Memories - Romanogers Fanfic
22 Uma mini Black Widow
Notas iniciais
Assim que o jatinho pousou na base dos Vingadores, a equipe se despediu e se separou para cada um ir pra sua casa. Steve seguiu Natasha pelo corredor.
S: Natasha?
Natasha parou e se virou pra ele.
S: Eu vou buscar as crianças, quer vir?
N: Eu te sigo no meu carro.
S: Okay.
Steve entrou no carro, assim como Natasha entrou no dela. Steve seguiu para a casa de Cindy e Natasha foi atrás.
Steve e Natasha foram para a porta da casa de Cindy e tocaram a campainha. Cindy abriu a porta.
Cindy: Olá. Crianças! Os pais de vocês chegaram.
S: Deram muito trabalho?
Cindy: O de costume.
James estava com uma espada de brinquedo e veio que nem um foguete da cozinha, gritando.
J: PAI!
James pulou no colo de Steve e Natasha estava se sentindo deslocada com toda essa situação, era como se ela estivesse de novo no quadro da família perfeita, ela não é assim e isso a apavora. James desceu do colo de Steve e abraçou Natasha, que sorriu para ele e entregou o presente. A avó de Cindy estava se aproximando numa cadeira de rodas elétrica, com Sara sentada no colo dela. Steve olhou para Sara e estendeu os braços, mas ela abraçou a avó de Cindy e virou a cara.
S: Ué, pensei que estava com saudades.
Sara: Não quero ir embora.
S: Mas você não estava com saudades do papai e da mamãe?
Sara fez positivo com a cabeça.
Sara: Quero ficar com a vovó.
— Oh meu anjinho, não se preocupe que a vovó vai estar aqui pra você sempre que você quiser. Mas seu pai e sua mãe estão com saudades.
Sara: Vou poder voltar?
S: Mas é claro.
N: Pensei que você fosse querer isso aqui.
Natasha tirou a boneca da sacola, Sara espiou de lado e ergueu as sobrancelhas, descendo do colo da avó de Cindy. Sara caminhou até Natasha e esticou os braços pedindo colo. Natasha suspirou e revirou os olhos.
N: Pensei que fosse querer a boneca.
Natasha abaixou e pegou Sara no colo.
Sara: Boneca.
N: Mas você...
Sara apontou para a sacola que Natasha apoiou no chão para poder pegar ela no colo. Steve pegou a boneca e entregou para Sara que abraçou a boneca dentro da embalagem e deitou a cabeça no ombro de Natasha.
S: Vamos, James! Cindy, muito obrigada. Tá aqui o seu dinheiro. Até mais Sra. Johnson.
— Ah me chame de Ruby, meu filho.
S: Okay, Ruby.
James passou correndo e foi para o carro. Steve abriu a porta de trás e Natasha colocou Sara na cadeirinha e a prendeu no cinto.
J: Vem, mãe.
N: James, eu... Vou pra casa.
J: Vamos jogar comigo, por favor.
N: James, eu estou cansada.
Sara: Vem, mamãe.
N: Amanhã eu vejo vocês.
Steve desviou o olhar, Natasha fechou a porta do carro e olhou pra ele.
N: Vejo você na Base dos Vingadores amanhã.
Steve olhou para Natasha e fez positivo com a cabeça, já demonstrando estar chateado por ela não ir pra casa com ele, mas Steve não argumentou. Natasha entrou no carro dela e deu partida. Sara ficou histérica dentro do carro assim que Natasha foi embora porque queria ficar mais um tempo com ela. Steve só foi embora, depois que conseguiu acalmá-la a fazendo dormir.
Natasha chegou no andar do apartamento dela, se sentindo exausta da viagem ainda. Ela apoiou a mochila no ombro e abriu a porta. Assim que Natasha olhou o chão da sala, havia xixi e fezes de gato. Natasha olhou para a janela aberta e suspirou.
Culpa toda sua, Natasha. Era só ter fechado a janela. Natasha pensou consigo mesma. Ela chutou a porta para ela fechar e apoiou a mochila no balcão. Natasha limpou a sala e foi tomar banho.
O dia já tinha escurecido, quando Natasha estava terminando o banho na banheira. Ela se levantou e no momento que ia ligar o chuveiro, ela parou e inclinou o ouvido na direção da janela do banheiro.
Natasha franziu a testa e fez silêncio para tentar ouvir melhor o ruído que chamou sua atenção. Natasha tinha a certeza agora. Ela saiu da banheira e se enrolou na toalha, nem se enxugou, ela correu até a janela da sala, saiu para a escada externa de incêndio e viu um homem lutando contra quatro caras. Dois deles já estavam no chão, inconscientes. E os outros 2 se revezavam para lutar contra o outro homem, que pelo desempenho tem muita experiência com luta.
Natasha não entendeu quem era do bem ou do mal na história. Ela voou pelas escadas o mais rápido possível. O homem misterioso usava uma bandana na cabeça, o que fez Natasha crer que ele era algum assaltante. Natasha deu um salto da varanda do 2º pavimento até o solo. Ela imediatamente atacou o homem da bandana, e agora que ela estava de frente pra ele pôde notar que a bandana também cobria os olhos dele. O homem virou o rosto para o lado e abaixou a cabeça um pouco, ele respirava forte, como se tivesse tentando identifica-la através do cheiro.
Natasha franziu a testa e começou a lutar corpo a corpo com o homem e se virava para se manter enrolada na toalha. Surpreendentemente a luta foi praticamente um empate. Enquanto eles lutavam, o quarto homem aproveitou para escapar. O homem se esquivou e começou a correr para o final do beco, pulou o gradil e desapareceu no escuro.
Natasha franziu a testa e quase o perseguiu, mas precisava ajudar as vítimas. Mas não eram bem vítimas, Natasha só notou isso, quando foi checar os sinais vitais dele e achou armas e drogas com eles.
Natasha chamou a polícia e aguardou para que os levassem embora. O policial anotava o testemunho dela, enquanto ficava distraído olhando para o decote de Natasha toda hora. Natasha descreveu apenas os quatro homens, não mencionou o da bandana, obviamente ela agora sabe que ele é algum tipo de vigilante justiceiro.
...
No dia seguinte, como havia prometido as crianças, Natasha foi até o apartamento de Steve busca-los. Natasha bateu na porta e já ouviu James gritando “É a mamãe, é a mamãe”. James abriu a porta e sorriu para Natasha.
N: Estão prontos?
J: Sara não quer botar a roupa.
Natasha entrou mas ficou na porta, Steve apareceu no corredor com o vestido de Sara na mão, ele olhou para Natasha e depois para James.
S: O que eu disse sobre abrir a porta pra estranhos?
N: Eu sou uma estranha?
S: Não é isso, ele não sabia nem que era você e já saiu abrindo.
N: Verdade, não pode, James.
S: Você está bem?
Natasha fez positivo com a cabeça. Steve voltou no quarto e Sara passou por ele correndo de calcinha, ela agarrou as pernas de Natasha que olhou para baixo para fitar ela.
N: Você virou nudista?
Sara: Vamos, mamai.
N: Sem roupa? Não vou te levar pelada, Sara.
Sara: Tô com calor.
N: Lá fora está frio, e mesmo se estivesse calor, você é uma moça. Você acha que eu saio nua na rua?
Steve se aproximou e entregou o vestido para Natasha. Natasha pegou o vestido e Sara ergueu os bracinhos. Natasha a vestiu.
J: Eu vou levar meu travesseiro.
N: Travesseiro? Pra quê?
Natasha olhou Steve com a sobrancelha arqueada.
S: Eles querem dormir lá.
N: O que?
Natasha mandou Sara ir buscar os sapatos e James correu para pegar a mochila.
N: Você não disse nada sobre dormir.
S: Eles são seus filhos, Natasha. Eles que pediram, mas se você não quer, eu os busco mais tarde, não tem problema.
Natasha suspirou.
N: Não é que eu não queira, eu só não me sinto preparada.
S: É só uma noite.
Natasha suspirou novamente.
N: Tá legal. Nada de ruim pode acontecer, né?
Sara apareceu na sala com os sapatos e Steve colocou um no pé dela.
Sara: Meu bico.
S: Eu botei na sua mochila. Mas lembra sobre o papai noel...
Sara: Eu sei.
N: Bom, vamos logo. James!
James veio correndo, carregando o travesseiro. Sara levantou para correr atrás de James, mas Steve ainda estava para colocar o outro sapato. Natasha a segurou no colo a tempo, para ela não fugir atrás de James. Natasha ergueu o pé dela para Steve poder colocar o sapato.
S: Divirtam-se. Dá um beijo no papai.
Sara se virou para beijar o rosto do Steve, e Steve aproximou o rosto dela para receber o beijo e acabou ficando com o rosto bem próximo da Natasha, já que Sara estava no colo dela. Natasha perdeu a respiração por algumas frações de segundo. Steve a olhava sem sorrir, mas os olhos dele continham uma ternura que faz Natasha se sentir mal toda vez.
Steve afastou o rosto gradualmente, porque ele esperava que Natasha fosse dar um selinho ou coisa parecida nele, depois da noite no hotel, mas como ela não o fez, Steve novamente se sentiu otário por esperar demais dela.
Natasha saiu com Sara e Steve acenou para James que já estava esperando o elevador chegar.
...
Assim que Natasha chegou em casa, o gato estava no meio da sala de novo.
Sara: Gatinho!!!!
J: Eeee, vamos pegar ele, Sara.
Natasha colocou Sara no chão e apoiou a mochila dela na cadeira.
J: Qual o nome dele?
N: Não tem nome, já disse que ele não é meu. Pode botar ele pra fora.
Sara: O nome dele é Tico!
N: Não dê nome para ele porque ele não vai ficar.
Sara: Mamãe, por favor. Porfavorzinho.
N: Não.
J: A gente cuida dele.
Sara: A gente cuida.
N: Vocês nem estão aqui todos os dias! Quando não tiverem quem tomará conta?
J: A gente leva ele com a gente.
N: Olha, eu não gosto de bichos.
Sara: Ele gosta de você, não é, Tico?
N: Para de chamar ele assim, ele não vai ficar.
Sara: Vai sim.
Natasha encarou Sara, que praticamente lançou o mesmo olhar de volta para Natasha.
N: Eu disse não. Não irei repetir.
Natasha se aproximou, pegou o gato e o botou fora pela janela. Quando Natasha se virou, Sara estava com uma tromba enorme e com o rosto todo vermelho, Natasha franziu a testa.
N: Que que isso?
J: Oh ou...
N: Oh ou?
Assim que Natasha deu um passo para sair da janela, Sara abriu a boca e simplesmente começou a gritar. Natasha arregalou os olhos e quase teve um treco de susto. James tampou os ouvidos. Natasha se aproximou de Sara que começou a correr em círculos gritando, até Natasha conseguir segurar ela. Sara se jogou no chão e começou a se debater.
Natasha não sabia o que fazer, ela ficou imóvel e não conseguia mais raciocinar. Ela olhou para James.
N: O que está acontecendo?
Uma das vizinhas bateu na porta de Natasha. Natasha abriu a porta e a mulher olhou dentro do apartamento e olhou para Sara dando escândalo no chão.
— Desculpe, é que ouvi esses gritos e fiquei assustada, está tudo bem por aqui?
Natasha fuzilou a mulher com o olhar, ela fez positivo com a cabeça e a mulher não acreditou que estava tudo bem, ela saiu entrando e se aproximou de Sara.
— Calma meu bem, calma. Meu nome é Christina. O que houve? Essa mulher te bateu?
Sara foi tão falsa, ela parou de chorar e fez positivo com a cabeça, Natasha quase enfartou enquanto a mulher olhava para Natasha com olhar de julgamento.
N: Deixa de mentira, Sara!
J: Ela tá mentindo. Papai disse que não pode mentir!
N: E você pode saindo do meu apartamento.
A moça inspecionou o corpo de Sara, procurando marcas. Natasha se aproximou da mulher, pronta para bater nela e ela mesma tratou de se levantar.
— Se eu ouvir eles gritando, vou chamar o serviço social.
N: Chama! Mas chama que você vai ver o que vai acontecer com você e sua família e todos esses animais de estimação que a senhora tem. 7 cachorros dentro de um apartamento, será que a lei permite isso? Bom, eu acho que não, né? Vai cuidar da sua vida, passar bem.
A mulher saiu muda, Natasha fechou a porta na cara dela. Ela virou e olhou para Sara que agora estava sorrindo. Natasha estava chocada com a capacidade da Sara de mudar a expressão do rosto tão fácil, ela parece alguém que Natasha conhece.... Ou seja, ela mesma.
N: Que merda foi essa, Sara?
J: Palavrão!
N: Nunca mais faça isso, nunca mais. Eu juro que nunca mais deixo você vir aqui. Não é dando escândalo que você consegue as coisas, muito menos mentindo. Se ela acreditasse que te bati, a polícia ia te levar embora e você nunca mais ia me ver. Você gostaria disso?
Sara fez negativo com a cabeça e em seguida ficou cabisbaixa, não demorou muito e ela começou a chorar baixinho e dessa vez o choro era real. Natasha bufou e foi para o quarto.
Se ela está pensando que me comove com essas lágrimas, ela está muito enganada. Natasha pensou. James apareceu atrás de Natasha.
J: Posso ver TV?
N: Sim, vai.
James voltou na sala saltitando e Sara estava encolhida no chão da sala, abraçada nos joelhos. James ligou a TV e olhou para Sara.
J: Sara? Quer ver desenho?
Sara fez negativo com a cabeça, sem olhar para James.
J: Eu boto no seu desenho.
Natasha estava fazendo de tudo para ignorar Sara. Ela foi até a janela e pegou um binóculo para observar a rua e os outros prédios.
Mas que droga, o que é isso que estou sentindo? Natasha não entendia o sufoco que ela estava tendo no peito, era como se ela não conseguisse respirar direito, muito menos pensar. Ela caminhou até a porta e olhou para Sara parada no mesmo lugar, encolhida e fungando de tanto chorar. Natasha revirou os olhos e andou pelo quarto.
Não, não, o que ela fez foi errado. Ela tem que aprender. Não, Natasha, não. Droga, Natasha! Natasha pensava enquanto já caminhava para a sala, ela pegou Sara no colo que deitou a cabeça no ombro dela. Natasha acariciou as costas de Sara, até ela parar de soluçar. Depois ela sentou no sofá, e a deixou sobra a perna dela. Sara ainda estava com a cabeça deitada no ombro de Natasha. Natasha a olhou.
N: Você sabe por que eu briguei com você?
Sara fez positivo com a cabeça.
Sara: Tico.
N: Sim, por causa do gato e porque você mentiu. Não pode, eu não quero brigar com você e não quero que você chore, mas você não pode me enfrentar como fez, eu sou sua mãe. Entendido?
Sara fez positivo com a cabeça e sua última lágrima rolou pelo rosto, Natasha limpou o rosto dela com a mão e beijou demoradamente a bochecha dela.
N: Vamos ver o desenho?
Sara fez positivo com a cabeça. James deitou no sofá e deitou a cabeça na perna de Natasha. Natasha soltou um pequeno suspiro com um pequeno sorriso e acariciou o cabelo de James.
N: Eu estou com fome. Quem quer pizza?
Sara: Eu, eu!
J: Eu!!!
N: Vou pedir.
Natasha pediu duas pizzas por telefone para eles almoçarem e a noite ela pediu mais duas para eles jantarem. As crianças estavam adorando comer tanta besteira num dia só. Natasha jogou videogame com James, ajudou Sara a desenhar. Mais tarde Natasha estava no telefone com a Hill, e James como sempre na frente da TV. Sara tinha ido no quarto de Natasha já tinha uma hora, mas Natasha nem se deu conta, achou que ela tinha pego no sono ou algo assim.
Natasha saiu do telefone e olhou para James.
N: Vou arrumar a sala pra vocês dormirem. Cadê a Sara?
J: No quarto.
Natasha caminhou para o quarto e ela arregalou os olhos, ao ver que Sara estava rabiscando toda a parede do quarto dela. Sara olhou para Natasha e abriu o maior sorriso.
Sara: Olha mamai, “pá” você.
Natasha colocou a mão na testa e ela ia brigar com Sara, mas tinha tantos corações na parede e o sorriso de Sara era tão sincero, ela realmente quis fazer algo especial para Natasha e isso a comoveu imensamente.
N: Eu amei.
Sara sorriu ainda mais. Ela subiu no colo de Natasha e a abraçou apertado. Natasha caminhou pra sala com ela e a pôs no sofá.
Natasha pegou colchonetes e roupa de cama. Ela estendeu os colchonetes no chão.
J: A gente vai dormir no chão?
James já estava torcendo o nariz.
N: Vão sim.
J: Mas...
Natasha fitou James.
N: Quer ir pra casa?
James fez negativo com a cabeça. Natasha arrumou tudo.
N: Podem deitar.
Sara tirou os sapatos e ficou pulando de meia de um colchonete pro outro.
N: Sara é pra dormir.
Sara sentou e depois deitou. James deitou do lado dela. Natasha ia apagar a luz, mas ela olhou para James e identificou medo nos olhos dele.
Ela acendeu a luz do corredor e apagou a da sala. James estava totalmente aliviado agora. Natasha piscou pra ele e ele sorriu.
Natasha foi para o quarto e as crianças foram dormir. Estava tudo indo bem. Natasha já estava na cama, se revirando para conseguir dormir, eram 2horas da madruga. De repente ela ouve Sara chorando, Natasha levantou correndo e foi na sala.
N: Sara?
Sara: Papai.
Natasha se aproximou dela e a pegou no colo passando a mão na cabeça dela.
N: Shh... você vai acordar o James.
Natasha a levou para o quarto dela e sentou com ela no colchão.
Sara: Papai, papai.
N: Sara, o papai está em casa, amanhã você vai ver ele.
Não adiantou nada Natasha dizer isso, Sara chorou ainda mais. Ela nunca passou a noite num lugar estranho, ou era na Cindy ou em casa com Steve. Natasha procurou o celular e ligou para Steve. Steve atendeu a ligação.
S: Nat, aconteceu alguma coisa?
N: Sara acordou agora e está chorando, querendo você.
S: Pega o chupeta dela na mochila.
N: Okay, não sai do telefone.
Natasha levantou correndo para ir na sala buscar. Sara pegou o telefone que Natasha deixou no colchão e começou a chorar soluçando, chamando Steve.
S: Sara, me escuta, tá tudo bem, a mamãe está aí. Para de chorar. Amanhã eu vou te buscar.
Sara ignorou totalmente o que Steve disse e continuou a chorar e mais alto. Natasha voltou correndo e enfiou a chupeta na boca dela, ela chupou um pouco, mas quando Natasha pegou no telefone e chamou o nome de Steve, ela cuspiu a chupeta e começou chorar de novo.
N: Steve, você tem que vir aqui.
S: Natasha...
N: Por favor, venha. Eu não sei o que fazer.
S: Okay. Me dê meia hora.
Natasha desligou e pegou Sara no colo novamente. Ela deu a chupeta dela novamente e a botou deitada no colo.
N: Pronto, pronto, papai está vindo. Não chora.
Agora Sara estava apenas resmungando, olhando para Natasha. Natasha foi para a sala e a balançou no colo, porque isso deixava Sara mais calma. Vinte minutos depois, Sara pegou no sono novamente. Natasha respirou aliviada. Steve tocou a campainha.
Natasha pôs Sara de volta no colchonete e abriu a porta.
S: Emergência.
N: Ai, graças a Deus, Steve.
S: Cadê ela?
N: Ela acabou de dormir.
S: Tá vendo? É assim mesmo, ela não tá acostumada com esse apartamento, mas tendo você ela iria voltar a dormir sim.
N: Eu quase morri.
Steve riu dela. Ele nem chegou a entrar totalmente.
S: Bom, eu vou indo.
Natasha segurou no pulso de Steve e ele a olhou nos olhos na mesma hora.
N: Por favor, não.
S: Ela está bem.
N: Ela pode acordar. Seria melhor se você já estivesse aqui.
S: Natasha...
N: Steve... Por favor.
Steve suspirou e os olhos de Natasha demonstravam súplica. Steve entrou e fechou a porta. Steve olhou para os dois dormindo no chão e sorriu, em seguida ele olhou para o sofá de dois lugares, já imaginando como ele dormiria mal ali.
Natasha o estava observando e entendeu o que ele estava pensando.
N: Você pode dormir comigo.
Steve a olhou com as sobrancelhas erguidas.
N: É só dormir. Uma noite... Não tem problema, certo?
S: Eu acho que não.
Natasha ficou um pouco sem graça e até arrependida de ter mencionado só dormir, porque ela se conhece muito bem. Natasha caminhou para o quarto e Steve foi atrás dela.
S: Você precisa de uma cama.
N: No chão é melhor.
Droga, Natasha. Natasha se recriminou por soltar essa frase, foi totalmente de duplo sentido, tanto que Steve está corado agora.
N: É que é mais seguro. Mas irei comprar uma, quando tiver tempo.
S: Eu posso te ajudar com isso.
N: Você é meu marido ou salvador?
S: Talvez ambos.

Os dois sorriram olhando um para o outro, até não conseguirem mais sorrir, apenas se olhar. Natasha soltou um longo suspiro e caminhou para o colchão, se deitando nele. Steve ainda ficou parado a observando um tempo, ele tinha certeza que podia alcançar ela, se ela não tivesse desviado o olhar. Parece que ela força a bloquear ele para o coração dela. Steve tirou os sapatos e a camisa. Natasha o viu sem camisa e abriu os lábios.
N: Eu acho que é melhor você ficar de camisa.
S: Não consigo dormir com blusa.
N: É que...
Steve pegou a blusa e colocou de volta. Ele deitou ao lado de Natasha e ela colocou o edredom cobrindo o dois. Natasha deitou de lado de costas para Steve, Steve ficou de barriga pra cima, mas observava Natasha e ela podia sentir isso. Natasha fechou os olhos apertados e tudo que passava na mente dela era: Não, Natasha, nem pensar.
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