Memories - Romanogers Fanfic

40 O que aconteceu com Sara?


Notas iniciais
Ai Cristo, Rei, Senhor, Kenia postou ontem e já joga outro capítulo hoje? Sim. Desculpa.

No carro a caminho de casa, Steve dirigia em silêncio e com o semblante sério. Sara olhou para Steve pelo retrovisor.

Sara: Papai?

Steve estava chateado demais, não com Sara, mas com James e Natasha. Ele ignorou porque não estava com paciência no momento.

Sara: Papai?

Sara entendeu o silêncio de Steve, ela olhou pra baixo e foi quieta até em casa. Quando chegaram, Sara já tinha adormecido. Steve a pegou no colo e a levou pra dentro do prédio. Chegando no apartamento, Steve a colocou na cama e foi para o corredor. Steve olhou o quarto de James e ficou alguns segundos parado se sentindo mal por James dizer que quer ficar com Natasha. Steve suspirou, fechou a porta e foi para o quarto.

Durante a madrugada, Sara acordou e chamou Steve. Steve acordou e olhou a hora. Era muito cedo pra Sara acordar e ele ainda não está com paciência pra lidar com ela agora. Steve decidiu ignorar, mesmo depois que Sara começou a chorar. Ela não sai do quarto a noite sozinha porque tem medo do escuro. Steve esperou mais alguns minutos e Sara parou de chorar. Steve tornou a fechar os olhos.

De manhã quando Steve acordou, ele já estava se sentindo melhor. Ainda mais porque James só ia passar aquela noite com Natasha, hoje estaria de volta. Steve se levantou e olhou o corredor, o silêncio indicava que Sara ainda estava dormindo. Steve decidiu tomar banho antes de acorda-la para a escola.

Assim que saiu do banho e se vestiu, Steve bateu na porta do quarto de Sara e abriu a porta.

S: Sara? Vamos acordar? Tá na hora da escola.

Steve foi para a cozinha e preparou o café da manhã e a mamadeira de Sara. Enquanto ele ajeitava o café na mesa, ele olhou para o corredor e não ouviu nenhuma movimentação de Sara. Steve foi novamente até o quarto e viu que Sara nem tinha se mexido.

S: Sara? Tá na hora da escola, princesa.

Steve entrou e se aproximou da cama.

S: Sara?

Steve olhou para o outro lado da cama e notou que o chão do quarto estava cheio de vômito, o coração de Steve acelerou.

S: Sara??

Steve viu que ela não se mexia, encostou nos braços dela e estava pelando. Steve pôs a mão na testa de Sara e ela estava muito quente.

S: Sara? Fala com o papai. Sara?

Steve a sacudiu de leve, Sara estava suando mas sem nenhuma reação. Steve ficou desesperado e se sentindo muito mal por ter ignorado os chamados dela de madrugada. Steve correu até o quarto, pegou a carteira, celular e a jaqueta, pegou Sara no colo e desceu de elevador com ela nos braços.

Na portaria, alguns vizinhos notaram o estado preocupado de Steve e Sara desmaiada. O porteiro veio correndo.

— O que houve, senhor Rogers?

S: Ela não acorda, está pelando de febre.

Uma vizinha se aproximou e encostou na testa de Sara.

— Pobrezinha, ela está muito quente.

— Quer que chame uma ambulância?

S: Não dá tempo, vou direto pro hospital.

A vizinha chamou o marido que estava lá fora e ele veio correndo.

— Leve o senhor Rogers pro hospital, a Sarinha está doente.

S: Não precisa, estou de carro.

— Olha, você está nervoso demais pra dirigir. Meu carro já está ali na rua, eu levo vocês. Vamos.

S: Obrigado.

Steve e o vizinho entraram no carro e foram o mais rápido possível para o hospital. Steve ainda tentou acordar Sara no caminho, mas ela não reagia. Assim que entraram na emergência, os enfermeiros a colocaram na maca e a levaram pra dentro da sala. Steve seguiu eles e sequer se despediu do vizinho. O médico se aproximou deles.

— Sou o Dr. Oliver. O que houve aqui?

Disse o médico pegando o estetoscópio para ouvir a respiração e batimento cardíaco de Sara.

S: D-doutor, ela me chamou de madrugada, mas eu não fui checar ela. Sinto muito.

— Isso não ajuda agora, o que ela teve?

S: Eu encontrei o quarto vomitado e ela com febre. E ela não acorda. Por que não acorda, Doutor?

O médico checou a temperatura de Sara.

— 42º de febre. Ela pode convulsionar. Vamos medicá-la agora mesmo. Preciso que saia.

S: Eu não vou a lugar nenhum.

Um enfermeiro segurou o braço de Steve.

— Senhor, me acompanhe.

S: Não! Eu vou ficar com ela!

O médico fez um gesto para o enfermeiro deixar Steve ficar. Eles aplicaram uma injeção em Sara e em seguida prenderam um tubinho no braço dela, conectando ao soro.

S: O que é isso?

— Dipirona. Para abaixar a febre. Ela vai ficar em observação.

S: O que ela tem?

— Não sei.

S: Como não sabe???

— Só sabemos da febre e do vômito. Vou pedir exames para checar se é gripe ou alguma infecção.

S: Mas ela vai ficar bem?

— Senhor, é provável que sim, você precisa ficar calmo por ela. Vamos aguardar o resultado dos exames.

Steve olhou pra Sara e agora ele estava chorando tudo que não tinha chorado ainda. Ele pôs as mãos na cabeça e agachou, se sentindo perdido. O médico encostou no ombro dele.

— Não adianta se punir, crianças são delicadas, você fez o certo ao trazê-la pra cá.

S: Podia ter sido tarde demais.

— Mas não foi. Preciso adiantar o pedido dos exames dela. Seria bom avisar a mãe dela.

Steve fez positivo com a cabeça. O médico se retirou. Steve se aproximou da maca de Sara e segurou na mão dela.

S: Me desculpe, Sara.

Steve beijou a mão de Sara e não telefonou para Natasha, ligou para Hill e explicou o que houve. Hill disse que ia entrar em contato com Natasha, imediatamente.

Natasha tinha acabado de deixar James na escola, enquanto caminhava para o carro, o celular tocou. Hill explicou o que houve.

N: Qual hospital?

H: St. Mary.

N: Estou à caminho.

Natasha sentiu seu coração apertar, ela nem sabe o que houve e está com um medo enorme. Ela nunca sentiu isso antes, ela dirigiu o mais rápido possível, largou o carro na calçada. Um guarda se aproximou.

— Senhorita, não pode deixar o carro aqui. Senhorita?

N: Me multe.

Natasha passou pelo guarda e correu até o hospital. Ela foi na recepção.

N: Sara Rogers?

— Ela está na sala de emergência.

Natasha se virou para ir até lá. A recepcionista se levantou.

— Senhora? Já tem um acompanhante lá dentro, você tem que aguardar. Senhora?

Natasha ignorou e continuou caminhando até chegar na sala de emergência. Assim que ela entrou se deparou com Steve na frente da maca, ele a olhou e Natasha se aproximou da maca. Ela olhou para Sara e viu um enfermeiro coletando sangue dela.

N: O que é isso?

— Coletando sangue para exames.

Natasha encostou a mão na testa de Sara e a sentiu bem quente. Ela olhou para Steve por cima do ombro.

N: Ela está com febre.

S: Sim. A medicaram e está baixando gradualmente.

N: O que aconteceu?

Steve ergueu as mãos no ar e fez negativo com a cabeça.

S: Ela vomitou e quando fui checar ela não acordava.

N: Ela ainda não acordou?

S: Não...

Natasha suspirou e olhou pra Sara de novo. Natasha deslizou a mão pelo bracinho dela.

N: Ela é tão pequena.

S: Eu sei. Eu sinto muito.

N: Por que você sente?

Natasha olhou para Steve, confusa.

S: Ela me chamou de madrugada e eu ignorei.

N: Por que?

S: Eu estava chateado.

N: Comigo?

Steve ficou em silêncio e Natasha lançou um olhar reprovador para Steve.

N: Você a ignorou passando mal porque estava com raiva de mim?

S: Eu não sabia que ela estava passando mal.

N: Que tipo de pai faz isso?

Steve ficou sério e respirou fundo.

S: Eu não sabia que ela estava mal!

N: Não sabia porque não foi checar ela! Tudo porque estava de coração partido?

S: Ao menos, eu estava perto dela. Não podemos dizer o mesmo sobre você. Você nunca esteve lá pra ela. Esteve?

Natasha respirou fundo. Ela estava com a testa franzida e com a veia do pescoço saltando de raiva.

N: Como ousa? Eu estava em coma.

S: Exato. Não venha me julgar agora. Mesmo depois do coma, você mal os vê.

N: Você sabe que não me lembro de nada, como queria que eu reagisse acordando descobrindo que sou casada e tenho dois filhos?

Uma enfermeira se aproximou de Steve e Natasha porque os dois estavam gritando e haviam outros pacientes na sala.

— Preciso que se retirem.

S: Não vou a lugar nenhum.

— Vocês não podem brigar aqui. Pense na filha de vocês. Ela pode estar ouvindo tudo isso.

Steve ia argumentar, mas se deu conta que era verdade, Sara podia estar ouvindo eles discutindo desse jeito. Steve imediatamente se sentiu mal. Ele olhou pra Sara e saiu da sala. Natasha ficou ainda mais alguns segundos e saiu da sala.

Steve se sentou na cadeira de espera do lado de fora da sala. Natasha se encostou na parede de frente para a porta da sala de emergência. Steve fez negativo com a cabeça, pensando consigo mesmo nas acusações que fez, não era pra ele ter dito aquelas coisas, mas ele ficou na defensiva porque Natasha o estava acusando de negligência.

Steve ficou olhando pro chão, mas se dirigiu a Natasha.

S: E o James?

N: Eu o deixei na escola.

Um silêncio de seguiu de chegar a ensurdecer. Os dois sem jeito, os dois sabendo que erraram nas acusações, os dois querendo se falar, os dois com um orgulho enorme. Natasha iniciou a conversa, porque Steve estava num estado deplorável.

N: Ele chamou você.

Steve olhou para Natasha.

N: James... De noite, ele acordou e chamou por você.

Steve tornou a desviar o olhar, Natasha se aproximou devagar e sentou ao lado dele. Natasha suspirou, olhando para o chão também.

N: Ele ama você demais, Steve. Ele apenas sente a minha falta. Não quer dizer que me ame mais que você. Como você mesmo disse, você sempre esteve aqui por eles, eu não.

Steve olhou para Natasha e sentiu uma ponta de remorso.

S: Eu não devia ter dito aquilo.

N: Está tudo bem. É verdade. Eu exagerei porque fiquei preocupada com Sara.

S: É bom ver você assim.

Natasha agora o olhou nos olhos.

S: Preocupada, se importando com eles.

N: Eu me importo com você também.

Steve desviou o olhar por alguns segundos e tornou a olhar Natasha.

S: Só espero que ela fique bem.

N: Ela é forte como o pai dela.

Steve deu um pequeno e triste sorriso. Steve suspirou. Após duas horas de espera, o médico apareceu na porta, Steve e Natasha se levantaram imediatamente e se aproximaram do médico.

— O estado dela é estável. Conseguimos diminuir a febre.

N: O que ela tem?

— É uma virose.

S: Ela vai ficar bem?

— Sim. Já podem levar ela pra casa. Vou prescrever uns remédios, ela precisa beber bastante água e repousar.

S: Ela é muito agitada.

— Aí é onde os pais entram em ação. Vocês podem entrar, ela já está acordada.

Steve agradeceu ao médico e entrou com Natasha na sala da emergência. Sara estava bem pálida e olhou para os pais. Steve se aproximou correndo, beijou a testa de Sara e segurou a mão dela.

S: Ela ainda está quente.

Natasha tocou na testa de Sara e realmente ela ainda estava quente.

N: Vou chamar o médico.

Sara: Mamãe?

Sara tossiu e chamou Natasha com a voz bem fraca e chorosa. Natasha parou e olhou pra Sara.

Sara: Fica aqui comigo.

N: Eu só vou chamar...

Natasha suspirou e voltou para perto da maca de Sara, ela sentou na beira da maca, olhando pra ela.

S: Como se sente, filha?

Sara: Cansada.

S: É, você está dodói. Mas o médico disse que você vai ficar boa.

Sara: Eles me deram injeção?

Steve fez negativo com a cabeça.

S: Não. Eu não deixei.

Sara parecia aliviada com a mentira que Steve contou. Natasha apenas observou.

Um enfermeiro passou por eles e Natasha o chamou, avisando que Sara ainda estava quente. O enfermeiro checou a temperatura e Sara estava com 38º de febre.

— Vou chamar o médico.

Steve e Natasha se olharam, preocupados. Sara começou a tossir.

Sara: Quero ir pra casa.

S: Já vamos, meu amor. O médico já vai te liberar. Tá sentindo alguma coisa?

Sara: Minha cabeça dói.

Steve acariciou a testa de Sara.

S: Vai passar, princesa.

O médico se aproximou.

— É que a gripe ainda está presente nela, aí a febre voltou.

N: Mas tão rápido assim?

— É imprevisível. Vou administrar mais uma dose de dipirona nela.

O enfermeiro se aproximou com uma seringa, Sara olhou para a seringa desesperada. A respiração dela ficou ofegante e ela tentou levantar. Natasha encostou a mão na testa de Sara a fazendo se deitar e olhou nos olhos dela.

N: Sh... Calma, não é pra você.

Sara: Não?

Natasha fez negativo com a cabeça, Steve ficou observando Natasha.

N: Não. Ele vai dar injeção nesse tubinho aqui que tá no seu braço.

Sara: Pra que?

N: Não sei, coisa de médico. Mas não será em você, eu prometo. Confia em mim?

Sara olhou para Steve, depois de volta para Natasha e fez positivo com a cabeça. O enfermeiro aplicou a medicação no tubinho conectado a veia de Sara e se afastou. O médico entregou uma receita para Steve.

— Não se preocupem. Aqui está a receita de medicamentos. Se ela tiver febre de novo, um banho frio e a dipirona vão baixar a febre, mas acredito que ela não terá mais febre. Esse antibiótico que prescrevi é muito bom.

S: Então podemos ir?

— Sim.

O médico mesmo tirou o tubinho do braço de Sara. Steve a pegou no colo e Sara deitou a cabeça no ombro de Steve. Natasha os acompanhou até a saída.

S: Eu vou chamar um táxi.

N: Não veio de carro?

S: Não, um vizinho me trouxe.

N: Meu carro está na outra calçada. Eu levo vocês.

Steve e Natasha atravessaram a rua. Natasha viu a multa no vidro do carro, amassou e jogou fora. Steve colocou Sara deitada no banco de trás e sentou ao lado de Natasha. Natasha levou Steve até o prédio dele. Quando Steve foi pegar Sara ela despertou e olhou pra Natasha. Sara estendeu a mão.

Sara: Mamãe.

Sara ainda estava fraca, mal conseguia ficar com os olhos abertos. Natasha estava se sentindo mal de vê-la assim.

Sara: Mamãe... Fica comigo, mamãe.

S: Ela vai dormir, não se preocupe.

Steve fechou a porta do carro e se virou para entrar no prédio. Natasha suspirou, desligou o carro e saiu dele. Steve se virou e viu Natasha vindo logo atrás dele.

Assim que entraram o porteiro se aproximou deles.

— Então, senhor Rogers. Ela melhorou?

S: Está melhorando.

— O que ela tem?

S: Parece que uma dessas viroses. Uma gripe. O médico disse que ela vai ficar bem.

— Ah vai sim. Sarinha é muito forte, logo vou ver ela correndo e brincando por aqui.

Steve sorriu e seguiu para o elevador com Natasha. Ao chegarem no apartamento, Steve estava com dificuldade de pegar as chaves. Natasha o ajudou e abriu a porta pra ele. Steve entrou e foi colocar Sara na cama. Natasha fechou a porta e o seguiu até o quarto.

Steve sentou ao lado da cama de Sara e a ficou olhando. Natasha olhou pra ele e depois se aproximou da cama de Sara. Natasha a cobriu mais, Sara abriu os olhos, olhou pra Natasha e suspirou.

Sara: Mamãe.

N: Eu estou aqui, Sara.

Sara: Não vai embora.

Sara resmungou, ameaçando chorar, já ficando agitada. Natasha encostou a mão na testa de Sara, que já estava mais fria agora.

N: Não vou a lugar nenhum até você ficar boa, ok?

Sara bocejou e tornou a dormir. Steve não tirou os olhos de Sara, ele suspirou, fazendo Natasha voltar a atenção para ele.

N: Não foi sua culpa, Steve.

S: É muito difícil saber que podia ter ajudado ela antes.

N: Eu sei. Mas você a ajudou assim que pôde.

S: Podia não ter dado tempo. Ela podia ter m...

N: Sh... Não. Ela nem chegou perto disso, não exagere. Não se puna assim. Ela está aqui agora, está segura. O médico já disse que ela ficará bem.

Steve fez positivo com a cabeça. Natasha se sentou no chão do lado contrário da cama de onde Steve estava. Natasha recostou na estante de bonecas da Sara, e os dois ficaram ali em silêncio, vigiando o sono da filha deles.

Quase duas horas se passaram. Steve notou que Natasha cochilou, ele se levantou com cuidado para não acordar ela e nem Sara, mas Natasha estava no modo alerta, abriu os olhos assustada e franziu a testa.

S: Desculpe te acordar.

N: Não, eu só estava cochilando. Ela está bem?

Steve encostou a mão na testa de Sara.

S: Não está mais com febre. Preciso buscar James na escola.

N: Prefere que eu vá?

S: Na verdade prefiro que fique com ela, ainda terei que comprar os remédios.

Natasha concordou com a cabeça. Steve beijou a testa de Sara e saiu do apartamento. Ele foi de carro até a escola de James e esperou tocar o sinal de saída. Assim que James saiu e viu o pai, procurou por Natasha.

S: Desculpa, James, sua mãe teve que ficar com a Sara.

J: Tudo bem... Eu senti sua falta.

Steve deu um pequeno sorriso e pegou a mochila de James pra carregar.

S: Eu também.

J: Cadê a Sara?

S: Sara está dodói, filho. Vou comprar almoço na lanchonete da Elisa pra viagem, vamos na farmácia e depois direto pra casa.

Steve e James entraram na lanchonete. Elisa estava passando pano nas mesas, ela viu Steve e sorriu.

E: Boa tarde, jovens. Acabei de limpar a mesa de vocês.

S: Obrigado, Elisa, mas não vamos ficar.

E: Por que não? Cadê a baixinha?

S: Pois é, ela acordou super doente.

E: Ah tadinha. Como ela está?

S: Está dormindo, mas estou muito preocupado. Só vim comprar o almoço pra levar pra casa. Posso pedir um favor?

E: Claro.

S: Se puder agilizar o nosso pedido. Detesto ter que pedir isso, mas...

E: Não precisa dizer mais nada.

Elisa anotou os pedidos e correu na cozinha para pedir para aprontarem as quentinhas de Steve. Elisa voltou dez minutos depois com a comida. Ela entregou para Steve.

E: Se você precisar de qualquer coisa, me liga. Escrevi meu número na embalagem.

S: Obrigado.

E: Se você não se importar, gostaria de visitar ela.

S: Olha é muito gentil. Pode aparecer quando quiser.

E: Vou levar os cupcakes que ela ama. Melhoras pra ela.

James ficou de cara feia o tempo todo, Elisa nem atentou falar com ele porque sabia que ele ia reagir mal. Steve e James passaram na farmácia e foram direto pra casa. Ao chegar no apartamento, Steve encontrou Natasha no sofá da sala com Sara no colo, enrolada numa coberta. James se aproximou das duas.

J: Mãe!! Você tá aqui.

S: Ela veio ver a Sara, James.

Steve olhou para Natasha, já deixando claro para James porque Natasha estava em casa.

S: Eu trouxe comida.

Sara: Papai.

Sara estendeu os braços para Steve. Steve deixou a comida na mesa e foi até Natasha. Ele pegou Sara no colo e sentiu a temperatura na testa dela.

S: Ela está ficando quente de novo.

N: Eu chequei a temperatura dela agora há pouco, estava 36,5º.

S: Vamos comer um pouquinho?

Sara fez negativo com a cabeça.

S: Você precisa comer pra ficar boa.

Sara: Não quero.

Natasha se levantou e ajeitou o cabelo de Sara.

N: E se eu te der, você come?

Sara olhou pra Natasha e coçou o olho. James ficou observando Steve com Sara no colo e Natasha tentando convencer ela a comer. Tudo parecia como antes do acidente. James se aproximou deles e olhou pra Sara.

J: Eu te dou minha batata frita.

Sara olhou pra James.

J: Come.

Sara fez positivo com a cabeça, Steve e Natasha foram para a mesa, junto com James. Sara se recusou a sentar na cadeira dela e por estar doente, Natasha e Steve deixaram ela ficar no colo. Steve se virou um pouco para Natasha, porque ela quem estava dando comida na boca de Sara.

James estava tentando cortar a carne, mas estava um pouco dura e a carne acabou saindo do prato. Steve observou.

S: Deixa eu cortar pra você.

Steve cortou a carne de James, enquanto Natasha dava a segunda colherada de comida pra Sara, ela estava demorando a engolir.

S: Toma.

J: Obrigado.

Steve aproveitou pra comer um pouco. Natasha preparou a terceira colherada e levou até a boca de Sara que fechou a boca e virou o rosto.

N: Sara... Vamos comer, ok?

Sara fez negativo com a cabeça.

N: Você comeu muito pouco.

S: Sara, você precisa comer.

Sara: Não quero.

N: O James até te deu a batata dele.

S: Só a batata então.

Sara fez negativo com a cabeça. Pra Sara recusar batata frita é porque não está bem. Natasha olhou para Steve.

N: Ela não comeu praticamente nada.

S: Sara, só mais uma colherada e eu prometo que tá bom.

Sara: Nãããão.

Sara resmungou, ameaçando chorar.

N: Por favor.

Sara abriu a boca, Natasha colocou comida na boca dela, Sara mastigou por um bom tempo, mas não engoliu. Natasha ficou olhando pra ela. Natasha franziu a testa porque a expressão de Sara estava diferente.

N: Oh Deus.

Natasha se levantou e virou o rosto de Sara pra longe da mesa, ela vomitou mais do que a quantidade que comeu. Steve a levantou as pressas e a levou pro banheiro. Natasha o seguiu preocupada.

N: Por que ela vomitou?

S: Eu não sei. Os remédios do hospital talvez.

Sara: Não me sinto bem.

Sara tornou a vomitar bastante. Steve já estava tremendo. Ele encostou no rosto dela e Sara estava pelando de febre de novo.

S: A febre voltou.

N: O médico disse pra dar banho frio.

Steve entregou Sara no colo de Natasha e foi para o quarto separar roupa e toalha pra ela. Natasha despiu Sara e a colocou no chuveiro, mas Sara mal conseguia ficar de pé. Natasha a deixou sentada dentro da banheira e ficou com pena da tremedeira de Sara.

N: Steve?

S: Estou indo.

N: Ela está tremendo.

S: Deus, vamos voltar pro hospital.

N: Não, calma. Você trouxe os remédios?

S: Sim. Vou pegar o da febre.

Steve preparou o remédio de Sara. James correu no banheiro.

J: O que está acontecendo?

N: Sua irmã está doente, mas vai ficar bem.

Steve chegou com o remédio misturado na água. Ele tentou fazer Sara beber, mas ela empurrou o copo.

S: Sara, você tem que beber pra ficar boa.

Steve se chocou com o que Natasha fez a seguir.

N: Segura ela. Me dá o copo.

Steve segurou os braços de Sara, mas estava desconfiado. Natasha se levantou, segurou o nariz de Sara, impedindo ela de respirar, o que a fez abrir a boca. Natasha não pensou duas vezes, deu o remédio pra ela na hora que ela abriu a boca. Sara engasgou um pouco, mas engoliu o remédio, e claro que começou a chorar pela forma como foi forçada a tomar o remédio.

Steve ainda estava chocado.

N: Ela vai melhorar.

J: Por que mamãe fez isso?

S: Porque Sara precisava tomar o remédio.

James também ficou assustado. Steve enrolou Sara na toalha. Natasha ajudou a secar e vestir ela. Steve a pôs de volta na cama.

N: Vamos aguardar a febre abaixar. Se não melhorar, voltamos no hospital.

Steve concordou com a cabeça. Felizmente a febre abaixou alguns minutos depois, Sara continuou dormindo. Steve olhou para Natasha que estava em pé de braços cruzados.

S: Você também não comeu nada.

N: Estou sem fome.

J: Posso jogar vídeo game?

Steve olhou para James e fez positivo com a cabeça. James foi para o quarto, enquanto Steve e Natasha ficaram com Sara, ambos extremamente preocupados. No final do dia, a campainha tocou, o que despertou Sara.

N: Eu atendo. Fica com ela.

Natasha saiu do quarto de Sara e foi até a sala. Natasha abriu a porta e se deparou com uma mulher, segurando uma caixinha com cupcakes. Steve foi para a sala com Sara no colo.

S: Elisa?

E: Boa noite, Steve.

Notas finais
E se eu disse pra vocês que Steve e Natasha só vão se entender depois que uma grande perda acontecer?