Notas iniciais
Eu não ia postar em breve, mas Carol Barnes me deixou uma recomendação tão linda *-* Resolvi postar em homenagem a ela.

Steve tomou um longo banho na banheira, ficou sentado por horas, deixando a água quente consolar o corpo dele. Steve passou a mão pelos cabelos e ouviu o telefone tocar. Steve se levantou e se enxugou, enrolou a toalha na cintura e foi até a sala atender o telefone.

S: Rogers.

C: Steve?

S: Cindy?

C: Steve você disse que buscaria as crianças cedo.

Steve se esqueceu do horário, estava refletindo sobre Natasha e perdeu a noção do tempo.

S: Me desculpe, Cindy. Estou indo agora mesmo.

C: Não precisa, estou chegando aí agora.

Steve ouviu a campainha tocar. Ele abriu a porta e Cindy o olhou espantada porque Steve estava só com a toalha escondendo suas partes. Cindy ficou corada e colocou Sara que estava sonolenta no chão.

S: Me desculpe, Cindy.

C: Senhor Rogers, sabe que amo as crianças, mas quando vocês somem assim, me atrapalha muito, estou numa fase importante da faculdade.

S: Cindy, eu sei, eu sinto muito, não vai se repetir.

C: Não vai mesmo, não posso mais cuidar deles.

James olhou para Cindy e ela o olhou brevemente e desviou o olhar.

S: Cindy, também não é para tanto, tenho certeza que podemos...

C: Não, senhor Rogers, sinto muito.

J: Cindy?

S: Eles te amam, Cindy. Já estão acostumados com você.

Cindy ergueu os ombros e se segurou para não chorar. Ela fez negativo com a cabeça.

S: É sobre o salário? Posso aumentar.

C: Não! É sobre a minha vida.

S: Eu entendo. Me desculpe.

Cindy entrou na sala e agachou, James estava com a expressão séria. Cindy segurou nas mãos dele e olhou nos olhos de James.

C: Seja um bom menino, ok James? Não implique com sua irmã.

James fez positivo com a cabeça e olhou pra baixo.

J: Foi porque quebrei o vaso da vovó?

C: Não, meu amor. Não foi culpa sua.

J: Foi do papai?

C: Não... De ninguém, eu só preciso de um tempo para ajeitar minha vida. Eu vou visitar você e Sara quando puder. Me dá um abraço?

James deixou a cabeça cair pro lado e abraçou Cindy. Cindy se levantou e enxugou as lágrimas, antes de sair ela olhou para Sara que já estava dormindo no colo de Steve.

C: Diga a ela que deixei um beijo. Até mais.

Steve fez positivo com a cabeça, fechou a porta e suspirou. Ele olhou para James que estava muito triste.

S: Hey campeão.

J: Mãe?

Steve esqueceu que Natasha não está mais lá. James e Sara sabiam que Natasha estava lá só por alguns dias, mas ainda sim, sabia que seria um pouco difícil quando ela fosse embora de novo. James foi até o quarto de Steve.

J: Mãe?

James correu até o banheiro do quarto de Steve, depois foi no corredor chamando Natasha. Ele olhou nos quartos e voltou na sala. James olhou para Steve.

S: Desculpe, campeão.

J: Por que?

S: Ela tinha que ir.

J: Não, não tinha!

S: James... A mamãe só veio ficar um pouco, ela tem a casa dela e você vai vê-la em breve.

J: Eu quero ver ela agora! Quero ela aqui!

S: Eu sei, James. Não grita para não acordar Sara. Eu sei que está chateado.

James tapou os ouvidos e correu pro quarto.

J: Todas elas partem e me deixam sozinho!

James bateu a porta do quarto. Sara acordou com o barulho. Steve tentou abrir a porta do quarto de James.

S: James? Abre a porta.

J: Não!

S: James, sabe que a porta não pode ficar trancada.

J: Vai embora! Vai embora você também.

S: Eu não vou embora, James. Estarei sempre com você.

J: Mentiroso!

Steve pôde ouvir James chorar. Ele dificilmente chora na frente dos pais, ele é como Natasha. Steve não esperava que Cindy fosse se demitir no mesmo dia que Natasha tinha decidido deixar ele de vez.

Sara: Papai?

S: Oi, Sara.

Steve tentava controlar ar emoções para não assustar as crianças.

Sara: Quero mamadeira.

S: Mamadeira só na hora de dormir.

Sara deitou a cabeça no ombro de Steve. Steve a colocou na cama do quarto dela e Sara tornou a dormir.

Steve foi para o quarto e se vestiu. Ele informou que não ia fazer plantão na Base dos Vingadores nesse final de semana, porque precisava ficar com as crianças e que talvez nem aparecesse durante a semana até achar outra babá.

Steve olhou para o chão do quarto e notou uma pequena peça de roupa preta embaixo da cama, ele se aproximou e pegou a peça. Era o sutiã de Natasha, ela esqueceu ou não achou antes de ir embora. Steve sentiu seu peito todo arder, ele cheirou o sutiã e suspirou. Ele precisava fazer algo a respeito, ele olhou para o celular e pensou em ligar pra ela.

Sara: Papai?

Steve desviou o olhar do celular para a pequena Sara. Ele ergueu as sobrancelhas.

Sara: Tô com fome.

Steve fez positivo com a cabeça, caminhou até ela e deu a mão para ela segurar, Sara estendeu os braços, querendo colo, mas Steve ignorou, para não perder o que Natasha ensinou a ela. Sara não chorou, segurou na mão de Steve e foi até a sala com ele. Steve foi checar a despensa e não tinha nada para cozinhar, ele até olhou se tinha leite na geladeira para poder saciar Sara até ele conseguir fazer o almoço, mas não tinha.

Steve pediu para Sara pegar uma roupa para sair.

Sara: A gente vai aonde?

S: No mercado.

Sara: Eba!

Sara saiu pulando até o quarto. Steve pegou a carteira no quarto e colocou no bolso. Steve tentou entrar no quarto de James, mas ainda estava trancado. Steve bateu na porta.

S: James? James? Pode responder se está vivo?

J: Eu estou morto!

S: Ótimo. Precisamos ir no mercado, não tem nada aqui pra comer.

J: Não vou!

S: James, você não pode ficar sozinho.

Sara: Tô pronta, tô pronta.

Steve olhou para Sara com a blusa do lado avesso. Ele tirou a blusa dela, desvirou e recolocou em Sara.

S: Vai pegar seu chinelo, Sara. James? Sara precisa comer. Você também. Vamos rápido.

J: Não!

Steve respirou fundo. Sara veio correndo batendo os pezinhos no chão, ela adora andar de chinelinho, ama o barulho que os chinelos fazem no chão. Steve se preparou para trocar os chinelos dela, porque ela sempre coloca errado, mas dessa vez ela colocou certo.

Steve recebeu uma ligação e era Sam Wilson.

S: Sam. Que bom que ligou.

Sam: O que houve?

S: Preciso que venha aqui em casa o mais rápido possível.

Sam: Estou perto, chego em 10 minutos.

Steve desligou e ligou a TV para Sara. Dez minutos depois, Sam tocou a campainha.

Sam: O que houve?

S: Nada. James se trancou no quarto.

Sam: Ué, não consegue arrombar?

S: Não. Ele precisa de um tempo e de espaço.

Sam: Ele está chateado?

S: Natasha voltou pra cá esses dias para me ajudar na recuperação.

Sam: Sim, eu soube.

S: Ela foi embora hoje.

Sam: Sinto muito.

S: Eu também. E a babá pediu demissão. James era muito apegado a ela.

Sam: Muita coisa para as crianças. E aí, Sarinha?

Sara sorriu para Sam.

S: Fica com eles um pouco pra mim? Preciso sair.

Sara pulou do sofá.

Sara: Eu vou, eu vou.

S: Não quer ficar aqui com o tio Sam?

Sara segurou a mão de Steve e fez negativo com a cabeça. Sam fez cócegas nela.

Sam: É assim? Não quer ficar com o tio?

S: Eu vou levar ela. Só cuide para que James abra a porta.

Sam: Deixa comigo.

Steve e Sara saíram do apartamento. Steve foi caminhando até o mercado mais próximo de casa. Quando ele está de cabeça quente, exercícios o ajudam bastante. No meio do caminho, Sara parou e botou a mão no joelho. Ela virou para Steve e estendeu os braços. Steve a pegou no colo dessa vez, porque estavam andando demais.

Cerca de vinte minutos depois, eles chegaram no mercado. Steve pegou o carrinho e colocou Sara dentro do banquinho destinado para crianças.

S: Já quase não cabe aí.

Steve brincou com Sara e entrou pelos corredores, começando as compras.

Sara: Biscoito, biscoito.

S: Eu vou comprar, mas só pode comer depois que pagar.

Sara estendeu a mão, tentando pegar o biscoito da prateleira. Steve pegou e entregou pra ela, Sara tentou abrir o pacote.

S: O que eu disse?

Sara: Pagar...

S: Sim.

Sara olhou para Steve e colocou o biscoito no carrinho. Steve ficou muito satisfeito dela não armar um escândalo por não ter o que queria. Geralmente ele é obrigado a ir até o Caixa e pagar pra ela poder comer o biscoito.

Steve terminou com a parte de cereais, arroz e limpeza. Steve se dirigiu para a parte dos legumes, ele colocou o carrinho encostado na banca de batata e foi pegar sacos plásticos para ensacar os legumes. Steve se distraiu pegando tudo de uma vez, só depois retornou ao carrinho e viu uma mulher conversando com Sara. Steve se aproximou e colocou os legumes no carrinho.

— Não acredito que nos encontramos aqui.

Steve reconheceu a mulher quando viu o rosto dela. Steve sorriu.

S: Elisa. Como vai?

E: Muito bem. Vi a pequena Sara e a reconheci de longe.

Sara: Ela vai me dar cupcakes!

S: Sara, você pediu? É feio pedir.

E: Não, eu que ofereci. Sei que ela gosta muito. Se você não se importar.

S: Não me importo não. Obrigado.

E: Tá bom. Vou terminar minhas compras.

S: Até mais.

E: Tchau. Tchau Sarinha.

Sara acenou. Steve empurrou o carrinho até a parte de carnes, comprou o que precisava e foi para os caixas.

...

Há muitas horas atrás, quando ainda eram 4 horas da manhã, Natasha despertou nos braços de Steve, ela saiu dos braços dele cuidadosamente. Natasha procurou sua roupa e a vestiu. Ela ajeitou o cabelo, observando Steve dormindo no chão. Natasha suspirou. Natasha pegou o edredom e cobriu Steve. Ela deixou o apartamento dele e meia hora depois estava batendo na porta de Hill.

Hill demorou dez minutos para atender a porta.

H: Natasha? O que está acontecendo?

Natasha entrou no apartamento de Hill e viu um homem, seminu no sofá. Ele olhou para Natasha e ergueu a sobrancelha.

— Olha, trouxe uma amiguinha. Isso vai ficar interessante.

N: Hill, manda ele embora.

H: Embora? Você sabe há quanto tempo...

Hill parou de falar quando notou a expressão de Natasha. Hill olhou para o homem.

H: Bill você precisa ir.

— Meu nome é Mike.

H: Que seja. Vai, vai.

Hill o puxou do sofá, pegou a roupa e os sapatos deles e entregou na mão dele.

— Posso usar o banheiro?

H: Não.

Natasha abriu a porta e o homem passou, piscando o olho para Natasha antes de sair. Ele ainda parou no corredor e olhou para Hill e Natasha.

— Eu ainda acho que nós três podíamos nos divertir muito...

Natasha fechou a porta e revirou os olhos.

N: Onde você acha esses babacas?

H: Nem todo mundo tem um Steve Rogers para se satisfazer.

Hill notou que a expressão de Natasha ficou mais sombria depois de mencionar Steve.

H: Então... O que houve?

N: Eu acho que eu gosto dele.

H: O que? Isso é ótimo, Natasha. Por que não está contente?

Natasha não respondeu, Hill a analisou.

H: Você o deixou de novo?

N: Nunca voltei pra ele.

H: Voltou sim. Agora que está criando sentimentos, vai tirar ele da sua vida?

N: Eu não o amo, eu apenas...

H: Está apaixonada.

N: Não sei se é para tanto.

H: Você não tem que afastar ele por isso, devia aproveitar e fazer tudo para...

N: Para forçar um amor? Um amor que ele quer e que eu não posso dar? Eu não sou a mulher por quem ele se apaixonou.

H: Claro que é. Você é a mesma.

N: Não sou. Você sabe. Eu vou machucar ele.

H: Mas você não acha que devia deixar ele decidir por ele mesmo? Ele é adulto e a vida é dos dois.

N: Não! Ele não está usando a cabeça.

H: E você está?

N: Se eu estivesse usando o coração...

Natasha suspirou e se calou. Hill a olhou com as sobrancelhas erguidas.

N: Eu só preciso que ele desapegue de mim.

H: Isso é impossível.

N: Basta ter outra mulher. Na verdade, já até sei de uma.

H: Quem?

N: Tem uma garçonete que Steve conhece e andou fazendo umas visitas a ele. Ela está super afim de Steve.

H: Deu em cima dele na sua frente?

N: Não, pelo menos não deliberadamente.

H: Eu acho que Steve vai sofrer mais se ver você empurrando ele para outra mulher.

N: Por isso vim falar com você.

Hill olhou para Natasha, confusa, depois entendeu o que ela quis dizer e fez negativo com a cabeça.

H: Não posso, Natasha.

N: É só para incentivar.

H: Ai Natasha, sinto muito.

N: Pensei que queria me ajudar.

H: Eu quero, você precisa de uma caixa de lenços pra chorar? Esse é o tipo de ajuda que posso oferecer.

...

De volta ao mercado...

— São 39 dólares, senhora.

E: Só um minuto, por favor.

Steve se aproximou do Caixa e observou que Elisa parecia nervosa e estava procurando alguma coisa.

S: Elisa? Tá tudo bem?

E: Ham? Steve, sim.

— 39 dólares.

E: Só um minuto.

S: Posso ajudar?

E: Eu não consigo achar minha carteira. Devo ter deixado em casa.

— Senhora por favor, saia da fila então.

Steve abriu a carteira e Elisa ficou corada.

E: Steve, não. Que isso. Imagina.

S: Não se preocupe.

Steve estendeu uma nota de 50 dólares para a Caixa.

E: Ai que vergonha.

S: Eu sei onde você trabalha...

Steve brincou. Elisa sorriu.

Sara: Pode abrir, papai?

S: Não, ainda não paguei.

— Aqui está o troco.

Steve pegou o dinheiro. Elisa pegou as sacolas da comprar e olhou novamente para Steve.

E: Muito obrigada. Prometo te pagar de volta.

S: Sem problemas.

Elisa sorriu e acenou para Sara antes de ir embora. Steve começou a colocar as compras na esteira do caixa e a Caixa estava olhando para ele toda sorridente.

— Você é o Capitão América, não é?

Steve ficou sem graça e fez positivo com a cabeça.

— ANA! ANA! É ELE! Eu disse!

Steve observou que todas as caixas começaram a cochichar e olhar pra ele. Steve suspirou e ficou apreensivo porque Sara estava junto com ele e já estava se formando um grupo de pessoas tirando fotos dele.

S: Você pode passar as compras, por favor?

— Eu sou sua fã, quando vi um homem tão bonito assim, sabia que era famoso. Algum galã de TV ou cantor, mas é melhor que isso. É o Capitão América.

S: Obrigado, mas estou com minha filha aqui. Preciso me apressar.

— Claro, claro.

Um repórter paparazzi surgiu no corredor com uma câmera profissional e tirou uma série de fotos, Steve observou ele, mas não reagiu, até que o jornalista se aproximou de Sara. Steve encostou no peito dele e falou com calma.

S: Ela é só uma criança. Estamos apenas fazendo compras. Gostaria que respeitasse, por favor.

O jornalista fez positivo com a cabeça e se afastou. Duas adolescentes vieram logo em seguida e pediram autógrafo. Steve assinou os cadernos dela e as pessoas passando na rua, notaram o movimento e entraram para saber o que estava acontecendo.

Um amontoado de gente se formou em volta de Steve. Sara olhou para Steve assustada. Ele tentou chegar no carrinho, mas tinha pessoas impedindo ele de prosseguir. Steve teve que ser um pouco rude quando Sara começou a chorar. As pessoas se espantaram com a forma como ele falou. Steve pegou Sara no colo e olhou para a Caixa, claramente irritado.

S: Quanto deu?

— O gerente disse que é cortesia.

S: Eu vou pagar. Quanto deu?

Sara: Quero ir pra casa.

S: Já estamos indo, Sara.

— 139 dólares.

Steve entregou o cartão e digitou a senha. Ele colocou as compras no carrinho e ainda não tinha como passar pela multidão, mas os seguranças do mercado vieram para ajudar. Eles afastaram as pessoas e permitiram que Steve saísse do mercado. Steve teve que pegar um táxi, para não ser seguido até em casa pelos fanáticos.

Steve chegou no prédio e pegou as compras.

Sara: Vou ajudar, papai.

S: Tá muito pesado.

Sara: Eu levo, eu levo.

Steve deu a sacola com papel higiênico para Sara carregar, já que era bem levinha. Ao chegar no apartamento, Steve se deparou com James sentado no sofá ao lado de Sam, vendo jogo.

S: Que bom que saiu do quarto.

James não olhou para Steve. Sam se levantou e cumprimentou Steve apertando a mão dele.

Sam: Preciso ir.

S: Sem problemas. Muito obrigado, Sam.

Sam: Sempre que precisar...

Sam sorriu e acenou para se despedir das crianças. Sam saiu do apartamento e Steve guardou as compras.

S: James, você já tomou banho?

James continuou olhando para a TV.

S: James? James, te fiz uma pergunta.

J: Não!

S: Por que não toma um banho agora, enquanto ajeito o almoço?

J: Não!

S: James. Estou mandando você tomar banho.

James aumentou o volume da TV, ignorando Steve completamente. Steve estava tão estressado com a saída de Natasha, a demissão de Cindy e o assédio da mídia até com a Sara, que ele desistiu de insistir com James, para não ser grosso demais.

Sara observou a forma como James respondeu e ficou espantada. Ela olhou para Steve e viu como ele ficou triste.

Sara: Papai?

Steve olhou pra Sara, ainda impaciente.

Sara: Eu vou tomar banho, papaizinho, tá bom?

Steve fez positivo com a cabeça, Sara foi pro banheiro e Steve respirou fundo, olhando pra James. Não é culpa dele. Steve pensou.

Steve começou a preparar o almoço, que foi quase uma janta por causa da demora no mercado com todo aquele assédio. Steve serviu o almoço na mesa. Sara e Steve se sentaram.

S: James, vem comer.

James continuou ignorando Steve. Steve se levantou e desligou a TV.

S: Eu disse para comer.

James levantou e sentou na mesa. Ele segurou o garfo, mas não tocou na comida. Steve sentou de novo e deu uma garfada. Steve observou James.

S: Não vai comer?

James não olhou para Steve. Steve respirou fundo e limpou a boca no guardanapo, tentando ter paciência. Sara estava se sentindo mal com o clima pesado entre os dois. Ela segurou a colher com comida.

Sara: Eu tô comendo, papai. Ó.

S: Eu sei. Muito bem.

Disse Steve, secamente, sem desviar o olhar de James.

S: James você precisa comer. Está desde que chegou sem nada na barriga. Come, por favor.

James olhou para Steve, soltou o garfo e cruzou os braços.

S: James, estou avisando...

Sara: Olha papai, tô comendo.

Sara colocou mais uma colher de comida na boca, tentando evitar uma briga entre Steve e James, Steve nem olhou pra ela. Sara ficou chateada.

S: Se não vai comer e nem tomar banho, pode ir pro seu quarto.

James levantou e foi pro quarto, ele bateu a porta e Steve apoiou o cotovelo na mesa, passando a mão na testa logo em seguida.

Sara ficou olhando para Steve.

Sara: Corta minha carne, por favor?

Steve olhou para o prato de Sara, puxou pra ele, cortou, sem nem olhar pra ela. Ele devolveu o prato e Sara não comeu.

S: Já está cortado!

Sara não disse nada. Steve respirou fundo.

S: É o que? Vai ficar sem comer também?

Sara franziu a testa e fez um bico, ela começou a chorar porque Steve estava sendo grosseiro com ela e ela estava tentando ajudar. Steve respirou fundo mais uma vez.

S: Desculpe... Desculpe, princesa. Vem aqui.

Sara permaneceu no lugar. Steve a puxou, a colocando no colo.

S: Papai não quis brigar com você. Papai só está um pouco triste hoje.

Sara parou de chorar e olhou para Steve. Ela colocou a mão no rosto dele e depois pegou o garfo de Steve, colocou comida e deu na boca de Steve. Steve a olhou e sorriu, pegando a comida com a boca.

S: Sua vez.

Steve também deu comida pra Sara. Ao terminarem de jantar, Sara pediu para ver desenho e Steve deixou. Steve estava lavando a louça, quando a campainha tocou. Sara olhou para a porta, animada.

Sara: Mamãe?

James abriu a porta do quarto, também esperançoso. Steve franziu a testa, estranhando o horário. Por mais que ele quisesse que fosse Natasha, seria difícil. Steve abriu a porta e era Elisa.

S: Elisa?

E: Me desculpe aparecer assim do nada.

J: O que ela tá fazendo aqui?

S: James! Vai pro quarto.

James bateu a porta.

E: Eu só vim devolver o dinheiro.

S: Não precisava ser hoje, Elisa.

E: Eu não ia conseguir dormir com uma dívida dessas.

Steve pegou o dinheiro e Elisa continuou parada na porta, como se ainda esperasse algo, mas Steve não entende dessas coisas.

E: Bom... Eu vou indo.

S: Obrigado por trazer o dinheiro. Boa noite.

Elisa sorriu e fez positivo com a cabeça. Elisa saiu do apartamento de Steve, quando ela passou pela portaria para ir embora, Natasha estava com o carro estacionado em frente ao prédio de Steve, ela observou Elisa saindo do prédio. Uau, então Steve é mais rápido do que eu pensava. Natasha pensou.

Natasha pensou em subir para ver as crianças, mas ao ver Elisa, desistiu. Se eles já estão ficando próximos, Natasha não vai atrapalhar. Natasha olhou para a janela do apartamento de Steve e viu que as luzes ainda estavam acesas. Natasha fez negativo com a cabeça, ligou o carro e foi embora.

Notas finais
Eu bem que avisei que a dor estava apenas começando.