Memórias Impagáveis.

11 Capítulo 11 - Segure essas lágrimas.


Notas iniciais
Mesmo não tendo comentarios eu continuo o/

Mas sei que um dia... Você vai voltar pra mim.
Pois é uma promessa...

Era apenas um sonho. Um sonho onde eu estava vestida de branco, pronta pra casar. Casar com Ikuto. Mas era apenas um sonho... um sonho bom. Que talvez, não possa se realizar.
Ele ainda estava ali, ele ainda dividia os mesmo lençoís que eu, ele ainda mantia seu corpo colado ao meu... Mas isso não duraria tanto tempo. Uma hora ele iria embora, a qualquer hora do dia. Pode ser à tarde, pode ser anoite, é também pode ser... agora.
O que eu podia fazer? Eu poderia fazer algo? Eu faria qualquer coisa... qualquer coisa.
Não dá mais, já está decido, ele tem que partir.
É meu coração também.

Eu acariciava seus fios de cabelo, eu imaginava tudo que poderia acontecer... se ele não tivesse que partir, e me deixar aqui.Eu queria me casar com Ikuto, eu queria ter filhos com Ikuto. Será que um dia eu poderia ser feliz, igual quando você está aqui?
Eu só queria te dizer, eu te amo mais uma vez.
— Bom dia, Amu. — Ikuto havia acordado, ele olhava para mala feita ao lado da cama, a qual fitei a noite inteira. Não pude disfarçar um olhar triste, distante.
Ele sorriu para mim, suas mãos estavam sobre meu rosto, eu não estava vermelha. Eu queria chorar. Seus lábios se selaram ao meu, eu iria sentir falta, falta de ser acordada assim todas as manhãs. De seu beijinho doce, de seu cheiro doce. De tudo em você.

Eu irei aguentar, eu não irei chorar.
- Porque? — Balbuciou ele. — Eu tenho que realmente ir.
Chegou a hora, seria agora, agora que eu não ia conseguir resistir. Eu iria implorar, em vão, ele tinha que ir.
Levantei-me devagar, fui pega ao colo e levada ao banheiro.
- Me solte, Ikuto! — Murmurei tentando me soltar.
- Não... — Sorriu o pervertido. — Será a ultima vez, que poderei ficar colado à você, por um bom tempo. — Novamente flechas foram cravadas em meu peito.

Dividimos a banheira, por alguns momentos rimos, gritamos, choramos... Sentiria falta disto.Sobe as águas, deitei sobre seu peitoral me aninhei ali, ele acariciava meus fios de cabelo e susurrava baixinho.
- Vai ficar tudo bem.

Quero acreditar, quero realmente acreditar. Eu irei acreditar, eu sinto aqui dentro de mim... Que ficará tudo bem.
Ikuto estava me tratando como um pequeno bebê, me deitou na cama e distribuia vários beijinhos em meu corpo.
- Ikuto, não sou uma criança. — Ele veio em minha direção com uma langeri preta e um vestido. — É também sei me vestir sozinha!

Ele me vestia cuidadosamente, como uma criança preciosa, que precisaria ser protegida a todo custo. Minhas bochechas estavam ruborizadas sem pudor. Era vergonhoso, era bom.
Puxei Ikuto para um abraço, apenas uma lágrima e um soluço escapou de minha garganta. Prometi a mim mesma, que não iria chorar, mesmo... Que doa tanto.
- Me perdoe, por tudo... — Senti uma lágrima quente cair, eu te perdoo... Claro que te perdoo... Eu sei que você não me magoaria... Mas a vida não e assim.

Ouvi um suspiro baixo atrás da porta, provavelmente era Utau, ela não iria atrapalhar, pois ela sabia o que eu estava passando e sentindo.
- Eu sei... Que você nunca me magoaria. — Sorri entre lágrimas. — Mas a vida não e assim.
Ikuto me abraçou com mais força e beijou meu pescoço.
- Eu te amo tanto, Amu. — Susurrou ele baixinho. — Eu estou morrendo por dentro.
- Eu também te amo, Ikuto. — Nós nos sentiamos da mesma forma, nós nos amavamos da mesma forma, e sentiriamos a falta um do outro... Da mesma forma.
- Eu sentirei sua falta, sentirei a falta do seu cheiro doce, das suas bochechas coradas, do seu beijinho bom, das suas lágrimas, de seus gemidos... — Nessa hora ele riu e eu bati em sua cabeça. — De tudo em você, mas principalmente, dos seus sorrisos.

Nessa hora eu corei e sorri, eu me sentia tão bem...
- Não sorria assim... Se não eu terei que ficar. — Sorriu Ikuto e novamente seus lábios estavam colados aos meus.
- Então fique. — Supliquei, com falta de ar.
- Um dia eu te contarei tudo... — Ikuto beijou minha bochecha. — Tudo bem?
Assenti com a cabeça, naquele momento não me importava o motivo, não me importava nada, apenas ele.
Não quero que vá, fique comigo, fique em meus braços, apenas eu posso cuidar de você... Pois... Você e apenas meu. Aqui, agora e por toda eternidade.

- Ikuto... — Utau bateu na porta. — O carro chegou.
Meu corpo estremeceu e ficou mole, desviei o olhar e suspirei baixinho. Com alguma dificuldade, consegui levantar.
De mãos dadas, descemos a escada juntos, Utau esperava no arco da porta da frente.
- Sentirei sua falta. — Utau abraçou o irmão. — Você ficou por tão pouco tempo!
- Também sentirei a sua falta, Utau. — Ikuto sorriu e beijou a bochecha de sua irmã mais nova.

Mas agora seus olhos estavam voltados a mim. Me acanhei um pouco e suspirei, ele se aproximava lentamente de mim.
- Eu te amo, eu prometo que irei voltar, o mais rápido que eu puder. — Ele me abraçou fortemente, eu já estava aos prantos do choro.
- Eu também te amo, nunca se esqueça disto. — Seus lábios invadiram os meus em meio das lágrimas, sua língua passeava gentilmente sobre a minha, com a sensação de "Adeus".
Eu não iria aguentar...
Eu iria acabar chorando, muito muito muito. Até demais.
- Prometa que não irá fazer nenhuma besteira. — Ikuto ergueu o meu queixo.
- Sim, eu prometo. — Sorri entre lágrimas e soluços. Eu estou caindo, morrendo por dentro.
Eu não queria largar Ikuto, minha vontade era de encurrala-ló, para ele nunca partir. Mas a vida não e assim.

Segure essas lágrimas, seja forte, e deixe-o partir.

Mas agora seu corpo não se mantia mais abraçado ao meu, ele passava pela porta indo em direção ao carro.
- Ikuto! — Gritei antes que ele entrasse dentro do carro. — Adeus, meu Neko-Hentai.
Ele sorriu e entrou no carro e logo partiu.
- Meu Neko-Hentai. — Susurrei baixinho, para mim mesma. Fazia um bom tempo que eu não o chamava assim...
O que me restava agora, era chorar.
E junto com ele levou meu coração. É aqui restou a saudade e as lembranças de um tempo, que jamais voltará...

Notas finais
Até próximo capítulo o/