Memórias de Novembro

16 Adolescência


Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! E aqui estou eu com mais um capítulo especial. A partir de agora, as coisas vão ficar um pouco mais quente. Espero de verdade que vocês gostem, já que cenas picantes não são o meu forte. E para não perder o costume, muito obrigada AndreaNeves pelo comentário maravilhoso no capítulo passado. Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO XI – MEMÓRIAS DE NOVEMBRO

CAPÍTULO XV – ADOLESCÊNCIA

Eu me sentia uma adolescente novamente, rindo sem motivo nenhum aparente, enquanto Steve me conduzia pelo salão ao ritmo de uma música country qualquer. Ele também não estava muito diferente. Seus olhos expressavam aquele brilho genuíno de felicidade, que aquecia meu coração e me fazia lembrar com alegria de sua declaração.

Ele me rodava e me abraçava, fazendo questão de roubar vários beijos. Não que eu me incomodasse. Na verdade, estava adorando me sentir como uma jovem de quinze anos saindo pela primeira vez com o namorado para se divertir. Nós recebíamos alguns olhares divertidos, outros repreendedores, provavelmente incomodados com a bagunça que fazíamos, enquanto dançávamos e riamos como dois loucos.

Mas muitos desses olhares eram de admiração, afinal, para todos os efeitos, nós estamos casados há quinze anos e temos três filhos. Eles também pareciam felizes em ver como nós nos divertíamos sem nos importarmos com o que os outros pensariam. Era como se um novo mundo tivesse se revelado diante de nós.

E quando a música divertida chegou ao fim, decidimos que precisávamos sentar um pouco e beber alguma coisa para recuperar as energias. Depois de termos nos declarado, permanecemos mais algum tempo aos beijos no depósito do salão de festa até decidir que não poderíamos continuar fugindo da festa e continuar namorando no escuro de um depósito as escondidas como dois adolescentes. Se nos pegassem naquele lugar, definitivamente teríamos problemas.

Assim, quando retornamos para o salão de festas, a energia romântica do local parece ter aflorado e nos contagiado ainda mais, por não resistimos a vontade de dançar e brincar como se não houvesse um amanhã. Como se não tivéssemos que voltar para casa cedo, porque três adoráveis crianças estão nos esperando.

— Eu vou pegar uma bebida para nós. – Avisa Steve, assim que retornamos para a nossa mesa. Ele estava suado e ofegante, mas ainda era o homem bonito que eu já vi em toda a minha vida.

— Tudo bem. Obrigada. – Agradeço e recebo um beijo doce em meus lábios antes dele se afastar para ir ao bar do outro lado do salão.

Observo-o de longe, não conseguindo controlar o sorriso idiota em meus lábios. Há quanto tempo eu não me sentia tão feliz e completa como eu me sentia nesse momento? Provavelmente eu nunca me senti assim antes. Era uma mistura de adrenalina, entusiasmo e insanidade. Uma gama de emoções mexia com minha cabeça e o meu desejo era gritar para o mundo inteiro o quanto eu amo Steve Rogers.

De repente, sinto um olhar intenso sobre mim. Buscando a fonte de meu desconforto, meus olhos percorrem todos os pontos visíveis do salão, até que tenho a impressão de ter visto Johann Schmidt me encarando com um sorriso perigoso nos lábios no outro lado do salão. Levanto-me de uma vez e diversos casais acabam atrapalhando meu campo de visão. Quando volto a enxergar o lugar onde eu havia visto o homem, não há sinal algum de que ele em algum momento esteve lá.

Continuo a procurar pelo assassino, até que sinto a mão de alguém em meu ombro. Pulo assustada e levo a mão ao peito, suspirando aliviada ao ver que apenas se tratava de Steve. Ele me encara preocupado e segurava duas taças de ponche em mãos.

— O que houve? Você está pálida. – Comenta Steve, colocando as taças sobre a mesa. Volto a encarar em volta, procurando por Schmidt, mas não o encontro em lugar algum.

— Nada. Eu acho... acho que apenas confundi uma pessoa. Não foi nada. – Garanto, forçando um sorriso.

— Você tem certeza? – Pergunta Steve, preocupado.

— Sim. – Afirmo um pouco mais confiante, voltando a me sentar a mesa. Desconfiado, Steve me acompanha e estende a taça com ponche. – Obrigada.

— Não foi nada. – Responde Steve, dando um leve sorriso. Ele bebe um pouco do seu ponche e me encara com um sorriso traquina. – Ei.

— O que foi? – Pergunto, desconfiada da forma como ele me encarava.

— Está a fim de ir observar as estrelas? – Oferece Steve e eu o encaro, rindo de sua ideia maluca.

— Observar as estrelas? Ficou maluco? Deve estar fazendo uns três graus negativos lá fora. – Respondo rindo e bebo mais um pouco do ponche.

— E o que é que tem? Podemos ficar agasalhados e abraçados, compartilhando do cobertor que eu coincidentemente coloquei dentro do carro. – Steve sorri como uma criança que acaba de aprontar uma peça na professora que mais odeia. Deixo uma risada incrédula escapar de meus lábios. – Ah, vamos lá! Eu sei que você gosta de olhar as estrelas.

— Como você sabe disso? – Pergunto surpresa, mas arregalo ainda mais os olhos ao pensar na possibilidade de ele ter recuperado as memórias. – Você lembrou de alguma coisa?

— Não. – Ele dá um sorriso fraco e suspira, desanimado. Repreendo-me por acabar trazendo um assunto que tanto o incomodava à tona.

— Oh, eu... eu sinto muito. Eu não...

— Está tudo bem. Eu ainda vou me lembrar. Eu prometo. – Afirma o rapaz, dando um sorriso mais animado. – E respondendo a sua pergunta, eu vejo como você está sempre olhando para o céu noturno sempre que tem a oportunidade. Até mesmo ouvi uma conversa sua com Hailey sobre planetas para o trabalho da escola dela. Você parecia realmente feliz ao falar sobre o assunto.

— Ah... – Sussurro, surpresa por ver que mesmo que tenha perdido a memória, Steve não deixou de ser observador, assim como era antes de sermos atacados por Schmidt.

— E então? Nós vamos? – Pergunta, ansioso. Encaro seus olhos pidões, semelhantes aos de Alex, quando pede para assistir as partidas de baseball que são mais tarde. Suspiro e acabo me dando por vencida.

— Tudo bem. Mas nós temos que ser rápidos. Já são – encaro o relógio em meu pulso – onze horas da noite e não podemos continuar abusando da Debbie. Meia-noite no máximo nós temos que estar em casa. Você entendeu? – Pergunto e ele assente, animado.

— Vamos lá! – Vibra Steve, terminando de beber seu ponche de forma desnecessariamente apressada.

Assim que terminamos de tomar nossas bebidas, nós voltamos a nos agasalhar e deixamos o salão de festas. Nós ainda tivemos que nos despedir de alguns colegas de trabalho de Steve antes de finalmente conseguirmos sair do baile de casal.

Como eu havia previsto, a noite estava congelante. Apesar de ter parado de nevar, uma camada razoável de neve ainda nos atrapalha um pouco a nos mover até o carro, que felizmente não havia ficado tão longe assim. Para a minha surpresa, o céu estava claro e a lua cheia brilhava intensa no céu, não lembrando em nada o nublado que tomou conta da cidade horas atrás.

Sem me dizer para onde estávamos indo, Steve dirigiu por alguns instantes até chegarmos ao Henry C. Chambers Waterfront Park. As margens do mar, o lugar tem uma paisagem de tirar o fôlego de dia e é ainda mais encantadora durante a noite, com a beleza exuberante do céu e da vegetação próxima, que nos impede de ter as luzes da cidade impedindo as estrelas de brilharem.

Ainda estava incrivelmente frio, mas Steve havia pensado em tudo e o cobertor que ele trouxe seria quente o bastante para nos aquecer, enquanto estivéssemos sentados em dos bancos, observando a lua cheia que brilhava majestosa no céu.

— Esse lugar é incrível. – Comento, assim que conseguimos no acomodar de maneira confortável como todos os nossos agasalhos e com o grosso cobertor que nos aquecia. Encaro Steve e ele me observava com um sorriso bonito no rosto. – Obrigada por me trazer.

— Eu fico feliz que tenha gostado. – Ele responde, dando um beijo em minha testa. – E esse lugar é mesmo extraordinário.

Permanecemos em um silêncio confortável por alguns minutos, apenas observando o céu estrelado, a lua e aproveitando da companhia um do outro. Sorrio quando sinto Steve acariciando meu cabelo com doçura. Suspiro, sentindo meu corpo relaxar com o cafuné.

— Eu ainda não consigo acreditar que nós seremos oficialmente pais das crianças. – Comenta Steve, quase sem conseguir contar a animação em sua voz. Sorrio e assinto, concordando.

— Eu não vejo a hora disso acontecer. Será a realização de um sonho que tenho desde era criança. – Confesso, encarando-o com carinho. Sorrio ao lembrar de minha melhor amiga e meu afilhado. – Eu me pergunto como Felicity e Tony vão reagir quando descobrirem que nós finalmente estamos namorando e que ainda somos pais de três crianças incríveis. Ela definitivamente vai surtar.

Acabo rindo ao imaginar a reação exagerada que ela e Mimi, nossa melhor amiga que trabalha no mesmo hospital que Felicity, terão ao descobrir tudo o que tenho vivido nesses últimos dias. E então, a dor da saudade aperta o meu peito. Sinto falta das minhas garotas malucas e dos nossos almoços apressados, porque temos as vidas corridas demais para ir em um happy hour como amigas normais.

— Peggy... – Ele me chama de repente e parece hesitante.

— O que foi? – Pergunto, afastando-me o suficiente para encará-lo.

— Como... como era a minha relação com os meus pais? Eu... eu não me lembro deles e a única coisa que sei é que eles morreram em uma missão da CIA, salvando inúmeras vidas inocentes. – Comenta Steve, um pouco melancólico. Suspiro e observo o céu noturno por alguns instantes, pensando em qual seria a melhor resposta para dar.

— Vocês eram bastante unidos. Seus pais eram pessoas muito doces e gentis. Estavam sempre ajudando as pessoas e procurando formas de tornar o mundo melhor. Eles também eram misteriosos e viviam viajando pelo mundo. Acho que isso se devia ao fato deles serem agentes da CIA. Eles sempre me trataram como uma filha e viviam dizendo que nós um dia nos casaríamos e que teríamos muitos filhos. Acho que de certa forma eles estavam certos. – Comento, sentindo um pouco da dor me lembrar daquele casal adorável que parecia sempre estar de bem com a vida. – Seus pais se amavam intensamente. Você podia ver pela forma como eles se encaravam. E já que eu nunca tive um bom exemplo de relacionamento saudável dos meus pais, eu sonhava em um dia viver um amor tão bonito e verdadeiro quanto o de seus pais.

— Eles pareciam ser pessoas incríveis. – Reflete Steve, encarando o céu estrelado. Ele suspira e me beija de surpresa. Correspondo ao beijo, sentindo que aquele toque era muito mais do que apenas um singelo carinho. Aquela era a sua forma de buscar consolo. – Obrigado por me contar. E eu prometo que farei o possível para que o nosso amor seja tão puro, intenso e bonito quanto o que meus pais tiveram. Darei o meu melhor para ser bom o bastante para realizar os seus sonhos.

— Eu te amo. – Sussurro de volta, deixando um beijo em sua testa. – E você já tornou realidade todos os meus sonhos, Steve.

— Eu amo você. – Ele declara e o beijo dessa vez é muito mais quente e apaixonante. Ao ponto de me tirar o ar dos pulmões. Quando nos separamos, ele me encara com intensidade. Sinto meu corpo estremecer e meu coração se agitar.

— Acho que está na hora de irmos para casa. – Murmuro, ainda atordoada pelo beijo intenso que trocamos.

— Concordo. – Ele sussurra e não demoramos muito a recolher todas as nossas coisas e seguirmos para o carro, ansiosos para o que poderia acontecer quando estivéssemos sozinhos em nosso quarto.

[...]

O caminho até em casa foi rápido e silencioso. Cada um perdido em seu próprio pensamento. Felizmente, assim que chegamos, as crianças já estavam dormindo. Nós nos despedimos rapidamente de Debbie, ansiosos para cessar aquele sentimento caótico que nos consumia.

Entramos em nosso quarto e a tensão de prazer e ansiedade é quase tangível. Steve retira seu terno, a gravata e os jogas sobre a poltrona que havia em nosso quarto. Em seguida, ele se livra dos sapatos sociais, sempre mantendo os olhos presos aos meus.

Eu me sentia nervosa. Algo semelhante ao que senti quando perdi a minha virgindade com o meu primeiro namorado. Mas naquela época, o motivo de meu nervosismo era não saber o que poderia acontecer, já que eu era completamente inexperiente. Mas agora, eu estava diante do homem que conheço a minha vida inteira, com quem compartilhei inúmeros momentos e por quem entreguei meu coração muito antes de entender o que era o amor. Steve sempre foi aquele capaz de virar minha vida de cabeça para baixo sem precisar de muito esforço.

E então ele fecha a porta. A passos lentos, Steve se aproxima. A aura de romantismo que compartilhamos a noite toda dava lugar a uma energia sensual que jamais havia experimentado antes. O ar se torna pesado e a temperatura do meu corpo parece subir pelo menos uns dez graus, quando noto o olhar de desejo que Steve me direcionava. A eletricidade entre nós era quase palpável e completamente envolvente.

Ofego ao sentir sua mão tocar meu rosto suavemente, enquanto sua testa encosta na minha. Como se eu fosse uma frágil e delicada boneca de porcelana, seus dedos traçam um caminho gentil pela minha pele até a minha nuca, causando um arrepio indescritível. O meu nervosismo se misturava a tensão sexual que sentia. E então, ele segura meu cabelo com firmeza, trazendo meus lábios de encontro ao seu. Suave e gentil, nada comparado a pegada de suas mãos, que seguravam minha nuca e minha cintura de maneira possessiva.

Eu me sentia completamente rendida aos seus encantos. Um arrepio sobe da base de minha coluna até a minha nuca ao sentir o beijo se aprofundar. Steve é lascivo e dominante. Ele transmitia uma aura tão intensa e quente, que fazia meu corpo inteiro se aquecer sem nem mesmo tocar em meus pontos mais sensíveis.

Ele então se afasta e rodeia meu corpo até chegar ao fecho do meu vestido. Delicadamente, ele afasta meu cabelo, desabotoa os dois botões da roupa e desliza o zíper invisível até abrir o vestido. Deixando alguns beijos molhados na curvatura de meu pescoço, Steve empurra as alças do meu vestido até que eu ficasse apenas de calcinha e sutiã. Ele então me estende a mão e me ajuda a afastar o vestido.

Mantendo seus olhos fixos nos meus, Steve se abaixa e me ajuda a tirar os saltos que eu usava. Todos os seus movimentos eram calmos e sutis, ainda assim pareciam despertar uma excitação quase incontrolável. Quando estou finalmente livre dos calçados, ele se levanta e me puxa para mais um beijo. Não havia pressa. Steve parecia querer degustar cada momento.

Ainda envolvida pelo beijo calmo, mas que me causava tanta euforia, nem mesmo noto que nos encaminhávamos para a cama. Como se eu não pesasse mais do que uma pluma, Steve me pega no colo e me acomoda com cuidado sobre a cama. Eu o encaro e seus olhos são um reflexo dos meus, repletos de paixão, desejo, insanidade e amor. Meu coração batia tão forte e acelerado em meu peito, que parecia que eu estava em uma queda livre de um arranha-céu. Cada célula do meu corpo se encontrava irremediavelmente apaixonada por Steve.

Ele então se coloca sobre mim, ficando com os dois braços estendidos em volta de minha cabeça. Seus olhos azuis estavam escuros de luxúria e desejo, ainda assim Steve demora alguns instantes me encarando como se eu fosse uma rara e valiosa obra-prima.

— Você é linda. – Ele sussurra com um lindo sorriso em seus lábios e eu realmente me sinto bonito e desejável.

Steve se aproxima até alcançar meus lábios mais uma vez, beijando-me devagar, como se estivesse saboreando o momento, explorando cada pedaço de minha boca. Sua mão desliza pela lateral do meu corpo e é como se uma descarga elétrica me atingisse. O beijo passa a se intensificar, enquanto suas mãos continuavam a percorrer meu corpo, deixando uma trilha de arrepios por onde passavam. Sinto sua excitação cada vez mais evidente sob o tecido de sua calça social e não consigo conter um gemido de prazer quando nossas intimidades se friccionam.

Steve se afasta e posso ver o brilho ardente em seus olhos. Não suportando mais a atração e a fome de experimentar mais um do outro, ele arranca a camisa social que molda seu corpo perfeitamente esculpido. Steve joga a camisa no chão e eu não perco a chance de admirar o contorno dos seus músculos. Sinto seus olhos sobre mim e não demoro a ver um sorriso sedutor aparecer em seus lábios, que me faz perder o ar por alguns instantes. Steve é desgraçadamente lindo.

Nossos lábios voltam a se encontrar, mas dessa vez muito mais impetuoso e arrebatador. Meus braços envolvem seu pescoço, minhas mãos se perdem nos fios curtos e loiros, minhas unhas se cravam em sua pele, extravasando todas intensas emoções que me atingiam naquele momento. Era alucinante, delirante e apaixonantemente fascinante.

Com maestria, ele explora cada ponto sensível de meu corpo. Eu me sentia completamente perdida em suas carícias, contorcendo-me de prazer a cada nova zona erógena descoberta por Steve, desencadeando reações de excitação que eu jamais pensei ser capaz de sentir. Em determinado momento, eu não era capaz de fazer nada além de suspirar e me retorcer lascivamente diante do domínio de Steve sobre mim, não demorando muito para que eu me entregasse ao orgasmo.

Ainda anestesiada do prazer que eu havia sentindo apenas pelos toques precisos e extasiantes de Steve, o homem se afasta mais uma vez para retirar a calça e a cueca que ainda vestia. Ao se aproximar de meu corpo, sensível pelo recente orgasmo, estremeço e acabo deixando um suspiro mais alto escapar. Ele retira minha calcinha e meu sutiã e me rouba um beijo profundo e dominador.

Soluço ao sentir seus lábios sobre os meus seios, sugando a pele sensível com tamanha intensidade que preciso morder meus lábios para não deixar um grito de prazer escapar. Sinto um gosto metálico invadir minha boca e arfo frustrada quando Steve se afasta. Ele admira meu corpo com um olhar de luxúria. Meu corpo se arrepia e sinto que não podia mais suportar nossos corpos tão longes, quando o meu parecia tão necessitado para senti-lo dentro de mim.

Sem cerimônias, puxo Steve para a cama e subo em cima dele. O homem me encara surpreso, mas parece gostar de minha iniciativa. Deslizo minhas mãos pelo seu tórax definido e suspiro pela visão de tirar o fôlego que é ter Steve Rogers debaixo de mim. Remexo-me em seu colo e um atrito delicioso provoca gemidos de prazer em nós dois. Ele segura meu quadril com força, intensificando os movimentos. Nossos gemidos aumento e uma nova onda de prazer começa a invadir meu corpo.

Steve inverte nossas posições novamente e eu acabo fechando os olhos, sentindo meu coração disparar. As carícias se intensificam, nossas bocas se encontram de maneira mais urgente, suas mãos voltam a me estimular e até meus dedos dos pés se retêm diante da excitação que eu sentia naquele momento.

— Abra os olhos, Peggy. Eu quero ver você. Quero ver seus olhos. Quero ver você sentir prazer. – Ele sussurra contra meu ouvido.

— Steve. – Sussurro, abrindo os olhos com dificuldade para encará-lo.

Ele me invade devagar, tomando cuidado para não me machucar. Sinto lágrimas virem aos meus olhos de tão enlouquecedor era senti-lo dentro de mim. Como se um vulcão despertasse em meu interior, eu me sentia em erupção. Meu corpo estava em chamas e eu não conseguia pensar em nada além do prazer que Steve me proporcionava a cada mínimo movimento.

Aos poucos, o vai e vem se intensifica em um ritmo frenético. Suspiros escapam de nossos lábios, cada vez mais sobrecarregados pelo prazer e pela luxúria. Aperto os lençóis com firmeza para conter toda a carga insana que me invadem no momento em que sinto que o êxtase não demoraria a vir. Nossos olhos se encontram. Nossas respirações se tornam pesadas. Nossas bocas se chocam, afoitas e famintas.

Espasmos se espalham pelo meu corpo e acabo travando minhas unhas nas costas de Steve no momento em que o clímax me atinge. Steve não demora muito também a se desfazer, soltando um gemido gutural que faz meu corpo inteiro se arrepiar. Suados e saciados, ele cai sobre mim e se vira para o meu lado, encarando o teto branco do quarto com um sorriso letárgico em seus lábios.

Sorrio e preciso de alguns instantes para normalizar minha respiração. Steve puxa nosso cobertor para nos cobrir e se acomoda melhor na cama. Ele então me puxa para me acomodar em seu peito e ergue meu rosto para que eu o encarasse. Nós nos beijamos com carinho, lentamente. Ainda estávamos anestesiados e qualquer movimento parecia exigir muito de nossas forças. Quando nos separamos, seus olhos encaram os meus com doçura. Suspiro, apaixonada.

— Eu te amo. – Ele sussurra, deixando um beijo demorar em minha testa, enquanto aperta ainda mais o meu corpo contra si.

— Eu também te amo. – Sussurro de volta, abraçando seu corpo com mais intensidade. Ele deixa um beijo no topo de minha cabeça e suspira. Poucos minutos depois, acabamos caindo em um sono profundo, aconchegados no calor de nossos corpos e do amor que nos envolvia.

Notas finais
Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Instagram: @_cupcakesdalara