Memories You Hold

30 Tentação (part. II)


Notas iniciais
ATENÇÃO! AVISO IMPORTANTE SOBRE O CAPÍTULO! Pirei no figurino da Sabine. Eu sou pirada na Taylor Momsen, então o vestido da Sabine é esse (http://1.bp.blogspot.com/_QB-E9LBRlDE/TMCe-IoMMjI/AAAAAAAAACA/mRyoi30CgG8/s1600/tumblr_laednn0dYf1qbkae6o1_500_large.png), ok?
ME AMEM! Dois capítulos em um dia! Três em um fim de semana! hahahaha. Espero que curtam. E Sweet Cherry Pie, não me mata, ok? O Zacky ainda é todo teu! ahhaha Boa leitura :)

Os meninos cantaram ALPOH e o show terminou. Agora iríamos direto para a boate, e isso me assustava um pouco. O dia foi muito cheio, com muitos telefonemas, problemas nos amplificadores e nas luzes, o sumiço da guitarra do Syn.

SIM, AQUELE IDIOTA CONSEGUIU PERDER A GUITARRA! Mas encontramos ela no meio das coisas da Valary. Eles não têm nenhuma organização.

No fim, nem consegui falar com os meninos ou Michelle e Valary. Meu dia foi resumido aos roadies.

O show acabou e, graças a Zeus, foi mais um sucesso. Os meninos mandaram muito bem, como sempre, e Syn conseguiu tocar com sua amada guitarra, as luzes funcionaram numa boa e os amplificadores não nos deixaram na mão.

Eles foram saindo do palco e entrando no camarim, enquanto eu abraçava o Jason, comemorando por ter dado tudo certo. Isso é um enorme alívio.

Matthew chegou tirando a camiseta e jogando no sofá, indo em busca de algo pra beber. Eu tentei me controlar, mas meus olhos me traíram. Que homem, céus.

— Eu PRECISO de um banho. Não vou a lugar nenhum desse jeito! – Zacky falou.

— Okay, vamos todos pro hotel, então. Nos arrumamos lá. Em 30 minutos todo mundo de volta pro ônibus! Temos uma noite pra aproveitar! – Valary falou, extremamente animada.

Assim fizemos. Chegando ao hotel, cada um foi para seu quarto. Tínhamos pressa.

Tomei um banho, e dessa fez não me dei ao luxo de morrer lá. Tinha pouco tempo para me arrumar. Vesti um vestido bege cheio de taxinhas, bem justo ao corpo, que era ligado a cinta-liga, com meias pretas e botas de cano e salto alto. Fiz minha maquiagem, pesando no preto nos olhos e com um tom nude na boca. Pintei minhas unhas de preto rapidamente.

Olhei-me no espelho.

— Vadia. – falei para mim mesma, após me analisar. – Já estava com saudades.

Eu tinha decidido que hoje ia pirar. E ia fazer o Matt pirar também. Vamos ver se eu não acabo com essa tortura dele.

Peguei o presente de Brian e desci para o saguão. Peguei o elevador sozinha. Melhor assim. Queria chegar lá em baixo e receber todos os olhares de reprovação ou malícia possíveis.

Cheguei ao saguão e, para meu agrado, todos estavam a minha espera.

— Feliz aniversário, Brian. – falei e lhe entreguei o presente. Ele me olhava como se estivesse realmente espantado. Todos os olhares se voltaram para mim. Aposto que também estavam com saudades do meu estilo agressivo. Mas confesso que desta vez abusei do que eu chamava de estilo pesado.

— Obrigado – ele falou, pegando o presente.

Todos olhavam em silêncio Brian abrir o pacote.

— E você deu o que pra ele, Mich? Agora pode contar – ri. Mas todos permaneciam em silêncio. Cruzes.

— Um relógio. – ela falou e apontou para o pulso de Brian.

— Ótimo. Não tem mais desculpas pra chegar atrasado! – ri e dessa vez os outros riram comigo. O grupo estava enorme, assim que Jimmy gargalhou, todos fizeram o mesmo. Brian entregou a caixa para que Johnny segurasse e tirou o presente de dentro.

— Uau, é a jaqueta de couro mais foda que eu já vi! – Syn falou, com um sorriso enorme e um brilho lindo nos olhos. Me permeti perder-me nos profundos olhos cor de chocolate, mas logo voltei a real.

— Que bom que gostou! Eu a vi na vitrine e já imaginei você usando ela. – confessei.

— Vou até usar ela hoje! – falou, vestindo a jaqueta. – A propósito: você ta linda. – ele sorriu de canto e eu quis pular no seu pescoço e beijar logo aquela boca. Mas eu não podia.

— Obrigada. Você também. – percebi que todos nos olhavam de novo – Todos vocês estão lindos! – complementei.

Recebi uns “valeu”. Logo fomos nos dividindo nos táxis, para irmos a tal boate de uma vez. Fiquei contente pela cara de bobo dos meninos, principalmente a de Matt. Hoje a noite eu o ia fazer perder o controle. Mas ele não ganharia nada de mim além de um simples beijo. Eu ia fazer ele aprender como a MINHA banda toca.

Fui no táxi com Jimmy no banco carona, eu no meio e Johnny e Zacky aos meus lados. Ficaram me dando moral e me xingando.

— Você ta linda, mas esse vestido precisava ser tão curto? – Jimmy reclamava.

— Qual é! Se fosse qualquer outra vocês não estariam criticando.

— Claro que não, estaríamos loucos pra comer ela, e eu não quero que ninguém fique pensando assim em relação a você. – Jimmy continuava me xingando enquanto os outros riam e eu simplesmente revirava os olhos.

— Eu sei me cuidar. E estamos entre amigos hoje!

— Amigos e Matt e Brian. Não se esqueça. – Zacky falou meio baixo.

— Arrg, cala a boca, Zacky! Já to começando a me sentir uma puta qualquer!

— Você não é qualquer. – Johnny falou.

— Mas puta eu sou? – perguntei indignada.

— Chegamos! – Johnny mudou de assunto e logo foi saindo do táxi e pagando o motorista.

— Volta aqui, projeto de anão de jardim!

— Você é mais baixa do que eu Sabine.

— Não sou não!

— Só ta mais alta por causa desse salto aí!

— Arrg, agora to deprimida. Valeu!

— Para com isso. Você ta linda, e é isso que importa. Vamos curtir essa noite e parar com essas discussões de gay, falou? – Zacky se pronunciou, enquanto andávamos em direção a entrada da boate.

O som alto era abafado pelas paredes. Quando passamos pela porta, dando nossos nomes aos seguranças, o som tomou conta de nossos tímpanos e já não se ouvia mais nada além das batidas frenéticas da música.

A boate não era muito grande e, por isso, podemos dizer que estava lotada. Lotada apenas por nós.

Fui direto para o bar e pedi o que o Zacky pediu, que não faço a mínima do que seja. Não ouvi ele falar.

A maioria estava na pista. Me sentei no bar e me virei na direção da pista, para observar a movimentação.

Bebi. E não sei quanto e nem o quê. Só sei que bebi e foi o suficiente para que eu me sentisse mais a vontade, mais “solta”. Não lembro nem a quanto tempo que eu estava naquela boate.

Scream começou a tocar, tomando conta do local. Essa eu não podia deixar de dançar. Dei um último gole no copo que segurava e o larguei na bancada. Fui até a pista em passos lentos, ao ritmo da música, que contagiava cada músculo de meu corpo.

Comecei a dançar, rebolando lentamente ao ritmo daquela música que sempre foi capaz de me enlouquecer. Eu não tinha consciência de meus movimentos, apenas fazia o que me dava vontade. Meus cabelos voavam ao ar, enquanto eu ia me misturando cada vez mais com as pessoas que estavam na pista. Não fiz questão de saber quem eram. Logo Jason chegou mais perto de mim e eu comecei a dançar com ele. Jason é o tipo de cara que me atrai, resolvi me aproveitar da situação. Colei meu corpo ao dele e começamos a dançar juntos, mas não durou muito. Eu fui para a pista no final da música e ela logo parou, dando início a uma mais lenta. Jason me puxou pela cintura, colidindo nossos corpos. Eu apenas fiz uma linha reta de sua testa até ao fim de seu pescoço com a ponta do dedo indicador. Coloquei minhas mãos sobre as suas que estavam em minha cintura e as tirei do local. Balancei a cabeça de forma negativa. Eu não queria dançar aquela música com ele.

Queria sair da pista de dança, então fui para qualquer direção, encontrando um sofá, no qual Zacky estava sentado mais ao canto. Me sentei bem ao lado dele.

— Ainda mal por causa da Gena? – ele afirmou com a cabeça. – Ei, ta tudo bem... Logo ela te liga chorando, pedindo pra voltar. – deitei minha cabeça em seu ombro e passei minhas pernas por cima das dele.

— Espero que sim. – ele passou o braço por minha cintura, me trazendo para mais perto dele.

— Porque nós dois sofremos tanto?

— Porque somos dois idiotas que se apaixonam. – ele falou e sorriu para mim. – Arrh. – ele resmungou e suspirou, olhando na direção da pista de dança.

— Que foi? – perguntei e tentei olhar na direção da pista de dança, mas ele segurou meu rosto com a mão.

— Não faz isso. – ele simplesmente falou, soltando meu rosto. Mas eu olhei na direção da pista igual.

A cena que eu vi me machucou muito. Synyster beijava Michelle lentamente, segurando-a gentilmente pela cintura. O beijo deles era... romântico. Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Que droga, Zee... – falei, segurando o choro, me agarrando mais a ele.

— Eu não estou melhor do que você. Gena jogou na minha cara que enquanto eu estou longe ela me trai com um tal de Maik.

— Que merda, Zacky... Somos dois magoados idiotas. E o Matt ta me ignorando mais do que nunca. Sou completamente ignorada!

— Eles não sabem o que estão perdendo. E eu não te ignoro! – ele riu – Que tal juntar as mágoas?

Me assustei com suas palavras. Ele havia mesmo falado aquilo? Afundei meu rosto em seu peito. Seu cheiro me acalmava. Considerei por alguns segundos.

— É uma ótima ideia. – sorri ternamente.

Olhei em seus olhos verdes que refletiam um brilho diferente. Levei uma de minhas mãos até sua nuca. Nos aproximamos lentamente. Continuávamos a nos olhar profundamente, como se nos lêssemos através do olhar. Baixei o olhar. Senti os lábios de Zachary tocarem os meus gentilmente, com um cuidado excessivo, que me agradou e muito. Sua língua passeou por meus lábios, pedindo passagem e eu não relutei. Explorávamos a boca um do outro sem pressa, ao mesmo ritmo da música que, a uma altura dessas, eu nem ouvia. O que me importava eram os lábios de Zachary nos meus.

O beijo seguia calma, como se quiséssemos que durasse para sempre. Zachary descansava uma mão em minha cintura enquanto levou a outra até minha nuca, aprofundando o beijo, que ainda permanecia calmo. A mão de Zachary saiu de minha cintura e deslizou por minha coxa. Segurou minhas pernas e me colocou sentada em seu colo. O beijo foi quebrado durante curtos segundos. Logo Zachary tomou meus lábios em um beijo ainda calmo, mas com mais vontade agora. Antes o que passava por nossas mentes era o carinho, agora o desejo tomava conta aos poucos de nosso ser.

O beijo parecia infinito. O mundo desapareceu a partir do momento em que meus lábios tocaram os de Zacky. Mas um calor foi subindo por minhas pernas. Zacky apertou minha coxa e segurou firme em minha nuca, como se a qualquer momento eu fosse fugir e ele quisesse que eu permanecesse ali. Separamos o beijo em busca de ar, mas logo os nossos lábios se uniram novamente. Eu não queria que aquilo acabasse, mas ouvimos um pigarreio, que foi repetido várias vezes, que nos trouxe de volta ao mundo.

Separamos o beijo doloridamente. Sem nem olhar para quem era o que nos atrapalhou, por pura vergonha, simplesmente saí do colo de Zacky e me sentei ao seu lado, com a cabeça baixa.

- Se puderem esperar, os quartos do hotel tem quatro paredes! – Matthew falou, parecendo irritado, mas sorrindo sarcásricamente.

- Então é pra lá que eu vou. Não to afim de ver pessoas do tipo: você. – me levantei e falei raivosamente. Me voltei para Zacky – Desculpa, eu vou embora. – falei meio sem jeito. Ele sorriu e piscou, como se tudo tivesse sido combinado e... de certa forma foi! Ele estava magoado por Gena o fazer de corno e Matt não tomava atitude nenhuma em relação a mim. Juntamos as nossas mágoas e agora nos sentíamos vingados.

Olhei uma última vez para Matthew, mostrando toda a raiva que sentia. Bati meu ombro com o dele ao passar por ele a passos largos em direção a saída.

Eu praticamente corria. Eu queria sair de uma vez dali. Disquei o número do táxi, que atendeu rapidamente, enquanto eu passava pela porta da boate. Passei minha localização enquanto continuava andando para fora do local. Desliguei o telefone e senti Matt agarrar meu pulso com força, me puxando para junto de seu corpo. O celular se espatifou ao chão.

- Você é minha! – ele falou entre dentes.

- Então mostre, porque a distância que você fica de mim o tempo todo, jurava que eu ainda fosse dona de mim mesma!

- Você que pediu paciência!

- E porque você não pode me comer tem que ficar longe de mim? Não pode ficar comigo sem sexo? Você é um cafajeste! É igual ao Syn! – falei, já segurando as lágrimas.

- EU NÃO SOU IGUAL A ELE! – ele gritou, puxando o ar demoradamente. – Eu só não sei se sou capaz de me controlar. Você me enlouquece!

- Quando realmente se quer alguma coisa, qualquer um é capaz de se controlar. Se Hulk controla sua fúria, porque um simples M. Shadows não pode fazer o mesmo?

- Porque você me tenta a todo o instante. Tudo em você me enlouquece: seu corpo, seus olhos, seu sorriso, sua voz, seu cheiro... – ele acariciou minha bochecha, e com a outra mão segurou minha cintura, colando meu corpo ao dele. Fechei os olhos, apenas me concentrando em seu leve toque. – Eu te quero com todas as minhas forças. Sou capaz de tudo por você.

- Menos ficar na seca. – me recuperei e falei com raiva novamente. Mas ao olhar seus olhos derreti novamente.

- Eu faço tudo por você – suspirou – E depois do que eu vi lá dentro, faço mais ainda! Te espero por mil anos se for preciso.

Amoleci em seus braços. Ele segurou meu rosto com firmeza.

- Então eu sou sua. – foi o que consegui falar, antes de Matt tomar meus lábios com fúria.

O beijo era a mistura de tudo o que sentíamos: raiva, carinho, desejo, proteção, orgulho e mágoa. Eu não estava o beijando por causa de Syn. Eu estava o beijando porque eu o queria de todas as forças humanamente (ou não) possíveis. Eu o beijava porque o desejava. Eu beijava Matthew Charles Sanders. E ele era todo meu.

Notas finais
Leram as notas iniciais? Lá tem o vestido da Sabine e tal.
GOSTARAM? VÃO ME MATAR? COMENTEM, PLSSSS!
Beijo lindas ♥