Memories - Romanogers Fanfic
48 Pré Missão Obama
Notas iniciais
Depois que Natasha almoçou, foi até o estacionamento, comendo outra barrinha de chocolate, ela entrou no banco de passageiro e chupou os dedos ao terminar o chocolate. Ela notou que Hill estava parada e depois notou que Hill estava olhando pra ela. Natasha franziu a testa e virou o rosto para fitar Hill.
N: O que?
Hill não disse nada, apenas analisou Natasha, que estranhou o comportamento de Hill. Hill deu partida no carro e dirigiu para fora da base, à caminho da SHIELD.
H: Natasha?
N: Hum?
H: Você voltou ao médico? Depois de ter acordado, não lembro de você mencionar nenhuma ida.
N: Eu não fui.
H: Por que não? O seu acidente foi muito sério e você perdeu parte da memória, tem que fazer acompanhamento.
N: Eu estou bem.
H: Eu acho que devia fazer um check-up.
Natasha ficou irritada.
N: O que? Estou com aparência de quem está doente?
H: Não, você parece bem, mas eu me preocupo.
N: Hill... Por favor.
Natasha riu, debochando e olhou pra fora da janela.
H: É verdade. Vá ao médico, por favor.
N: Não...
H: Eu sou sua chefe e estou mandando que vá ao médico.
Natasha olhou Hill novamente, ainda mais irritada agora.
N: Você não é minha chefe! Não pode me obrigar a ir.
H: Eu sou sua chefe, estou dois níveis acima do seu e serei nomeada vice presidente.
N: Mas e o Coulson?
H: Ele está envolvido em outras atividades paralelas à SHIELD.
N: Fury escolheu você?
H: Sim. Decepcionada?
N: Claro que não, sua idiota, você merece. Fury confia 100% em você.
H: Em você também.
Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Não, em mim ele confia 90%... E eu confio 85% nele.
H: E em mim?
N: Você? Uns 70%.
Hill fingiu estar magoada e em seguida começou a rir. Hill ficou séria de novo e estacionou o carro numa calçada. Natasha olhou em volta.
N: O que estamos fazendo aqui?
H: Você vai ao médico.
N: O que?
H: Desce do carro.
N: Hill...
H: Eu atirarei em você, se necessário.
Hill colocou a mão na arma presa na coxa dela.
N: Deus! Por que quer tanto que eu me consulte? Há algo que eu deva saber?
H: Eu acho que a médica dirá. Já mandei mensagem para Cho, ela te aguarda no terceiro andar. Vai...
N: Hill... Estou sangrando?
Natasha procurou algum sinal de que estava machucada pelo corpo, ela sentiu o estômago roncar. Até Hill pôde ouvir.
H: Natasha...
N: O que?
H: Eu já vi você desse jeito antes.
N: De que jeito?
H: Com fome o tempo todo, e você está sentindo mais fome do que costumava ter quando estava...
Natasha franziu a testa, confusa.
N: Estava....?????
H: Grávida.
Natasha abriu um sorriso e depois começou a rir, encostou a cabeça no encosto do banco e riu mais ainda, mas aos poucos foi perdendo a graça, porque Hill não estava rindo. Natasha ficou séria e olhou Hill nos olhos. Hill não precisou repetir o que Natasha perguntou mentalmente a ela. Hill apenas concordou com a cabeça e reparou a seriedade no rosto de Natasha.
H: Eu estarei aqui.
Natasha suspirou e olhou para o hospital, ela demorou minutos até abrir a porta do carro. Ela saiu, fechou a porta do carro, deu um passo e parou. Ela se virou para olhar Hill.
N: Eu não posso.
H: É o único jeito de saber.
N: Eu não quero saber, não quero estar.
H: Você pode enfrentar isso agora ou depois, mas uma hora vai ter que saber se está ou não.
Natasha respirou fundo e foi para o hospital, ela subiu até o terceiro andar e esperou Cho a pegar na recepção.
Cho: Então... O que estamos sentindo? Algo na cabeça? Alguma dor?
Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Hill acha que... Eu devia fazer um check-up.
Cho: Ué, eu pedi para você vir tantas vezes, por que agora? Sentindo algo diferente?
Natasha estava super séria, ela fez negativo com a cabeça.
Cho: Bom, então eu vou marcar seus exames para outro dia, Hill me disse que era urgente, mas se você não está sentindo nada... Passe na recepção e marque esses exames, quando estiverem prontos, você me liga.
Cho escreveu os exames no papel e entregou para Natasha, que parecia estar num estado de letargia. Quando Cho se virou para ir embora, Natasha a chamou novamente.
N: Digamos que... a Hill ache que estou grávida... Quais as possibilidades de ser verdade?
Cho olhou para Natasha e compreendeu o nervosismo dela, foi a mesma coisa com James e Sara.
Cho: Bem se você está com a vida sexual ativa, há 50% de chances. Não estava tomando anticoncepcional?
N: Sim! Sim!
Natasha respirou aliviada e sorriu consigo mesma. Como ela pôde esquecer que estava tomando pílula? É impossível que ela esteja grávida.
N: Desculpe o susto, eu tinha esquecido.
Cho: Natasha, ainda há possibilidade.
N: Hã?
Cho: Anticoncepcionais falham. E quando você engravidou do James, você estava na pílula. E eu não acho que a pílula falhou, eu acho que o soro do Steve foi capaz de quebrar o efeito da pílula no seu organismo.
N: Господи!! (Meu Deus).
Cho: Venha, podemos tirar essa dúvida em instantes, graças a nossa tecnologia.
Cho levou Natasha para exames e confirmou o pior pesadelo de Natasha.
Cho: Quer que eu ligue para o Steve? Ele vai ficar tão feliz, eu lembro que ele não parava de sorrir em cada sessão de ultrassom do James e da Sara. Quando ele ouviu o coraçãozinho do James pela primeira vez, ele chorou tanto. Eu queria que você pudesse lembrar.
N: Eu vou vomitar.
Cho: Não exagere, ele sempre foi coruja e você amava.
N: Eu vou...
Natasha se curvou na maca e vomitou o piso todo. Cho se espantou com a quantidade e chamou a equipe de limpeza.
Cho: Vou chamar Steve.
N: Não.
Cho: Não?
N: Eu não quero que ele saiba. Não somos mais casados e é meu corpo, certo? Eu não quero que ninguém saiba.
Cho: Okay. Eu só preciso que venha fazer acompanhamento duas vezes no mês e vai tomar Ácido Fólico e muitas vitaminas naturais.
N: Duas vezes? Eu não tenho tempo pra isso.
Cho: Suas gravidez foram de risco, eu quero acompanhar a evolução de pertinho. Os exames mostraram que você está grávida há quase dois meses
N: Dois??? Preciso ir.
Natasha se levantou às pressas e correu para fora do hospital, Hill estava no carro, como prometido. Natasha entrou e bateu a porta com força.
H: Então... Pela sua cara, está mesmo.
Natasha não respondeu e não olhou para Hill.
H: Steve vai pirar.
N: Não conte pra ele.
H: Eu não, você vai.
N: Não, o filho não é dele.
H: Não? É do ceguinho do Teleton?
N: Eu não sei.
H: Como não? Você tá de quanto tempo?
N: Um mês, quase um mês.
Natasha mentiu.
H: É, você pode estar grávida do Matt ou do Steve.
N: Não conte a nenhum deles. Vamos comer alguma coisa.
Hill deu partida no carro.
...
Steve já sabia que no dia seguinte, estaria ocupado com a missão do Obama, não só o seguinte, mas os cinco dias seguintes. Talvez não fosse dormir em casa, devido à seriedade e complexidade da missão. Apesar dele ter jurado não viajar mais em missão, dessa vez não tinha jeito.
Todos os Vingadores tiveram folga na tarde e noite de hoje, pois amanhã começaria a missão com todos eles presentes mais a SHIELD.
Antes de ir pra casa, Steve passou no trabalho de Elisa, ela o recebeu com um selinho e um largo sorriso.
E: Tudo bem? Está com uma cara séria.
S: Você já está pra sair?
E: Sim. Só vou trocar de roupa.
Elisa foi até a cozinha e de lá no vestiário, trocou de roupa, bateu o ponto e se juntou a Steve. Steve deu um capacete para Elisa, ela colocou e montou atrás de Steve na moto. Steve a levou pra casa, e decidiu passar mais tempo com ela, já que a missão levaria dias.
Assim que se sentaram no sofá, Steve explicou sobre a missão, Elisa concordou com a cabeça.
E: Eu vou sentir sua falta.
Steve sorriu sem graça.
E: Era pra você dizer: Eu também...
Steve bateu na cabeça de leve e sorriu.
S: Eu vou também.
Elisa sorriu e se sentou no colo de Steve, ela colocou os braços em volta do pescoço dele e beijou o rosto de Steve, em seguida os lábios dele.
E: Eu acho que se você vai passar dias sem me ver, deveria passar essa noite comigo.
Steve suspirou.
S: Eu sei que vai soar esquisito, Elisa. Eu não estou rejeitando você, mas eu tenho filhos.
E: Eles podem ficar com a mãe deles.
S: É complicado, eu não avisei com antecedência.
Elisa pegou o celular dela e entregou para Steve.
E: Então liga e avisa.
S: Não posso fazer isso.
Elisa desmanchou o sorriso.
S: Eu quero passar um tempo com eles também antes de ir, eu nunca posso me despedir antes das missões e isso magoa eles. Entenda, por favor.
Elisa concordou com a cabeça.
E: Bem, será que ao menos, teremos algumas horinhas só pra nós dois?
Steve concordou com a cabeça.
E: Okay.
Elisa se levantou e caminhou para a porta do quarto, ela desabotoou a blusa e se virou para Steve.
E: É o suficiente para mim, por enquanto.
Steve a olhou e ele é um homem, ele não vai negar isso para Elisa, ainda mais quando ela se despe na frente dele. Elisa entrou no quarto e Steve se levantou. Steve a seguiu para dentro do quarto e Elisa fechou a porta.
...
Hill e Natasha estavam sentadas num restaurante, comendo. Natasha tomava seu milk-shake, olhando o movimento da rua pela janela, ignorando tudo à volta dela. Hill é uma boa amiga e companhia, não puxa assuntos para quebrar o silêncio, ela sabe que Natasha está refletindo as mudanças que a gravidez causaria na vida dela.
N: Não posso ter.
H: Hã?
N: Não posso ter esse bebê.
Hill não a olhou julgando, ela mesma já fez abortos, Natasha já fez aborto e uma não julga a outra.
H: Tem certeza?
Natasha demorou a responder, o que fez Hill achar que Natasha estava incerta e precisava de incentivo para fazer ou para desistir.
H: Se você desistir, não conte ao pai. Ele não vai te perdoar.
N: Está falando do Steve? Ele pode não ser o pai!
H: O fato da sua incerteza em tirar ou não, me faz crer que é dele. Você não se importa com Matt.
N: Ele me odiaria, certo?
Hill fez positivo com a cabeça.
N: Eu não posso ter filhos, tenho dois que demorei a me acostumar, eu os amo, Hill, mas não posso ter bebês. Não... Ele não pode saber.
H: Então vai tirar?
Natasha fez positivo com a cabeça.
...
Steve se despediu de Elisa e foi para casa, ele abriu a porta e Sara correu para abraçar ele.
Sara: Papito.
Steve olhou para a quantidade de crianças no apartamento e franziu a testa, depois notou a presença de Clint, que se levantou e cumprimentou Steve.
L: Desculpa, Steve. Devia ter perguntado se podia trazer as crianças, mas eles se comportarem muito bem, nada foi quebrado.
S: Tudo bem, Laura, eu gosto que eles brinquem com outras crianças, aqui no prédio não tem nenhuma pra eles brincarem. E eu te peço desculpas por ter demorado.
L: Sem problemas. Eles já jantaram e deixamos um pouco pra você.
S: Jura? Realmente você foi um achado de babá.
C: Eu estou até pensando em roubar ela de você.
S: Nem se atreva.
C: Francis, vamos. Vamos dar uma carona para a Laura.
L: Não precisa se incomodar.
C: Não é incômodo, é um prazer. Boa noite crianças, boa noite, Steve.
Clint saiu com Francis e Laura. Steve olhou para Torunn.
S: E o seu pai?
Torunn ergueu os ombros, indicando que não sabia.
S: Está um pouco tarde. Seu pai não tem um celular até hoje. Vou ligar pra sua mãe.
Steve telefonou para o celular de Jane, mas estava caindo na caixa de mensagens.
S: Bom, mais tarde, tento de novo.
J: Podemos jogar videogame no meu quarto?
S: Sim.
Steve se sentou para jantar e tentou ligar pra Jane de novo e de novo. Steve tentou dez vezes e começou a ficar preocupado. Steve ligou para a Base dos Vingadores, perguntando se Thor ou Jane estavam por lá e informaram que não.
Steve olhou a hora e precisava explicar aos filhos que ia ficar uns dias fora, mas não queria fazer isso com Torunn lá.
Steve ligou para Hill. Hill disse que ia localizar Jane, e conseguiu localizar a posição do celular dela, como Jane não atendia, Hill ligou para Darcy, que queria saber como Hill conseguiu o telefone dela. Darcy disse que Jane estava voltando de um campo de pesquisa junto com ela, e perguntou se Hill poderia levar Torunn para a casa dela, porque seria mais rápido.
H: Mas e o Thor, não pode buscar?
D: Thor teve que ir resolver umas questões lá em Asgard.
H: Ah sim. Olha, vocês me devem uma!
Hill encerrou a ligação.
H: Preciso ir, o idiota do Thor foi pra Asgard, Jane estava fazendo pesquisa fora da cidade e eles largaram a filha com o papai do ano.
Natasha olhou para Hill séria, e Hill começou a rir.
H: Desculpe, eu não consigo evitar! Preciso ir.
Hill saiu às pressas do restaurante, foi até o apartamento de Steve e tocou a campainha ao chegar.
H: Então, cadê a entrega?
S: Entrega?
H: A crianças loira Asgardiana.
S: Torunn?
Torunn veio até a sala.
S: Já conhece a Hill?
Torunn fez positivo com a cabeça.
S: Ela vai te levar pra sua mãe.
H: Vamos.
Torunn acenou para se despedir de James e Sara, segurou na mão de Hill e foi embora.
Steve se sentou no chão da sala e chamou James e Sara para sentarem com ele.
S: Quero falar com vocês.
Sara se ajoelhou ao lado de Steve e James sentou de frente pra ele.
S: Olha, o papai vai ter que passar alguns dias fora.
James já revirou os olhos e se jogou pra trás, botando as mãos na cara.
Sara: Por que, papai?
S: Eu tenho um trabalho importante pra fazer.
J: Salvar a droga do mundo.
S: Sim, vocês vivem nele. James?
James olhou para Steve e tornou a se sentar.
Sara: Nós podemos ir?
Steve abraçou Sara e a colocou sentada no colo dele. Steve fez negativo com a cabeça.
S: Não pode, princesa, é muito perigoso.
J: Você vai voltar?
S: É claro que vou.
J: Mas você é mortal, pode morrer.
S: Sim, mas James... Por que está dizendo isso? Quem te disse isso?
Sara: A Jesus.
Steve olhou para Sara.
S: Ela não é Jesus, Sara. É que existem vários deuses, além do nosso. Eles gostam de se chamar de deuses, então não contrariamos para não magoar eles. E não se preocupem, eu vou voltar pra vocês. Sempre voltarei. Eu quero um abraço bem apertado e um beijo bem estalado antes de dormir.
Sara abraçou o pescoço de Steve e beijou o rosto dele. James não abraçou Steve, levantou, foi pro quarto e bateu a porta. Steve suspirou ao ver a reação dele, mas não pode culpa-lo. Steve colocou Sara na cama e ela se sentou, pegando uma Polly Pocket na gaveta, ela entregou para Steve.
S: O que é isso?
Sara: Fica com você.
S: Não vai brincar com isso?
Sara fez negativo com a cabeça.
Sara: É que é meu favorito brinquedo, e sabendo disso você tem que voltar pra me devolver.
Steve sorriu.
S: Eu disse que vou voltar, filha.
Sara: Então leva.
Sara deitou e se cobriu. Steve beijou a testa dela e saiu do quarto, ele foi até o quarto de James, que fingiu estar dormindo. Steve o cobriu e beijou a testa dele.
S: Eu te amo, James. Muito.
Steve acariciou o cabelo de James e foi dormir.
...
Hill estava checando no GPS o melhor caminho para a casa de Jane, ela já estava perto, parou no cruzamento, porque o sinal estava piscando no “amarelo” sem parar. Hill decidiu checar suas mensagens, enquanto os carros estavam passando. Um carro parou ao lado de Hill e buzinou. Hill olhou pro lado.
T: Mamãe! Mamãe!
Torunn bateu no vidro do carro, sorrindo e acenando para Jane. Jane sorriu e acenou para Torunn. Torunn fez um coração com as mãos e colocou na direção do rosto, Jane fez um gesto de coração para Torunn também.

Jane disse para Hill virar à direita depois de um quarteirão, que ela chegaria na casa dela, ela não quis pegar Torunn no meio da rua. Hill concordou com a cabeça, e voltou a atenção para o celular, ela estava conversando com Henry.
Jane buzinou mais uma vez, e apontou para o semáforo, que agora estava verde. Hill olhou para o sinal e mandou Jane prosseguir, que ela só ia responder e ir. Hill estranhou o sinal que estava quebrado, voltar de repente a funcionar.
Depois de poucos segundos, Hill colocou o celular no banco ao lado dela e apenas ouviu barulho de carros derrapando e uma grande luz que a cegou por alguns segundos.
Quando a visão de Hill retornou, ela olhou para o cruzamento e um caminhão tinha arrastado o carro de Jane contra a esquina e imprensado contra a parede de um prédio. Hill não conseguia acreditar, foi tudo questão de segundos. O pior de tudo é que Hill demorou a lembrar que tinha mais alguém no carro com ela e que essa menina era filha da mulher que morreu nesse terrível acidente.
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