Memories - Romanogers Fanfic
28 Negociações
Steve e Natasha ainda estavam dormindo, quando alguém socou a porta três vezes com força, os fazendo despertar.
— Café da manhã, pombinhos.
A porta foi aberta e colocaram dois pratos com um mingau grosso e amarelado. A porta foi fechada logo em seguida. Natasha bocejou e Steve abriu os olhos e ficou observando Natasha se espreguiçar, enquanto acordava lentamente. Ele não consegue esconder a paixão que sente ao olhar demais pra ela, ainda mais tendo dormido com o calor do corpo dela.
Natasha finalmente abriu os olhos e se deparou com Steve, que imediatamente tentou disfarçar que estava olhando obcecadamente pra ela. Natasha se sentou e olhou para o mingau.
N: Eu estou faminta.
S: Não vamos comer isso, pode estar envenenado.
Natasha riu de Steve e se levantou, ajeitando o vestido. Ela pegou o prato e a colher e comeu uma generosa porção do mingau. Steve a olhou com a testa franzida. Natasha deu um pequeno sorriso.
N: Eles não vão nos matar ainda. Coma. E fora isso, se forem nos matar a execução será pública e filmada para o mundo todo ver. Acredite.
Steve se sentou e pegou o prato, cheirando o mingau em seguida. Steve fez uma careta.
N: Basta engolir. Não precisa ficar saboreando, só precisa ficar de barriga cheia.
Steve e Natasha terminaram a refeição. Natasha olhou para Steve.
N: Eles vão te fazer alguma proposta, Steve. Ouça o que eles tem a dizer.
S: Por que está falando como se não fosse estar presente?
N: Eles não vão negociar comigo. Eles precisam de você.
Steve e Natasha se viraram para a porta, porque ela estava sendo aberta. O líder apareceu e sorriu para Steve.
— Bom dia. Espero que tenham dormido bem. Foram alimentados pelo que estou vendo. Não se preocupe, o gosto melhora com o tempo. Preciso que venha comigo, Capitão Rogers.
Steve olhou brevemente para Natasha que sutilmente movimentou a cabeça, fazendo positivo para Steve ir. Steve caminhou para a porta.
S: E quanto a ela?
— Oh. Ela estará segura, contanto que nós entremos num acordo.
Steve respirou fundo, se sentindo mal por estar deixando Natasha, ele sabe que ela pode se virar sozinha, mas ele não quer deixar ela lá.
Quando Steve parou na porta, Natasha sabia que ele estava hesitando. Vai Steve. Natasha pensou.
Steve olhou pra trás novamente para olhar Natasha, mas logo fecharam a porta. Steve foi conduzido por mais longos corredores até chegar numa sala onde o senador americano se encontrava, não como refém, mas como aliado dos terroristas.
— Eu disse que não deviam ter vindo por ele. Lixo humano.
Senador: Capitão.
S: Senador Davis.
Steve estava olhando sério e com raiva do senador por esta traição.
S: Onde estão os outros oficiais?
Senador: Seguros.
S: Todos os cinco?
Senador: Garanto que sim.
S: O que vocês querem?
Senador: Bem, Steve Rogers, sente-se, é uma longa história.
...
Enquanto Steve ouvia as exigências do Senador, que basicamente queria aplicar um golpe de estado, Natasha estava na cela, tentando esvaziar a mente dela.
Ela notou a porta sendo aberta de novo e ficou de pé. Dois terroristas entraram, os dois que passaram a mão nela na noite anterior. Eles estavam sorrindo e a fitando de cima à baixo. Natasha sorriu de canto de boca, erguendo a sobrancelha.
N: Vocês não deviam estar aqui sozinhos, meninos. Vocês podem se machucar.

Disse Natasha sarcasticamente, enquanto piscava os olhos docemente. Os dois terroristas começaram a rir e um deles removeu o cinto e abriu a calça. Natasha cruzou os braços, suspirou e revirou os olhos.
N: Bem, não digam que não os avisei...
— Cala boca, vadia.
— Deixa, eu sei como calar ela. Essa boca vai ficar muito ocupada com o que tenho pra enfiar nela.
N: Aff, que baixaria!
O homem que se aproximou primeiro de Natasha, apontou uma arma pra ela.
— Você não tem armas, se tentar alguma coisa, explodo sua cabeça. Apenas seja boazinha e faça o que dissermos, todos podem sair ganhando, só seja boazinha.
Natasha estava parada observando que ele tinha duas armas, a que estava apontando pra ela e outro na lateral da calça. O outro estava apenas com duas facas.
— Deite-se. Quanto menos se mexer, menos vai doer.
Natasha se deitou no colchão e o que já tinha removido a calça, abriu a pernas dela e se debruçou sobre ela. Natasha o fitou de maneira sedutora, o que o fez querer beijar ela. Assim que ele aproximou o rosto do dela, Natasha deu com a cabeça na dele com toda força, provocando um corte na própria testa dela. Ela agiu um questão de segundos, pegou as facas do que estava por cima dela e arremessou contra a testa do que estava armado, cravando a serra bem no meio da testa dele. Ele ajoelhou e caiu morto no chão.
O que estava por cima de Natasha cambaleou e ela o empurrou pro lado e subiu em cima dele, encostando a outra faca contra a garganta dele.
N: Sua mãe não te ensinou a não brincar com facas? Sabe o que pode acontecer?
Natasha deslizou a faca do pescoço para o peito dele, provocando um corte superficial até a barriga dele que começou a grunhir de dor. Os guardas do lado de fora, notaram barulhos suspeitos dentro da cela e abriram a porta, Natasha os olhou e ela tinha duas opções agora: cortar a garganta desse nojento, ou cortar fora a masculinidade dele.
Como ele é um estuprador, Natasha sabe que o melhor castigo seria deixar ele sem a genital e foi o que ela escolheu antes de ser agarrada pelos outro guardas que entraram a imobilizando e removendo os dois guardas dali. O gerente dos guardas apareceu na cela e viu os dois sendo removidos e olhou para Natasha imobilizada no chão.
— Soltem ela, seus imbecis. Não mandei ninguém entrar aqui.
Disse o homem na língua dele para os guardas que soltaram Natasha e saíram da cela. O homem do lado de fora continuou a gritar com os guardas que não deviam machucar Natasha ainda, que teriam muito tempo pra isso depois de conseguirem o que querem. O gerente olhou para o agressor de Natasha que estava agonizando de dor por ter tido seu membro arrancado e se aproximou dele.
O gerente segurou na cabeça dele e torceu o pescoço dele, o matando na hora. Depois mandou levarem os corpos para longe.
Natasha observou a cena através da janelinha da porta. O gerente se aproximou da porta e a olhou. Ele tornou a falar para os guardas.
— Se alguém vai machucar ela, esse alguém sou eu. Entendido?
Os guardas fizeram positivo com a cabeça e se dispersaram. O gerente ainda olhava Natasha nos olhos.
— E isso será em breve, princesa. Durma bem, é sua última noite de paz.
...
Steve passou a manhã discutindo com o senador, eles almoçaram juntos com o líder e o gerente. A reunião só terminou por volta das 20 horas. Steve achou que seria levado de volta para a cela, mas o líder ainda queria conversar em privado com Steve.
— Eu tenho uma proposta pra você, Capitão Rogers.
S: Eu não estou interessado em fazer nenhum acordo com vocês.
— Você não tem medo de morrer, eu sei. Mas e quanto à sua amada Natalia Alianovna?
Steve socou a mesa e apontou o dedo para o líder.
S: Não ouse ameaçar ela.
— Eu não estou. Não se preocupe. Só estou lembrando que você precisa estar vivo para conseguir tirá-la daqui. E eu prometo não encostar nela, contanto que tenhamos nosso acordo.
S: Vocês querem que eu traia o governo americano e passe informações sigilosas. Eu não posso fazer isso.
— Não, o senador quer isso, para poder tirar a credibilidade do presidente e ele assumir, mas como eu disse, ele é lixo humano. Não estou interessado nas suas preciosas informações sigilosas.
O líder sorriu e caminhou até uma mesinha e se serviu de Scotch.
— Eu te ofereceria, mas presumo que o queridinho da América não bebe.
Steve o observava.
S: O que você quer?
— Você tem família, Rogers?
Steve não respondeu.
— Sei que tem. E tem amigos que protegeria de qualquer maneira. Nós não somos tão maus como vocês. Nós atacamos e avisamos previamente. Mas vocês, americanos, não escutam. Nos ignoram e nos bombardeiam, quando contra atacamos, vocês nos chamam de terroristas.
S: Estou ficando impaciente.
O líder ativou um telão e apareceu imagens de uma cidade sendo bombardeada, em seguida cenas de escolas e templos religiosos sendo bombardeados. Logo depois a imagem dos resgates dos civis que sobreviveram aos bombardeios, a maioria crianças e mulheres.
S: O que é isso?
— Isso, Rogers, é minha família. Meu povo é minha família,
S: Isso não são tropas americanas...
— Eu sei. São tropas russas.
S: Quer que o meu país se envolva nessa guerra?
— Veja isso pelo lado positivo... Quero que seu país salve o meu.
S: Paz é algo que eu almejo para todos os países, mas o governo americano não vai querer lutar contra a Rússia, isso poderia levar à 3ª Guerra Mundial.
— É. Se esse for o único jeito.
S: Eles nunca vão me ouvir.
— É bom que ouçam o homem mais amado da América... Pelo bem dele e de quem ele ama... Você e Romanoff são meus convidados de honra como já disse, contanto que respeitem as regras da casa...
S: Você não ouse...
— Relaxe, Capitão Rogers. Você precisa de um tempo para planejar sua conversa com o seu presidente. Não force sua mente, como eu disse, ela ficará bem, contanto que eu tenha o que eu quero. Guardas!
Steve foi levado pelos guardas de volta pra cela. Assim que ele entrou, estava olhando para baixo, pensando como ele iria fazer para convencer o presidente e se ele realmente pode fazer isso, levar todos à guerra. Mas e se ele não fizer isso e matarem Natasha, ele jamais se perdoaria.
Natasha observou a expressão de Steve.
N: O que ele quer?
Steve fez negativo com a cabeça e ainda olhava pra baixo.
S: Ele quer causar uma guerra.
N: Uma guerra?
S: É. A Rússia está dominando uma província árabe e eles...
Steve estava falando e interrompeu a fala, quando ergueu o rosto e olhou para Natasha. Ele viu o corte na testa dela e franziu a testa.
S: Você está ferida. Natasha! O que eles fizeram?
Steve caminhou rapidamente e encostou as mãos no rosto de Natasha, que afastou as mãos de Steve, virando o rosto pro lado.
S: Aquele filho da... Ele disse que não te machucaria. O que fizeram com você?
N: Nada, Steve. Eu fiquei ansiosa e me machuquei.
S: Não minta pra mim.
Steve olhou Natasha nos olhos de uma maneira tão intensa que ela não conseguiu mentir pra ele. Ela abaixou o olhar.
S: Eles... Eles te tocaram?
N: Só tentaram.
S: Natasha...
N: Eu juro. Eu não deixei. Eles teriam que me matar para conseguir isso.
Steve sentiu sinceridade nas palavras de Natasha.
S: Nós temos que sair daqui.
N: Você disse que a Rússia está numa província árabe e mais o quê?
S: Eles querem que a América se envolva.
N: Contra a Rússia? Ele está louco. O presidente não vai se meter nisso. E mesmo se ele se metesse...
S: Levaria à uma guerra mundial.
Natasha fez positivo com a cabeça.
N: Você vai tentar, mas não terá sucesso.
S: Eu tenho que conseguir.
N: É impossível.
S: Ele ameaçou te matar se eu falhar.
Natasha olhou para Steve e suspirou.
N: É uma vida, contra milhares. Você não pode ter pensado em hesitar.
Steve apoiou a mão na parede, olhou Natasha por algum tempo e olhou para a parede. Natasha se aproximou dele, um tanto revoltada.
N: Steve, você sabe a escolha que tem que fazer. Não importa, porque os Estados Unidos não vão atacar a Rússia. É muito arriscado.
S: Não se eu enganá-los.
N: Você não pode estar falando sério.
S: Eu só espero que Clint consiga chegar aqui a tempo.
N: Apenas faça o que pedirem, Steve. Não se preocupe comigo.
S: Você fala como se fosse fácil.
N: Eu imagino que não seja.
Natasha encostou a mão nas costas de Steve de leve o que o fez olhar ela nos olhos de novo.
N: Nós devemos fazer o que é melhor para os civis, nós somos descartáveis, Steve. Você precisa ter isso em mente.
S: Você não é pra mim.
Natasha suspirou e revirou os olhos e caminhou para longe dele. Steve desencostou a mão da parede e a olhou.
S: Você não entende.
Natasha virou o rosto pro lado, mas não olhou para Steve.
N: Eu entendo.
S: Eles te alimentaram?
N: Sim. E você?
S: Também.
N: Eu gostaria de poder tomar um banho.
Natasha sorriu e se virou mais, olhando Steve nos olhos.
S: Você não está cheirando tão mal.
Steve brincou, sorrindo de volta. Natasha tornou a ficar séria, um tanto pensativa e se aproximou de Steve de novo.
N: Me promete uma coisa?
Steve apenas a olhou, esperando ela dizer o que.
N: Não faça nada estúpido. E vamos dormir, eu gostei de você como meu travesseiro pessoal.
S: Eu até que gostei de você como manta pessoal.
Os dois sorriram um pro outro e tudo que Steve queria era pelo menos dar um selinho nela agora. Mas ele tem que se contentar em dormir abraçado com ela.
Steve se deitou e Natasha deitou praticamente por cima dele, com a cabeça deitada sobre o ombro de Steve a mão apoiada sobre o peito dele. Ela podia sentir as batidas do coração dele pulsando na mão dela e ela imediatamente se sentiu mal por isso. Steve os cobriu e deixou um braço sobre as costas de Natasha, ele olhou pra baixo pra tentar ver o rosto dela e notou que ela ainda estava de olhos abertos.
S: Está doendo?
Natasha estava com a cabeça em outro lugar, pensando no que aconteceria nos próximos dias, na ameaça que o gerente fez dizendo ser a última noite de paz dela... Ela sabe que serão dias terríveis para ela e que ela tem que fazer o máximo para que Steve não perceba, porque a dor que ele sente ao ver ela machucada, dói nela também.
É isso que chamam de empatia? Natasha se perguntou, tentando justificar porque ela se incomoda que Steve esteja aflito por ela.
Natasha demorou alguns segundos para voltar a si e entender o que Steve estava dizendo.
N: Não, nem lembro que o corte está ali.
S: Eu não quero que pense que estou te diminuindo, eu só não gosto que se machuque.
Natasha ergueu a cabeça do ombro de Steve para poder olhar nos olhos dele e ela deu um ligeiro sorriso, mas com um olhar triste para Steve.
N: Eu sei. Mas eu estou bem. Não se preocupe.
Steve fez positivo com a cabeça e os dois ficaram se olhando de pertinho, sem nada mais para dizer. Steve desviou o olhar do dela, somente para admirar os traços do rosto de Natasha, as linhas que formam o rosto dela parecem ter sido desenhadas para atrair ele e qualquer outro homem. Ela é simplesmente uma mulher linda. Mesmo sem maquiagem e abatida como está.
Eu te amo, Natasha Romanoff. Disse Steve em seu pensamento, tornando a olhar Natasha nos olhos. Por uma fração de segundos os olhos dele recaíram sobre os lábios dela e ele sentiu, como sempre, essa terrível e insistente atração pela boca dela. Ele não estava mais pensando em nada, ele só sentiu a necessidade de colar os lábios nos dela e beijá-la pelo resto da vida. Ele faria isso se fosse possível e tentaria se Natasha permitisse.
Steve aproximou os lábios dos de Natasha, mas quando ele se aproximou demais, Natasha olhou pra baixo e tornou a deitar a cabeça no ombro de Steve.
N: Nós... Devemos dormir. Boa noite, Rogers.
S: Boa noite.
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