Memories You Hold

14 Começamos bem?


Notas iniciais
CONSEGUIIIIIII *-*
E aí amores! Tudo bem com vocês?
Devido a alguns fatores como "meu pc é uma merda", "minha internet é do capeta" e "meu pai não pode me ver no pc que pira" Eu quase não consegui postar hoje o.o
NUNCA MAIS RECLAMO DO MEU NOT! É graças a ele que estou conseguindo postar esse capítulo hoje *-*
Eu tive que refazer o capítulo, então não vai ficar exatamente igual ao que eu tinha feito inicialmente e acabei perdendo, mas vou tentar fazer melhor!
Obrigada as 5 coisas gostosas que favoritam a Memories You Hold e as minhas amadas e fiéis leitoras, que não me abandonam nunca! E sejam bem-vindas novas leitoras!
Agradeço os reviews! São eles que alimentam minha criatividade... Sem eles eu morro de depressão =/
Chega de dramas! Vamos logo ao capítulo?
Com vocês...

Tomava meu viciante café-preto. Animada era pouco para me descrever! Meu pai lia o jornal, sentado a minha frente, enquando eu o encarava sem conseguir conter o enorme sorriso. Estava com uma completa cara de boba! Meu pai percebeu meu olhar sobre ele, me encarou por dois segundos e voltou o olhar para o seu jornal. Comecei a bater meu dedos, freneticamente, na mesa. Porque ele não perguntava de uma vez?

– Fala — ele falou dobrando o jornal e revirando os olhos.

– ASSINEI O CONTRATO ONTEM À NOITE!!! — falei esperando uma reação, mas minha animação não o contagiou, ele continuava com cara de tédio, me encarando com os braços cruzados — Não vai falar nada?

– Eu sei... Uma tal de Valary me ligou ontem à noite para me explicar como vai ser teu trabalho, passar os contatos dos teus professores virtuais e coisas do tipo... — a cara de tédio permanecia. Ele levantou, caminhando até parar ao meu lado. Minha face se entristeceu. — Você não sabe... — sua voz era ríspida — O ORGULHO QUE EU TO SENTINDO DO MEU BEBÊ! — ele me puxou pelo braço, abraçando-me. Começamos a rir compulsivamente — Fico feliz por você não desistir dos estudos!

– Eu também!


(...)


Estava com meu Camaro estacionado na frente da casa de Moran. Assim que ele me viu veio em minha direção, sem expressão nenhuma em sua face. Eu abri a porta do carona, ele a encarou, respirou fundo, entrou no carro, sentando-se cabisbaixo.

– Oi?

– Oi... — disse ele com um sorriso forçado que logo se desfez.

– Ta... Chega! — ele me encarou assustado, voltando a encarar os próprios pés após — Vai me dizer porque ta me evitando? Não responde minhas mensagens, ignora meus telefonemas...! O que está acontecendo?

– Não estou te ignorando.

– Mas que porra? Como assim não está me ignorando? Moran, você é meu melhor...

– NÃO COMPLETA A PORRA DESSA FRASE SABINE! — ele me encarava com raiva no olhar — QUAL É A PARTE DO "EU AMO VOCÊ" QUE TU AINDA NÃO ENTENDEU?

– Mas...

– QUER SABER? EU TO TE IGNORANDO SIM! MAS NÃO É POR MAL! É PELO NOSSO... — ele respirou fundo, procurando controle — é pelo nosso bem... Quanto mais perto de você eu ficar, mais essa porcaria de sentimento vai ser alimentado. Eu não aguento ficar do teu lado sabendo que você não quer ser nada além de minha amiga e... — agora ele encarava as mãos em seu colo — e que você logo vai embora...

– Moran eu... eu não quero arriscar perder meu melhor amigo! Eu até tentaria se as chances disso dar errado não fossem tão grandes! E como você falou... logo eu vou embora! Não vou te prender a mim, sendo que logo você terá que viver sem mim... Eu tenho apenas dois dias até a gravação do DVD e logo depois já vou embora... Não quero ficar longe de você no pouco tempo que ainda tenho! Tenta?

– Eu já tentei...

– Tente de novo?

– Vou tentar... Por você eu faço qualquer coisa...


(...)


A manhã foi normal. Fora o fato de eu e Moran passarmos ela inteira abraçados e conversando. Eu precisava aproveitar meu melhor amigo. Depois não sabíamos porque achavam que éramos namorados (risos). Nossa atitude nos fez receber olhares mortais de Meggan, mas nada nos importava agora. Tínhamos pouco tempo.

Depois da aula, levei Moran até a sua casa e fui almoçar na minha. Mal vi meu pai. Tinha que me arrumar rápido! Não precisa ir no curso, já que Val me convenceu que um trabalho com o A7x era bem mais valorizado do que um diploma de um cursinho qualquer, mas tinha meu primeiro dia de trabalho.

Vesti uma calça jeans, uma camiseta enorme do Metallica, meus coturnos pretos, fiz minha tradicional maquiagem e... Essa sou eu, e foda-se a sociedade. Estou pronta! Peguei uma agenda, canetas e meu celular.

Desci as escadas correndo. Diminuí a velocidade dos passos ao ver meu pai com as malas na porta.

– Você vai hoje?

– Precisam de mim mais cedo...

– Ai, que merda...

– Não se preocupe, não arrumei minhas malas sozinho, Kath me ajudou, não estou esquecendo de nada — rimos — Aliás... ela vai comigo... — meu pai corou violentamente.

– AAAAAAAAAAAH SAFADÃO! Não serve nem pra contar pra filha que ta namorando, é?

– Desculpa... Não deu tempo!

– Eu entendo..

– Oi Sabineeeeeeeee — Kath disse super animada.

– Tchau né, Kath! Tenho que ir pro meu primeiro dia de trabalho! Boa viagem pra vocês!

Abracei os dois e corri para meu carro. Tinha que chegar logo a casa de Val. Despedir-me de meu pai havia se tornado tão costumeiro que nem me emocionava mais.

Cheguei a casa de Val, mal nos cumprimentamos e ela me avisou que teríamos que ir pra Long Beach, já que lá seria a gravação do DVD. Encontrei uma agenda na mesa, a qual Val disse ser inútil, mas minha intuição me fez pegá-la. Folhei a agenda rapidamente, até chegar no meu carro e... PORRA? COMO ELA NÃO VIU ISSO?

– VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL — gritei, correndo em direção a ela que estava prestes a entrar no carro.

– Enlouqueceu, menina? — Val me olhava apavorada.

– Quem enlouqueceu foi você! Os meninos tem uma entrevista na rádio local daqui... — olhei meu relógio — 40 MINUTOS! — falei apavorada, entregando a agenda para ela.

– OMFG! COMO EU NÃO VI ISSO? O QUE EU FAÇO AGORA?

– Ta... — pensei durante alguns segundos — Faremos assim, eu ligo para o Syn, Matt e Jimmy avisando para se arrumarem e vou buscá-los em suas casas, pois são os únicos que me lembro onde moram. Você faz o mesmo com Zacky e Johnny, okay? — disse já me afastando indo em direção ao carro.

– Okay! — Val disse atordoada.

Entrei no carro com o número de Synyster. Não sei porque, mas julguei que ele seria o que mais demoraria para se arrumar (risos).

Sabineeeeeeeeeee, gatinha!

Como sabe que sou eu?

– Sou vidente!

Ou sua agenda do celular que é, né? — rimos — Falando sério, não temos tempo pra isso agora. Vocês tem uma entrevista daqui 40 minutos na rádio local. Se arruma que eu já estou indo te buscar.

O QUÊEEEEEEEEEE?

– Não da tempo de explicar agora.Por um acaso Jimmy e Matt não estão aí?

Ainda não... Iam vir pra cá daqui uma meia hora...

– Ótimo! Já devem estar meio arrumados... Se arruma que já estou indo te buscar!

Não esperei resposta. Finalizei a ligação ligando para Jimmy.

Ooooooi gatona!

– Oi gatão! To sem tempo agora! Se arruma que daqui 10 minutos to indo te buscar. Vocês tem uma entrevista na rádio local. Beijo, beijo!

Mas...

– TO SEM TEMPOOOOOOOO! Se arruma logo, porra.

Desliguei sem esperar. Busquei o número de Matt na agenda de meu celular e logo começou a chamar e... QUE PORRA? ELE NÃO ME ATENDEU? Insisti mais umas três vezes até que ele atendeu. To nem aí se estivesse atrapalhando algo, precisava fazer meu trabalho.

ALOOOOOOOO?

– Matt, seu filho da puta! Porque não tava me atendendo?

Filho do quê? Quem é, porra?

É a Sabine!

Ah, desculpe! Não tinha teu número, achava que fosse alguém querendo enxer o saco...

Técnicamente sou... Vocês tem uma entrevista na rádio local, se arruma que eu to chegando na tua casa pra te buscar.

ENTREVISTA? MAS QUE... — ele considerou por alguns segundos — Ah! Valary tinha me falado algo... mas não tinha confirmado nada.. Como ela esqueceu uma coisa dessas?

– É pra isso que eu existo!

Ah, claro... Pra quebrar o galho quando a Val tem ataques de aminésia? Por favor, né... Valeu Sabine, não sei o que seria da gente sem você...

– Uma merda, é claro — rimos. E que risada mais gostosa a do Matt.. Nossa... Larguei um longo suspiro e ouvi ele 'limpar a garganta' no outro lado da linha — Vai se arrumar que eu to chegando aí! Tic, tac, tic, tac, tic, tac... — desliguei me concentrando na direção. Para com esses pensamentos com teu chefe! Tu é só uma menina e ele é praticamente casado com a Val, que é uma mulher incrível! Perdida em meus devaneios, acabei passando da casa de Syn.

– Ow... MERRRRRRDA!

Dei ré, estacionando na frente da casa de Syn, buzinei duas vezes. Brian logo saiu pela porta de sua casa, com a camiseta na mão. Mas o que era aquele homem sem camisa... Permeti-me babar por ele, mas voltei a realidade quando vi que ele gritava com alguém, que deduzi ser Michelle, quando vi aquela desgraça escorada na porta da casa.

– ... E QUANDO EU CHEGAR EM CASA NÃO QUERO TE VER MAIS AQUI! E NEM NADA QUE SEJA TEU! DE-SA-PA-RE-CE! — foi a única parte da gritaria que eu consegui entender.

Brian abriu a porta de meu carro violentamente. Respirou fundo. Sentou-se no carro. Abriu-me um largo sorriso.

– Oi anjo! — disse ele, beijando-me o rosto.

– Ah.. Oi! — quem me dera ter aquele alto controle. Ele riu ao perceber que havia me arrepiado toda. — Põe o cinto, temos que buscar o Jimmy e o Matt ainda! To com medo de não chegar a tempo na rádio..

– Então afunda o pé no acelerador! — Syn disse colocando o cinto, com uma certa emoção idiota na voz.

Depois de algum tempo em silêncio, resolvi puxar assunto:

– O que aconteceu com você e Michelle?

– Me desentendi com ela pela milionézima e última vez. Coloquei ela pra fora de casa.

– Hum... — de repente Synyster começou com um ataque de riso incontrolável. Ao ver aquela cena não me contive e comecei a rir também. Assim chegamos a casa de Jimmy, que já nos esperava próximo a rua.

– OOOOOOOI GATES, GOSTOSÃAAAAAO! — Jimmy disse, bagunçando os cabelos bagunçados de Syn.

– Para seu puto! — Syn disse batendo na mão de Jimmy.

– Olá, gatinha eficiente! — Jimmy disse, beijando-me o rosto.

– Oooi!

– Ponha o cinto, é pro seu bem... — Syn disse olhando para Jimmy, depois indicando para mim com a cabeça.

– Heeeeeeeey! — disse dando um tapa nada forte no ombro de Syn.

– Ta... Falta algo ainda, senhorita Clondelick? — Jimmy perguntou.

– Falta o Matt!

– Ah... Temos que buscar o Assombrado!

– ASSOMBRADO? — eu e Syn perguntamos em coro. Começamos em um novo ataque de riso e só paramos ao chegar na casa de Matt. Buzinei algumas vezes e ele veio em nossa direção. Lindo era pouco pra descrever aquele homem. SAAAAAAAAAAAAAAAAI PENSAMENTO.

– Errrrrrr.. Porque Matt não mora com a Val? — minha pergunta parecia proibida. Syn e Jimmy se encararam surpresos sem saber o que dizer.

– É que tipo... — Syn parecia procurar palavras certas que não existiam.

– Terminamos... Já faz um boooooooooom tempo. — Matt disse, rindo em tom baixo.

– Ow... Desculpe, Matt! Eu não sabia...

– Normal... Não divulgamos, não tinha como você saber.

O silêncio envolveu o carro. O único som era do cinto de segurança que Matt puxava.

– Vamos pro estúdiooooooo? — Jimmy perguntou, me salvando.

– Bora! — disse apenas, dando partida.

Após alguns segundos de silêncio Jimmy começou a cantar frases sem sentido algum, mas que nos fez rir compulsivamente.

– E toda essa alegria Sullivan? A noite foi boa, é? — Syn perguntou malicioso.

– Ihhh, e como foi! Leana tava selvagem!

– Parem, por favor! — rimos até perder o fôlego.

Dois segundos de silêncio. Matt olhou pelo carro, como lembrasse de algo.

– MAS QUE MILAGRE É ESSE? — Matt perguntou, fazendo todos os encararem — E a minha "querida" — Matt fez aspas no ar — ex-cunhadinha que não ta aqui pra ficar grudada no garanhão aí — Matt apontou para Syn com o queixo.

– Terminei com ela. Coloquei ela pra fora de casa.

– ALEEEEEEEEEEELUUUUUUIAAAAA! — Jimmy gritou, acompanhado por Matt, que batia palmas.

– Por quanto tempo dessa vez, Haner? — Matt perguntou, desafiador.

– PRA SEMPRE! NÃO QUERO MAIS NEM VER A CARA DAQUELA VADIA TINGIDA!

Todos ficaram em silêncio. Nos entreolhamos. Olhei para Matt pelo retrovisor. Ele estava com uma cara ridícula, tentando segurar o riso. Não aguentei ao ver a cara dele daquele jeito, ainda mais quando ele me encarou. Comecei a rir que nem uma louca, e todos me acompanharam. Daqui um pouco eu acabaria batendo o carro.

– VADIA TINGIDA, GATES? MAS QUE PORRA!? — Jimmy perguntou indignado.

– Mas é verdade Rev!

Entre brincadeiras chegamos ao estúdio. Entramos e logo avistamos Val, Zacky e Johnny. Os meninos se cumprimentaram e apenas lançaram um olhar mortal para Val. Senti pena dela naquele moemento. Esquanto rolava a entrevista ela tremia.

A entrevista terminou. Foi ótima! Os meninos foram super tranquilos, respondendo todas as perguntas. Então voltamos para os carros e decidimos ir para Long Beach, ver como estavam as coisas por lá.

Chegando em Long Beach, Val me apresentou a toda a equipe de apoio do A7x. Me dei bem com todos, principalmente com Jason Berry. Mas não pudemos conversar muito, todos trabalhavam duro para que desse tudo certo na gravação. Os meninos deram uma conferida no palco e nos efeitos especiais. Estava ficando tudo perfeito para daqui dois dias.

– VAMOS FAZER UM BRINDE COM ÁGUA MINERAL À SABINE! NÃO SERÍAMOS NADA SEM ESSA MENINA! E QUE DÊ TUDO CERTO DAQUI DOIS DIAS! IRRAAAAAAAAAAAAAA! — Matt gritou, encarando Val seriamente. Ele havia ficado bravo com ela realmente. Todos brindaram e riram do jeito de Matt. Eu havia começado bem, por causa de um erro de Val, mas bem de qualquer forma. Havia conquistado minha equipe.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Fiz na pressa, desculpem qualquer coisa! Mereço reviews? Beeeeeeeeeeijo amores!