Notas iniciais
Queria agradecer a dona Andy por ter me dado mais uma recomendação linda. Fiquei muito feliz.

E: Como vai?

Natasha estava com a expressão séria e a testa franzida, ela fez positivo com a cabeça para cumprimentar Elisa.

E: Bom, vou deixar vocês à vontade. Até mais. Melhoras.

S: Obrigado, Elisa.

Elisa se retirou do quarto. Natasha ainda ficou na porta e cruzou os braços, observando Elisa ir embora. Steve ficou conversando com as crianças e Natasha se aproximou do pacote que Elisa deixou, ela abriu e viu vários cupcakes com o desenho do escudo de Steve e ao invés de estrelas no centro, tinha corações brancos.

N: Quem é ela?

S: Hã?

N: A garota que estava aqui.

Sara: É a garçonete.

S: O nome dela é Elisa, Sara.

Steve corrigiu Sara e tornou a olhar Natasha.

N: Garçonete e veio te visitar?

S: É... Nem esperava, ela foi muito gentil. Disse que viu o noticiário sobre o tiro que levei e veio trazer esses cupcakes. Eu costumo ir com as crianças almoçar na lanchonete dela.

Sara: Posso comer?

S: Claro.

N: Ela é sua amiga, então?

S: Eu não posso dizer que somos amigos. Mal a conheço.

N: Você nunca falou sobre ela.

S: Porque não tinha motivo.

N: Ela veio te visitar, Steve.

S: Sim... O que que tem?

Natasha puxou o ar para encher o pulmão, lentamente e soltou lentamente também.

N: Você pediu a ela para ficar em casa com você?

S: Não, por que eu pediria? Eu disse que nem a conheço direito.

N: Bem, você devia.

Steve olhou para Natasha, completamente confuso. Ele é lerdo demais para notar sinais de ciúme e de raiva. Bem, a raiva de Natasha ele notou, mas não entende o motivo.

N: Ela gosta de você.

J: Eu não gosto dela.

S: O que? Hã? Gostar de mim? Não, não... E James, como assim não gosta dela? Você nem a conhece direito.

J: Mas eu não gosto.

Sara: Eu gosto. Ela é legal, parece a Barbie e me sempre bota muita batata frita pra mim.

Disse Sara com a boca cheia de cupcake.

S: James, isso é muito feio.

Natasha caminhou para a porta do quarto de Steve.

S: Vai embora?

N: Não.

Steve a ficou olhando, sem entender por que ela está tão afastada. Se ela ontem e no telefone parecia estar mais próxima dele, deve ter sido só impressão. Nem perto da maca, ela quis ficar.

S: Dá um para o James, Sara.

Sara agarrou a caixa de cupcakes.

Sara: Meu.

S: Não é seu, é do papai e estou dizendo pra dividir.

Sara: Mas você disse...

S: Que você podia comer um, não tudo.

Sara fez beicinho e Steve tomou a caixa dela, ele ofereceu para James que ficou olhando, tentando se controlar para não comer, mas estava muito tentador, ele pegou um e se sentou na poltrona para comer. Sara ainda estava com um na mão, ela deu uma grande mordida e mesmo de boca cheia esticou a mãozinha para pegar outro. Steve afastou a caixa.

S: Sara. Não é assim, sua mãe não comeu.

N: Dê pra ela, não quero.

S: Okay.

Steve entregou a caixa pra Sara e ainda restavam 3 cupcakes. Sara pegou outro e ficou com dois na mão, mordendo um de cada vez.

S: Sara, devagar filha. Que isso?

Sara: Tá muito gostoso.

Steve não pôde evitar de rir da cara toda lambuzada de Sara. Comida ela não gosta de comer, mas besteira... Se não impedir, ela nem para de comer.

A doutora Cho apareceu no corredor e cumprimentou Natasha. Ela entrou no quarto de Steve seguido dos médicos que operaram Steve. Natasha observou da porta.

Cho: Boa tarde, como está se sentindo?

Sara: Oiiiii.

Cho olhou para Sara e sorriu.

Cho: Oi. Tudo bem com vocês?

Sara fez positivo com a cabeça e estendeu o cupcake mordido na direção da Cho e dos médicos.

Sara: Quer?

Cho: Não, meu amor, muito obrigada.

Os outros médicos também recusaram e agradeceram Sara. Cho olhou para Steve sorrindo.

Cho: Ela é um amor.

S: Obrigado.

Cho: Tenho boas notícias. Você pode deixar o hospital hoje.

N: Ele estava sangrando ontem.

Cho: Era superficial dos pontos, não se preocupe. Eu olhei todos os seus exames, você não pode ficar se esforçando, nada de escadas, nada de dar colo em pé para as crianças e nada de sexo também, devo alertar.

Steve ficou levemente corado e Natasha cruzou os braços, semi cerrando os olhos porque quando Cho falou sobre sexo, ela meio que se virou se referindo à Natasha.

Cho: Olha, compre esses remédios aqui. E tome conforme a prescrição, se sentir muita dor pode dobrar a dose da dipirona.

N: Cho, tem certeza?

Cho: Steve tem um poder de regeneração maior que o nosso, maior que o seu até, devido ao soro...

N: Entendo. Então podemos ir?

Cho assentiu com a cabeça.

Cho: A enfermeira vai vir lhe ajudar com o banho para você ir embora. Ok?

S: Ok.

Cho: Preciso ir, só passei rapidamente para checar como você está. Até mais.

S: Até.

Cho e os médicos saíram da sala e uma enfermeira entrou.

— Vamos, Sr. Rogers.

S: Eu me sinto bem para tomar banho sozinho.

— Se você quer ficar de pé e tomar banho no chuveiro, sem problemas. Mas sozinho não pode ficar. Há movimentos que podem ser difíceis de executar nos primeiros dias.

S: Tudo bem.

Steve se levantou e Sara largou os cupcakes no chão, achando Steve ia embora.

Sara: Papai, papai.

S: Eu só vou tomar banho, Sara. Já volto.

Sara: Papai...

Sara começou a chorar porque não queria ficar longe de Steve de novo, Natasha se aproximou dela e a segurou pela mão.

N: Vamos comprar um refrigerante. Vem James.

James pulou da poltrona e seguiu Natasha para fora do quarto. Sara ainda chorava do lado de fora, mesmo depois de ficar com a lata de refrigerante na mão.

N: Sara, o papai vai pra casa, para de chorar.

Sara tentou responder, mas ela chorava tanto que o ar faltava e ela não conseguia falar.

N: Shhh.... Calma. Respira...

Sara olhou pra Natasha e tentou se controlar, ela soluçava mas as lágrimas cessaram. James caminhou no corredor até o guarda corpo de vidro.

J: Vem ver, Sara. Corre aqui.

Sara correu até James curiosa, mas ainda soluçando do choro. Natasha se aproximou dos dois e não tinha nada demais para ser visto. Era a vista dos pavimentos abaixo de onde eles estavam.

Sara encostou a mão no vidro e a outra ela estendeu pra James que segurou a mão dela e ajoelhou pra ficar na altura dela. James começou a soprar no vidro, fazendo ele ficar embaçado e Sara sorriu.

J: Vai, tenta.

Sara encostou a boca no vidro e ficou tentando fazer o mesmo. Natasha olhou para os dois e deu um pequeno sorriso. Quando James quer, sabe acalmar a irmã como Steve faz.

Eles voltaram no quarto e Steve já tinha saído do banho e estava guardando as coisas na mala. Sara correu até ele e agarrou a pernas de Steve. Steve acariciou o cabelo de Sara e sorriu.

Natasha percebeu que Steve estava meio duro para conseguir fazer os movimentos de guardar sua roupa na bolsa, ela se aproximou dele.

N: Deixa que eu guardo.

S: Tá tudo bem.

N: Nada de se esforçar, lembra?

S: Isso não é esforço.

N: Não seja teimoso.

Natasha enrolou as roupas de Steve e colocou na bolsa. Sara estendeu os braços para Steve.

Sara: Colo, colo, colo.

N: Sara não, seu pai não pode te pegar.

Sara: Colo, papai. Colo.

Steve olhou para Sara e ele odeia dizer não pra ela, ele quer pegar ela no colo, está com saudades também.

Natasha fechou a bolsa e segurou Sara pela mão para ela ir andando com ela pra fora do quarto, mas Sara puxou a mão e abraçou as pernas de Steve de novo, agora já chorando.

Sara: Colo, papai, colo.

Steve olhou para Sara e suspirou, ele olhou para Natasha e fez negativo com a cabeça.

S: Eu tenho que pegar ela.

N: Não, Steve. Ela tem que entender que agora não pode. Ela é muito mimada.

S: Ela está com saudades.

N: James também e não está dando escândalo.

S: Mas ela é bebê.

N: Três anos, não é bebê, ela pode entender.

Natasha olhou sério para Sara.

N: Sara você pode vir de mãos dadas comigo ou com seu pai. Ou você pode ficar aí no hospital sozinha, ninguém vai te carregar.

Sara olhou pra Natasha e ainda segurava as pernas de Steve e o empurrava pra trás. Natasha saiu do quarto com James, Sara sentiu que agora podia tocar Steve ao ponto de conseguir o que queria, ela começou a soluçar e olhou para Steve, que evitou de olhar pra ela para não sentir pena. Sara fez um escândalo que chamou a atenção de quem estava passando em frente ao quarto. Natasha ouviu os gritos e voltou na porta do quarto.

N: Isso é inadmissível! Steve, vem. Deixa ela dar o escândalo dela.

S: Natasha...

N: Steve!

Natasha nunca falou tão sério em toda a vida dela. Steve suspirou novamente e afastou Sara das pernas dele. Parecia que Steve estava cortando todo laço fraternal entre ele e a Sara, ele jamais ignoraria ela desse jeito e estava doendo muito ter que fingir que não se importa. Steve saiu do quarto e Natasha fechou a porta, o que deixou Sara ainda mais desesperada de ficar sozinha no quarto.

S: Natasha, não faz isso.

N: Eu sei o que estou fazendo.

Steve, Natasha e James podiam ouvir Sara batendo na porta, chorando querendo sair. Não que não doesse em Natasha, mas... Sara tinha que entender que não se pode ter tudo que se quer na hora que bem entender.

Natasha manteve a porta fechada apenas alguns segundos, mas para Sara e Steve pareceu horas de confinamento. Natasha abriu a porta e Sara estava devastada, ela olhou para Steve, extremamente magoada.

N: Para de chorar.

Sara tentou puxar o ar para falar, mas só começou a chorar mais alto de novo, Natasha ameaçou fechar a porta e ela segurou a porta pra não ser deixada lá sozinha.

N: Para. Você vai vir de mãos dadas ou vai ficar aí?

Sara fez o máximo para engolir o choro e estendeu a mão para Natasha. Steve achou que ela ia querer ir com ele, mas ela com certeza o odeia agora. Ao menos é o que Steve acha, ele está cheio de culpa e remorso.

Quando eles saíram do elevador no primeiro pavimento, Sara já tinha parado de chorar, mas o nariz estava escorrendo e os olhos cheios d’água ainda. Os quatro entraram no carro e Natasha dirigiu até a farmácia mais perto da casa de Steve. Ela pegou a receita com Steve e desceu do carro para comprar os remédios.

Steve olhou brevemente para trás e Sara virou a cara, olhando pela janela. Steve tornou a olhar pra frente, super chateado.

Natasha voltou alguns minutos depois e dirigiu para o apartamento de Steve. Os quatro subiram de elevador e Natasha procurou as chaves na mala de Steve.

S: Está aqui.

Steve pegou as chaves no bolso e estendeu o braço para abrir a porta, mas sentiu uma fisgada durante o movimento, ele fez um careta e a Natasha o olhou preocupada.

N: Steve? Que isso? Vamos voltar.

S: Não, foi só um mal jeito, não posso usar o braço do lado que levei o tiro.

Steve entregou as chaves pro James que abriu a porta e segurou para eles entrarem. Como Sara era a última a entrar, James fingiu fechar a porta com ela lá fora, Sara começou a chorar de novo e Natasha deu tapa de leve na cabeça de James, que começou a rir.

N: Entra Sara.

Steve se sentou no sofá e estendeu os braços pra Sara, que ficou desconfiada se devia ou não ir até ele... Mas claro que ela foi, abraçou Steve e sentou no colo dele.

N: Só sentado que pode. Estamos entendidos?

Steve e Sara fizeram positivo com a cabeça, Sara deitou a cabeça no ombro de Steve e ele estendeu o outro braço para James que sempre fica observando na dele. James se aproximou e Steve abraçou ele, beijando a testa de James. Sara encostou o pé no James e o empurrou.

Sara: Sai...

S: Sara, não. Não faz isso.

N: Vocês estão com fome? Eu estou faminta.

J: Pede pizza, mamãe.

N: Com certeza irei pedir. Mas antes você e Sara precisam tomar banho.

J: Eu vou primeiro!

James correu para o banheiro. Steve olhou pra Sara.

S: Quer mamar?

Sara fez positivo com a cabeça.

S: Natasha?

N: Mamadeira... Já sei, já sei.

Natasha já até sabe os horários certos que Sara pede pra mamar, ela esquentou o leite e colocou na mamadeira de Sara, depois entregou pra ela, que acabou ficando sonolenta e dormiu.

N: Eu coloco ela na cama.

Natasha se aproximou de Steve e no momento que abaixou pra pegar Sara, ela também sentiu a coluna reclamar, ela fez uma breve expressão de dor. Steve conseguiu perceber.

S: Você está bem?

N: Sim, eu peguei ela de mal jeito.

Natasha pegou Sara no colo e bateu na porta do banheiro.

N: Acabou James?

J: Já.

N: Então troque de roupa no seu quarto, Sara precisa tomar banho.

James saiu, largando o uniforme da escola no chão do banheiro. Ele trocou de roupa e ficou com o pai na sala, tentando colocar os assuntos em dia.

Natasha despertou Sara para ela tomar banho, foi só uma ducha rápida, Natasha a enrolou na toalha e a carregou pro quarto, vestiu a camisola e a pôs deitada na cama. Natasha a cobriu e beijou a testa de Sara.

N: Desculpa ter gritado com você.

Sara não ouviu as desculpas de Natasha, o sono estava bem maior. Sara é muito doce e é difícil brigar com ela, mas se ninguém der limites, que tipo de adulto seria ela no futuro?

Natasha ouviu a campainha tocar e era o entregador. Ela recebeu e pagou a pizza.

J: PIZZA!

N: Devo acordar a Sara?

Perguntou Natasha, enquanto colocava a pizza na mesinha de centro.

S: Não, deixa ela dormir, amanhã tem aula. James vai comer e ir pra cama.

J: Mas está cedo.

S: São 22horas.

J: Mas a mamãe deixa a gente ficar acordado até quando quiser.

Steve olhou para Natasha que ergueu os ombros.

N: Não sabia que eles tinham toque de recolher.

S: Durante a semana, dormem cedo, por causa da escola.

N: Você quem manda.

Natasha pegou faca e guardanapos. Ela cortou a pizza e entregou uma fatia para James e outra para Steve. Natasha sentou no chão para comer a pizza, quando ela olhou para Steve, ele estava rindo sozinho.

N: O que?

S: Nada... Algo que lembrei.

N: Sobre?

S: A gente. As nossas noites de pizza.

N: Noites de pizza?

S: Quase todo final de semana, a gente vinha pra casa e pedia umas três ou 4 pizzas e fazíamos nosso próprio rodízio.

J: Podemos fazer de novo?

S: Quem sabe, James.

N: Bem, eu amo pizza, Não ia recusar.

Natasha sorriu.

S: As crianças comiam até se empanturrar, dormiam pesado logo depois.

N: E nós?

S: Bem, nós logo transformávamos numa noite de pizza e vinho depois que eles dormiam.

N: Vinho não é minha bebida favorita.

S: Vodka é. Mas a gente bebia vinho por ser mais romântico.

N: Ah, definitivamente.

S: Eu nunca ficava bêbado. Bebida alcóolica não tem efeito em mim.

N: Não?

S: Não as daqui. Eu fiquei bêbado só duas vezes, com a bebida que Thor trouxe de Asgard.

N: Uau, deve ser horrível não poder ficar bêbado.

S: Dá pra sobreviver.

Steve e Natasha sorriram, olhando um pro outro e logo o assunto acabou e os sorrisos desmancharam. James ficou invisível, não soltou um pio enquanto os pais conversavam, olhava para eles conversando e se sentiu bem. James forçou um bocejo.

J: Eu vou dormir.

Natasha e Steve finalmente lembraram que James estava presente e os olhos se desconectaram. James abraçou o pai e deu um beijo em Natasha.

S: Boa noite, campeão.

James foi para o quarto e Natasha suspirou, forçando um sorriso novamente. Ela só não conseguia mais olhar diretamente nos olhos dele.

N: Bem, eles dormiram... Você tem vinho?

Natasha brincou e Steve sorriu.

S: Pode me dar mais um pedaço?

N: Claro.

Natasha cortou outra fatia de pizza e estendeu para Steve, que encostou a mão por debaixo da dela, e demorou alguns segundos para pegar a pizza. Natasha olhou nos olhos de Steve e queria socar ele por fazer isso com ela. Os momentos de flertes de Steve são raros, mas muito certeiros, Natasha ficou completamente desconsertada com o toque na mão dela, foi como se ele estivesse deslizando a mão pela região íntima dela.

Natasha fechou os olhos, e tentou afastar a lembrança dos toques de Steve, principalmente do que ele sabe fazer com a língua dele. Natasha sentiu até um arrepio percorrer pelo corpo. Ela se levantou e fechou a pizza.

N: Eu vou arrumar sua cama.

S: Eu vou dormir aqui, você fica com a cama.

N: Claro que não, você acabou de vir do hospital. Eu fico com o sofá.

S: Não. Ficarei aqui, estou acostumado.

N: Você é muito grande para esse sofá, Steve.

S: Não adianta insistir.

Natasha respirou fundo e decidiu mudar de estratégia.

N: A cama é enorme, cabe nós dois, perfeitamente.

Steve não disse nada, fingiu não entender o que Natasha estava sugerindo.

N: Se você não se importar.

S: Eu não me importo.

N: Bom.

Natasha e Steve foram para o quarto, James que não estava dormindo coisa nenhuma, estava atrás da porta do quarto, observando pela brecha da porta, ele fechou a porta a tempo antes de Natasha e Steve passarem em frente ao quarto dele. James começou a pular na cama pra comemorar que os pais estavam indo dormir no mesmo quarto.

Natasha ajeitou a cama e olhou para Steve.

N: Você precisa de ajuda para se trocar?

S: Não, eu consigo.

N: Okay, eu vou tomar um banho. Eu ainda não passei em casa, posso usar uma de suas camisas?

S: Claro.

Natasha pegou uma blusa de Steve e entrou para ao banheiro. Steve sofreu um pouco para trocar de roupa, ele decidiu nem colocar uma blusa, para não fazer movimentos bruscos e também porque ele odeia dormir de blusa. Steve desligou a luz do quarto e se deitou na cama, se cobrindo até metade da cintura.

Natasha terminou o banho alguns minutos depois. Ela abriu a porta e a única luz era de dentro do banheiro, mas Steve ainda podia ver ela, perfeitamente. Ele ama quando ela usa as roupas dele, ela fica extremamente sexy, Steve estava tentando afastar qualquer pensamento pecaminoso, mas fica muito difícil quando ela está vestida assim, com os cabelos molhados, o rosto puro e sem maquiagem, simplesmente perfeita, do jeito que ele mais gosta.

N: James deixou uma bagunça no banheiro, vou ajeitar.

S: Deixa isso pra amanhã.

N: Eu deixaria, mas é o uniforme da escola, ele tem um pra amanhã, mas preciso pôr os de hoje para lavar. Já volto.

Steve fez positivo com a cabeça. Natasha foi no banheiro e recolheu a roupa de James, assim como pegou a de Sara no quarto dela. Natasha pôs tudo na máquina de lavar, ela voltou no quarto e passou de novo para o banheiro, ajeitando os cabelos. Steve não cansa de olhar para o movimento das pernas dela.

Natasha ligou o secador de Steve e secou o melhor que podia o cabelo. Ela pendurou a toalha do banho e retornou ao quarto, desligando a luz do banheiro antes.

Natasha se deitou ao lado de Steve.

S: Você está tornando tudo mais difícil.

Natasha o olhou sem entender.

N: Como assim?

S: Nada...

Natasha fez negativo com a cabeça e se deitou de lado, com as costas voltadas para Steve. Os olhos dele passearam pelas ondas dos cabelos de Natasha, pelo pescoço, braços, cintura... pernas, panturrilha e os pés... Steve mal conseguia respirar, toda sua concentração estava voltada para o corpo de Natasha.

N: Estou sentindo calor. Não vou conseguir dormir assim.

S: Está frio, Natasha.

N: Não pra mim. Se importa se eu aumentar o ar?

S: Não.

Natasha pegou o controle e aumentou o ar condicionado. Ela deitou novamente e fechou os olhos, mas Steve ainda olhava pra ela, Natasha sabe, por isso não consegue dormir.

N: Você quer me dizer alguma coisa?

S: Hã?

N: Você está me olhando...

S: Me desculpe.

N: Tudo bem. Você precisa descansar.

S: Okay. Boa noite.

N: Boa.

Steve estava ainda deitado de barriga pra cima, ele olhou só mais uma vez para Natasha e olhou pro teto do quarto. Steve fechou os olhos sem perceber.

Os dois pegaram no sono. Natasha sempre se mexe durante a noite, ela acabou deitando de lado novamente, mas virada para Steve, ela estendeu um pouco o braço e pôde sentir o braço de Steve. Algumas horas depois, Natasha já estava com o braço atravessado no corpo de Steve e o rosto encostado no ombro dele. Steve por instinto ergueu o braço, sentindo os pontos todos ficarem doloridos. Natasha aproximou mais o corpo do Steve e ele abraçou as costas dela. Natasha estava totalmente sonolenta, ela apenas esqueceu do machucado de Steve e se inclinou para deixar metade do corpo sobre o dele, mas a pressão sobre a ferida, fez Steve acordar bruscamente, levando a mão até os pontos.

Natasha também acordou assustada, ela se sentou na cama, olhando para Steve.

N: Me desculpe, me desculpe!

S: Calma, tá tudo bem.

Natasha estava realmente assustada com a possibilidade de ter ferido Steve. Steve se sentou na cama, fazendo uma careta de dor. Natasha ajoelhou sobre a cama e colocou os cabelos atrás da orelha, ela encostou a mão no ombro de Steve.

N: Eu machuquei você.

S: Não... Está tudo bem.

N: Não, não está.

S: Está, foi só um susto.

Os lábios de Natasha tremiam e Steve encostou a mão no rosto dela para ela se acalmar.

S: Natasha está tudo bem.

Natasha olhou Steve nos olhos e fez positivo com a cabeça, sentando na cama novamente.

N: Você quer tomar o remédio?

S: Não... Não tem necessidade, já passou a dor.

Natasha suspirou e Steve pôde perceber a tensão que ela ficou, ele deslizou a mão do rosto para o pescoço de Natasha e ele viu um pequeno hematoma na nuca dela.

S: O que é isso?

N: Da missão ainda.

Natasha pôs a mão sobre a mão de Steve e a retirou de si, mas Steve não deixou, ele tornou a colocar as mãos no pescoço dela.

S: Deixa eu ver.

N: Não é nada, Steve.

S: Está muito roxo.

N: Não está doendo.

S: Okay...

Steve ia soltar o pescoço dela, mas ele desviou o olhar do hematoma para os olhos dela e ele sabia que não ia conseguir parar de aproximar o rosto do dela, não agora...

Notas finais
Eu lembro que alguém pediu para um capítulo com suspense no final, então... hohohoh