Memórias de Um Guildmaster

15 Dia 21 - O Moinho solitário.


Dia 21 — O Moinho solitário. (Alguém percebeu que minha escrito mudou?)

— É só a minha imaginação ou está ficando mais escuro? Estamos indo para o lado certo? Estou começando a ficar preocupada. — disse Vivian enquanto caminhávamos para dentro da floresta.

— O que aconteceu? Não me diga ques está com medo de fantasmas? — respondeu Stanley. (A gente podia ter ficado sem esse comentário, Stanley. Tipo, nós somos os fantasmas.)

— Não, não. Eu apenas não gosto dessa floresta, sinto-me observada.

— Oh sim, vai pular um monstro e te matar! Você já está morta Vivian! Não tem o que ter medo!! — disse Steal.

— Steal, deixe-a em paz! Ela apenas não gosta daqui! — respondi parando ao seu lado.

— Aí brother, foi mal. Eu esqueci que ela é sua namorada. — riu Steal.

— Ah, lá vai você com essa história novamente! Não somos nada! Apenas Amigos! (Bem que eu queria algo mais...)

Maldito Steal! Será que estava tão na cara que eu gostava dela? Maldição! Tenho que voltar a me comportar diferente. Não sei, acho que nunca vou ter a mesma confiança que eu tinha sobre as mulheres.

Estávamos indo conhecer a casa de Stanley, que queria nos agradecer por sempre fazermos companhia a ele. Ele devia ser meio atordoado, ou solitário, ele pode paracer muito estranho, mas é um ótimo amigo.

Stanley tinha os cabelos jogados da cor morena, e seus olhos da cor mel. Ele costuma vestir roupas mais surradas, talvez de quem viaja muito, botas sujas de lama e marcadas pelo tempo, e na parte do coração, na camiseta, uma marca de costura. O que seria essa marca?? (Será que mataram ele tirando seu coração??) Uma vez contou que quando era vivo ele morava em um castelo amaldiçoado e era conhecido como Invencível por nunca ter sido ferido. (Tudo bem, acho que ele inventou essa história.)

Chegamos a um moinho e, logo a claridade voltava, a floresta já se afastava, e senti que Vivian já soltara meu braço. D-Desde quando ela estava segurando meu braço? Nem percebi... (Oh, que mão macia... Tão delicada quanto uma flor. WTF??)

Era um moinho, suas velas giravam bem devagar, e seu som era um tanto quanto solitário... Diversas rachaduras marcavam a idade de suas paredes. Muito antigo, talvez mais antigo que o próprio cemitério. Era desconhecido de onde viera ou qual era a sua função, mas Stanley agora cuidava do local. Uma multidão de aranhas faziam suas teias no lugar, quem sabe não levo algumas para casa? Lá ventava muito, ele localizava-se em uma longa subida, talvez por isso a caminhada tenha sido cansativa, e seus campos eram cercados por uma vegetação rasteira, muita terra e pó.

O moinho lembrava-me de meus sentimentos quando cheguei nesse cemitério, solidão. Mas ele será sozinho para sempre, eu tive a sorte de encontrar pessoas que me apoiassem. Ele será para sempre sozinho. Nada a dizer, nada a acrescentar, a não ser a reincidente, renitente, constatação da solidão humana.