Notas iniciais
Olá pessoinhas, quero dedicar o capítulo para Romanogers Murdock que me deu a 25ª recomendação da minha fanfic. 25ª!!! Tem noção do quanto pirei aqui? Muito obrigada mesmooo.

S: Não sabem?

Steve viu John ajudando Anne a desembarcar, Steve foi direto até Anne e agarrou os braços dela, a erguendo do chão. Steve tinha um certo ódio no olhar, que assustou a todos. Parecia que ele ia esmurrar Anne.

Dois agentes tentaram segurar Steve, mas nem conseguiram mover o corpo dele.

S: Onde ela está?

Anne não respondia, apenas chorava.

John: Steve, por favor.

Mais agentes vieram para segurar Steve e ele passou a mão para o pescoço de Anne e o apertou com força, enquanto derrubava agentes no chão com a outra mão. John foi tentar soltar Anne e Steve socou a cara dele, o deixando inconsciente na mesma hora.

S: Onde ela está? Eu não vou perguntar de novo!

A: E-eu... Eu não sei.

S: SABE! Pense de novo.

Steve apertou com mais força, fazendo Anne engasgar e nem por isso Steve pegou mais leve.

A: N-não lembro.

S: Você não se lembra?

H: Anne, Lindsay vai morrer sem oxigênio.

A: Eu sinto muito, mesmo. Eu...

H: Eu sei, nos ajude a achar ela, por favor.

A: Eu queria poder ajudar.

S: Mentira!

Steve estava com tanto ódio, sua mão se fechava com mais força no pescoço de Anne.

H: Larga ela, Steve.

Hill colocou a mão na arma.

H: Largue ou terei que atirar em você.

Steve olhou para a mão de Hill na arma, e ele estava fora de si, ele agarrou o pescoço de Hill com força, e ela chutou a barriga dele, Hill conhece as técnicas de atingir alguém maior que ela, então ela sabia que Steve tinha um ponto fraco perto da barriga, Steve sentiu uma fina dor e soltou Hill que caiu no chão e tossiu tentando se recuperar.

Steve olhou para Hill no chão e sentiu remorso, ele soltou Anne e se afastou. Agentes do FBI algemaram Steve.

— Desculpe, Capitão é para sua própria proteção.

O chefe do FBI ajudou Hill a se levantar.

— Talvez devêssemos trabalhar com a mãe da bebê desaparecida.

H: Não...

Hill passava a mão no pescoço.

H: Steve estava sendo piedoso, Natasha não ia ser tão boazinha assim.

— Como assim?

H: Já teve casos de tortura na sua agência?

— Inúmeros.

H: Tenho certeza que ainda não viu nada como o que Natasha é capaz de fazer.

S: Hill, me desculpe.

H: Tudo bem, não foi a primeira vez, não é mesmo?

Os agentes levaram Steve de carro para a central do FBI. Hill acompanhou o chefe do FBi em conjunto com sua equipe e John e Anne.

— Anne está num estado de choque severo, não vamos conseguir nada dela.

— Talvez não seja necessário.

— Como assim?

— Lembra no barco? Anne disse que Lindsay estaria a salvo com o filho dela.

— O filho dela está morto.

— Sim...

— Descubra aonde o filho dela foi enterrado.

— Imediatamente, senhor.

O agente saiu acompanhado de mais outra agente para investigar qual cemitério o filho de Anne foi enterrado. Assim que conseguiram o endereço, se dirigiram para lá, junto com Maria Hill.

O FBI levou uma grande equipe com cães farejadores. Hill acompanhava o chefe do FBI nas buscas com lanternas.

Dez minutos depois, eles ouviram um dos cachorros latindo, todos correram na direção dele. Ao se aproximar do cachorro, Hill olhou para algo enrolado sobre o manto e depois ouviu choro de bebê.

H: É ela!

Hill correu e pegou Lindsay nos braços, que chorava bastante.

H: Calminha, você está bem, está bem agora.

— Vamos para a ambulância.

Hill carregou Lindsay nos braços até a ambulância, os paramédicos fizeram o atendimento de primeiros socorros.

H: Ela está bem?

— Sim, sem nenhum arranhão.

H: Ela precisa de oxigênio.

— Já ouvimos o pulmão dela, ela está bem.

H: Ela tem insuficiência cardíaca.

— Vamos colocar uma máscara nela só por precaução. Mas não se preocupe, a oxigenação no sangue dela está muito boa.

Hill respirou aliviada, ligou para Natasha e para Steve, dizendo que acharam Lindsay e que ela estava bem.

...

J: O que mamãe?

N: Acharam a irmã de vocês. Vamos para o hospital, imediatamente.

Natasha dessa vez pegou um taxi com as crianças para ir ao hospital. Assim que chegaram no hospital havia uma multidão de pessoas e muita imprensa. Sara segurou na blusa de Natasha e James se aproximou dela o máximo que pôde. Natasha estava com Nick no colo, pensando como ia atravessar essa multidão, sem perder nenhum dos filhos.

Por sorte, Clint estava chegando no hospital e colocou Sara nos ombros dele e segurou na mão de James, pedindo para as pessoas abrirem passagem.

Assim que entraram no hospital, Natasha foi para o elevador, ela ainda não estava aliviada, e nem tinha acreditado em Hill, ela tinha que ver a filha com os próprios olhos.

Steve estava no quarto com Lindsay nos braços, quando Natasha chegou. Ela entregou Nick no colo de Hill e foi pegar a filha.

Natasha não esperou Steve entregar, ela tomou Lindsay e chorava desesperadamente, o que assustou Lindsay que também começou a chorar.

N: Você está viva.

Natasha beijou o rosto de Lindsay, Steve encostou nas costas de Natasha, ela olhou pra ele e Steve aproximou o rosto dando um selinho em Natasha.

Clint colocou Sara no chão e entrou depois de James, Sara não quis entrar no quarto.

C: Vem, Sara.

Sara fez negativo com a cabeça.

C: O que foi?

Steve olhou para Sara.

S: Sara? O que foi, filha?

Sara se encostou na parede e parecia estar amedrontada. Steve beijou a testa de Lindsay e foi até Sara no corredor, ele agachou e apertou o nariz dela de leve.

S: Não está feliz que achamos sua irmã?

Sara ergueu os ombros e quando notou Natasha se aproximando com a bebê no colo, Sara gritou e correu pra longe.

S: SARA?

Sara: Pai...

S: O que? Do que está com medo?

Sara: Dela.

S: Da bebê?

Sara fez positivo com a cabeça.

S: Por que?

James observava do quarto e sabia o motivo da Sara estar com medo da bebê, ele passou para trás de Hill, andando de fininho.

Sara: Ela é zumbi.

N: O que?

S: Sara...

Sara: Ela morreu e agora tá viva, o Jamie disse que ela é um zumbi e vai nos devorar.

Natasha revirou os olhos e respirou fundo, Steve olhou para o quarto, mas não viu James.

S: James!

Steve foi até Sara e a pegou no colo, quando Steve caminhou na direção de Natasha, Sara escondeu o rosto no ombro de Steve.

S: Ela não é um zumbi, ok? Ela não estava morta, foi apenas um engano.

Sara: Mas a mamãe disse que ela tinha morrido.

S: Sim, porque achávamos isso. Ela é só um bebê, olha pra ela.

Sara desenterrou o rosto do ombro de Steve e olhou para a bebê.

S: Zumbis são assim?

Sara fez negativo com a cabeça.

S: Dá um beijo nela.

Sara fez negativo com a cabeça e ainda olhava para a bebê desconfiada.

S: Cho disse que podemos leva-la pra casa, o aparelho de oxigênio é só se ela passar mal, para ficarmos observando.

Natasha concordou com a cabeça.

S: Vamos.

James foi caminhando atrás de Hill, e ficou o mais longe possível dos pais, só se aproximou quando saíram do hospital e ele teve que entrar no mesmo carro e ele estava aliviado que Steve e Natasha estavam tão concentrados nos bebês que esqueceram dele.

Quando chegaram em casa, Steve entrou com Nick no colo, e Natasha com Lindsay. Sara passou correndo para o quarto e James veio logo atrás, querendo ir para o quarto dele.

Natasha e Steve subiram para o quarto dos gêmeos e nenhum dos dois conseguia sair de perto de Lindsay.

James bateu na porta do quarto de Sara e entrou.

J: É essa noite.

Sara: O que?

J: Que a Lily vai devorar o papai e a mamãe.

Sara franziu a testa.

Sara: Cala boca, papai disse que ela não é zumbi.

J: Ela é sim, mas o papai está fingindo que não, com medo que alguém prenda a Lily, mas meia noite, os dentes dela vão crescer e ela vai devorar o Nick primeiro, depois a mamãe e o papai.

Sara: Ela não sabe andar.

J: Sabe, ela só está fingindo...

Sara: Não acredito em você.

J: Lembra da Stacy? Ela também não acreditava, e os pais dela não acreditaram nela, o irmãozinho dela virava lobisomen, e uma noite ele devorou os pais e quase a devorou, mas ela conseguiu fugir.

Sara estava ouvindo com o coração na mão e os olhos arregalados.

J: Nunca mais vimos a Stacy... Nossos pais não vão acreditar, mas é verdade. Você vai ver, os dentes e as unhas da Lily vão crescer a meia noite, os olhos dela ficarão brancos e quando você menos espera.... ARRRRR.

James imitou um monstro, e fez garras com a mão. Sara começou a gritar, desesperada.

Steve quase teve um ataque cardíaco com o grito, ele colocou Nick no berço e desceu as escadas correndo. Steve entrou no quarto e Sara já estava chorando, ela correu e subiu no colo de Steve.

S: JAMES! Está de castigo.

J: Hã? Por que? Eu não fiz nada.

S: Você está assustando sua irmã.

J: Mas pai...

S: Castigo. Vai pro seu quarto.

Sara: Papai, temos que botar a Lindsay pra fora.

S: James está te assustando, é mentira.

Sara: Ela vai devorar você e a mamãe, eu não quero.

S: Nada disso. Nada vai acontecer. Já passou da hora de você dormir, esquece isso.

Steve tentou colocar Sara na cama, mas ela se recusava a soltar ele.

S: Sara...

Sara: Eu tô com medo.

Steve suspirou.

S: Confia em mim, ok?

Sara: Nãoooo. Papaiiii.

S: Sara...

Steve respirou fundo.

S: Você pode dormir comigo e a mamãe hoje, ok?

Sara: Ok.

Steve carregou Sara até o andar de cima, ele entrou no quarto dos gêmeos e Natasha estava quase dormindo com Lindsay no colo.

Sara: Mamãe, ela vai cair!

Natasha abriu os olhos e olhou para Sara, depois para Lindsay, ela a segurou melhor no colo.

S: Você está exausta.

N: Eu estou. Você mais ainda.

S: Ela está dormindo, a coloque no berço e vem deitar.

N: É difícil.

Steve sorriu e fez positivo com a cabeça.

S: Eu sei.

Natasha beijou a testa de Lindsay e a colocou no berço. Ela foi até o berço de Nick e beijou a mãozinha dele. Ela caminhou até Steve e olhou pra Sara.

N: Ué, por que a senhorita não está dormindo ainda?

S: Ela vai dormir conosco.

N: Por que?

Sara: Porque eu tô com medo.

N: Medo de quê?

S: Sh... Vamos sair daqui para não acordar os bebês.

Steve saiu e Natasha logo atrás, deixando a porta do quarto encostada.

S: James ficou inventando histórias pra ela e agora ela está com medo.

N: Que história?

S: Ela ainda cisma que Lindsay é zumbi.

Natasha começou a rir.

S: Não é engraçado, Natasha.

N: Claro que é.

Steve olhou para Natasha com repreensão, ela tossiu e se controlou para não rir.

N: Me desculpe. Já puniu, James?

S: Tá de castigo.

N: Só hoje, ok, moça?

Sara fez positivo com a cabeça, Natasha entrou no quarto e Steve a seguiu com Sara.

N: Eu vou tomar um banho. Você quer me acompanhar?

Steve olhou para Natasha como se ela tivesse feito a proposta mais absurda que ele já ouviu na vida. Steve indicou Sara com a cabeça.

S: Natasha...

N: Eu disse banho, nada mais... Ela não sabe o que significa.

Sara: O que?

S: Nada, princesa.

Natasha foi para o banheiro.

S: Arremesso de Sara em um...

Steve impulsionou o corpo de Sara como se fosse jogá-la na cama. Sara esticou os braços na direção da cama e começou a rir.

S: Dois.... Três.... E.... Já!

Steve a jogou na cama e Sara começou a rir e depois a pular, ela se jogou em cima de Steve.

Sara: De novo.

S: Ok...

Steve fez a contagem e a jogou de novo, Sara levantou e pediu mais uma vez.

S: Agora chega... Tem que dormir.

Sara: Eu não tô com sono.

S: Claro que está. Tivemos um dia cheio. Tem que dormir.

Sara começou a pular na cama novamente.

Sara: Não-Vou-Dor-mir. Eu-que-ro-brin-car.

Steve foi tentar pegar Sara, mas ela se jogou pra trás e começou a correr em círculos na cama.

Sara: Pique pega! Tá com você!

S: Sara!!!

Natasha saiu do banheiro, secando o cabelo na toalha e quase foi atropelada por Sara que pulou da cama e começou a correr pelo quarto. Natasha olhou para Steve, espantada.

N: Que merda é essa?

S: Natasha, olha a língua. Ela é toda sua...

N: Por que ela está agitada assim?

S: Acontece vez ou outra. Boa sorte.

N: O que? Onde você vai?

S: Tomar o meu banho enquanto você a coloca pra dormir.

Steve pegou uma bermuda na gaveta, a toalha e foi para o banheiro. Natasha franziu a testa, vendo Sara correr pelo quarto, ela deu de ombros e se deitou na cama, Natasha se cobriu e fechou os olhos. Sara viu que Natasha não ligou para a bagunça dela e foi até a cama e se ajoelhou ao lado de Natasha.

Sara: Mamãe, vamos brincar.

N: Não.

Sara: Por que não?

N: Porque eu não quero.

Sara franziu a testa.

Sara: Você vai mimir?

N: Sim.

Sara: Por que?

N: Porque eu estou cansada, Sara.

Sara: Por que?

Natasha abriu os olhos e respirou fundo. Ela olhou para Sara.

N: Sara, deita e dorme.

Sara: Eu tô sem sono.

N: Então fica calada.

Sara: Por que?

N: Deus...

Natasha respirou fundo e deitou de barriga voltada pra cima, orando a Deus para que ela não mate um dos filhos, logo depois de ter recuperado outro.

Steve saiu do banho e riu, porque ele já passou por isso com Sara antes.

S: Então...

N: Como é que se desliga ela?

S: É fácil.

N: Mesmo? É fácil e você está esperando o que pra dar um jeito nisso?

S: Eu já volto.

Steve desceu e retornou dez minutos depois, com um copo com leite morno, adoçado.

Sara: Não!

S: Sim!

Sara: Não!

N: Eu posso fazer ela tomar isso em dois segundos. Segure a cabeça dela.

S: Natasha!

N: O que??

Steve fez negativo com a cabeça.

S: Não será necessário... Ou será, Sara?

Sara franziu a testa e Steve segurou o copo pra ela tomar o leite. Sara tomou o leite e imediatamente começou a bocejar, mas não parou por isso, ela deitou em cima de Natasha e começou a dar cambalhotas em cima dela.

Steve desligou as luzes e Sara parou, ela agarrou o pé de Natasha.

Sara: Papai.

S: Estamos aqui, por que tá com medo?

Sara: Porque não vamos ver se ela entrar.

N: Eu espero que ela entre e devore um certo alguém que não quer dormir.

Sara olhou para Natasha em choque. Steve fez negativo com a cabeça e repreendeu Natasha com o olhar.

N: Eu só estou brincando, ela é só um bebê, ela não vai vir aqui, eu fechei a porta, lembra?

Sara: Se tiver fechado, ela não sai?

N: Não, como sairia?

Sara concluiu que era verdade. Steve deitou ao lado de Natasha.

S: Anda, vem deitar.

Sara deitou entre Steve e Natasha, mas não estava pensando em parar.

Sara: Faz cosquinha?

Steve e Natasha: Não!

Sara: Papai?

S: Sara, vai dormir.

N: Eu vou dormir na sala.

S: Nem pensar. Você fica.

N: Não é justo, estou cansada.

S: Ela vai ficar assim mais vezes.

N: E daí?

S: E daí que se só tiver você, você tem que saber lidar com ela.

N: Eu daria uns calmantes...

S: Você ficou louca, ela é criança, não pode tomar.

N: Chá de alface é natural, ela vai ficar desmaiada, mas bem. Eu usava isso missões, ninguém morreu.

Steve ficou parado olhando para Natasha, ele ficou espantado porque ela estava falando sério.

S: Natasha, qualquer coisa que você usava em missão, você jamais... preste atenção... Jamais... pode usar nos nossos filhos. Nem nos filhos dos outros...

N: Você é chato demais.

S: Eu só estou...

Natasha tapou a boca de Steve e em seguida colocou os lábios nos dele, Steve não esperava por esse beijo, e claro não recusou, os dois se beijaram por minutos, até lembrarem que o quarto estava muito silencioso.

Steve olhou para Sara e ela estava dormindo de ponta cabeça na cama. Steve tornou a olhar para Natasha, ele deu um selinho nela e os dois dormiram.

Não por muito tempo, já que os gêmeos acordaram duas horas depois para mamar, depois para trocar fralda, depois queriam conversar e assim foi durante toda a madrugada.

Às oito horas da manhã, os gêmeos deram trégua e foram dormir. Natasha e Steve voltaram ao quarto e se deitaram, os dois bocejaram e respiraram aliviados, finalmente iam dormir. Natasha deitou de lado, suspirou e fechou os olhos. Steve deitou de barriga pra cima, quase caindo da cama, porque Sara já tinha se espalhado completamente pela cama.

Steve bocejou mais uma vez e fechou os olhos.

Sara: Hummmm...

N: Não, não, não.

Natasha começou a repetir ao ouvir Sara gemer, ela agarrou o travesseiro e queria muito chorar agora, porque ela estava exausta.

Sara começou a resmungar e em seguida a chorar.

S: Por que está chorando, Sara?

Sara abriu os olhos e ao ver Steve, parou de chorar.

Sara: Tô com fome.

S: Você não tem que chorar por isso... Vamos lá.

Natasha se sentou e depois se levantou, Steve a olhou com as sobrancelhas erguidas.

S: Nat, eu cuido disso.

N: Não, você já fez muito. Vamos, Sara.

Natasha pegou o robe e se vestiu, ela passou a mão no cabelo ajeitando para prender em rabo-de-cavalo e caminhou até o lado de Steve na cama, ela se abaixou e deu um selinho em Steve, mas não afastou o rosto depois, ficou ainda olhando pra ele, ela ama esses sorrisos doces e idiotas que ele dá quando gosta de algo que ela faz.

S: Tem certeza?

Natasha fez positivo com a cabeça, sorriu e esfregou a ponta do nariz no de Steve, que tratou logo de encher os lábios dela de selinhos. Steve segurou o rosto de Natasha e ia iniciar um beijo mais intenso, mas foram interrompidos.

Sara: Tô com fome!

Os dois pararam, Natasha revirou os olhos e deu um último selinho, antes de sair do quarto com Sara.

Natasha desceu até a cozinha e foi preparar algum cereal para Sara. Quando Natasha retornou na sala de jantar, Sara estava dormindo na cadeira, com a cabeça deitada na mesa de jantar. Natasha queria jogar a tigela na parede, ela ouviu passos e olhou para o corredor. James abriu a porta do quarto e saiu, bocejando.

J: Bom dia, mãe.

N: Bom dia. Fome?

James fez positivo com a cabeça.

N: Que bom, coma isso.

Natasha colocou a tigela na mesa, James se sentou para comer. Natasha ouviu passos também do lado de fora da casa e franziu a testa, ela se esgueirou para ao lado da porta, quando ouviu alguém tentando abrir a porta. James encheu a boca de cereal e observou Natasha.

A porta se abriu e Natasha quase atacou quem estava entrando, mas ficou aliviada de ser apenas Laura.

L: Olá. Bom dia! Já soube da novidade! Lily está bem e conosco, algo me dizia que ela não tinha morrido. Minha intuição não falha.

N: Graças a Deus você está aqui. Eu iria ficar muito, mas muito grata se você ficasse com eles por pelo menos uma hora, eu realmente preciso dormir.

L: Não se preocupe, nem vai notar que estamos aqui.

Natasha subiu as escadas para dormir. Laura cuidou de James e Sara para que comessem, tomassem banho e fizessem as tarefas, e ainda cuidou dos gêmeos quando acordaram querendo atenção.

Steve e Natasha tiveram cerca de duas horas de sono direto, até ouvirem barulho de coisas caindo no chão no andar de baixo. Steve suspirou e Natasha gemeu, resmungando. Os dois estavam se preparando para se levantar, mas não foi preciso, Laura gritou lá de baixo.

L: Foi só um pequeno acidente, estamos todos bem, voltem a dormir.

Os dois respiraram aliviados, mas já tinham despertado de certa forma, Steve olhou para Natasha ao lado dele e se deitou de lado, se aninhando junto ao corpo dela, que também estava deitado de lado. Steve encaixou o rosto na nuca de Natasha e puxou o ar com toda força para sentir o cheiro dela.

Natasha colocou a mão sobre a de Steve e a colocou sobre sua barriga, mas estava muito mais sonolenta que Steve, ela nem abriu os olhos, só abriu quando Steve deslizou o nariz pela nuca dela até o pescoço e em seguida para as maçãs do rosto de Natasha que a fez virar o rosto para tentar ver Steve, mas ele logo colou os lábios nos dela e ambos fecharam os olhos. Natasha levou a mão até a nuca de Steve e puxou a cabeça dele pra ela, fazendo com que ele explorasse ainda mais fundo a boca dela.

Natasha ama o beijo de Steve, porque de alguma forma ele consegue transmitir o que está sentindo no momento pra ela, se é amor, ela sente pelas passadas lentas e minuciosas que ele faz com a língua, se é tesão, a respiração dele e o desespero com a qual ele movimenta sua língua ficam muito mais aceleradas, e quando ele está com raiva ou ciúme, ele sempre segura mais firme na nuca ou no cabelo dela, e ele mal a deixa respirar querendo mostrar que ele domina ela. Antigamente ela costumava fingir que ele a dominava, mas com o passar do tempo, ela percebeu que não conseguiria parar se quisesse, então é fato que ele consegue dominar ela também, não é só Natasha que é irresistível, mas ela não deixa ele saber disso. Imagina se deixaria! Ah e tem o beijo de desculpas, que não é algo muito forte, mas é geralmente selinhos inusitados a qualquer momento e repetidamente, até Natasha se cansar e socar a cara dele.

Ok, sobre esse beijo... Podemos dizer que iniciou como um beijo de amor, mas eles estão sozinhos e na cama, e os corpos quentes se encostando e trocando calor, então né... Obviamente passou de beijo de amor para um beijo de tesão, especialmente quando Steve já estava virando o corpo de Natasha para ficar voltado para cima e ela nem percebeu.

Os lábios de Steve se moveram para o pescoço de Natasha e novamente para a boca e para o pescoço e para a boca... ele não sabia o que queria beijar primeiro, ou melhor dizendo o que ele queria beijar mais. Steve deitou sobre o corpo de Natasha e ele suspendeu a camisola dela até a altura dos seios somente e parou.

Não foi de propósito que ele parou, foi porque bateram na porta e logo em seguida entraram. Natasha e Steve pararam com os lábios inchados e vermelhos, os dois franziram a testa e olharam na direção da porta para ver quem era.

— Heeeeyy, pessoal!

Notas finais
Quem será o empata-foda da vez? Garanto que não é nenhuma das crianças ou Laura. Façam suas apostas e há chances de ser a Elisa =X ahuhauhshuhsuhs ou não...