Memories To Remember

1 Memories to Remember


Memories to Remember

Fullmetal não me pertence, e já vou avisando de que a fic é bem curtinha!!

Mas, do mesmo jeito, deixem reviews!!

Sinopse para Relembrar: Ed sofre um acidente de carro e acaba parando na UTI e perdendo a memória. Al e Winry tentam fazer a memória dele voltar, mas parece que Ed não confia muito neles por causa de uma lembrança e nunca foi capaz de esquecer... Mas do mesmo jeito, como sempre, tudo tem um preço. E esta é a chamada \"Troca Equivalente\".

Shipper: Ed e Winry

Legendas:

“Itálico entre aspas”: pensamentos

- Falas

(Observações necessárias ou não)

[Minha interrupção]

Capítulo 1 e Único: Memories to Remember

Já estava tarde, já se passava das nove da manhã. Ed, como sempre, estava dormindo [para variar um pouquinho, são nove e não meio-dia xD].

-ACORDA SEU PREGUISOSO!!! – uma voz feminina veio lá debaixo.

Silêncio. Ed ignora esta voz, que, com certeza, já sabia de quem era. Winry. Só podia ser!

-Acorda agora... Senão – parou um pouco para pensar... – Senão eu jogo leite na sua cara! E quente!!

-Me deixa dormir mais cinco minutinhos... Ou uma horinha... – disse Ed – Que horas são? Cinco e meia da manhã?

-Pelo contrário, seu preguisoso! São nove da manhã e você tem que acordar para viajar, se esqueceu?? Você tem que ir para a cidade central agora!!

-Eu vou amanhã...

-Para de ficar adiando as coisas, Ed!

-Ah, Winry! Me deixa em paz... Eu vou para lá quando eu quiser...

-Pois saiba que o Coronel Ratoo Mustang ligou para cá e...

-Ratoo Mustang? Não pode estar falando dele... Ele é um idiota!! E é Roy mustang!

-Tanto faz! E ele pediu para você, você ir até a Cidade Central! Afinal, suas férias já acabaram!! Ele disse que se você não ir até lá, ele vem até aqui junto com a Primeira-Tentente Riza Olhos-de-falcão...

-É Haweye! E ela não pode fazer nada...

-Aé, é? Agora, chega de preguiça e se levanta! Eu te dou cinco minutos para aparecer lá embaixo e ir tomar café. E com leite, ok?

-Leite, não!!

-Levanta!!

-Não!!!

-A-G-O-R-A-O-U-S-E-N-Ã-O-E-U-T-E-M-A-T-O!!

-T-tá!

Então Ed levanta sonolento [ainda, para variar], e vai até o banheiro, escova os dentes e joga água no rosto. Volta o quarto, tira o pijama [de coelinhos e ursinhos] e coloca a mesma roupa de sempre. Desce as escadas que estalavam [xD] com uma cara de sonso.

-O que tem para comer?

-Biscoitos Cookies que eu fiz com muito carinho e leite!

-Pode tirar o leite? Eu não quero...

-Coma tudo, ok?! Senão você não sai da mesa! E principalmente o maldito leite, Ed!

-Leite nãooo!!!

-Leite sim!! Se não tomar leite, além de ficar pequininho, menor que uma formiga, você não vai comer os biscoitos e ficar forte!!

-QUEM VOCÊ ESTÁ CHAMANDO DE MINI-PROJETO DE SER HUMANO???

-E-eu não disse isto!!

-Que gritaria é esta? – Interrompeu Al, descendo as escadas

ela que fica me chamando de baixinho e me obrigando a tomar esta coisa esbranquiçada... –aponta para o leite

-Leite é bom, Ed!!

E, sem querer, Al derruma uma xícara num buraco, que tinha no chão da casa, que Winry deveria ter concertado, mas ela implorou para Ed concertar [que acabou não concertando xD].

-Ah!! Caiu!! – gritou Al!

-Pega Ed, pega! – implorou Winry!

-Por que eu??

-Por que você é o mais BAIXINHO. – retrucou Winry e Al juntos!

-QUEM VOCÊS...

-Ei, esperem! Não brigem! – apareceu Pinako – Ed vai e pronto!!

-Hunf! Só o que me faltava! Além de ser obrigado a tomar leite... Agora isto!!

-ED – o.o Al, Winry e Pinako

Ed entrou no buraco e pegou a xícara. Depois saiu... Reclamando!

-Hunf, não sei porque fiz isto... Ainda bem que sou peque- AH!!! Eu quase me chamei de baixinho!!

-Pequeno não baixinho! – Winry.

-Tanto faz!! Eu odeio estes apelidos mesmos...

-Chibi! – Pinako fez de tudo para implicar!

-Ah!! Vocês me pagam!!

Assim, o Elric mais velho vai para a Cidade Central, e claro, com seu novo carro, pois tinha feito 16 anos há 2 meses, aprendeu a dirigir e comprou um carro...

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-Senhora Rockbell.

-Winry.

-Certo, Winry. O Fullmetal está aí?

-Não, poque? Ele saiu há quase 8 horas... E pelo que eu saiba, é 5 horas daqui até aí, não?

-É, mas, ele não chegou ainda.

-NÃO?! Mas ele deve estar no hotel ou no quarto... Já está tarde...

-Aqui no quarto do exército, ele não está.

-Deve estar num hotel, ou algo do tipo...

-Mas, Winry, entenda. Ele não entrou em nenhum hotel. Ninguém viu ele na cidade...

-Certo, Primeira-Tenente, mas...

-Riza.

-Riza. Eu não falei com ele ainda. Ele nem se quer ligou...

-Como sempre! O Fullmetal sempre está desaparecido!! Nem deixa recados...

-DESAPARECIDO?!!

Nesta hora, Al e Pinako, que escutavam a conversa de Winry, ao ouvir a palavra “desaparecido”, Al começou a gritar “desaparecido?!”, e Pinako, como sempre, gritou “E aí? Legal, legal!!”.

-Mas ele...

-Sinto muito, tenho que desligar... e OPS!!

-O que foi, Riza?

-O Coronel entrou na sala e disse que Fullmetal tinha sido encontrado...

-Ele está bem??

-Nem tanto.

-O que aconteceu?

-Uma senhora, Amy, diz que o encontrou ferido, inconsciente, ao lado de seu carro. Ele deve estar no hospital... Internado na UTI!!

-O QUE?!!

-Winry, se acalme!

-Nunca! Eu vou aí!

-Certo. Você quer um quarto?

-Hum, não precisa... Eu e Al vamos aí.

-Certo. Querem um hotel?

-Claro.

-Vou providenciar.

Silêncio.

-O hotel se chama City Hous Five Stars Hotel.

-Este… este não é o melhor hotel da cidade central??

-Bem, é...

-Certo. E o nome do hospi-

-É Tsyuki Hospital. É apenas para pacientes da UTI. Não seu como ele está, mas parece ser grave.

-Estou indo AGORA para aí.

-Seu quarto no hotel vai ser o 16.

“16... É a mesma idade do Ed... será que ele...” pensou Winry “Não, isto não! Ed, não me deixe! Saiba que eu te amo...”

-Al!! Vamos para a Cidade Central!

-Por que?

-Vamos já!

-...

-Nada de ...! Arrume logo suas coisas!! A Primeira-Tenente Riza Haweyes reservou um hotel: City Hous Five Stars hotel. Vamos logo! Mexa-se!

-Ed está bem? – Winry parecia não ter escutado

Silêncio.

-E aí, Winry? Ele está bem?

-Nem tanto, Al.

-Como assim?

-Riza disse que uma moça, chamada Amy, encontrou Ed ferido ao lado do carro, inconsciente. Deve ter batido o carro ou algo assim! Ele esta internado na UTI, no Tsyuki Hospital. Vamos logo! Eu vou comprar as passagens!!

-Mas, Winry...

-Nada de “Mas...”

-Já é tarde!

-Eu sei, mas...

-Ahá! Você disse!

-O que?

-“Mas...”

-Al, isto é sério! Ed está internado na UTI!!

-Eu sei!!

-E você não faz nada?

-Winry, ele é forte! Ele vai sobreviver! Dá tempo o suficiente para nós irmos amanhã, cedinho para a Cidade Central!

-Al...

-Vamos, então, Winry!

-Mas porque esta mudança de repente...

-Mudei de idéia!

-Como assim?

-Você está preocupada com ele, só isto! – Winry corou

-É, mas...

-De novo!

-AL!! – joga uma chave inglesa na cabeça dele

-Desculpa... mas todo mundo sabe que você gosta dele!

-É, mas não fala isto para ele!

-Ele já sabe disso!

-O que??

-Não precisa se preocupar...

-Por que?

-Porque Ed também está apaixonado por você!!

-Então por que ele implica tanto comigo?

-O amor é assim, e você sabe disso, Winry.

-...

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Na estação de trem...

-Vou comprar as passagens, Al. Fique aí!

-Compra no nome do Ed... O exército paga...

-Al, eu vou comprar com oMEU dinheiro...

-T-tá!

Depois de um certo tempo...

-Prontinho! O trem já vai sair. Vamos embarcar!

-C-claro!

-Não precisa gaguejar!

-Tá bom!

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Na Cidade Central

-A Cidade Central é mesmo demais, não é, Al?

-É, é sim...

-Certo. Agora vamos para o hotel deixar nossas coisas. Depois vamos para o hospital ver Ed.

-Maninho eu sinto pena de você... Como pode gostar de uma coisa como esta?

-O QUE VOCÊ DISSE?

-N-nada!

-Eu não ouvi!

-D-desculpe...

-Agora sim...

E assim, Ed e Winry deixam as suas coisas no hotel e vão para o hospital...

-Queremos ver Edward Elric, por favor...

-Claro, mas terão que esperar.

-Por que? – Al e Winry

-Já tem visita. E além disso, ele ainda está inconsciente... Ou dormindo, que seja.

-Quem está- — Winry é cortada por uma voz

-Ele acabou de acordar. – Era uma voz familiar

-Claro, Hughes. Pronto, crianças, podem visita-lo.

-Que quarto ele está?

-No quarto 16. Primeiro andar, por favor.

“16. 16. Por que só 16? E não 15, nem 17?” pensou Winry “Ed, viva, por favor. Esteja bem. Me garanta isto.”

Eles subiram até o primeiro andar. E para a surpresa da Winry, era o décimo sexto quarto, depois da escada. E todos os quartos estava à direita.

“Direita. 16, direita... Ed tem 16 anos e perdeu o braço direito...” pensou Winry “Não! Só coencidiu. Mais nada. Ed estaá bem, com certeza! Afinal, não foi o Al que disse que ele é forte? Não tem pessoa que conheça ele melhor do que o Al. Espero que ele esteja certo...”

-Ed?

Silêncio.

-Ed, está acordado?

Mais silêncio.

-Ed, vou entrar, posso?

“Ed.Ed.” pensou Winry.

Winry abriu a porta e viu Ed, que repirava por aparelhos, mas estava acordado, consciente. Ou será que ele está inconsciente, mas de olho aberto? “Não pode ser, Hughes disse que ele tinha acordado. Abriu os olhos.” Mais uma vez, Winry pensou.

-Ed!! Você está bem?

Quanta pergunta.

-Q-quem é você?

-Ed... não me diga que você...

Nesse momento, entrou um médico.

-Senhor, ele está bem?

-Nem tanto. Ele só consegue respirar por aparelhos e até agora a pouco estava inconsciente. Perdeu muito sangue e bateu a cabeça. Fraturou vários ossos. Ele vai ficar bem.

-Mas ele...

-Pois é. A batida na cabeça foi muito forte, e isto afetou seu cérebro, fazendo ele perder a memória. Ele não se lembra de nada.

-Isto é sério.

-Sério.

-A memória dele pode voltar?

-Sim. Mas ele deve ficar tomando remédio para amnésia até morrer, e além disso, vai demorar uns 50 anos para ele lembrar de tudo.

-...

-Não fique triste.

-Morrer. Morrer é uma palavra muito forte, doutor. E cinquenta anos é tempo demais. Não dá para esperar! E pensa só: quando ele recuperar toda a sua memória, ele já vai ter uns 66 anos!! Não dá! E como ele vai usar a alquimia?

-Alquimia? Ele é alquimista?

-É.

-Hum, pelo o que eu sei sobre a alquimia, dá para fazer a memória dele voltar...

-E como?

-É muito complicado. E ele nem consegue usar a alquimia!

-O irmão dele, Alphonse, também é alquimista! Não tão bom quando o Ed, mas...

-Em troca disso, alguém terá que se sacrificar...

-Como assim?

-Alphonse deve saber disso. É a lei da troca equivalente.

-Troca... Equivalente?

-É.

-O que é isto?

-Para você fazer algo, preciso de algo do mesmo valor em troca.

-Você quer dizer que...

-Eu quero dizer que para Edward Elric recuperar a memória, precisa da memória de outro alguém, ou até mesmo a vida desse mesmo alguém!

-O que você realmente quer dizer com isto?

-Ninguém deve ser tão inteligente quanto ele, então, a memória de alguém não bastaria. Seria a vida deste alguém.

-Ainda não entendi.

-Ele é muito inteligente para apenas uma memória de alguém qualquer senhorita.

-Winry.

-Winry, certo. Winry.

-Mas como você sabe que ele é inteligente?

-O Primeiro-Tenente Hughes veio aqui e disse que não tinha ninguém tão inteligente como ele...

-Então ele... nunca poderá se lembrar de mim?

-Não.

-Posso tentar falar com ele?

-Se ele te entender.

-Por que?

-Atualmente, ele não entende nem uma palavra se quer. A batida foi tão forte que ele quase nem se lembra como escrever ou falar...

-Vou tentar...

-Claro. Ed, esta é Winry, sua amiga. Amiga, não é?

-É.

O doutor saiu da sala. Al o acompanhou.

-Vou deixa-los a sós.

Al finalmente saiu.

-Quem... quem é você? E quem sou eu? Onde estou? E porque estou aqui?

-Eu sou Winry Rockbell, uma amiga sua, que faz seus automails. E você é Edward Elric, um alquimista federal de 16 anos. Você está no hospital, porque sofreu um acidente de carro...

-Por que eu tenho automails? E o que é isto?

-Automail é um tipo de prótese que você usa para “imitar” seu braço direito e sua perna esquerda...

-E porque eu tenho automails?

Winry começou a chorar.

-Ei, você, por que está chorando?

-Winry. E chega de tantos por quês?.

-Winry...

-Chega!!

-Eu só quero saber...

-Você já deve saber disso!

-Tem razão. Esta é a única coisa que me lembro.

-O que?

-Transmutação Humana. Ou algo do tipo, não é mesmo?

-Eu... eu não sei do que está falando!!

-Sabe sim!!

-Não... Quer dizer... Sim...

-Sim ou não?

-Eu sei do que você está falando.

-E?

-E foi por causa disso que você perdeu o braço direito e a perna esquerda, Ed...

-Ed?

-Seu apelido carinhoso. Eu e Al sempre te chamamos desse jeito.

-Al? Quem é Al?

-Al é seu irmão.

-Posso fazer só mais uma pergunta?

-Claro. Quer dizer... Depende.

-Vou pensar que isto é um “sim”.

-Sim? Como assim?

-O que você tem a ver comigo?

“O que você tem a ver comigo?” Pensava Winry “Tudo. Pois eu te amo, Ed.”

-Eu... eu também não sei. Talvez porque você e Al sempre foram meus vizinhos da cidade de Resembool e porque você é meu amigo de infância, também.

-Amigo de infância?

-Nós nos conhecemos dês de que nascemos, Ed.

-Você... você é minha amiga?

-Você não confia em mim, Ed?

-Não.

-Por que?

-Eu já lhe disse?

-O que?

-Transmutação humana.

-O que você...

-Pelo fato de esta ser a única coisa que eu lembro da minha vida, como posso saber se vocês não me obrigaram a fazer a transmutação...

-Claro que não, Ed! Nunca!

-Foi minha culpa...

-O que?

-Foi minha culpa...

-O que, Ed? Fala!

-Não!!

-Vocês... vocês nunca falam alguma coisa para mim... Sempre gardam tudo em segredo... –Winry começou a chorar

-Não chore, Win... Winry.

-Você...

-Eu o que?

-Você sempre tenta assumir a culpa sozinho!! Ed, mesmo que você não tenha feito nada, você coloca a culpa em si mesmo! Pois saiba que não não pode fazer tudo sozinho, ta bom?!

-Winry...

-Nada de Winry e mais Winrys!! Você tem que descansar! Vou te deixar em paz...

-Win... WINRY!

-O que é?

-Fique aqui.

“Fique aqui?” Pensou Winry “Ele nunca me pediu para ficar com ele... O que será que ele quis dizer com isso? Fique aqui.”

-Claro.

-Winry.

-Que foi?

-Tenho que te dizer uma coisa.

-O que – Winry corou.

-Eu... eu não como dizer, mas...

-Fala logo.

-Bah! Esquece logo, e vai dormir! Já está tarde.

-Ed...

-O que?

-Nunca fale “esquece” para mim. Fala logo.

-Eu... eu sinto alguma coisa por você mas não sei o que é...

-Amor?

-Amor? O que é isto?

-Eu... eu não sei explicar.

-Nem todo mundo sabe explicar algo.

-Hã? Como assim?

-Estamos quites.

-Ainda não entendi.

-Eu não sei explicar e você também não.

-Pois é...

-Eu estou cansado...

-Vai dormir... Deve ser sono.

-Sono?

-Esquece.

-Não foi você que disse para nunca falar a palavra “esquece”?

-Foi. Agora, boa noite.

-Boa noite.

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-Boa noite, Al.

-Boa noite, Winry

E as luzes se apagaram.

-Sabe, Al, há algum jeito de trazer as memórias do Ed de volta? E com a Alquimia?

-Tem.

-Como?

-“Troca Equivalente”

-As mesmas palavras do doutor...

-Não está pensando em se sacrificar para conseguir as memórias do Ed de volta, está?

-Acho que sim.

-Winry.

-Sim.

-NUNCA MAIS REPITA ISTO, OK?

-Isto o que?

-Estas palavras.

-Por que diz isto?

-A Alquimia deve ser usada para o bem, entende?

-Sim, mas...

-Deve estar pensando que isto é do bem, né?

-É.

-Mas não é.

-Por que?

-Quando você sacrifica a vida de algo ou alguém, desde que possua vida, isto é crime. E isto não é do bem.

-Não tinha pensado nisto.

Silêncio.

-Winry.

-O que?

-Há apenas um jeito.

-O que? Os remédios que o doutor disse?

-Não. A Pedra Filosofal.

-Hã? Ed me disse um pouco sobre isto e... E ele disse que tem que sacrificar vidas humanas...

-É isto aí.

-Prefiro os remédios.

-Por que?

-Porque sim.

-Porque sim não é resposta.

-Acabou de virar.

-Você não tem jeito, Winry.

-Hunf.

-Você ainda prefere os remédios?

-Claro que sim, ué? Por que não iria preferir?

-Porque os remédios, pelo o que o doutor disse, deve ser tomado todo dia, até ele morrer. E isto quer dizer que se ele não tomar ele morre, certo.

-Certo. Mas por que me diz isto?

-Porque, quando eu e o doutor estávamos fora do quarto, ele me disse que o Ed poderia morrer a qualquer hora.

-Morrer?

-Eu acho que ele quis dizer que, sem a memória, o cérebro poderia esquecer de como funcionar ou algo do tipo. Daí o coração dele poderia para de bater, e ele pode parar de respirar... Aí ele morre.

-E?

-Está aí outro motivo para não deixar ele tomar os remédios: e se ele não lembrar como fazer o coração bater e ele morrer antes de lembrar tudo? Memórias... são coisas muito importantes, sabia?

-E a tal Pedra Filosofal?

-Não precisaríamos de nada em troca e, além disso, só precisaríamos de alguns segundos.

-E onde achamos esta Pedra?

-Conheço uma pessoa que tem.

-Quem?

-Doutor Marcoh. Ele conhece Ed. E só usa a Pedra para curar pessoas. Acho que, se for no caso do Ed, ele possa cura-lo.

-Acha mesmo?

-Claro. É só ir na casa dele e pedir uma Pedra Filosofal para ele, e dizer que é pro Ed, que está doente. Daí ele dá. Marcoh é uma boa pessoa.

-Então, vamos amanhã.

-Eu e você?

-Sim. Eu e você.

-Mas você tem que ficar com o Ed, Winry...

-Ele ainda não falou com você também, Al.

-Certo, você pode vir comigo. Mas já vou avisando: é meio longe.

-Eu vou do mesmo jeito. E Ed vai esperar. Pois amanhã ele vai estar curado.

Silêncio.

-Boa noite, Al.

-Boa noite de novo, Winry.

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Na casa do doutor Marcoh

-Doutor Marcoh, Doutor Marcoh – gritava Al

-Quem é?

-Sou eu, Alphonse Elric, irmão do Ed.

-Ah, oi Al – Marcoh abre a porta – E oi, hã, menina. E o que vocês querem?

-Winry.

-Nós queremos falar com você.

-Ah, claro Al. Sentem-se – e apontou para uma mesa de 4 cadeiras vazias, onde Al e Winry se sentaram lado a lado. Fechou a porta e sentou na frente dos dois, do outro lado da mesa – E aí?

-É que o Ed está doente...

-E o que ele tem?

-Falha na memória. Ele sofreu um acidente de carro e pode morrer a qualquer hora.

-Hum, e o que vocês querem que eu faça?

-Queremos que você entrege, apenas, uma das milhões de Pedras Filosofais que você tem.

-Eu só tenho dez, e se é para ajudar Ed, eu lhe dou apenas uma. E lembrem-se: a Pedra tem um limite para usa-la, portanto, não sei se pode recuperar todas as memórias de Ed.

-Pelo menos algumas já bastam.

-Claro.

Marcoh deu a Pedra Filosofal para Al, num potinho, fechado por uma rolha, onde continha um líquido vermelho.

-Isto aqui é a tal Pedra Filosofal? – perguntou Winry.

-É. E Al, cuide bem da pedra, ok? Depende do jeito que usa-la, não vai conseguir nada, a não ser gasta-la.

-Tudo bem.

Al e Winry saíram, e voltaram para a estação de trem. Entraram no trem e começaram a conversar.

-Você sabe mesmo usar esta coisa, Al?

-Mais ou menos.

-Mais para mais ou mais para menos?

-Mais para mais.

-O que você sabe, e como você sabe?

-Eu sei várias coisas, principalmente sobre como curar duenças. Eu e Ed limos isto num dos livros de Alquimia que líamos quando éramos crianças. Antes de transmutar a Mamãe.

-Trisha era uma boa pessoa, né?

-É verdade. Eu sinto sua falta. Ed também.

-Eu também.

-Todos nós sentimos. Com certeza, até Pinako.

O trem chegou na Cidade Central e os dois desceram, apressados:

-Temos logo que chegar até o Tsyuki Hospital, para ver Ed!

-Isto mesmo, Winry!

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No hospital...

-Queremos ver Edward Elric, do quarto 16, por favor – pediu Winry a secretária.

-Claro. – a secretária deu uma chave onde estava escrito o número 16 bem grande para Winry – Primeiro andar, última porta à esquerda.

-Certo!

-Vamos lá, Winry. – Disse Al.

-Olha Al, você entra, usa a Pedra e me chama depois de usa-la, tudo bem?

-Claro

Chegando no primeiro andar, Al correu até o quarto do Ed, em silêncio.

-Ed, eu e Winry chegamos. Eu sou Al, seu irmão.

-Eu tenho um irmão-armadura?

-Hã? Você está mal-da-memória mesmo. Fique aí, que eu já vou cura-lo.

-Como?

-Duas palavras: Pedra Filosofal.

-...

Al usou a Pedra, e um brilho vermelho tomou conta da sala.

Winry, que espiava o brilho que vinha de baixo da porta, ficou curiosa [Como sempre].

Winry entrou na sala. E agora via seu Ed, curado, com todas as memórias.

Quer dizer, quase todas. A única coisa que não se recordava era que amava Winry.

Mas isto não era tão difícil de descobrir.

Winry foi até o lado de Edward, o encarou, e por mais esquisito que seja, o beijou.

E Ed lembrou que gostava da Winry, assim como Winry sabia que gostava de Ed.

Naquela noite, choveu muito forte.

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FIM!!

E aí pessoas?

Gostaram?

Eu não gostei, acho que ficou meio grande, para ser um one-shot, mas tudo bem!

O que importa é que ficou bonitinha no final!

Fiz esta fic agora, mas demorou um pouquinho.

Até uma próxima história!

Apesar desta ser minha primeira xD

LOL

Adoro Edwin!!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!