Notas iniciais
Oi, eu queria pode dizer que tenho essa fic toda prontinha, mas seria mentira, eu não tenho muita certeza do que vai acontecer, a ideia ainda está um pouco vaga na minha cabeça... então se alguém ler e gosta, eu continuou, caso não, eu me livro dela... eu sempre tendo a dar uma chance aos minhas ideias, vai que é uma boa ideia, mesmo eu achando, ou não enxergando assim... vocês me dizem. Fic Perina, por que esses dois sempre me deixam com um sorriso no rosto. Revisei apenas uma vez, erros no caminho, sorry!!! Bjos.

Karina se deteve, apurando sua audição, mas a sala estava no mais completo silencio, as luzes que viam de fora lançavam sombras sobre os moveis, tentando controlar seus batimentos cardíacos e sua respiração atravessou a sala, apertando com força a alça da mochila que levava nas costas, quando chegou a porta que levava ao jardim apertou as cópias das chaves que segurava com força na mão.

Sabia que não podia perde essa oportunidade, se a perdesse... não queria nem pensar, daria tudo certo, quando o dia amanhecesse estaria muito longe da sua prisão.

O vento soprou seu cabelo fazendo com que alguns fios se soltassem do rabo de cavalo que usava, se moveu tentando que seus passos soassem o mais silenciosamente possível. O grande portão estava a poucos metros, dois seguranças que eram quase o triplo do seu tamanho estavam de guarda, precisava apenas passar por eles e teria sua liberdade novamente.

Desviou o olhar dos brutamontes para seu relógio, faltavam cinco minutos para a meia noite, fez uma pequena prece silenciosa para que desse tudo certo, os poucos minutos para meia noite parecem uma eternidade enquanto esperava escondida atrás de uma arvore, seus olhos passeando por tudo a sua volta, o medo que notassem que não estava no quarto fazia seus ouvidos latejarem.

Meia noite, a casa continuava no mais completo silencio, Karina fechou os olhos com força ao sentir as lagrimas se aproximando, podia tentar passa pelos guardas, as lágrimas deslizaram por seu rosto ao perceber que nunca conseguiria passar por eles, não conseguiria fugir.

Com raiva limpou as lágrimas, preferiria morrer tentando a desistir, antes que conseguisse formular um novo plano de fuga, o caos se fez.

Gritos de Fogo.

Karina sorriu aliviada ao ver um dos guardas se afastar em direção a casa, mas o outro ainda permanecia em seu posto olhando a fumaça que saia de um dos cômodos da grande mansão. Não podia esperar mais, pois logo perceberiam que não estava no quarto, provavelmente alguém já se encaminhava para verificar se ainda estava dormindo.

Agradeceu mentalmente quando o guarda se afastou mais do portão, olhando com curiosidade a fumaça, era a sua oportunidade. Correu, quando alcançou o portão o segurança a viu e correu em sua direção, com as mãos tremendo enfiou uma das chaves no portão, pode ouvir o click quando ele abriu, mas garras em brasa seguraram seu pulso.

O desespero a envolveu como uma ondar, não tinha chegado tão longe para se pega novamente.

Mais tarde se perguntaria como conseguira fazer aquilo, e acreditaria que foi o desespero e a adrenalina que a ajudaram. Quando o guarda a segurou, Karina girou seu corpo ficando de frente para ele, com uma rapidez que era desconhecida até para ela, levantou seu joelho o acertando em um lugar que fez a mão em volta do seu pulso afrouxar, e ele se curva ao que o cotovelo dela foi de encontro ao rosto dele o barulho do nariz dele se quebrando pareceu ecoar em seus ouvidos.

Karina olhou em choque o homem que estava no chão, mas ao percebe que estava perdendo tempo virou-se empurrou o portão e saiu correndo, correu mesmo quando suas pernas pareciam não mais aguentar, quando seu pulmão parecia prestes a explodir, correu com apenas uma ideia em mente, que quanto mais corresse mais distancia manteria dele.

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Faziam dois dias que havia fugido, ainda não tinha certeza de qual seria seu próximo passo, mais precisava colocar o máximo de distância dele. O lugar que estava escondida era um pequeno apartamento, os moveis e a decoração eram simples, mas preferiria passar o resto da sua vida nesse lugar do que naquela mansão luxuosa de onde fugirá.

Um barulho na porta a fez pular do sofá onde estava sentada, seu coração se agitando em seu peito, seu olhar passeou pela sala procurando algo com que pudesse se defender. A porta foi aberta e Karina respirou aliviada, e correu para abraça a mulher baixa, que sempre mantinha os cabelos presos em um coque apertado.

– Aurora!

– Você está bem querida? — a mulher perguntou, com o forte sotaque de quem não dominava o idioma português com fluência — Eu queria ter vindo antes... mas fiquei com medo que eles desconfiassem e me seguissem.

– Você acha que eles desconfiaram de algo, que podem ter seguido você? Karina perguntou aflita olhando a porta como se a qualquer segundo ele irrompesse no apartamento e a levasse de voltar para sua prisão.

– Não se preocupe, ele não desconfia de nada — Aurora disse apertando as mãos da Karina com força — Eu queria pode te ajudar mais, mas não posso.

– Você fez tanto por mim, nunca vou pode te agradece o suficiente pelo que você fez.

– Menina, você não pode ficar aqui, ele vai encontrar você se ficar.

Karina recuou, dando as costas a senhora bondosa que tanto lhe ajudará, fora ela que colocara fogo em um dos quartos criando uma distração para que pudesse fugir, assim como fizera copias das chaves. Ela tinha razão, se ele descobrisse que Aurora a ajudara seria o fim dela, e não podia permitir isso, não com alguém que nos últimos anos sempre a ajudará.

– Eu sei, eu já tomei uma decisão, eu vou para um lugar onde ele nunca vai me encontrar.

– Pra onde você vai menina?

Karina a olhou.

– Eu vou para o Brasil.

Notas finais
Oi, se você chegou até aqui, é por que leu até o final, espero! Então, mais pra frente, acho, vocês descobriram de quem a Karina tá fugindo e por que. A ideia da fic surgiu por que eu e a minha irmã estávamos conversado sobre possíveis finais da novela, e um dos finais que imaginamos foi... bem eu não vou contar por ai estragaria a fic, mas vocês vão saber, talvez no próximo capitulo, então me veio um " e se", e desse "e se" nasceu essa fic, já adianto que a Karina perdeu a memoria, como vocês podem ter imaginado pelo resumo. Vejo vocês no próximo capitulo!?