Memories - Romanogers Fanfic
1 O Coma
Notas iniciais
Era mais um dia normal na vida de Steve Rogers, ex-Capitão América. Ao menos era o que ele pensava ser. Um dia normal.
Todos os dias ele acorda cedo, deixas as crianças na escola, trabalha, busca as crianças e vai para o hospital ficar com Natasha e rezar para que ela saia do coma. Tem sido assim por 1 ano, desde o trágico acidente que a colocou em coma.
Steve estava a caminho da escola, para buscar as crianças novamente. Steve recebeu uma ligação que mudaria a rotina dos seus dias. Era do hospital.
- Sr. Rogers?
S: É ele. O que houve? É a Natasha? O que houve com ela?
- Calma, sr. Rogers. Ela está bem, estamos ligando para avisar que ela acordou.
Steve teve que encostar o carro, ao ouvir essa notícia. Ele tem esperado há tanto tempo para isso acontecer. Ele não conseguia nem acreditar no que ouvia, parte dele tinha perdido as esperanças, os médicos achavam que ela não ia acordar mais. Ele se manteve firme pelos filhos.
- Sr. Rogers? Está na linha? Está aí, Sr. Rogers?
S: Sim... Estou. Eu vou buscar meus filhos e vou o mais rápido possível. Obrigado.
Steve desligou o telefone e suspirou. Ele dirigiu rápido até a escola de James. Ele já o esperava na entrada. Steve buzinou e James veio correndo. James estava com 6 anos agora.
J: Pai!
S: Oi campeão, entra aí. Vamos buscar Sara na outra entrada.
James entrou no carro e tirou a mochila das costas, enquanto Steve dirigiu mais alguns metros para chegar na porta da creche. Era a mesma escola de James, mas por ser creche, a entrada é separada. Steve desceu do carro e foi até a entrada aguardar a saída de Sara.
Haviam várias mães na porta da creche, esperando seus filhos. As mães sempre babam por Steve, e ficam mais admiradas, pois é sempre ele quem leva e busca Sara. Então um homem desse, e bonito como esse, é o sonho dessas mães. Steve fica sempre sem graça, com os olhares que elas dão pra ele.
- Steve, nesse final de semana, vamos dar uma festinha para o Johnny. Queria que você viesse. E trouxesse Sara e o James, é claro.
S: Obrigado, mas a mãe deles saiu do coma hoje. Eu acho que não dá pra sair ainda.
A mulher nem conseguia disfarçar a decepção que sentia.
- Ah é? Poxa, que bom. Eles vão ficar felizes.
S: Vão sim, desculpe por não poder ir. Fica pra próxima.
- Claro.
Steve é ingênuo e não nota quando estão flertando com ele. O sinal tocou e as professoras traziam as crianças em fileiras. Steve estava observando Sara de 3 anos, na fila. Ela é tão pequena, ele odeia ter que deixar ela numa creche, mas ele precisa trabalhar, já que ele recusa o dinheiro que o governo insiste em pagar a ele pelos serviços prestados ao mundo.
Além disso, na creche, Sara teria contato com as professoras e amenizaria a falta de uma mãe na vida dela. Bem, ao menos, era o que ele achava.
A turma de Sara saiu. Ela sorriu ao ver o pai e correu para ele, mas acabou caindo no meio do caminho. Steve foi até ela, ela já ia começar a chorar.
S: Mas olha só, o que é isso? Que desenho lindo.
Sara: “Pá” você.
S: É maravilhoso. Eu amei. Vamos, James está esperando e tenho uma surpresa pra vocês.
Sara: Presente!!!
Steve pegou Sara no colo, ele a colocou na cadeirinha do carro. Sara olhou para James.
Sara: Jamie. Olha.
Sara mostrou o desenho.
J: Que que isso?
Sara: Eu, você e o papai.
J: Que desenho feio.
Sara desmanchou o sorriso e franziu a testa. Steve entrou no carro e deu partida.
Sara: Jamie disse desenho feio.
S: Não é feio, é lindo.
J: Nem dá pra entender nada.
S: Ela é pequena, James.
Sara: Vamos na mamãe?
J: A gente vai todo dia e você sempre pergunta.
S: Iremos sim e tenho uma surpresa. O médico ligou. Disse que a mamãe acordou.
J: O que? Sério?
Sara: Mamãe?
S: É.
Steve estacionou o carro no hospital. Ele tirou Sara da cadeirinha. James pulou pra fora do carro.
Sara: O desenho! A mamãe, a mamãe.
Steve abriu a porta do carro e pegou o desenho.
S: Vamos.
J: Vamos, vamos.
Steve estava segurando na mão de James, que o estava puxando com pressa para ver a mãe. Sara estava no colo.
Eles chegaram na porta do quarto de Natasha e ela estava terminando uma refeição. Hill estava no quarto com ela, conversando normalmente, Natasha estava bem, nem parecia ter saído de um coma. Hill olhou pra porta e viu Steve com os filhos. Ela sorriu para ele e depois olhou pra Natasha.
H: Olha, quem chegou para te ver.
Natasha olhou para a porta, para saber de quem Hill estava falando. Ela olhou para Steve e as duas crianças que estavam com ele. Steve sentiu que seu coração ia sair pela boca. James soltou da mão do pai e correu até a cama.
J: MÃE! MAMÃE.
James a abraçou, Natasha olhou para James assustada, e sequer encostou nele. Na verdade, Natasha estava ficando nervosa. Hill notou que tinha algo errado na reação de Natasha.
N: Por que está me chamando de mãe?
James levantou o rosto para olhar Natasha e ele franziu a testa, sabia que aquele olhar não era da mãe dele.
N: Por que eles estão aqui? Quem são eles?
Natasha perguntava, tentando entender se era alguma piada da Hill. Natasha olhou para Hill, e os batimentos dela começaram a acelerar, A equipe médica foi acionada pelos aparelhos conectados ao corpo de Natasha que controlam os sinais vitais dela.
Natasha acabou desmaiando, e Hill tirou as crianças da sala.
S: O que foi isso? Por que ela reagiu assim?
H: Eu não sei, ela estava bem antes de você chegar. Vai ver é efeito do coma.
S: Ela me olhou como se não me conhecesse. Ela não reconheceu James.
H: Eu notei isso, mas calma, vamos esperar o médico.
Depois de meia hora, o médico saiu do quarto de Natasha.
- Ela está bem, só está dormindo agora. É normal isso, muita emoção para um dia só.
S: Doutor, ela não reconheceu o filho e parece não ter me reconhecido também.
- Sr. Rogers, ela saiu do coma hoje. Estamos examinando ela ainda, não sabemos que tipo de traumas o acidente causou no cérebro dela.
S: Mas ela vai se lembrar?
- Eu não sei, Sr. Rogers. Vamos esperar pelo melhor.
Fale com o autor