Notas iniciais
One-Shot Stelena, coisa simples mas...

Olá sou Stefan Salvatore.

Não se sabes o por que eu venho há observando por tanto tempo. Desde pequena, sempre que podia, de longe via ela balançar no balanço do parque, correndo brincando com seus amigos e aquilo me dava uma força enorme pra continuar. Assim foi quando nasceu, o choro agudo fazendo sua mãe sorrir por ver-lá e recebendo um beijo carinhoso do esposo, me fortaleceu.

Com o tempo suas manias mudaram, seus gostos e dava pra perceber que ela estava virando um mulher. Orgulho de olhar para dentro dos olhos de Elena e sentir-se vivo? Como se todo o meu ser estivesse renascendo? Aquilo era melhor que o premio Nobel.

Desde o inicio consegui decifrar seus aspectos faciais e gestuais. A mania de morder o lábio quando estava nervosa, ou o jeito egocêntrico em dar uma boa noticia, como se sentia mau em achar que estava ocupando algum espaço – risos – Espaço? Ela era amada, adorada... por que tinha em si a mania de acreditar nas palavras amargas dos outros? Minha vontade era correr até ela e dizer que iria ficar com ela até o fim, explicar que há conheço melhor do que todos, pois vi ela nascer. Tocar seu rosto e seus lábios junto com um sussurro de: Eu te amo.

Meu medo era de ver-lá machucada, tanto fisicamente ou psicologicamente. Sabe o por que de mim nunca ter chegado perto pra dizer um Oi? De me aproximar e tentar uma amizade? O fato é que ninguém além de Deus pode me ver, estarei sempre lá, mas nunca vão me tocar. Porem se tiverem sorte pode sim me encontrar. Ser um anjo me priva de tanto, como saber que ela esta ali e infelizmente não ter um jeito de dizer sobre meus sentimentos.

Hoje, ela vai entrar na faculdade... e todo tempo vejo que seu olhar fica perdido com medo de não ser a melhor ali, Oh mais ela era a melhor, especialmente pra mim. Aquela insegurança que tinha era algo que passava instantaneamente pra mim. Toquei seu ombro com uma das mãos, ela não iria me sentir porém irei passar uma ajuda, pois eu sim confio nela.

Alguns anos depois pude presenciar o casamento dela. O quanto ela sorria para o espelho deslumbrada com seu vestido branco. Seria o dia dela, o dia em que a garotinha que vi dar seus primeiros passos ia se casar, agora um mulher, aquela mulher que pra mim será sempre a doce e pequena Elena, por qual gostei, me apaixonei e por fim amei e continuarei sempre amando. Me aproximei até ela, enquanto a mesma se olhava em seu reflexo. Sorri.

A pequena Elena, bem ela não era mais tão pequena assim... acabava de dar a luz. Sim de uma linda menina, e da mesma forma que vi ela nascer, estou vendo sua filha agora. Elena construiu uma família, e sempre estive ao seu lado dando força pra que a família dela ficasse sempre forte. Sabe, depois que virei um anjo aprendi muito. Aprendi que pra amar alguém não precisar ter-lá pra mim, que nem sempre podemos ter quem queremos e que mesmo que amamos com toda intensidade não temos que intervir na vida da pessoa e estragar tudo.

O choro fez com que todos os médicos se sentissem gratos por mais uma vida de vindo ao mundo. Elena permanecia com lágrimas nos olhos junto ao marido. Senti toda leveza do meu corpo ficando ainda mais intensa, e então desapareci do quarto e indo direto ao céu, aonde havia todos os outros anjos superiores.

_ Stefan meu caro – Gabriel se aproximou de mãos atadas para trás – Sua presença na vida de Elena tem sido fundamental. Esse amor que guardaste dentro de ti, tornou tudo mais fácil... e então decidi uma coisa – franzi o cenho não entendendo o que ele queria dizer.

_ O que seria essa “coisa” Gabriel? – apesar de ser um anjo, eu tinha lá minhas curiosidades, ele estava enrolando, preciso ir lá pra baixo e ver como está Elena e a Bebê.

_ Um dia, não hoje e nem amanha, irá saber do que estou falando – ele respirou fundo e me olhando profundamente nos meu olhos – Confie em mim Stefan e tudo irá ocorrer naturalmente.

Aquelas palavras não me passava confiança, nunca Gabriel me passou confiança. Novamente a sensação leve voltou e em um piscar de olhos lá estava eu em um quarto, e pude escutar a maquina que media os batimentos cardíacos de Elena ir ficando mais e mais lenta. Observei tudo com atenção, era médicos correndo para tudo quer lado.

_ Tente mais uma vez Dr. – dizia o marido dela desesperado ao ver que Elena não reagia. Mas que droga estava acontecendo? Foi eu sair um segundo de perto dela e... foi como ver tudo que já tinha visto ir se apagando dos meus pensamentos. Cheguei perto da maca aonde ela se encontrava deitada e imóvel, o que seria de mim se esses olhos não se abrissem mais? O que seria da filha dela?

_ O que aconteceu Dr.? Qual foi o motivo dela ter ficado assim? – o marido estava ficando desesperado, aquilo me agoniava, pois eu sentia a sua dor.

_ Se acalme, não sabemos o por que dela ter desmaiado e estar em perigo de vida. Até a bebe nascer tudo correu bem. Sinto muito desde já... Relei minhas mãos em seu rosto e estava frio, as bordas dos meus olhos começou a marejar, ela estava indo? Nunca tinha me sentido daquela forma, tão... inútil. Olhei por mais alguns segundos aqueles médicos e enfermeiras tentando reanimá-la e em seguida o apito mutuo de que os últimos batimentos havia parado. Um choque percorreu todo canto do meu corpo...

_ Não, Elena! – seu marido gritava enquanto era tirado da sala, por que eu sai daqui Deus?Por que?.

E em instantes pude ver sua alma sendo levada por uma luz, e lágrimas escorrendo por todo o meu rosto. Sou um anjo e não pude fazer nada contra isso? Pisquei os olhos e voltei pra cima, correndo até Gabriel e o erguendo pelo colarinho.

_ Sabia que ela iria morrer? Sabia que se eu saísse de perto tudo iria acabar? Sabia, não sabia? – falei com toda raiva que pude, ele me olhou assustado segurando minhas mãos.

_ Entendo sua dor Stefan, mas tinha que ser assim... tinha que ser dessa maneira, e como disse um dia você vai saber o por que – o soltei com toda minha força e num feixe de luz sumi dali, indo parar em cima do pico de uma montanha. Aquilo seria o fim?

Seis anos depois...

Em seis anos sem Elena pude ajudar mais pessoas, pude evitar mortes e acidentes. Porém parte minha estava acabada e nunca mais iria a ser o que era. Caminho pelo parque observando todas as crianças correndo com sua família, depois do ocorrido no hospital decidi me desapegar de tudo que me lembrava ela... tudo mesmo. Parei em pé ao lado de uma arvore ao lado de um casal, e fitei tudo ao redor. Naquele dia lindo a maioria das pessoas saiam de suas casas para vir se divertir aqui, eu realmente podia ver o sorriso no rosto deles. Por uma distração encarei meus pés e ao voltar olhar pra minha frente vejo um homem e uma garotinha de mãos dadas. Estreitos os olhos pra ver quem era, aquele homem era o marido de Elena, então a menina era a filha dela... não pude me conter em não sorrir, tinha os traços da mãe, o mesmo tom de cabelo e a mesma forma “lisos”, pele clara e os olhos castanhos. Fiquei perseguindo-os com o olhar até que ele vai a uma barraca de sorvete simples, aquelas típicas de parque. E a pequenina ao lado se apoiando nas pontas dos pés para ver qual sabor escolheria quando em um ato infantil olhou em minha direção, ergui meu corpo me posicionando mais confortavelmente e observando o que ela faria em seguida, seria possível que ela tinha me visto? E algo surpreendente aconteceu, correu em minha direção sorrindo.

_ Ei moço – acenou com a mãozinha e me abaixei até ela – Como você se chama? – aquilo seria o que Gabriel havia me dito anos atrás? Ela pode me ver...

_ Stefan e você? – perguntei sorrindo da mesma forma que ela.

_ Elena!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!