Memories of a Potter and a Scamander
11 The Speech
Notas iniciais
Albus Potter
Eu estava nervoso. Suando frio, na verdade. Aquele seria um dos meus poucos momentos de coragem, afinal. Porque eu sabia que teria fazer o que estava prestes a fazer.
E eu estava aterrorizado.
Mas eu tinha que fazer. Minhas mãos estavam tremendo e várias gotas de suor escorriam pela minha testa. Eu sentia os olhos de Lorcan grudados em mim.
Ah, sim. Ele via quando eu estava diferente, e eu via quando ele estava.
Eu queria segurar a mão dele agora. Mas não o fiz. Porque eu sabia que a soltaria logo. Isso não é uma metáfora. Eu realmente teria que sair dali logo.
Até que a voz de Minerva McGonagall ecoou pelo Salão. Mordi os lábios.
— Bem, boa tarde a todos vocês, e alguém me pediu para falar aqui no palco com vocês... Eu permiti, é claro, então... Albus, pode subir.
Fechei os olhos por um momento e me levantei da mesa da Corvinal e caminhei em direção ao palco.
Eu faria o que fosse preciso.
Lorcan Scamander
Quando McGonagall começou a falar, pensei que alguém de fora do colégio queria falar lá em cima.
Mas quando ela chamou Albus... Eu fiquei surpreso. Albus era a pessoa mais tímida que eu conhecia, talvez com a exceção de mim mesmo. Ele morre de medo de chamar atenção demais, e... Ah, era por isso que ele estava tremendo e suando frio agora há pouco.
Observei-o subir no palco, como todos no Salão faziam. Ele estava piscando muito lá em cima. Continuava suando, e estava segurando uma mão na outra, provavelmente para que ninguém percebesse que elas estavam tremendo. Mas eu o conhecia, sabia o que ele estava fazendo.
Ou não?
— Bem... Eu... Tem coisas acontecendo aqui em Hogwarts. E eu sei que essas coisas estão acontecendo. — Ele para de falar por um instante. — Lorcan Scamander não está machucando a si mesmo porque é homossexual. — Todos estão pasmos olhando para Albus, inclusive eu. Eu mal conseguia acreditar. — Existem pessoas machucando Lorcan, e eu sei disso. Sei que ele não faria isso.
Até que alguém do grupo de Cedric McLaggen gritou, da mesa da Grifinória.
— E por que ele não faria isso? Como você sabe? Aliás, por que você está falando essa coisas aí? Quem é você para falar?!
Eu estava com vontade de bater muito naquele babaca, e Albus começou falar.
— Eu confio nele. Ele me contou tudo o que aconteceu, e eu sei que ele está falando a verdade. Porque eu conheço Lorcan mais do que ninguém. Porque ele me conta coisas que não conta a mais ninguém. E porque eu sou o namorado de Lorcan Scamander.
Agora todos estavam com os olhos arregalados, cochichando sobre o que tinha acabado de acontecer.
E eu observava Albus descer do palco. Ele se senta do meu lado, e olha para o chão, com as bochechas vermelhas.
— Ainda sou?
— Você é um idiota — digo. Ele continua me olhando com o rosto vermelho. Eu o puxo pela capa e o beijo. — Mas é o meu idiota.
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