Memórias Impagáveis.

5 Capítulo 5 - Obcessivo.


Notas iniciais
Ficou interessante este *----*
Sobretudo, espero que gostem.

Eu ainda repousava em seu belo peitoral, já havia amanhecido e minhas cortinas que estavam abertas, entrava raios de sol direto em meus olhos e acordei as 6h30 ainda realmente cansada da noite anterior. Ou melhor "madrugada", odiaria admitir na sua frente que foi a melhor noite da minha vida e que na verdade esperavá por isso a alguns tempos atrás.
Eu estava bem cansada ao ponto de mal conseguir me mexer, dormi no mínimo 3 a 4 horas seguidas, eu poderia levantar e fingir que nada aconteceu como eu sempre faço ou poderia ficar ali escutando sua respiração, coração levemente batendo.
É claro que eu ficaria ali e não necessitaria nem de pensar, ele entrava em minha
mente e me controlava só poderia ser pois ele seria a única pessoa até hoje, que conhecia praticamente todo o meu ser. A alguns anos atrás eu provavelmente não adimitiria isso nunca na minha vida, nem para mim mesma, sim é verdade eu mentia até para mim
estranho não? Pois é, mas ele sempre via por atrás das minhas mentiras...
- Bom dia, flor do dia. — Ele acordou se ajeitando mais perto de mim após me jogar ao seu lado novamente, eu ainda estava mole e perdida nos pensamentos daquela noite impecável.
- Bom dia... — Susurrei perto de seu ouvido, minha voz saia falhando de tão cansada eu estava. Seus lábios foram até meu pescoço me dando um beijinho doce, estremeci e sorri discretamente para que não percebesse.
Sim, ele com certeza havia percebido como sempre tanto que me aproximou seus lábios aos meus e eu puxei para mais perto. Ele beijou minha testa e me levantou pegando-me ao colo.
- M-me solte Ikuto! — Eu tentei me debater um pouco mas meu corpo estava frágil e mole.
- Percebo em seus olhos seu cansaço, fique queita e pare de se debater. — Ele susurrou em meu ouvido me dando uma leve mordida, corei logicamente como sempre.
Como algo frágil, ele me ajeitou na cadeira de jantar e foi cozinhar algo bom, o cheiro estava me deixando louca e meu estômago roncava bem alto.
- Controle seu estômago, já vai sair. — Ikuto ria descontroladamente ao ouvir os roncos.
- Rhunf. — Dei língua para ele e revirei os olhos, como a 5 anos atrás, ele riu provavelmente lembrando do meu rosto aquela época.
- Olha só, Hinamori Amu de 5 anos atrás voltou mas agora como Tsukiyomi Amu. — Ele riu novamente e susurrou essa gentil frase em meus ouvidos e eu estremeci.
- O QUE! — Gritei mas logo fui calada por intenso beijo, me deixando atordoada ao final do beijo. É claro que eu queria me casar ter filhos com ele viver com ele, mas nunca iria falar isso em voz alta.
Utau entrou pela porta da frente com rosto aparentemente cansado e foi até o meu quarto, o que fazia acordada aquela hora? E porque iria ao meu quarto?
- Bom dia Utau. — gritei ao vê-lá saindo do meu quarto e descer a escadas.
- Bom dia... Bom dia Ikuto. — Ela susurrou baixinho com os braços e a cabeça apoiada no balcão da cozinha.
- Parece que noite de vocês foi ótima não? — Utau riu escandalosamente e eu simplesmente me congelei, Ikuto ficou calado como se não estivesse falando com ele.
- C-C-Como sabe? — Gaguejei e Utau riu ainda mais alto que o normal, se é que possível.
- Apenas não deixe a embalagem de "certas coisas" no chão. — Utau susurrou no meu ouvido e eu congelei novamente, DROGA!
- Vou subir, estou bem cansada. — Utau gritou já subindo as escadas da casa.
- Cansada? Então realmente você chegou em casa as 6hrs? — Gritei para que ela escutasse, ela parou de subir e não olhou para trás. — Parece que a sua também foi. — BINGO! Troco dado.
- O-O-O-O q-que? — Utau gaguejou correndo para seu quarto se trancando lá mesmo, e Ikuto olhou furioso para porta fechada e trancada.
- O que foi? — Ri do seu olhar fluminante, era engraçado ver ele com ciumes de sua pequena ou nem tão pequena irmã.
- Quem sabe, ciumes. — Logo fui supreendida por um beijo e outro em meu pescoço, me afastei dele e ele riu.
- Tsc tsc... — Reprovei sua atitude e me levantei para trocar de roupa, eu nem se quer percebi que estava de pijama novamente. Não fiquei com vergonha ou algo do tipo, seria idiota não é mesmo?
Se bem que era meio obceno, hã?... Eu estava sem short! Oh céus! Sabe Utau seria ótimo se você falasse certas coisas para mim.
Ao terminar de vestir meu curto vestido vermelho com alças, fui assustada pela batida da porta abrindo, é claro que seria Ikuto.
- Tarde demais, já tomei banho e vesti. — Sorri para ele mostrando insanidade, ele riu.
- Ah Droga! — Continuo a rir e veio para mais perto do meu rosto me dando um beijinho.
- Rhunf, vou sair para tomar um ar fresco. Bye-Bye. — Sorri para ele e desci as escadas indo em direção a porta, esperei ser impedida mas ele nem se quer fez um gesto.
Para uma segunda-feira estava bem menos movimentado do que eu esperava, poderia ser por causa do feriado da semana anterior?
Fui surpreendida por um pano em minha boca, logo tentei me soltar, era em vão pois minha mente se descontrolou e eu desmaiei ali mesmo na calçada, ou nos braços de alguém... Quem?...
Vendada e presa a uma espécie de sofa-cama, ou uma cama mesmo, onde eu estou? Onde está todo mundo?...
- ONDE EU ESTOU?! — Grite pois minha boca, ou pelo menos ela, não estava coberta por algum tipo de pano.
- Amu...Amu não se preocupe, está bem segura. — Uma voz susurrou em meu ouvido retirando a venda de meus olhos. Tadase! Maldito Tadase!
- TADASE! Onde eu estou?! PORQUE ESTOU AQUI?! — Gritei tentando me soltar, tentativa em vão.
- Não pretendo de deixar amarrada por muito tempo, só quero tirar-lhe das mãos daquele gato preto. — Resmugou o loiro maldito.
- Estou com fome, com sede, cansada e amarrada e quer que não me preocupe? Você é doente mental? — Murmurei desviando o olhar.
- Sim, doente e obcessivo por você. — Ele susurrou beijando meu pescoço, eu estava com uma vontade obcessiva também, de mata-ló.
- ME SOLTE! — Gritei e olhei para a parede ao meu lado e permaneci calada, esperando um socorro ou sei lá. Se bem que seria muito difícil a aquela altura, não iriam saber onde me procurar.
A Sala era totalmente cor de cinza e preto, parecida uma casa destruida com movéis velhos e empuerados, mas as paredes pareciam recém pintadas. Cativeiro? Aposto que sim.
- Abra a boca Amu, sei que gosta de taiyaki. — Sei que gostava, e minha barriga roncava bem alto de fome e ele havia percebido. Aceitei e abri a boca sem um pingo de vontade. Havia chocolate no canto do meus lábios, Tadase lambeu aquela parte e sorriu maliciosamente para mim.
- NUNCA MAIS TOQUE UM DEDO EM MIM! — Gritei e fingi dormir, ele acreditou e saiu de perto de mim, talvez se deitando em algum canto ou
sei lá, apenas apaguei o mais rápido possível querendo que isso fosse apenas um sonho, ou melhor um grande pesadelo.
Encurralada e amarrada em um grande cativeiro, já estava de manhã como Ikuto poderia estar? Sem explicações...
- Quando pretende me desamarrar, loiro maldito? — Susurrei ainda cansada e com dores. — Minhas costas dói.
- Quando você se casar comigo. — Ele riu e apontou para caixinha azul encima do balcão da pequena cozinha.
- Eu prefiro ficar amarrada para sempre, do que me casar com você. — Eu juro que agora minha vontade de mata-ló e ainda maior.
- Será?... — Ele susurrou em minha orelha e logo depois mordendo-a e descendo até meu pescoço fazendo uma trilha de beijinhos.
- PARE AGORA MESMO! — Gritava e me contorcia. — OBCESSIVO! IDIOTA! ESTUPIDO! — Tentava me soltar das garras daquele maníaco, mas ele continuava e me torturar com beijos até chegar ao meu lábios, forçando-os a abrir. Sacudi a cabeça e fui violentamente agarrada
novamente por aquele loiro maldito, suas mãos foram até meu vestido vermelho passando por minha barriga até chegar em meus seios
cobertos por meu sutiãn.
- O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO SEU IDIOTA?! — Começei a me debater e gritar como uma louca, deixando-o impossibilitado de tocar em meu corpo.
- Amu, eu te amo... — Ele sorriu maliciosamente e tentou me segurar novamente me dando outros beijinhos por minha barriga e pescoço.
Minha cabeça doía, na verdade todo meu corpo, eu já não aguentava mais tanta dores e então minha mente se apagou de uma hora para outra, me rendendo aos toques de Tadase.
Minha cabeça doía ainda e minhas costas também, eu estava nua e Tadase brincava com meus seios sorrindo maliciosamente.
- Já acordou? — Susurrou ele. NUA! NUA! TOTALMENTE NUA! Me debati ao máximo e gritava como uma louca, sentia uma louca vontade de
vomitar e desmaiar.
- EU NUNCA IREI TE PERDOAR POR ISSO IDIOTA! MORRA! — Um estrondo veio do tal portão que havia no cativeiro, era Ikuto. Nunca me
senti tão feliz ao vê-ló ali para me proteger para sempre, havia sido uma promessa não?

Continua...

Notas finais
Gostaram? Se sim comentem, se não comentem também hahaha.

Obrigadinha *w*