Memórias de Um Guildmaster

6 Dia 7 - Semente plantada.


Dia 7 — Semente Plantada.

Com o passar das horas, ter conversado com Shark parecia o maior erro de minha vida. A cada cem palavras oitenta eu não conhecia. Sem contar que ele treinava tão devagar que se assemelhava com o casting time de Assura Strike com zero de Dex. Hah, hah! Entendeu? Casting? Assura? Ah,deixa quieto...

Enfim, ele demorava demais... Ele era muito lento, passaram-se milhões e milhões de anos em minha mente, o tempo parecia andar tão devagar quanto em aulas de matemática. Quando você não tem nada para fazer e é obrigado a esperar, você imagina tudo.

Você pensa na batata que comeu ontem no almoço, se Coca-Cola realmente explode com Mentos, você pensa nas pessoinhas que estão te roubando na sua Colheita Feliz, por que "separado" se escreve tudo junto e "tudo junto" se escreve separado, você pensa no em colocar algo no Twitter, enfim... Coisa fúteis, mas eu estava tão entediado que tirei um cochilo embaixo de uma árvore.

— Ow, tu tá dormindo, velho? — perguntou Shark olhando para mim.

Não, não Shark. Eu estava treinando pra morrer. Eu virei-me para ele e com um olhar de raiva, disse: "É por que tu demora muito pra treinar!". Seu jeito de falar já estava começando a dar me nos nervos. Eu me levantei e continuamos andando.

Nós treinávamos em Odin Temple, quando avistei ao longe, um Lord Knight, que usava um grande Corsair em sua cabeça. Era Bonaparte. Shark aproximou-se dele, e viu um grupo de pessoas conversando sobre seus clãs.

— Mestre, porque “separado” escreve tudo junto e “Tudo junto” escreve separado? — perguntou um jovem.

— Porque “Separado” é um adjetivo e “Tudo Junto” é um pronome indefinido associado a um adjetivo. — respondeu Bonaparte, colocando a mão sobre a cabeça do rapaz.

Carai! (Desculpa, eu não tenho outra palavra pra demonstrar como eu estava surpreso.) Eu nem sabia que aquela pergunta tinha resposta?! Um grupo de homems sentados conversando... Ou estão falando de mulheres, ou de futebol, ou de nada com nada, que era o caso nesse exato momento. E em questão de segundos, percebi ques Shark já estava ao lado do homem.

— Tu é o grande Bonaparte? — perguntou Shark, animado.

— Sim, sou eu. E quem seria você, meu jovem? — respondeu o homem

— Eu sou o grande Shark in the desert! E gostaria de saber se posso entrar em sua guild!

Bonaparte fez um olhar de reprovação, e explicou que em sua guild, não eram aceitas pessoas que estivessem em um nível muito fraco.

— Perdoe-me meu jovem, são as regras, treine mais meu rapaz, e um dia poderá entrar no grupo. Ou seja, nunca. Hah, hah, hah! — riu Bonaparte, levantando-se e partindo junto com os outros membros de seu grupo.

Um dos homens que estava junto com Bonaparte levantou-se e veio até nós com um sorriso no rosto. Ele me era familiar, principalmente seu jeito de falar. E uma roda em que pessoas estavam a discutir coisas sem sentido, ninguém menos que Steal estaria presente.

— Tu aqui Tokay? Nem sabia que treinava aqui! — disse Steal, que agora estava me abraçando.

— S-Steal? Pertences à guild de Bonaparte? — perguntei surpreso.

— Não, não, nem tenho level para entrar, mas vim avisar vocês pra tomarem cuidade com o Bonaparte, ele é uma pessoa muito malvada. (Não diga?) Muito ignorante. (É mesmo?) E muito falsa. (Tá, já parei.)

Bonaparte era alto, tinha cerca de um metro e oitenta de altura, e bem definido. Ele usava uma pesada armadura que cobria todoseu corpo, com pêlos de animais em alguns pedaços, e uma capa que tampava o lado esquerdo de seu corpo. E toda a armadura baseava-se num tom preto e azul escuro, assim como seu chapéu de corsário. Não cheguei a ver sua espada, mas o enorme escudo que carregava, trazia o símbolo de sua guild. Os Tiranos, como eram conhecidos, a guild mas forte e poderosa de minha época.

Shark não estava muito feliz, sempre quis entrar em uma guild. Assim como eu. E percebi que essa era a hora de criar uma. Por que não criar uma guild, apenas por diversão? Seria legal e muito bom para encontrarmos novos amigos. Apesar de eu não gostar de pessoas, sou uma criatura solitária. (Brincadeira, eu sempre quis falar isso.)

— Shark, já pensou em criarmos uma guild só nossa? — perguntei, tentando animá-lo. Shark disse que já tentara, e que não levava jeito para líder, mas mesmo assim já animou-se.

— Se tu fizer uma guild, posso ser seu braço direito? Posso? Posso? — perguntou ele, maravilahdo.

— Com certeza. — respondi com um sorriso.

A guild começava neste momento, problemas para escolher o nome a parte. Mas um dos maiores desafios foi aquele emblema. Amaldiçoado! Por noites tirou meu sono em vida. Steal nos explicara como criar um, mas apenas muito tempo depois, foi possível criar o maldito emblema. Steal não pôde entrar em nosso grupo, foi uma pena,, pois ele já pertencia a outro, chamado Biology.

Estava criada! Gondor Knights, dois membros, era algo extremamente novo para os dois, e foi muito divertido tudo que fizemos no começo. Passando níveis, criando anúncios, ecolhendo posições... Para quem nunca foi líder de um clã, é uma experiência única, apesar de todas suas obrigações e tarefas. Guardarei para sempre minhas lembranças da guild. Apartir desse ponto, começaríamos a deixa nossas marcas na história, seriamos lendas, era tudo que sonhávamos.

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Mas que frio aconchegante... Aquela moça fantasma chamava-se Vivian, e hoje ela fez um pequeno almoço em sua casa para seus familiares. Parece estranho, mortos também almoçam... Acho que é pelo prazer de fazer a comida, pois fantasmas não necessitam de comida. Eu estava de penetra no almoço, aqueles só entre membros da família, que vergonha... Eu precisava sair de casa, acho que as aranhas já estavam montando suas teias em mim... Estou em casa de novo...de novo...

Nossa, acho que estou começando a ficar louco, preciso sair daqui nem que seja para tomar um ar, mesmo que fantasmas não precisem de ar pra respirar. Hah, hah! Entendeu? Ar, respirar? Ok, vou parar com isso...