Memories - Romanogers Fanfic
6 O Parque
Notas iniciais
Natasha desceu as escadas com pressa e entrou no carro, o olhar de James não saía da cabeça dela. Mas que merda. Natasha pensou. Ela telefonou para Hill e ativou o viva-voz.
N: Hill, eu fiz uma besteira.
H: O que?
Natasha ficou em silêncio, Hill suspirou impaciente.
N: Eu e Steve ontem a noite...
H: Transaram?
N: Sim.
H: Foi bom?
N: Hill, você ouviu o que acabei de dizer?
H: Ele é seu marido, ué.
Natasha lembrou agora disso.
N: Eu sei mas no dia seguinte, foi estranho.
H: Como assim? Ele ficou grudento?
N: Não, o contrário. Na verdade, durante a noite eu até o cobri, porque estava frio, eu não sou disso.
H: E você está chateada com isso?
N: Não, estou aliviada por ele não ter ficado de manha pra cima de mim. Mas nem foi só isso. As crianças, o James... Eles queriam que eu fosse para um parque com eles hoje.
H: E por que você não foi?
N: Eu num parque? Hill!
H: Tá, eu não sei pra que você me ligou então, tenho mais o que fazer.
N: Hill, é que eu sinto como se devesse ir.
Hill revirou olhos, apesar de Natasha não poder ver ela agora.
H: Então vai ué.
N: Sim. Eu te vejo amanhã.
H: Ham... Natasha? Posso te fazer uma pergunta?
N: O que?
H: Como o Rogers é de cama?
N: Por que você quer saber como meu marido é de cama?
H: Ah agora é seu marido, né?
N: Agora não, meu bem, segundo vocês já tem 7 anos que ele é. E eu não vou falar nada pra você.
Natasha estava pegando um atalho para chegar no parque.
N: Foi muito bom, se você quer saber.
H: Jura?
N: Eu não esperava muita coisa, e até que me surpreendi.
H: Gente, o Rogers... Quem diria...
Hill sorriu sarcasticamente do outro lado da linha.
H: E o badalo dele é grande?
N: Agora você quer saber demais.
Natasha desligou o telefone e já estava perto do parque, ela ainda estava tentando conter o riso do papo que teve com a Hill. Ela estacionou na vaga e desceu do carro. O parque estava um pouco cheio, muitas crianças correndo, gritando, chorando, babando e etc. Natasha já estava começando a achar que foi uma péssima ideia.
Ela andou pelo parque à procura dos três. Depois de uns minutos andando, ela finalmente os achou numa barraca de tiro ao alvo. James tentava atirar em vão, para conseguir um dos prêmios, enquanto Steve esperava com Sara no colo. James só tinha mais dois tiros. Ele estava vermelho de raiva, por não conseguir acertar. Ele respirou fundo e mirou para a lata. Atirou e não acertou. Na hora que ele ia começar a espernear, Natasha se aproximou.
N: Você está fazendo errado.
Os três a olharam. Sara abriu um enorme sorriso, assim como James. Steve sorria de felicidade, mas estava tentando se conter.
Sara: Mamai, mamai.
J: Você veio.
Natasha fez positivo com a cabeça e se aproximou, ela pegou a arma de James e abaixou na altura dele. Ela apontou para a lata e inclinou a cabeça.
N: Você precisa ver por cima da arma, desse jeito. Tenta.
Natasha entregou a arma para James e ele apontou, tentando imitar a mãe. Ele atirou, chegou perto, mas não conseguiu atingir a lata.
J: Mas que merda!
Sara botou a mão na boca, chocada e Steve olhou para James com repreensão. Natasha não entendeu o motivo do alarde.
S: James, olha a língua!
N: Merda não é palavrão.
S: É sim.
J: Não é, a mamãe sabe mais.
S: Desde quando ela sabe mais?
N: Desde sempre.
S: Natasha, se eles falarem essas coisas na escola, serão punidos e nós dois chamados lá para ouvir sermão da diretora, tá afim de passar uma tarde ouvindo sermão?.
N: Tá bom, tá bom. Sara e James nada de falar palavrões.
J: Eu só queria aquele tanque de guerra!
Natasha olhou em volta e viu uma barraca com alvos que se mexem sem parar.
N: E se eu conseguir algo maior pra você?
J: O que?
N: Aquele skate daquela barraca.
J: Ah, ninguém consegue acertar mais do que 1 naquele brinquedo, e tem que acertar pelo menos 3 para ganhar o prêmio mais barato.
N: Vou ganhar aquele skate.
Natasha caminhou, confiante para a barraca, James foi correndo pulando atrás dela. Steve pôs Sara no chão e deu a mão pra ela, seguindo Natasha até a barraca. Natasha pagou ao guardador e pegou a arma de brinquedo.
Natasha usou somente uma mão, mirou nos patinhos se movendo feito loucos por alguns segundos, para gravar a sequência com a qual apareciam. Natasha iniciou os disparos, eram 10 patinhos loucos se mexendo, Natasha atirou em 7 deles. James estava boquiaberto, assim como Sara e as outras crianças em volta. Todos aplaudiram.
Natasha só não acertou o restante porque a arma travou. Natasha ficou revoltada.
N: Mas o que???
Natasha jogou a arma no balcão.
N: A arma travou! Não valeu, me dá outra arma.
— Mas a senhora já acertou o suficiente para um grande prêmio.
N: Eu não quero saber, você está querendo me roubar, me dá uma arma.
Natasha avançou sobre o cara, mas Steve segurou no braço dela.
S: Desculpe, qual é o prêmio mesmo?
Natasha fitou Steve como se fosse mata-lo por segurar ela. Mas Steve estava com as sobrancelhas erguidas e com um sorriso que misturava ternura e orgulho ao mesmo tempo. Natasha franziu a testa e estranhamente se acalmou. Ela ajeitou a jaqueta.
J: Skate, skate!
Mas não foi um skate que James ganhou, o guardador colocou sobre o balcão um urso de pelúcia que era quase do tamanho de Natasha. Os olhinhos de Sara brilharam e James franziu a testa.
J: Urso não! Skate.
— Desculpe, skate é para quem acerta 5, esse aqui vale muito mais.
N: Ah dá o skate pra ele.
Sara: Meu, meu, meu!
Sara ficou na ponta dos pés e agarrou no pé do urso que acabou virando pra cima dela e caiu na grama e sujou o urso de lama.
— Não posso aceitar de volta nesse estado.
N: Escuta aqui, seu...
S: Obrigado, ficaremos com o urso.
Steve pegou o urso e ajudou Sara a se levantar.
J: Não é justo!
S: Você tenta outro dia.
N: Eu estou morrendo de fome.
S: Vamos na praça de alimentação.
Sara correu para ficar em frente a Steve e pedir colo.
S: Sara, eu tenho que carregar o urso.
Sara: Colo, colo.
Natasha suspirou impaciente.
N: Vem no meu, Sara.
Sara subiu no colo de Natasha. E eles foram para a praça, chegando lá havia barraquinhas de vários tipos de lanches, menos McDonald’s.
J: Ahhh pai, não tem Mc Lanche Feliz. Eu quero o brinquedo.
S: Eu esqueci que não tinha, prometo te levar outro dia.
J: Ah saco!
S: James, quer ficar sem comer?
James cruzou os braços, revoltado.
S: Fica aqui com eles, um minuto, que vou pegar os lanches.
N: Sozinha?
S: É rápido, eles vão se comportar. Aliás, James vem pra me ajudar a trazer as coisas.
Steve se retirou para comprar a comida com James. Natasha sentou Sara no banco, mas ela ficou em pé e sentou na mesa, de frente para Natasha, ela ficou sorrindo para Natasha, que a olhou com a testa franzida, tentando entender porque ela sorri tanto. Sara achou graça da seriedade de Natasha e começou a rir. Natasha franziu ainda mais a testa.
N: Você é maluca, não é?
Sara segurou o riso por alguns instantes e voltou a rir.
N: O que? O que é tão engraçado?
Sara estava gargalhando de rir, as pessoas das mesas em volta, olhavam para ela e sorriam e estavam julgando Natasha, achando que era a melhor mãe do mundo por divertir tanto a filha assim. Sara foi parando de rir, mas logo tornava a rir de novo. Natasha observou o modo como Sara era espontânea, ela era a própria tradução da palavra felicidade. Como pode alguém ser feliz assim com uma mãe como ela?
Natasha fez negativo com a cabeça e não notou que sua expressão facial mudou, na verdade Natasha estava sorrindo e ela até riu um pouco. Steve se aproximou com os lanches.
S: Qual é a piada?
Sara olhou pra ele e sorriu, ela esperou Steve colocar a porção de batata na mesa pra beliscar uma. Ela mordeu e imediatamente começou a chorar, Natasha a olhou preocupada.
S: Sara, isso é no que dá, por não esperar. Tem que assoprar, tá muito quente.
Sara pulou no colo de Natasha e deitou a cabeça no braço dela.
J: Bem feito.
Sara franziu a testa e deu língua pro James, que deu língua de volta. Steve se sentou para comer.
S: Quer me dar ela pra você comer?
N: Não, tá tudo bem.
Natasha manejou para manter Sara no colo e pegar seu cachorro quente. Steve não conseguia evitar de olhar pra ela e sorrir, o instinto maternal dela estava ativo agora, Natasha era assim antes do coma, conseguia amamentar Sara e fazer as atividades do dia, cuidava de James e também cuidava dele, tudo ao mesmo tempo.
Natasha assoprou uma das batatas e deu para Sara, que segurou e ficou desconfiada da batata, depois de um tempo acabou comendo. Sara se sentou no colo de Natasha e comeu um pedaço do hambúrguer que Steve trouxe pra ela. Ela deu apenas duas mordidas e olhou pra Steve.
Sara: Mamadeira!
S: Mamadeira não.
Sara: Mamadeira!
Sara ameaçou chorar.
S: Sara, não tem mamadeira aqui.
N: Mamadeira? Uma menina desse tamanho? Nem pensar que filha minha desse tamanho vai tomar mamadeira.
Sara começou a respirar forte e resmungar.
J: Olha, Sara, os pombos.
James apontou para um grupo de pombos um pouco afastados deles. James é expert em evitar choros de Sara, ele briga com ela, mas não suporta ver ela chorar.
Sara pulou do colo de Natasha e estendeu a mão pra James, que segurou e foi com ela brincar de assustar os pombos. Natasha observou os dois e achou tudo muito estranho, brincar com pombos... Que ideia!
N: Eles são normais?
Steve agora ficou ofendido.
S: Claro que são.
N: Eles não parecem.
S: O que quer dizer com isso?
Natasha notou que Steve estava realmente ofendido com a frase dela, ela nem quis ser grosseira, queria na verdade fazer uma piada.
N: Nada... Estava só brincando, soldado.
Ao terminarem a refeição, Steve, Natasha e as crianças voltaram ao parque para ver o restante dos brinquedos. James avistou um brinquedo de dar marretada, e que também dava prêmios, o prêmio desse variava desde pistola de água, bolas, skate a uma bicicleta.
J: Pai, você tem que ganhar o meu skate, você é forte!
Steve concordou e pagou ao guardador do brinquedo. Steve na verdade, quis se exibir não só para os filhos, mas para Natasha também, ela não lembra o quão forte ele é, e ele precisa demonstrar isso pra ela agora, tentando dar uma marretada que garanta o prêmio que James quer.
Steve circulou os ombros e segurou na marreta, ele pediu para que eles se afastassem, Steve girou a marreta no ar e acertou com toda a força o brinquedo, que marcou o ponto mais alto e soou um alarme.
— Parabéns, senhor! Nossa, ninguém nunca atingiu a marca máxima.
James correu e pulou no colo de Steve. Steve deu uma breve olhada para Natasha, que estava ainda prestando atenção nos músculos do braço dele. Ela ficou impressionada, mas fingiu que não. Afinal, ela é a Viúva Negra, não pode transparecer as coisas.
— Seu prêmio.
O guardador não trouxe o skate, mas trouxe a bicicleta. Se James ficou animado por skate, imagina uma bicicleta, ele desceu do colo de Steve correndo para pegar a bicicleta.
Sara deitou a cabeça no ombro de Natasha e bocejou.
N: Já podemos ir, né?
Steve concordou com a cabeça. Como os dois estavam de carro, as crianças voltaram com Steve e Natasha sozinha no outro com os prêmios, mas ambos chegaram ao mesmo tempo. Natasha desceu do carro e foi até o de Steve, ela pressentiu que James também ia pegar no sono, eles brincaram demais.
N: Eu levo ela e você leva ele.
Eles subiram para o apartamento e colocaram as crianças na cama. Natasha foi no quarto de James depois de ter botado Sara no quarto dela. James abriu os olhos e a olhou.
J: Foi legal, mãe.
Natasha deu um pequeno sorriso e fez positivo com a cabeça.
J: Podemos fazer isso de novo?
N: Quem sabe? Vai dormir, rapaz.
Natasha fechou a porta do quarto dele, e Steve também estava acabando de sair do quarto de Sara, os dois esbarraram de frente quando se viraram. Steve segurou na cintura de Natasha para diminuir o impacto entre os corpos deles.
S: Desculpe.
N: Desculpe.
Os dois riram por terem falado ao mesmo tempo. Steve agora a olhava sorrindo de maneira arrebatadora. Natasha o olhava sem julgar, mas tentando entender o que continha naquele sorriso e naqueles olhos e o porque isso faz ela se sentir estranha... É meio bizarro esse efeito que ele tem sobre ela, é como se ele tivesse algum tipo de encantamento. Ela quase sentiu vontade de beijá-lo agora.
S: Boa noite.
Natasha se sentiu estranha de novo. Boa noite? Boa noite? Só isso? Não vai tentar me beijar? Me levar pra cama? Não vai usar o belo dia que tiveram como desculpa para os dois irem pra cama? Qualquer homem faria isso. Natasha pensou e lembrou que Hill disse que Steve não era como os outros homens.
N: Boa noite.

Natasha seguiu para o quarto, e ao fechar a porta, observou para ver se Steve ainda estava olhando, e ele estava. Mas ele não pediu nada a ela. Steve foi para o sofá, Natasha fechou a porta e se deitou. Ela fechou os olhos, mas não conseguia dormir, ela estava irritada e confusa. Ela socou o colchão, depois mordeu o travesseiro. Natasha, não! Não faça isso! Ela pensou, enquanto se levantava e abria a porta do quarto, ela foi até a sala e Steve estava no sofá, também sem conseguir dormir. Ele a olhou e deu um pequeno sorriso. Natasha o olhou surpresa, como se ela não soubesse o que estava fazendo ali. Natasha, o que você está fazendo? Volta pro seu quarto agora! Natasha gritava em seu pensamento, mas seus movimentos não obedeciam mais, ela já estava montada no colo de Rogers.
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