Mike.
– Vai lá falar com ele. — Pediu Hanji.
– Não falo com malucos. — Disse Levi.
– Ele realmente gosta de você.
Levi suspirou, terminou com o copo de vinho e levantou do sofá em busca do Eren.
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