Memories You Hold
25 Corte profundo.
Notas iniciais
ME AJUDEM COM ISSO? http://twitpic.com/9ls0t2
ENFIM...
To MUITO sem tempo! Não tive tempo de responder reviews nem de comentar nas fics que acompanho. PERDÃO! To cheia de coisas! É provas, trabalhos, ensaios, reuniões... É tanta coisa!
Vocês sabem que eu sempre respondo TODOS os reviews, então logo, logo estarei fazendo isso.
To meio sem tempo de amolar muito aqui, mas queria confessar uma coisinha pra vocês... muahahhaha
Vocês influenciam muito aqui na fic. De tanto vocês chamarem a Sabine de Saby, o apelido entrou na história! ahah. Vocês perceberam um apelido novo? O Jimmy chama a Sabine de Sa! Roubei esse da linda da Lilith Malfoy ahahha. Continuem assim que a fic vai ficar cada vez mais a cara de vocês!
Acho que essa semana ainda posto mais um capítulo, se der tudo certo...
Sem mais delongas... Com vocês...
Não importa o que aconteceu. Estou aqui a trabalho. E isso foi meu “mantra” durante todo o tempo, toda a vez que eu pensava que desabaria no choro na frente dele.
Eu ainda tinha mais cinco dias com os meninos, e faria de tudo para aproveitá-los. Dane-se, Synyster!
Tão fácil nas palavras. Tão difícil nas ações.
Mas eu me contive. Em todos os sentidos. Mas ainda assim, eu não tinha fome, eu praticamente não sorria. Nunca fui boa em forçar as coisas a mim mesma.
Isso que só se passou um dia do incidente com o café.
E hoje tem show! Avenged Sevenfold é a banda, é para eles que eu trabalho. Não posso prejudicar tudo por conta do quanto o Synyster é canalha.
As primeiras notícias sobre a festa eram do tipo “Quem é a mais nova namorada de Synyster Gates?”. Agora são do tipo: “A garota misteriosa que acompanhava Synyster Gates na festa é Sabine Clondelick, assistente de Valary DiBenedetto. Segundo a produção, são apenas amigos! Hm.”. Malditas revistas para adolescentes com hormônios à flor-da-pele! Eu era uma leitora assídua, admito. MAS AMIGA É PRA ACABAR COMIGO, NÉ? Eu tenho NOJO dele. Agora tenho, pelo menos.
O show? Foi perfeito. Como sempre, o show acabou e eles foram para o camarim. Refrescaram-se, comeram. Estávamos prontos para voltar para o ônibus para ir até o próximo hotel para o próximo show. Mas aí ELA. Sim. ELA entrou correndo no camarim e agarrou Synyster pelo pescoço, distribuindo inúmeros beijos por onde conseguia. O olhar de todos se voltou para mim, que encarava a cena incrédula. Todos estavam chocados com o aparecimento “das sombras” de Michelle.
Synyster afastou um pouco Michelle, pedindo calma.
- CUNHADIINHOOOOO – Michelle gritou, indo até Matt e voando no pescoço do mesmo.
- Oi, Mich... – Matt falou, rindo sem jeito, coçando a nuca.
- Vamos pro ônib... Michelle? – Valary entrou no camarim para nos chamar, dando de cara com a irmã.
- Oi Vaaaaal! – Michelle falou, indo até a irmã e lhe dando um forte abraço – Tava morrendo de saudades de vocês! – ela falou, passeando o olhar por todos, até chegar a mim, desfazendo o enorme sorriso, que deu olhar a uma face totalmente enojada. – Quem é... ela? – eu só conseguia retribuir o olhar de nojo.
- Er... essa é Sabine Clondelick, ela é assistente da Val – Zacky disse, já que todos os outros pareciam sem reação. Menos Synyster, que estava com um sorriso vitorioso nos lábios.
- Hum. – ela simplesmente disse, ainda com a cara de nojo. Mas comecei a considerar que ela tivesse aquela cara mesmo. Sem solução. Nem cirurgia plástica ajuda.
- Mas então... ao que se deve essa visita tão... – Jimmy começou com um tom ríspido.
— Inusitada! – Johnny completou, com medo de que Jimmy falasse alguma coisa que não devia.
— Eu a chamei. Fiquei com saudades da minha mulher. E não é visita, ela vai com a gente – Synyster disse, abrindo um largo sorriso, inundado por malícia. Todos o encaravam incrédulos novamente.
— Eu... vou indo pro ônibus de apoio. – disse, ao perceber que, mais um segundo ali e eu ou mataria Syn e aquela vadia da Michelle, ou acabaria chorando, o que seria pior ainda.
— Ônibus de apoio? Mas que novidade é essa? – Jimmy perguntou, sorrindo confuso.
— Vou deixar o meu lugar pra... – VADIA, PUTA, VAGABUNDA, DESGRAÇADA, OXIGENADA, FILHA DA PUTA, BURRA, CORNA – Michelle. Com licença. – falei baixo, saindo de uma vez daquele lugar.
Mal saí e já comecei a chorar. Corri até o ônibus de apoio, trombando com Jason no caminho.
— Eeeeeeeeei, tá tudo bem? – Jason falou, segurando de leve em meu pulso.
— Ta... – falei com a voz enrolada, e comecei a chorar desesperadamente. Agarrei-me ao corpo de Jason. De início ele se assustou, mas logo me abraçou fortemente, afagando meus cabelos. – Jason... avisa os outros que eu vou viajar com vocês nos próximos dias, okay? Não é muito tempo igual... Eu vou buscar minhas coisas no ônibus dos meninos...
— Okay... mas o que aconteceu?
— Michelle. – respondi sem emoção, indo pegar minhas coisas.
Corri até o ônibus. Não queria correr o risco de encontrar alguém lá que me pedisse maiores explicações. Não deu muito certo...
POV’S MATT
— Mas, Syn... E a Sabine? – Jimmy perguntou confuso com a tristeza pesando em seu tom de voz.
— O que tem aquela vadiazinha? – Michelle perguntou exaltada.
— Vadiazinha? E o que sobra pra você, Michelle? – falei, cuspindo as palavras.
— Matt...? – Michelle parecia apavorada com minha reação. Ignorei.
— Brian, porque você não nos avisou? – perguntei ríspido.
— Porque eu decidi hoje de manhã. – ele respondeu na maior cara de pau.
— Decidiu sozinho? Do nada? Nós somos uma banda, Haner! – Johnny falou, visivelmente irritado.
— O Haner ta se mostrando um grande canalha! Não pensei que eu não sei de nada, Brian! Eu to realmente decepcionado. Se não queria nada, que não iludisse a menina! – Zacky falou amargamente e os olhares se voltaram para ele e Syn. Apenas eu, Zacky e Syn estávamos entendendo tudo aquilo.
— Mas que porra...? – Johnny perguntou confuso. Jimmy paralisou.
— Syn... Do que essa bolota tá falando? – Michelle perguntou manhosa. Urg, nojo! Zacky ia se pronunciar, mas Brian logo respondeu.
— MICHELLE! Olha... Não é nada de mais!
— Ah, claro... Nada de mais, né Haner!? Será que ela também pensa assim? – Zacky falou irritado.
— Não to ligando pro que ela pensa e... Cara! Olha a quanto tempo nós nos conhecemos! Você conhece ela a três meses e vai ficar do lado dela? – Syn argumentou. Todos ainda trocavam olhares confusos.
— Não... Eu não te conheço, Haner. Percebi isso hoje. – Zacky falou ainda mais irritado.
— Alguém vai me explicar o que ta acontecendo? – Michelle perguntou desesperada.
— Explique, ou eu mesmo explico. – Zacky falou, voltando-se para Brian.
— Mich... Eu... eu transei com a Sabine depois da inauguração da boate. – Syn despejou tudo de uma vez e eu tive vontade de voar no pescoço dele ao ver o descaso com o qual ele falava no assunto.
— O QUÊ? – Johnny, Jimmy e Michelle perguntaram em coro, olhando assustados para Brian. Michelle desferiu um tapa estalado na cara de Brian, que segurou ela pelo pulso.
— Escuta aqui, Michelle: nós “voltamos” – ele fez aspas no ar – hoje de manhã. Eu não te traí, porque não estávamos juntos! – Synyster falou irritado, próximo ao rosto de Michelle, que já estava prestes a chorar.
— Você enlouqueceu? – Jimmy perguntou, se recuperando do choque.
— Eu não fiz nada que ela não quisesse. Vocês não podem me julgar. E, além do mais, ela nem virgem era! Parem de idolatrar uma Santa que não existe!
— BRIAN, SEU IDIOTA! VOCÊ NÃO SABE NADA DAQUELA GAROTA! SABE COMO ELA PERDEU A VIRGINDADE, SEU LESADO? – Jimmy começou a gritar, vish.
— Sinceramente? Este é o tipo de detalhe que eu não quero nem pensar!
— ELA FOI ESTUPRADA, SEU MERDA! – Jimmy parecia ainda mais exaltado.
— Ei, Johnny, tira o grandão daqui. – Zacky falou, tentando manter a calma. Johnny assim o fez e todos se olharam espantados com a revelação. Pelo jeito apenas Jimmy e Zacky sabiam disso. Preciso dizer que meu sangue ferveu e eu matei o cara, que eu nem sabia quem era, em pensamento?
Em parte Syn estava certo. Ele não a obrigou a nada. Mas se aproveitou dela. E isso me dá nojo!
— Eu vou atrás dela – falei e saí. Ouvi alguns protestos, mas os ignorei enquanto andava para fora do camarim, pensando em onde eu poderia encontrá-la.
A avistei abraçada a Jason, logo depois dizendo alguma coisa e correndo para o nosso ônibus. Fui atrás dela.
POV’S SABINE
Corria pelo ônibus atrás de minha mochila em que guardava coisas que eu usava mais, incluindo meu notebook. Mas que porra! Porque sempre quando se quer algo urgentemente ela some? Ouvi um pigarreio por trás de minhas costas e me virei.
— Procurando isto? – Matt falou, suspendendo minha mochila ao ar.
— Exatamente. – andei até ele em passos largos, logo tentando pegar minha mochila, mas ele ergueu até a altura da própria cabeça e meus inúmeros pulos se tornaram inúteis. – Sanders! Me dá isso, por favor! – eu não sei o que me deu, talvez eu tivesse estressada de mais, e aquilo não me ajudava em nada. Comecei a chorar que nem uma louca. Legal. PARAAAA!
— Ei, ta tudo bem! Tua mochila ta aqui! – ele falou me alcançando ela.
— Não é isso, lesado! – falei, pegando minha mochila rapidamente de suas mãos. Me arrependi da forma como me referi à ele. – Desculpe, eu... estou irritada.
— Entendo... Mas... Para! – ele me encarou sério e eu retribui o olhar confusa – Todos cometem erros. Ninguém é perfeito. Pra falar bem a verdade... Ninguém presta! Mas alguns são piores e desses temos que querer distância, não ficar desse jeito. Ele não merece tuas lágrimas, teu sofrimento... No dia que você aprender isso, vai conseguir ser feliz de verdade. – parei de chorar e fitei o chão. Ergui o olhar para encarar as belas orbes verdes que me olhavam apreensivas. O abracei.
— Obrigada Matt... eu... eu vou tentar. – me afastei do abraço e o fitei sorrindo.
Saí do ônibus e encontrei Jason pegando minhas malas.
- Obrigada, senhor Cavalheiro! – rimos brevemente e carregamos minhas coisas para o ônibus de apoio.
Jason se sentou em uma das poltronas e eu me joguei ao seu lado. Não me importei se alguém sentava com ele. Jason era meu único amigo naquele ônibus, não ia arriscar ficar sozinha. Não agora! Eu precisava de atenção.
Enquanto Jason me acariciava, sem nem abrir a boca, me pertidi mergulhar em pensamentos. Até chegar às palavras de Matt e encontrar um furo. COMO ELE SABIA DISSO? Será que Synyster contou pra todos pra tirar vantagem e zoar com a minha cara?
Com esses pensamentos o tempo me pareceu correr. Logo chegamos ao hotel e eu corri para o meu quarto. Tínhamos poucas horas para dormir, partiríamos antes do Sol nascer.
E é legal como as coisas conspiram contra ou a favor nos momentos decisivos. No meu quarto de hotel havia um frigobar. Dentro dele? MUITA vodka.
- Olá, amiguinhas! – nossa, como eu sou sarcástica.
Logo peguei duas garrafas e me joguei na cama. Não costumo contar o número de goles, mas eu bebi as duas garrafas em dois suspiros. EU NÃO ESTAVA COM O PENSAMENTO ORGANIZADO, OKAY!?
Acabava uma garrafa e eu ia até o frigobar pegar outra. Até que este trajeto começou a ficar complicado: frigobar-cama, frigobar-cama... Sentei-me ao lado da mini-geladeira, como Moran costumava chamar.
- Mini-geladeira – gargalhei – Aaaaaaaaaaaaaaaaiii Moraaaaaaann... saudaadesss. – as palavras saíam arrastadas. – Sabia que meu amigo te chamava de mini-geladeira? – gargalhei. Okay, eu estava conversando com um frigobar. – Na verdaaaade não era... você que ele chamava de mini-geladeira, era a que tinha no... meu quaaaaarto – gargalhei novamente. Mas de repente comecei a chorar em meio as risadas – Porquêeee? Porquêee? – respirei pesadamente – Porquê você não me responde, porra!? – falei raivosa – Arg, vai a merda.
Levantei-me e comecei a gargalhar novamente. Meu equilíbrio deixou de existir a um bom tempo. Logo me vi andando no corredor, que, conforme eu ia passando, ia acendendo lâmpadas. As lâmpadas pioravam a situação de minha visão embaçada. Olhei para o lado e vi uma porta fechada.
- EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEII – gritei. Estava com um copo e uma garrafa de vodka em mãos, ambos vazios.
Tratei de me sentar, escorando minhas costas na parede branca que ficava à frente da porta. Vozes começavam a ecoar em minha cabeça.
“Sempre existiu um ‘nós’, porque não existe um ‘eu’ sem um ‘você’ ”, a voz de Synyster ecoava em minha cabeça. “Todos cometem erros”. Agora quem invadia minha mente era Matt. “...erros”, “...erros”, “...erros”, “...erros..”. O eco começava a me incomodar. “Todo sonho pode se tornar um pesadelo”. Moran, seu médium filho da puta! “Todo sonho pode se tornar um pesadelo.”. “...sonho pode se tornar um pesadelo”. “...tornar um pesadelo”. “...pesadelo”. A essa altura eu já chorava de raiva e apertava o copo em minha mão com uma força que eu mesma desconhecia. A raiva transforma qualquer coelho em uma manada de búfalos. “...pesadelo”. “...pesadelo”. Lágrimas. “...pesadelo”. “...pesadelo”. “...pesadelo”. O copo me parecia uma folha de papel. “...pesadelo”. “...pesadelo”. “...pesadelo”. “...pesadelo”. Ouvi algo semelhante a um *treeeec*. Apertei o corpo com mais força. Cada vez menos nada para mim. Até um *TREEEC* estrondoso.
Dor. Ardência. Lágrimas. Olhei para minha mão direita, antes tão forte. Agora dolorida, com alguns pedaços de vidro cravados, cheia de cortes, enquanto o sangue corria por ela, escorrendo por meu braço. Parei de chorar e comecei a cuidar o movimento torto que o sangue fazia, saindo cada vez mais por cada abertura em minha pele. Comecei a gargalhar.
Logo senti alguém me pegar no colo, mas não deu tempo de reconhecer os braços que me ergueram. Apenas senti meu corpo mole e minha visão escurecer.
Fale com o autor