Notas iniciais
Me perdoem a demora haha (mesmo que haja no maximo 5 leitores). Eu tive alguns problemas com internet e notbook. Agora está uma parte resolvida , risos.

– Oh, não... Desculpe-me, eu apenas me confundi.

Aquela frase dita pelo sorveteiro desmoronou minhas esperanças. Apenas comprei o sorvete e lhe pedi ajuda. O velhinho chamou um taxi pra mim, eu o agradeci e fui pra casa. Naquela noite minha tia havia saído e voltaria só Deus sabe quando e eu estava sozinha, obviamente. Eu não sentia medo algum e naquela madrugada de segunda-feira, eu apenas tinha que dormir e foi o que fiz, porém com um fone ligado no volume máximo e lágrimas acompanhando.

Na manhã seguinte, eu havia acordado com o despertador como sempre. Na escola, foi tudo comum, até a hora que Lysandre e Castiel haviam me lembrado do trabalho com prazo de um mês que havia apenas uma semana de entrega. Eu disse para irem á minha casa depois da escola pois eu não queria ir à casa de Lysandre para não ver Leigh, nem na casa de Castiel, acho que não queria estar lá novamente tão cedo.

Feito o combinado. Deixei tudo preparado para quando os garotos chegarem, eles demoraram! Até que ouço o barulho da campanhinha.

Finalmente!

Atendi a porta, eram os dois.

— Nossa! Sua casa é enorme! Castiel disse com um sorriso.

— Você está tirando uma com a minha cara, né?

— Não, eu falo sério. Ainda disse sorrindo.

— Entrem. Querem comer algo antes?

— Não, apenas água, por favor. Lysandre finalmente se pronunciou.

— Eu quero. Disse Castiel.

Lysandre o fitou com o olhar.

— Que foi? Ela perguntou se eu queria algo, eu disse que sim. Cruzou os braços.

— Tudo bem. Vá até a cozinha e se sirva. Apontei para a cozinha.

— Ué, eu sou a visita, você deve me servir. Sorriu Castiel.

Aquele sorriso do Castiel ás vezes me irritava, mas bem que eu gostava.

— Quem vai comer é você, não eu. Ergui a sobrancelha.

Lysandre deu um breve riso e Castiel me olhou irritado.

Fizemos o tal trabalho bem rápido, éramos uma ótima equipe e logo fomos jogar. Adivinha? Eu era melhor que os dois, tirei sarro dos garotos.

— Podemos dormir aqui hoje? Tá muito tarde. Pergunta Castiel.

— Castiel! Lysandre o fuzilou com o olhar.

— Err... Bom, por mim tudo bem, tenho quartos de hóspedes disponíveis. Devo ter ficado vermelha depois disso.

— Hahaha! Tudo bem. Lysandre, vamos dormir aqui hoje, certo?

— Bem, eu acho que Lynn não irá gostar muito não.

— Não! Quero dizer, tudo bem por mim. Fiquei muito sem-graça, admito.

— Então tudo bem, vou ligar para meu motorista trazer minhas roupas.

Lysandre olhava sem graça para os lados e ás vezes me encarava e sorria envergonhado. Eu fazia o mesmo.

— Calma, calma! Eu só estou brincando. Castiel pronunciou-se rindo.

Ufa! Pensei com alívio. Lysandre aparentava ter feito o mesmo.

Rimos muito daquela situação constrangedora que Castiel havia nos colocado. Mas logo eles se despediram e eu novamente estava ali solitária. Mas pensando bem não estava tão tarde, eu não tinha nada para fazer e... Eu não havia explorado aquela casa por completo.

Comecei indo até o quarto da Tia Fadinha. Só entrei lá uma vez e ela parecia ter ficado um pouco brava.

O quarto dela era tão bonito, porém não vi nada de incomum. Mas eu adoro mexer em coisas que não são minhas, então abri o guarda-roupa dela, era preto com portas de correr. Eu rapidamente comecei a pensar na minha relação com minha tia e percebi que desde que nos mudamos aqui, quase não nos falamos, mas era apenas um breve pensamento e deixei isso pra lá e continuei com o guarda-roupa. Haviam muitos vestidos e saias, era o que ela mais usava. Uma grande coleção de perfumes e batons. E como não poderia faltar, muitas fantasias de fada. Ela tinha mania de se fantasiar de fada pela rua, ela adorava ver a reação das pessoas assim. Eu ás vezes penso que tenho isso dela, essa loucura... Só me falta a coragem que ela tem.

Observei o quarto melhor e vi que havia um quadro com uma fada enorme e sob sua mão esquerda, havia uma pequenina fada tão bela e brilhante, acho que ela realmente gostava de fadas. Olhei melhor aquele quadro tão belo. Eu havia percebido que aquele quadro era meio solto, então consegui retirá-lo da parede. Tinha um pequeno papel com a frase Slegna eb ot tnaw snomed me pergunto o que seria aquilo, deve ser alguma língua pouco conhecida. Eu fiquei intrigada com aquilo e percebi que havia passado tempo demais xeretando as coisas da minha tia. Coloquei o quadro ao seu devido lugar. Tomei um banho e fui me deitar, eu percebi que faziam dois dias que eu estava sem internet e nem havia me dado conta. Não tinha muita importância também... Minha vida não tinha muita importância... Nada tinha muita importância pra mim naquele momento. Pelo menos até aquele momento.

No dia seguinte, eu achei que iria ser a mesma rotina chata de sempre, mas nem tanto. Cheguei á escola e dei de cara com a garota loira e suas amigas maltratando um garoto, mas não consegui ver seu rosto dali. Eu pensei em ficar parada, em apenas observar ou simplesmente sair correndo. Mas meu senso de ajudar alguém era muito maior que eu mesma, então eu corri até onde eles estavam.

— Hey! Quem vocês pensam que são? Cheguei logo perguntando.

— Quem VOCÊ pensa que é, né? Disse a loira, com um tom de indignidade.

— Eu? Acho melhor você não descobrir quem eu sou, pois quando descobrir, irá se arrepender.

— Eu que o diga. Acho melhor manter-se afastada de mim.

— Ótimo! Entraremos em um acordo então. Sorri.

A loira e suas amiguinhas deixaram o lugar e o garoto me agradeceu.

— Lynn?!

— Ahn... Me desculpe, não me lembro de você.

— Kentin... Disse o garoto, parecia querer chorar.

— KENTIN! Oh, Me perdoe! Sinto muito mesmo... Eu me esqueci de você, não foi por querer. O abracei.

— E-está tudo bem... Ele ainda parecia querer chorar, porém estava vermelho.

— Mas espera, você não estudava na antiga escola junto comigo?

— S-sim, mas houve algumas mudanças na minha família e tivemos que nos mudar. Hoje é meu primeiro dia.

— Entendi. Bom, acho melhor irmos para a sala, né?

Kentin estava na mesma sala que eu. Ainda bem, assim ele não fica na mesma sala que aquelas três idiotas. Ele não merecia ter a companhia daquelas vadias.

No intervalo, fiquei com Kentin. A gente riu bastante... Se não fosse por ele, meu dia seria mais um dia comum e sem-graça novamente. Não que eu não gostasse dos meus novos amigos... É que eu me sinto um pouco excluída, eu disse isso á ele.

— É, eu sei como se sente. Eu me sentia assim na antiga escola... Eu tentava me enturmar com vocês, mas eu sempre ficava de lado. Me olhou cabisbaixo.

Nossa... Eu fiquei tão mal quando ouvi aquilo. Eu mal podia acreditar que fiz uma pessoa sofrer pelo mesmo motivo que eu sofro. Eu merecia aquilo, mas agora estávamos juntos, tínhamos um ao outro. Mas por um momento, só por um momento, me descuidei e percebi que Kentin não estava lá me esperando no banco. Eu o procurei pela escola e finalmente achei-o no jardim. Kentin estava chateado mas não quis me contar o que houve então apenas o abracei novamente.

Nós começamos a conversar e parecia que tínhamos muito mais coisas em comum do que parecia. Era incrível... Ele era tão gentil comigo que nem parecia alguém daquela antiga escola sem ser meus amigos inseparáveis: Victor, Lety e Leigh.

Na volta da escola, eu disse para Rosalya que precisava de um emprego e então ela me recomendou uma loja que estava precisando de vendedoras e fui até lá logo depois.

Mas parece que ele me perseguia, o garoto que usava roupas vitorianas. E eu não estava falando de Lysandre, mas do irmão dele. O dono da maldita loja.

Notas finais
Espero que tenham gostado mas estou aceitando opiniões, críticas e tudo mais, haha!