Memórias de Um Guildmaster
8 Dia 11 - Arrependimento / Dia 12 - Elite.
Dia 11 – Arrependimento
Minha... Cabeça... Dói...
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Dia 12 – Elite.
“A literatura é essencialmente solidão. Escreve-se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo, o ato de leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos."
Enquanto as aranhas devoravam um anopheles, sua vítima presa na teia, eu limpava a casa. Nas prateleiras encontrei diversos livros, em um deles continha essa frase dentro, pertencente a um escritor americano. Também encontrei uma quantidade grande de bonecos de madeira. Muitos mesmo. Todos guardados em baús ou espalhados pela casa. Criaturas de Rune Midgard, como Porings, Fabres, Yoyos, Peco-Pecos, e alguns M.V.P.’s como a doce Moonlight Flower e o poderoso Baphomet. Qual será o mistério por trás desse coveiro que morava aqui? Será que outrora, ele fora um grande cavaleiro? É um mistério que apenas o tempo pode responder. Por hora, permita-me terminar de tirar toda essa poeira...
Enquanto eu pensava em fazer a guild de modo mais divertido possível, Shark já pensava em torná-la grande e conhecida! Nunca foi minha idéia chamar sequer uma pessoa para o clã, isso eu devo a Shark. Eu queria que fosse algo apenas entre os amigos.
— Então cara, não vai chamar ninguém para a guild, não? — perguntou Shark, testando o arco que acabara de comprar.
— Sim, sim, eu conheço algumas pessoas que talvez entrem na guild se eu pedir. São dois amigos meus.
— Beleza! Tô indo então velho, depois que eu voltar, tu vai achar muito louco a base que vou encontrar para nossa guild.
Nesse momento eu até pensei em uma resposta, talvez: Muito louco, velho! Mas achei melhor sorrir e deixá-lo ir. Era hora de encontrar membros, e eu sabia exatamente onde “encontrá-la”.
Robot Factory, provavelmente procurando por seu “marido”, e lá estava ela, encostada em uma parede balançando um singelo relógio de bolso, a mulher virou-se e disse:
— Tokay! O que faz aqui? Não veio procurar meu marido, não é? — riu a moça.
— Não se preocupe Litos, não procuro por Kiel, eu estava a sua procura!
Seu nome era Litos, uma Assassin Cross, se minhas roupas deixavam-me com uma aparência forte, Litos levava isso ao pé da letra. Seus equipamentos eram dos melhores, com as melhores cartas. Com tudo que possuia, ela deveria ser muito forte, carinhosamente apelidada de “A Invencível, Litos”.
Mas apesar de possuir tudo de bom e melhor ela possuía um defeito. Não sei se posso chamar de defeito... Mas ela detestava lutar. Sua preferência era ficar caçando monstros raros. E Kiel era seu favorito. "Marido" era apenas uma forma de se falar.
Suas roupas eram pretas, assim como as minhas, e seus cabelos, na altura do ombro, eram prateados, que brilhavam intensamente, com um pequeno laço vermelho preso ao pescoço. Litos tinha um jeito tímido e sempre se preocupava com o próximo, transformando-a em uma pessoa muito querida.
— Será que você não entraria na guild que formei há alguns dias atrás? É apenas por diversão. — perguntei.
Litos guardou o relógio em seu bolso e disse: — Sabe que não gosto de guilds, por isso não estou em nenhuma até hoje. Já foram milhares as ofertas Tokay...
— Sei que não gosta de pessoas e lugares cheios. Mas será como uma família! Apenas pessoas conhecidas e amigos, pretendo chamar seu irmão também.
— Você pretende MESMO chamar o Ikarus? Terá que pagá-lo apenas para que entre na guild! — riu Litos. — Posso levá-lo até onde ele está no momento, provavelmente roubando alguém ou algum monstro. Quem sabe procurando por tesouros... Ele deve estar em Lake Dungeon.
— Agradeço a ajuda Litos! — sorri.
As kafras de minha época cobravam uma pequena taxa para levar as pessoas até labirintos, logo, entrar em Lake Dungeon não seria problema, ainda mais para dois Assassin Cross, que poderiam facilmente passar por entre todos dragões utilizando a habilidade de esconder-se.
Lake Dungeon era uma caverna muito grande, coberta pelos mais diversos tipos de Acidus e Ferus, com algumas Penomena a defender o primeiro nível. Devido às condições ambientais das cavernas, esse ecossistema apresenta uma fauna especializada para viver em ambientes escuros e sem vegetação nativa, como as Penomenas. Em alguns casos essas cavidades também podem ser chamadas de tocas, lapas ou abismos, como era o caso do terceiro nível, Abyss Lake Underground, território do temível Detardeurus.
O terceiro nível brilhava como ouro, algumas áreas eram dominadas por piscinas naturais, e muitas goteiras caiam em uma melodia, e esse momento de pureza fo quebrado pela figura que surge logo a seguir.
— Puta que pariu!! (Nuss?! Eu escrevi mesmo essa palavra?!) É você Litos?! Corre que o Detardeurus tá vindo, porra! — gritou um jovem correndo euforicamente.
— Ikarus?? O Detardeurus encontrou você de novo? — respondeu Litos, como se já soubesse disso.
Enquanto isso, um enorme dragão vermelho vinha em nossa direção, com uma fúria inabalável. Suas escamas vermelhas eram como um rubi, e exalavam um calor imenso, seus olhos eram verdes como um par de esmeraldas não se desviavam de nós. Seu corpo era imenso e parecia impenetrável, enquanto corria parecia que um terremoto destruiria toda a caverna.
Ikarus virou-se pegou seu arco, e com apenas uma flechada paralisou o grande dragão por alguns segundos, permitindo nossa fuga. Era uma flecha especial, criada por especialistas de Payon, feita exatamente para dragões, por um pedido extremamente caro e único, do elemento Holy.
Ikarus assim como sua irmã, tinha os cabelos prateados, vestia uma roupa branca e prateada, era um Sniper, e um dos melhores, conhecido por falar tudo que pensa e quebrar regras. Com seu jeito de folgado e briguento, era conhecido como “Problemático”. Utilizava um simples par de óculos de aviador, logo, sua aparência deixava-o com cara apenas de um iniciante, mas sua força era imensa. Ele não era muito alto, um pouco maior que Litos e nunca abandonava seu falcão.
— Litos! O que você tá fazendo aqui maninha? Não mandei você não vir aqui? — disse Ikarus, falando com a irmã.
— Cale a boca, Ikarus! Não me chama de maninha! Você sabe que sou bem mais velha que você! — respondeu Litos, segurando uma das orelhas de Ikarus. — E a propósito, o que fez dessa vez para deixar o Dragão tão bravo?
— Mesma coisa de sempre, vim conseguir tesouros, essas cavernas são muito cheias de pedras preciosas, e quase niguém vem aqui! — disse Ikarus segurando uma grande caixa de tesouros em suas mãos. — Tokay? O que faz aqui meu caro?
— Eu vim procurar-te para convidá-lo a entrar numa guild... Nossa! Que ferida é essa?
— Porra, esse dragão quase me pegou dessa vez! Nussa, se liga nessa ferida! Vai infeccionar, merda!
Eu nunca tinha ouvido tantos palavrões em tão pouco tempo.
— Ikarus, o Tokay criou uma guild, e perguntou se gostaríamos de entrar, então você vai entrar! (Foi basicamente uma ordem). — disse Litos com um sorriso, segurando o braço do irmão.
— Depende, tem salário? Só entro se o Depósito for 24 horas e o salário for alto.
— Você VAI entrar. — disse Litos puxando a orelha do irmão.
Os membros da guild iam se formando, e logo, faltará apenas um membro para que eu apresente a Elite toda, os mais fortes guerreiros da Gondor Knights.
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Vivian, estava em casa hoje, é bom receber uma visita ou outra de vez em quando, não é? O que foi? Foi coincidência que no mesmo dia que limpei a casa, ela veio! (Mentiroso, você não pode mentir pro papel!!)
E foi engraçado, ela trouxe um aparelho chamado “EmePeTrês”, e ele conseguia tocar músicas. Esses jovems encontram algumas coisas tão estranhas. Estranhas mas divertidas. Eles tocam músicas!! Eu amo músicas de todos os tipos. E não é que o aparelho é interessante? (Oi, eu gosto de bolinhos)
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