Menina Estranha.
50 Ele me pediu para te perguntar se você não quer na
LANZA ON
O Lucas não olha na minha cara, eu fico pensando se eu tenho culpa disso tudo. É pode ser que sim ou que não. O preto olhou para mim e riu, eu devo estar com cara de bobo, olhei em volta e vi que o Thomas, a Isa e a Gabih já estão aqui.
- Gabih essa história de transferência para São Paulo é verdade? – a Sabrina a olhou.
- Claro – ela riu.
- E ta esperando o que para aceitar? – a Isa tirou as palavras da minha boca.
- Uma razão para mim ficar – eu a olhei e ela riu.
Nossa isso foi para mim? Meu coração acelerou e eu abri um sorrisão. O Thomas soltou uma gargalhada e me olhou.
- Tem que pedir para mim antes – ele me falou sério.
- Thomas – a Isa riu.
- Acho melhor irmos – o preto levantou.
Levamos as coisas para os carros, o Thomas e a Isa não quiseram ir no carro da Gabih achei estranho mais tudo bem.
- Toda sua – a Gabih jogou a chave do seu carro para mim.
Pegamos estrada e em quarenta minutos nos chegaríamos em caragua se o transito não estiver ruim. Olhei para a Gabih que mexia no celular.
- Por que você não quis dirigir? – eu perguntei.
- Eu queria ver você dirigindo – ela sorriu.
- É verdade aquilo que você disse na sala? – a olhei.
- Sim, por que? – ela me olhou.
Por nada – eu peguei em sua mão – Você é a minha menina estranha.
- E isso é bom? – ela me encarou.
- É.
Nós seguimos viagem quietos, as vezes nos olhávamos. A viagem foi rápida as meninas chegaram em casa colocaram o biquíni e saíram.
- Cara são seis horas da tarde – o preto disse.
- E elas garotas – eu ri.
- Quem vai contrariar elas? – o Thomas sentou no sofá.
Arrumamos as coisas e decidimos que elas iam ficar em um quarto e nós em outro já que só tem dois. Eu fui para a cozinha e fiz uma macarronada com queijo e suco de maracujá com laranja quando estava terminando de arrumar a mesa elas entraram.
- Nossa, ta muito gelada a água – a Sabrina tremeu e o preto riu.
- Cadê a baixinha? – o Thomas perguntou.
- Ta com um cara bonitão – a Isa riu – To brincando! Ela foi tomar banho.
Jantamos quietos a louça ficou por conta da Sabrina e os outros foram ver se tinha algo bom na tv mais nada. Então cada um foi para um lado. Eu olhei para a Gabih peguei o meu violão e a chamei para andar na praia. O céu estava estrelado e a brisa muito boa ela estava animada.
- É lindo – ela olhava.
- É perfeito.
Eu cheguei perto dela e comecei a tocar andando em volta dela.
Eu conheci uma menina diferente
Me apaixonei e foi assim tão de repente
Nunca pensei que pudesse gostar
De uma garota que só sabe me esnobar...
Eu fiz sinal com a cabeça para ela e comecei a andar, enquanto cantava ela sorria e seus olhos brilhavam.
... Ela não gosta da minha roupa
vivi falando do meu cabelo
reclama sempre do meu estranho jeito de falar
mas quando beija minha boca
perdi a cabeça e fica louca
É uma questão de tempo até você me namorar.
Terminei a canção coloquei o violão no chão e passei meus braços em sua cintura. Ela me olhou nos olhos o momento era perfeito só tinha uma coisa a fazer.
- O que você acha? – eu colei mais nossos corpos.
- Hum – ela riu – Perfeita.
Eu fui dar um selinho, mas ela saiu correndo eu fui atrás, ela correu até uma pedra alta e começou a subir. Fiquei ali parado olhando o que ela fazia.
- Sobe – ela me chamou – Eu adoro subir aqui quando venho para cá.
- É bonito – eu sentei.
- Olha – ela apontou para varias assinaturas – Eu a Isa e a Sabrina que fizemos, aquela foi a Sabrina – ela apontou para uma escrito “ I ♥ Restart “ – Eu briguei tanto com ela, coloquei todos os defeitos que existe em vocês. Engraçado né.
- Quantos anos vocês tinham? – eu fiquei curioso.
- Eu tinha dezessete, a Isa quatorze e a Sabrina onze – ela riu.
- Nossa eu tinha dezenove – eu pensei alto.
- Aham, é estranho como as coisas mudam – ela pensou alto – eu xinguei o Pe Lanza aqui quando era adolescente e agora – ela parou.
- Agora? – eu passei meu braço nela.
- Agora estou apaixonada por ele – ela levantou tímida.
- Engraçado. Ele me pediu para te perguntar se você não quer namorar com ele? – eu levantei e fiquei de frente com ela.
- Nesse caso eu respondo para quem? – ela me olhou e riu – Eu aceito – ela me deu um selinho.
- Eu te amo – eu a beijei.
- Ei vamos parar com a pegação – o Thomas gritou.
- Deixa eles amor – a Isa riu.
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