Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Aqui estou eu com mais um capítulo especial para vocês. Eu espero de verdade que vocês gostem. Eu quero agradecer demais a AndreaNeves pelo comentário no capítulo passado. Obrigada por sempre me inspirar a continuar a escrever. Você é demais! Espero que goste desse capítulo. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XI – MEMÓRIAS DE NOVEMBRO

CAPÍTULO XIII – BAILE

— Obrigada por ficar com as crianças, Debbie. – Agradeço a mulher, enquanto Liz chorava desesperada e se jogava em minha direção. Sinto meu coração se apertar e o desejo de pegá-la de voltar parece falar ainda mais alto. Ameaço estender meus braços, mas Debbie se afasta. – Eu...

— Ela vai ficar bem. Eu sei que dói vê-la chorando desesperada, mas como uma velha que já viveu muitos anos a mais que você, eu posso de garantir que ela vai sobreviver e você e seu marido precisam de um tempo só para vocês. – Afirma Debbie, balançando Liz. – Se a pegar no colo, vocês não vão conseguir sair. Confie em mim. Toda mãe passa por isso e você sabe que eu estou dizendo a verdade. E pela forma como parece que você vai chorar junto com ela e estragar a maquiagem, eu tenho certeza de que você não sai sozinha com o seu marido desde que a ganhou.

— Eu sei. Mas odeio vê-la chorando assim. Ela passou três dias tendo febre alta e, mesmo estando melhor, ela ainda está um pouco gripada. Tenho medo que acabe piorando enquanto eu estiver fora. – Confesso e Debbie ri, parecendo entender o que eu sentia.

— Ela vai ficar bem, querida. Emma só está assustada porque ela sabe que você vai sair sem ela e essa provavelmente é a primeira vez que ela passa por isso. Vocês duas apenas precisam de um tempinho para se acostumar com essa nova ideia. – Garante a idosa de cabelos grisalhos que aparenta ter quase oitenta anos.

— Vem, Emma. Se continuar chorando desse jeito, nossa mãe não vai conseguir sair. – Fala Kayla, estendendo o braço para pegar a garota, que chorava em desespero e se debatia nos braços de Debbie.

— Não! – Grita Liz, dando um tapa no braço de Kayla, impedindo que a irmã a pegasse. Isso me surpreende. Liz nunca recusava o colo de Kayla. Pelo contrário, ela sempre preferia a irmã mais velha ao invés de Steve e eu. – Mamãe! Mamãe! Mamãe! Mamãe!

Arregalo os olhos e as lágrimas se formam. Preciso me segurar para não chorar, emocionada com o fato de Liz ter me chamado de mamãe pela primeira vez. Isso só me faz ter ainda mais vontade de pegar a garota no colo. Kayla parece notar a minha emoção e intervém, lembrando-me que nós estávamos na frente de Debbie e para ela, eu sou realmente a mãe de Liz, Alex e Kayla.

— Emma! Para com isso. Não pode gritar. Que coisa feia! – Kayla repreende a caçula e o choro de Liz só se torna ainda pior.

— Eu disse que ela ia chorar se tirasse ela do papai. – Resmunga Alex, irritado, enquanto tentava aumentar o volume da televisão, onde passava uma partida de baseball.

— Abaixe o volume dessa televisão, Tommy. Você vai ficar surdo. – Kayla briga com o irmão, lançando um olhar nada satisfeito.

— Então faz a Emma parar de chorar. Eu quero assistir ao jogo de baseball. – Retruca Alex, ignorando o pedido da irmã. Isso só faz Kayla ficar ainda mais irritada. Liz continuava a chorar e Debbie me lançava aquele olhar que dizia que eu não deveria pegar Liz no colo.

— Eu mandei você abaixar o volume da televisão. – Insiste Kayla, encarando o irmão com intensidade. – Deixa de ser teimoso!

— Você não manda em mim! – Alex dá língua para Kayla e volta a prestar atenção no jogo. Arregalo os olhos, surpreso com a atitude inesperada do garoto que sempre é tão obediente.

Kayla anda com passos brutos até o irmão e tenta tomar o controle da mão dele, mas logo uma espécie de cabo de guerra se inicia, com os dois gritando um com o outro e lutando para ver quem teria o controle da televisão. Liz chorava tão alto que soluçava. Debbie tentava acalmar a garota, mas nada parecia surtir efeito. Steve desce as escadas, mas para no meio ao perceber a confusão que ocorria.

— Hailey! Tommy! Parem já com isso! – Steve repreende os filhos, mas os dois parecem nem mesmo o ouvir, enquanto continuavam a brigar.

— Já chega! – Grito, assustando a todos. Pego Liz no colo, ignorando completamente o olhar entristecido de Debbie, e vou até Kayla e Alex, tomando o controle da mão deles em seguida. Desligo a televisão e os encaro com seriedade. – Eu não quero saber de brigas nessa casa!

No mesmo instante o silêncio se instala. Até mesmo Liz tinha parado de chorar. Ela aperta meu vestido com força e apoia a cabeça contra o meu ombro. Ainda arfava pelo choro intenso, mas tenta ficar o mais quieta possível ao ver que eu estava furiosa. Encaro os dois mais velhos com tanta seriedade que parece ser o bastante para eles entenderem que estavam bem encrencados. Entrego o controle para Debbie.

— Sem televisão para eles pelo restante da noite. Isso vale para a Emma também. – Explico a senhora, que assente, concordando.

— Não, mamãe! – Alex parece a ponto de chorar ao ver que perderia o seu tão amado jogo de baseball. – Está passando o jogo dos Yankees contra os Mets.

— Mas mãe...

— Nada de “mas mãe”, Hailey. Você está grandinha demais para ficar brigando de igual com o seu irmão. E você também, Thomas. Eu não quero saber se está passando jogo dos Yankees, ou de quem quer que seja. Se eu ver você dando língua ou gritando com a sua irmã, ficará de castigo. Hailey é mais velha que você e deve ser respeitada. Vocês entenderam? – Repreendo-os com a voz firme e o olhar sério. Minha postura parece surtir efeito, pois não demora muito para que Alex começasse a chorar e Kayla parecesse envergonhada e entristecida por perder a compostura.

— Sim, mãe. Desculpa. – Lamenta Kayla, encolhendo-se.

— Desculpa, mamãe. – Fala Alex aos prantos.

— Não é a mim que vocês devem desculpas. — Permaneço firme, ainda que por dentro eu estivesse destruída por ser a responsável por seus olhares devastados. Era para o próprio bem deles. Mesmo sabendo que é normal irmãos brigarem, eu não podia permitir que Alex voltasse a desrespeitar Kayla. E a garota tinha que se lembrar que não dava para ela ficar entrando em briguinhas físicas com o Alex.

— Desculpa por ter gritado com você, Tommy. – Kayla é a primeira a dar o braço a torcer. Ela se abaixa, ficando na altura dele e dá um fraco sorriso. – Eu não quis mandar em você. Só estava chateada porque a Emma me rejeitou e você sabe que isso nunca aconteceu.

— Desculpa dá língua e gritar com você, Hailey. – Lamenta Tommy, abraçando a irmã, ainda aos prantos.

— Bom trabalho. – Elogia Steve, colocando-se ao meu lado. Ele passa o braço por cima dos meus ombros e acaricia a cabeça de Liz. Encaro-o pelo canto do olho e acabo sorrindo, enquanto encosto minha cabeça em seu ombro. – E então? Nós vamos para a festa?

— Sim. Eu apenas vou colocar Emma para dormir. Ela não vai nos deixar sair se estiver acordada e eu vou ficar me sentindo péssima se a gente for para a festa e deixar ela em casa chorando. Além disso, esse choro todo também deve ser sono. Já está quase na hora dela ir para a cama mesmo. – Comento e ele assente, concordando.

— Hailey, vai jantar. A comida já está pronta. – Avisa Steve, assim que a garota se afasta do irmão.

— Está bem, pai. – Responde Kayla, mas antes que fosse para a cozinha, a campainha da casa toca. O rosto da adolescente se ilumina. – Eu atendo! Deve ser o Peter.

— Esse projeto de homem veio mesmo? – Ouço Steve sussurrar e a expressão de desagrado se tornar presente em sua face. Ele se vira para Debbie. – Não o deixe ficar muito perto dela, Debbie. Dois metros de distância pelo menos. E fica de olho nas mãos bobas também.

— Connor! Deixa de ser exagerado. – Repreendo o homem, afastando-me para ir à cozinha fazer a mamadeira de Liz. Mas antes, passo por Debbie e dou um fraco sorriso. – Não dê ouvidos as bobagens que o meu marido diz. Ele só está apavorado por essa ser a primeira vez que nossa garotinha mostra interesse em algum garoto.

— Ah, eu entendo bem. Meu falecido marido agiu dessa mesma maneira quando nossas meninas tiveram os seus primeiros namorados. Ele foi relutante com Alfred até que ele pediu a mão de Violet em casamento. A partir desse momento, o relacionamento deles se tornou melhor, mas meu John era um homem que amava nossos filhos mais do que qualquer coisa nesse mundo e mesmo quando as meninas se casaram, Violet, Morgan e Amy elas continuaram sendo as suas princesinhas. – Conta Debbie com um sorriso nostálgico, mas melancólico em seus lábios. – Sinto falta da época em que eu precisava brigar com ele para não expulsar os namorados das garotas a pontapés.

— Sinto muito pelo seu marido, Debbie. – Lamento e ela dá um fraco sorriso, enquanto balança a cabeça em negação.

— Não se preocupe com isso. Agora é melhor correr para cuidar do sono dessa garotinha antes que vocês acabem perdendo toda a festa. – Orienta a mulher, sorrindo mais animada.

— Tudo bem. – Concordo e me viro brevemente para Steve. – Eu já volto. Tente não ser tão malvado com Peter. Você sabe que ele é um ótimo garoto e você já tem trinta e cinco anos. Não tem mais idade para estar perturbando adolescentes de quinze anos.

Steve bufa, mas não responde. Ouço Debbie rir, enquanto sigo para a cozinha. Preparo rapidamente a mamadeira de Liz e subo para seu quarto. Sento-me na poltrona do quarto e passo a dar a mamadeira para ela, enquanto a observo com fascínio. Eu ainda não conseguia acreditar que ela havia me chamado de mamãe. Era como se aquele tivesse sido o seu sinal de que eu estava certa em decidir lutar pela guarda dela e de seus irmãos.

Era tão estranho pensar que aquele pequeno ser em meus braços poderia me fazer sentir tantas emoções. Eu nunca pensei que poderia ser tão doloroso ir a uma festa sem as crianças e nem que eu sentiria tanta vontade de chorar só por ver seu desespero ao saber que ficaria com outra pessoa que não fosse eu. Eram sentimentos que ninguém havia me dito antes que eu sentiria quando me tornasse mãe. Porque sim, eu sou a mãe deles. Não apenas por estarmos em um programa de proteção a testemunhas. Mesmo que me digam o contrário, eu os amo como meus filhos e sinto que o sentimento é reciproco. Então sim, eu sou a mãe de Kayla, Alex e Liz.

Assim que termino de dar o leite a Liz e garantir que ela havia pegado no sono, coloco-a no berço e a observo dormir por alguns minutos até me lembrar que eu ainda tinha festa de casais para ir com Steve, que a propósito, estava incrivelmente sexy com o terno azul marinho que vestia. Sorrio nervosa ao pensar em como iremos nos sair nesse baile.

Nós iremos fingir ser um casal, afinal, é isso que as pessoas esperam de um homem e uma mulher que estão casados há quinze anos. No entanto, eu não sei dizer se estou preparada para isso. Desde que essa história de programa de proteção a testemunhas começou, Steve tem despertado sentimentos e sensações indescritíveis em mim.

Nós passamos cerca de vinte anos discutindo constantemente. Eu já estava acostumada com a sua personalidade irresponsável e despreocupada, com o fato dele trocar de namoradas e acompanhantes com mesma frequência com a qual eu trocava de roupa e com o seu jeito estupidamente irritante que amava me tirar do sério. E do dia para a noite, tudo muda.

De repente, ele não é mais tão irresponsável e despreocupado assim. Na verdade, Steve é um agente bastante admirado na CIA e bastante dedicado ao trabalho. De repente, ele não é mais um cafajeste. De repente, meu coração já não consegue mais se controlar ao ver o seu sorriso bonito direcionado a mim, seu jeito calmo e cavalheiro. E quando eu menos percebi, lá estava eu, observando-o dormir, admirando cada mísero detalhe de seu rosto, sentindo um desejo quase incontrolável de saber como seria experimentar seus lábios e sentir seu corpo definido me tomando para si. E eu sabia bem que nada disso fazia sentido.

Suspiro e pego o controle da babá eletrônica que estava no quarto de Liz. Encosto a porta e sigo para a sala de estar da casa. Ao chegar lá, encontro Debbie, Alex, Kayla e Peter jogando um jogo de tabuleiro e Steve observava o céu pela janela da sala, completamente alheio ao que ocorria ao seu redor. No entanto, não demora muito para que ele me encarasse e sorrisse daquele jeito que faz me coração se render por completo aos seus encantos. Por que ele tinha que ser tão bonito?

— Uau, sra. O’Brien. A senhora está muito bonita. – Comenta Peter, interrompendo aquela troca de olhares significativas entre Steve e eu. Sorrio e encaro o garoto.

— Obrigada, Peter. – Agradeço, terminando de descer as escadas. – Isso é muito gentil da sua parte, mas todos os créditos ficam para Hailey, que me ajudou a chegar nesse resultado. Ela é a verdadeira artista.

— A beleza natural estonteante da modelo ajudou e muito. – Responde Kayla, sorrindo amorosa.

— Nisso eu concordo. A minha esposa é a mulher mais bonita em todo o universo. O que aconteceu hoje foi que ela conseguiu a proeza de se tornar ainda mais encantadora. – Afirma Steve e eu acabo ficando um pouco desconcertada por ver seus olhos brilhando enquanto me encaravam com intensidade.

— Você é tão exagerado. – Comento, dando uma risada sem graça.

— Apenas estou sendo sincero. – Steve então se aproxima e puxa minha mão livre, onde deixa um beijo. Seus olhos se fixam nos meus e há toda aquela tensão difícil de se explicar entre nós. Uma corrente elétrica percorre todo o meu corpo e acabo prendo minha respiração ao ver seu rosto próximo ao meu. Ele então deixa um beijo na minha testa. Suspiro, um pouco frustrada pelo gesto, mas novamente sou atraída pelos lindos olhos azuis. – Você está tão bonita que palavras não são o bastante para descrever.

Sorrio como uma idiota. Tento dizer a mim mesma que tudo não passa de atuação, que é apenas um teatro para convencer Debbie de que somos um casal de apaixonados. No entanto, eu sou estúpida o bastante para sentir meu coração errar as batidas e acreditar que Steve estava sendo sincero comigo e que aquilo era o que ele realmente sentia.

Não faço ideia de quanto tempo permanecemos hipnotizados naquele feitiço que nos envolviam, mas em algum momento o espirro de Alex é o que nos traz de volta a realidade. Ao encarar as crianças, vejo o olhar malicioso de Kayla, enquanto Peter e Debbie pareciam encantados com o nosso suposto relacionamento.

— Nós já vamos. Debbie, essa é a babá eletrônica da Emma. Acho difícil ela acordar antes da gente voltar, mas ele vai te informar caso ela acorde. Hailey e Alex te explicam depois como funciona. Todos os telefones de emergência estão na geladeira e eu estarei a noite inteira próxima ao celular. Se acontecer qualquer coisa pode me ligar. – Aviso e Debbie assente, concordando, enquanto entrego a babá eletrônica para ela. Peter, como a festa vai terminar tarde, você dorme aqui essa noite.

— O quê? – Questiona Steve, arregalando os olhos.

— O quarto de Tommy tem uma cama auxiliar. Você dorme lá hoje e amanhã você volta para casa. Tenho certeza de que tia May e tio Jarvis não vão se importar. – Explico, ignorando o possível chilique que Steve daria.

— Mas eu me importo. – Afirma o homem e eu bufo, revirando os olhos.

— Nós já vamos. Não fiquem acordados até tarde. E nada de televisão para vocês dois hoje. Ainda estão de castigo. – Relembro e Alex me encara como se eu tivesse dado um tapa em seu rosto. Permaneço firme em minha decisão e ao ver meu olhar, nenhum dos dois ousam me desafiar.

Após nos despedirmos das crianças e relembrá-los de todas as regras, Steve e eu partimos em direção ao baile de casais do Dia dos Veteranos. A neve caia delicadamente e formava uma camada branca pela cidade. Felizmente, por Beaufort ser uma cidade pequena, não demoramos mais do que quinze minutos para chegar ao local do baile, que já parecia estar lotado de casais.

Steve estaciona o carro e nós nos encaramos, um pouco apreensivos. A hora havia chegado. Em poucos minutos nós estaríamos diante de toda a cidade e teríamos que ser bastante convincentes quanto ao nosso relacionamento. Ao mesmo, eu temia acabar confundindo as coisas e acabar machucando meu coração que ainda tem dificuldades de entender que para Steve, eu sou apenas a melhor amiga de infância que ele ama como uma irmã mais nova.

— Você está pronta? – Pergunta Steve e posso sentir a apreensão em seu tom de voz. Sorrio e assinto. – Ótimo, porque eu estou a ponto de ter uma crise nervosa.

— Nós vamos nos sair bem. – Garanto rindo, ainda que eu não estivesse tão confiante assim com o que aconteceria. Ele assente e pega o casaco, luvas e cachecol que estavam no banco de trás. Também pego os meus e respiro fundo. Assim que os dois estão bem agasalhados para enfrentar o frio que fazia do lado de fora do carro, voltamos a nos encarar. – Está na hora de ir. Vamos lá mostrar para Beaufort que o melhor casal da cidade.

— Vamos. – Concorda Steve, rindo levemente.

Ajeito minha pequena bolsa no ombro e saímos do carro. De mãos dadas, seguimos para a entrada do salão. Vejo algumas pessoas entrando e conforme nos aproximávamos mais nervosa eu me sentia. Eu sabia que não fazia sentido algum estarmos tão alterados com algo tão banal como um baile qualquer da cidade, no entanto, ainda parecia ser algo que aflorava nossas emoções.

Entregamos os convites para o segurança que estava na porta e entramos no salão onde ocorria a festa. A banda tocava uma música lenta, embalando a dança dos diversos casais presentes. O lugar estava decorado com muitas flores vermelhas e balões em formato de coração. A iluminação em tonalidade amarelada trazia um certo ar de aconchego. Tudo estava simples, mas muito bonito e encantador.

— Boa noite, casal. Eu me chamo Jamie Hollister. Sejam bem-vindos. Por que não tiramos algumas fotos para deixar registrada a presença de vocês? – Oferece um fotógrafo, surgindo de repente atrás de nós. Ele sorria com educação e nos encarava com expectativas. – Vocês vão até mesmo escolher uma foto para levar como lembrança do baile.

— Tudo bem. Vamos lá. – Concordo e seguimos o fotógrafo até uma área que estava reservada para a sessão de fotos.

Retiramos todos os nossos agasalhos e passamos a fazer várias poses diante da câmera do fotógrafo que parecia animado em tirar fotos nossa. Mesmo tímida no início, confesso ter me animado e me soltado mais depois de algum tempo. Jamie sabia como nos deixar a vontade para tirar as fotos e ainda nos incentivava a inventar poses para deixar o pequeno ensaio mais interessante tanto para ele quanto para nós.

— E agora, vamos a pose do beijo. – Pede Jamie, encarando a tela da câmera, olhando a última foto que tirara de nós. Ele então nos encara e sorri com animação. – Eu irei fotografar o momento em que seus olhos se encontram e pouco a pouco vocês se aproximam e se beijam. Está bem? Quero ver as expressões apaixonadas. Então caprichem no romance. Sorriam e deixem o amor falar mais alto.

Notas finais
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