Memories of a forbidden love

1 Quando o Anjo ama a Demônio...


Notas iniciais
Um megstiel básico =)Minha segunda fic Sugiram que ouçam a Musica Always Attract quando eu sinalizar =D Aqui o link quem quiser =)https://www.youtube.com/watch?v=M-PskELmcOU

Os irmãos Winchester estão na estrada outra vez. Estou sentado no banco de trás do Impala. Do lado de fora a planície seca na beira da rodovia se contrasta com algumas arvores verdes que se encontram solitárias, uma aqui e outra ali, com metros de distância. Tão sozinhas como meu interior. A chuva cai levemente sobre o vidro. Na rádio, uma melodia começa a tocar, e ela me faz lembrar de coisas que nem mesmo Dean, no posto de meu melhor amigo, sabe. ~musica~ A lembrança de Meg vem como uma bala e perfura o meu coração. Aquele dia, nosso único dia de loucuras, onde as nossas vontades puderam escapar pelos olhos e flechar um ao outro. O dia em que o amor se consagrou. O dia em que o anjo se rendeu aos pecados da carne, onde a demônio se fez vencer pelo coração.

Antes do acontecido, meu sentimento por Meg poderia ser chamado de gratidão. Ela, mesmo estando sobre segundas intenções, cuidou de mim em um momento de demência. Das poucas lembranças que tenho da época do hospício, me lembro de seu rosto. Olhava para mim não como um demônio deveria olhar um rival como é um anjo. Olhava com doçura. Em meus momentos de delírio, sentava-se ao meu lado e acariciava minha testa. Poderia ver o brilho em seu olhar, e por muitas vezes via-se uma lagrima escorrendo por seus olhos negros. Não sei porque chorava, muito menos se o motivo era eu, mas acho que tal demonstração de sentimento não deveria ser por outra causa se não amor. Não conseguia me acostumar com a ideia de ter de trabalhar com alguém que não fosse os irmãos, tanto os do céu como os winchester, mas estar ao lado daquela criatura se tornara cada vez melhor.

Nosso primeiro contato íntimo, presenciado pelos irmãos, foi um tanto quanto estranho. Meg se aproxima de mim e toca os meus lábios com os seus. Estes eram suaves e doces, e me fizeram sentir algo queimar por dentro. O estomago de minha casca ficou inquieto, como se milhões de borboletas voassem dentro dele. Claro, o ato dela não era de boa-fé, mas naquele momento isso não me importava. Quando seus lábios se afastaram do meu eu só pensava em continuar. Arremessa-la contra a parede, claro que de uma forma sutil, me pareceu a melhor das respostas. O toque de minhas mãos sobre seus cabelos ondulados era uma sensação de puro êxtase. O beijo dado por mim, de uma forma mais ardente que o que havia levado, une nossos corpos. Não sei se naquele momento as sensações para ela foram as mesmas que as minhas, mas sei que ao afastar-me ela suspira. Para nos anjos, esse ato não significa nada, mas aprendi que para humanos, principalmente os do sexo feminino, pode demonstrar um momento de desligamento do mundo. Como estar nas nuvens, dizem por aqui. Naquele momento, sinto que não posso mais ficar sem ela, e que preciso protegê-la. A mesma sensação de dever que tenho quando olho para Dean e Sam me toma quando olho pra Meg. Aprendi com o cara da pizza é o que sai de minha boca, mas em meu interior, a resposta quando perguntado o que havia acabado de fazer era Isso é um anjo, apaixonado por uma demônio irritantemente encantadora.

Agora, após me lembrar deste dia que marcou meu amor por Meg, me vem o dia que o consagrou. Sentado à sala, meg que agora apresenta cabelos tingidos de um tom loiro, quase branco, toma uma cerveja, rosto ferido de intensas batalhas. Em seu desabafo, diz que não gosta dos rumos que a vida tem tomado, ela estando meio boa, reflexos de meu beijo e de trabalhar do lado certo. Eu, meio mal, influenciado por tudo que acontecia em nossa volta. Claro, ela como boa demônio que é, trata logo de dizer como isso é bom, como ela acha sexy minha personalidade. Ouvir isso me deixa extasiado. Gosto de saber que ela sente atração por mim, pois meu coração acelera toda vez que nosso olhar se cruza. Tempo depois, Dean e Sam avisam que iram sair, eu fico para cuidar e vigiar Meg. Ela, cansada e ferida, resolve tomar um banho e relaxar um pouco no quarto. Eu continuo parado, mesma posição de antes, sentado no sofá olhando-a subir as escadas. Gosta do que vê Clarence? – ela provoca e me deixa alucinado. Enquanto ouço a agua do chuveiro cair, fico imaginando coisas que um anjo jamais deveria imaginar. A casca de meg era muito bonita, e eu não podia parar de pensar nela, liberta daqueles pedaços de pano. Minha nova “personalidade” me influenciava a ter esses tipos de pensamentos, e minha timidez desaparecera quase por completo. Fico ali, sentado, olhar vago e pensamentos distantes por não sei quanto tempo. Acordo de meu transe e decido subir. O que estou fazendo? Me pergunto no meio do caminho, mas já é tarde demais para pensar.

Chego ao quarto e meg esta deitada na cama. Ela usa a mesma roupa de antes, uma calça preta surrada e em colada ao corpo, uma blusa branca e decotada, com algumas manchas de sangue, coisa habitual. A diferença são seus lindos cabelos úmidos e um aroma de flores que toma todo o ar do ambiente. Respira de uma forme suave. Se encontra deitada de lado, e o seu rosto sereno daria para enganar alguém que se atreveria em dizer Olha como dorme como um anjinho? Sento delicadamente ao seu lado, tentando não acorda-la. Passo meus olhos sobre sua silhueta, marcada e bem definida. Não me contenho e levo minha mão até seu quadril. Deslizo-a levemente, em um carinho doce. Apesar de meus escorços, Meg se assusta e salta na cama, sua faca surge não sei de onde e já está em punho. Ao perceber que era eu, grita comigo e me diz que quase me matou. Não consigo conter o sorriso, aquela demônio ficava mais bonita ainda quando estava brava. Após seu momento de raiva, ela se dá conta do que estava acontecendo e também sorri, de uma forma maliciosa. Se deita de novo e me puxa para perto de si pela gravata. Me beija de uma forma suave, podendo até me fazer pensar que estava constrangida. Me deito ao seu lado, nossas respirações ofegantes parecem uma melodia de amor. Beijo-a como se não houvesse problemas, como se não houvesse Dean ou sam, como se o céu sumisse e o inferno também. Nossa relação com certeza era errada, mas o errado me parecia o mais certo a se fazer. Nos entregamos por inteiro. Entre beijos e olhares, roupas se espalham pelo chão. Entre caricias e afagos, nos perdemos de paixão. Ela era minha e eu dela.

Dean desliga o rádio, sobre bufos, reclamando da melodia super sentimental. Acordo de meus pensamentos. Vejo que tudo não passa de uma lembrança, e uma lágrima escorre de meus olhos, se misturando com as gotas de chuva que rolavam pelo vidro do Impala. Sinto falta de minha Meg, não pude protegê-la. Não fui o melhor para ela e tudo que sentimos, tudo mais o que queríamos sentir, agora é só uma lembrança. Como faz falta aquela estupida me chamando de Clarence. Daria tudo pra tê-la comigo, do meu lado aqui no banco do Impala. Seriamos uma equipe perfeita. Mas infelizmente, se tem algo que aprendi no mundo dos winchester, é que a felicidade nunca será nossa propriedade. Ela vem e vai, como o balanço do mar. É a droga que nos vicia. E a minha doce Meg nunca mais voltará...

Notas finais
E ai???? =) =) =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!