Memories - Romanogers Fanfic
57 Não choramos por quem não está morto
S: Natasha.
N: Aonde eles estão, Steve? O que aconteceu?
S: A Cho vai saber explicar melhor, ela me disse que eles nasceram prematuros e são muito frágeis.
N: O que isso quer dizer?
S: Significa que estão lutando para sobreviver.
Natasha olhou para frente e seus lábios tremiam, ela não conseguia acreditar. Tudo que ela queria agora era ficar com os filhos perto, ninguém era confiável o suficiente para ficar com eles.
N: Eles vão morrer?
S: E-eu não sei. Estou rezando para que não.
Natasha suspirou, Steve sentou na maca e segurou a mão de Natasha.
N: Eu quero ver eles.
S: Cho disse que eles estão na UTI. Não podemos ficar com eles.
Cho: Vocês podem vê-los, mas não podem ficar direto com eles.
Disse Cho ao entrar no quarto e ouvir a conversa.
S: Alguma melhora?
Cho: Não posso chamar de melhora, mas estamos mantendo o quadro deles estável.
N: Eu quero vê-los agora.
Cho: Vocês irão. Só preciso checar seus pontos primeiro.
N: Não, eu estou bem, me leve até eles.
Cho: Steve, você precisa tomar um banho antes. Trouxe essa roupa especial pra vocês usarem.
Steve concordou e entrou no banheiro do quarto de Natasha, ele tomou banho e vestiu a roupa protetora. Cho ajudou Natasha a vestir a roupa dela.
S: Ela pode andar? Não seria melhor a cadeira de rodas?
Cho: Sim, ela pode e deve andar. Vamos.
Steve segurou a mão de Natasha para ajudá-la a se levantar, depois os dois seguiram Cho até a UTI. Havia uma antessala onde Cho entregou tocas para Steve e Natasha e luvas. Os dois colocaram e ficaram muito mais nervosos com todo esse procedimento.
Cho abriu a porta e haviam outras incubadoras, mas Natasha reconheceu de longe e foi direto para a dos filhos, Steve a seguiu.
Natasha olhou os dois, cada uma em uma incubadora, parecia que estavam numa jaula o que partiu o coração de Natasha e Steve, Natasha colocou a mão no rosto e não conseguiu conter o choro. Steve estava logo atrás dela e colocou a mão no ombro de Natasha, que virou para ele e enfiou o rosto no peito de Steve.

N: Por que isso está acontecendo? É minha culpa?
S: Não, Natasha.
Cho: Natasha, eu preciso que se acalme, ok? Eles nasceram antes da hora, não é culpa de ninguém. Eles sentem a tensão de vocês, tente ficar o mais calma, possível.
Cho colocou duas cadeiras entre as incubadoras, Steve e Natasha se sentaram nas cadeiras e Natasha simplesmente não conseguia parar de chorar, ela estava se sentindo culpada disso tudo estar acontecendo.
Cho: Nós precisamos dos nomes para identifica-los.
S: É Nicholas e... Lindsay.
Cho: São nomes lindos, vou providenciar, fiquem À vontade. Vocês tem meia hora.
N: Meia hora?
Cho: Eles não podem ficar tão expostos.
Cho se retirou, Steve estava com a mão sobre a de Natasha, ela olhou para a incubadora de Lindsay e ela estava acordada, mexendo lentamente as mãos e os pés. O tubinho conectado no nariz dela, fazia Natasha se sentir ainda pior. A enfermeira da UTI se aproximou.
— Você pode tocar nela, é só introduzir a mão por aqui.
A enfermeira indicou os buracos para encaixe das mãos na incubadora, Natasha não se sentia digna de tocar nos filhos, ela podia ter dito sobre os estalos, de repente isso foi o que causou esse problema. Não, não foram os estalos, mas Natasha acreditará nisso de qualquer jeito.
Lindsay começou a chorar e ela era tão pequenininha que não dava para ouvir o choro, só a expressão no rosto dela.
N: Sh... shh... Está tudo bem.
Natasha por instinto colocou a mão dentro da incubadora, ela acariciou o peito de Lindsay de levinho e ela imediatamente parou de chorar.
S: Você está indo muito bem, Natasha.
N: É tão difícil.
S: Eu sei.
Disse Steve que já estava acariciando os pés de Nicholas na incubadora dele.
N: Nós temos que usar luvas, isso é tão desumano. Eu só queria poder segurá-los.
S: Eu também, eles estão assim para melhorarem mais rápido. Se eu pudesse fazer algo, eu faria.
Natasha não tirava os olhos de Lindsay, ela queria poder deitar ao lado dela e nunca mais sair.
N: Ela parece maior que ele, não acha?
Steve olhou para Nicholas e depois para Lindsay.
S: Sim.
Natasha olhou para Nicholas.
N: Ele me lembra você.
S: Você acha?
N: Sim.
S: Quer trocar um pouco?
Natasha concordou com a cabeça, ela estava mais controlada agora, ela acariciou Lindsay mais uma vez e se levantou para trocar de lugar com Steve.
Natasha acariciou o bracinho de Nicholas.
N: Ele parece ainda mais fraquinho que ela, ele está tão magrinho.
S: Eu notei.
N: Será que estão alimentando ele?
S: Claro que sim.
N: Eu não sei.
S: Cho não ia deixar eles desnutridos, Natasha.
Natasha suspirou e olhou Steve nos olhos.
N: Você acha que... Você acha que se eu tivesse me alimentado melhor...
S: Shh.... Natasha eu sei o que está fazendo. Pare. Você se alimentou bem.
N: Estou sendo punida, eles estão sendo punidos porque eu não os queria.
S: Você os ama agora, certo?
N: Mais do que tudo.
S: Então... Não é um castigo, ok?
Cho reapareceu na UTI.
Cho: Meia hora, pessoal.
Natasha entrou em desespero.
N: Cho, eu preciso ficar com eles.
Cho: Me desculpe, Natasha.
N: Por favor. Coloque eles no meu quarto.
Cho: É pelo bem deles. Você os verá de novo, amanhã.
N: Diz que eles ficarão bem.
Cho: Eu não posso mentir para você, Natasha.
Natasha desandou a chorar de novo, Steve a amparou para ajudá-la a sair da UTI. Assim que saíram da sala, Natasha perdeu as forças nas pernas, Steve a abraçou e em seguida a pegou no colo, ele beijou a testa de Natasha, enquanto caminhava com ela de volta para o quarto. Steve a pôs na cama, Natasha agora só estava com os olhos inchados e vermelhos.
N: Você está tão calmo.
S: Eu não estou, mas alguém tem que segurar a onda.
N: Você está sempre fazendo isso. Me desculpe.
S: Tudo bem.
N: Você pode chorar agora, se quiser.
Steve fez negativo com a cabeça, sua expressão era pura melancolia.
N: Você tem que ir.
S: Não.
N: Você precisa ficar com James e Sara.
S: Eu não vou deixar você.
Natasha suspirou e repousou a cabeça na maca. Steve cobriu Natasha e em seguida ligou para saber notícias das crianças.
L: Steve, não se preocupe com nada, eles estão bem.
S: Sara dormiu bem?
L: Podemos dizer que sim, ela chorou para dormir, mas depois dormiu direto.
S: E o James?
L: Ah ele é um rapaz já, ele entende melhor, perguntou sobre a mãe e os irmãos.
S: Diga que eles estão bem.
L: Espera, tem alguém aqui querendo falar com você.
Laura passou o telefone para Sara, que estava ótima, até ouvir a voz de Steve.
Sara: Papai?
S: Oi princesa.
Agora Sara já estava chorando, pedindo para Steve ir pra casa.
S: Eu não posso, eu preciso ficar com a mamãe.
Sara: Então me busca.
S: Não posso, hospital não é para crianças.
Sara: Quando eu vou te ver?
S: Amanhã, ok?
Sara: Ok. Eu quero falar com a mamãe.
Steve olhou para Natasha, que estranhamente estava dormindo.
S: Ela acabou de dormir. Mais tarde eu coloco vocês pra falarem, ok?
Sara: Ok.
S: Passa para o James.
Sara correu até o quarto de James e entregou o telefone pra ele.
J: Pai?
S: E aí, campeão, como você está?
J: Bem. E a mãe?
S: Ela está bem, está dormindo.
J: E os bebês? Nasceram?
S: Sim. James, se comporte, ok? Amanhã estarei aí.
J: Okay, diz para a mamãe que eu amo ela.
Sara: Eu também, eu também.
Steve ouviu Sara gritar no fundo.
S: Eu direi. Se cuida.
Steve desligou o telefone e olhou para Natasha adormecida, ele se sentou no sofá e achou que ia conseguir chorar, mas nada saía, o que era muito ruim, ficar com toda a angústia presa no peito.
Steve pegou no sono e quando acordou Natasha estava acordada, olhando pra ele.
S: Hey.
Natasha parecia estar com a mente em outro lugar.
N: Você acha que eles são felizes?
S: Hã?
N: James e Sara.
S: Tenho certeza de que são.
N: Isso é bom.
S: Natasha.
N: Eu só estava pensando, nós temos que fazer de tudo para que eles continuem felizes, pra sempre, ou até quando pudermos. James, Sara e os bebês.
Steve se levantou e a observava.
N: Nós faremos com que sejam felizes, certo?
S: Uhum.
N: Eu não tive ninguém que fizesse questão que eu fosse feliz quando era pequena, você entende o quanto importante é pra mim, que eles estejam felizes?
S: Eles são felizes, Natasha. Eles são.
Steve se apressou para ir até Natasha, ele sentou na maca e puxou Natasha, abraçando o corpo dela. Natasha deitou a cabeça no peito de Steve e segurou na camisa dele, enquanto Steve passava a mão na cabelo dela.
S: Eu prometo.
C: Toc toc.
Steve e Natasha se soltaram e fitaram Clint Barton na porta do quarto com balões decorativos.
C: Eu já sei que se chamam Nick e Lindsay. Apesar que Clinton seria um nome muito mais bonito.
Natasha permaneceu com a mesma expressão, não tinha força e nem vontade de fingir que achou graça. Clint amarrou os balões na maca de Natasha e apertou a mão de Steve. Clint olhou para Natasha.
C: O meu avô costumava me dizer que chorar por quem não está morto, é a maior perda de tempo que o homem pode ter.
Natasha olhou para Clint.
C: Eles não estão mortos, ou estão?
Clint olhou nos olhos de Natasha e de Steve.
C: Não os mate, não os trate como se tivesse. Se os tratarem assim, o mais provável é que morram. Dói no ouvido esse verbo da morte, mas vocês não podem sentir essa dor, ela não existe pra vocês. Eles estão aqui. Estão vivos, vamos trata-los assim.
Natasha não reagiu ao discurso de Clint nos primeiros minutos, mas ela fechou os olhos e quando os reabriu, já estava com os olhos preenchidos pelas lágrimas. Clint se aproximou pelo outro lado da maca e abraçou Natasha. Steve se levantou e suspirou, as palavras de Clint tinham sido bastante confortantes.
C: Chore, baby, chore. Deixa sair, mas essa é a última vez que vai chorar por quem não está morto.
Natasha concordou com a cabeça, Clint enxugou as lágrimas dela e beijou a testa de Natasha.
C: Bobbi quem pagou pelos balões. Ela mandou os parabéns e todos estão torcendo por vocês.
S: Obrigado, Barton.
C: Vocês são família para mim. Vamos vencer essa juntos.
Clint ficou um bom tempo com Natasha hoje e no dia seguinte, quando Steve precisou ir em casa, ficar com James e Sara um pouco. Steve aproveitou para separar mais roupas para ele e Natasha, Natasha já estava de alta, mas se recusava a sair do hospital.
Mais um dia depois, uma enfermeira apareceu no quarto e anunciou que eles podiam subir para ver os gêmeos. Hill estava no quarto com Natasha e Steve.
S: Hill, antes de você ir, posso pedir um favor?
H: Sim.
S: Será que você pode ficar com as crianças hoje à noite e amanhã? Laura está direto lá em casa, ela precisa de uma folga.
H: Sam não pode ficar?
S: Ele não está na cidade, saiu em missão com Bucky e Clint não pode sair da Base, está ajudando Tony no meu lugar.
H: Okay.
Hill foi embora para render Laura, Steve e Natasha subiram para a UTI e foram recebidos pela Dra. Cho. Cho estava com um sorriso animado no rosto.
Cho: Tenho boas notícias. Eles estão tendo uma melhora.
S: Eu notei que estão mais fortes.
Cho: Sim. Só Lindsay que apresentou um menor desenvolvimento que Nick, mas ele era quem mais precisava, era o que estava num estado mais grave.
Natasha suspirou e nem conseguiu sorrir.
Cho: Eles permaneceram internados, mas tenho mais esperanças agora.
N: Estão fora de risco?
Cho: Não, exatamente.
N: O que quer dizer?
Cho: Estou dizendo que eles estão começando a reagir e estabelecemos um quadro estável. Se eles continuarem se desenvolvendo, eles com certeza vão sair dessa.
S: Obrigado, Cho.
Natasha passou à frente de Steve e entrou no setor da UTI, já com a vestimenta apropriada. Natasha sorriu ao ver que Nick já não estava mais usando ajuda de aparelhos para respirar e finalmente eles o viram acordado.
Steve chegou uns minutos depois e sentou ao lado da incubadora de Lindsay.
S: Hey, princesa.
N: Ele nem está mais com os aparelhos. Isso é bom.
Steve olhou para Nicholas e sorriu.
S: Viu? Vai dar tudo certo.
Natasha olhou para Steve e sorriu, muito mais aliviada, ela nem sabe porque mas deu um selinho em Steve e voltou a atenção para Nicholas. Natasha sabe do trato, nada de beijos ou outras intimidades enquanto estão se redescobrindo, mas ela estava feliz e agiu naturalmente.
— Papai, mamãe, vamos leva-los para o quarto. Vamos?
Dois enfermeiros se aproximaram de Steve e Natasha, eles se levantaram e os enfermeiros tiraram os gêmeos da incubadora que estavam para colocar em uma outra que não era completamente fechada. Só Lindsay usava ainda aparelhos para ajudá-la a respirar melhor.
Steve e Natasha acompanharam o transporte dos bebês até um quarto exclusivo para eles e os bebês.
S: Vamos poder ficar com eles?
— Sim.
Os enfermeiros colocaram as incubadoras, bem não mais incubadoras, podemos chamar de berço agora, eles colocaram ao lado da cama de Natasha e ligaram os aparelhos de monitoração em Lindsay.
Um dos enfermeiros pegou Nick no colo e caminhou até Natasha, ele ia colocar ele no colo de Natasha, mas ela se assustou e deu um passo para trás.
— Não quer segurar ele?
Natasha olhou para Steve, Steve acariciou o braço de Natasha, encorajando ela.
— Ele não comeu hoje.
N: Por que não?
— Porque a Dra. Cho queria que ele se alimentasse com você.
N: Comigo?
O enfermeiro riu da surpresa de Natasha.
— Melhor você se sentar na poltrona, ok?
Natasha nem conseguia se mexer, desde que os filhos nasceram, ela nunca os tocou sem estar com luvas. Depois de uns segundos, ela foi até a poltrona do quarto e se sentou. O enfermeiro colocou Nick no colo dela e Natasha imediatamente sorriu, de uma maneira extremamente boba, como nunca antes sorriu. Natasha olhava todos os detalhes do bebê, como quem decora o script de uma cena que a marca.
N: Ele é tão pequeno.
Nick começou a chorar baixinho, pois não tem força o suficiente para chorar alto.
— Bem, ele está com fome.
N: O-onde está a comida dele?
O enfermeiro riu.
— Ela é engraçada.
Steve agachou perto de Natasha.
S: Eu acho que é pra você amamentar ele.
N: Eu?? Eu não...
Não é que Natasha não quer amamentar o filho, ela não sabe como e nem sabe se tem leite.
N: Eu não acho que não tenho leite.
A outra enfermeira se aproximou.
— Você tem, toda manhã eu vou até seu quarto, fazer procedimentos para que não empedre.
N: O que? Era pra isso?
— Você não sabe como amamentar? Eu achei que tinha dois filhos.
N: Eu tenho.
S: Ela não se lembra, ela sofreu um acidente e ela...
— Oh! Okay, eu vou te ajudar.
A enfermeira ajudou Natasha a colocar Nick para mamar, ele parou de chorar no minuto que começou a mamar, Natasha estava boquiaberta, ela olhou para Steve que estava sorrindo de orelha a orelha.
N: Eu estou amamentando.
S: É.
N: Meu Deus, eu estou amamentando! Eu... Viúva Negra. Deus. Não conte pra Hill.
S: Não irei.
Os enfermeiros saíram e alertaram que voltariam para ajudar Lindsay a mamar mais tarde, porque ela já tinha sido alimentada antes.
Steve acariciou a cabeça de Nick e beijou a testa dele.
N: Eu não acredito que eu fiz isso.
S: Nós fizemos.
Natasha sorria sem parar, olhando para Nick.
N: Eu não sei como amo tanto eles, eu acabei de conhecer eles.
S: É normal, eu os amo imensamente desde que me disse que estava grávida.
Natasha sorriu e acariciou o rosto de Steve. Steve se levantou e caminhou até o berço de Lindsay.
S: Hey, Lily. Não esquecemos de você. Eu quero tanto pegá-la no colo.
Steve suspirou enquanto acariciava a mão de Lindsay, horas depois quando era hora da Lindsay mamar, Natasha teve a mesma sensação que teve com o Nick, ficou tão emocionada quanto. Os enfermeiros brigaram com Steve por passar tanto tempo com Nick no colo.
S: Eu estou limpo, lavo as mãos e tomo banho.
N: Verdade, quase de duas em duas horas.
— Eu entendo, mas...
Cho entrou no quarto.
Cho: Está tudo bem, nessa fase, quanto mais contato humano, melhor.
Cho examinou os bebês e reparou que Nick estava aparentemente melhor na companhia dos pais. Lindsay também parece estar menos pálida.
Cho: Vejo vocês amanhã.
S: Cho, as crianças podem vir conhece-los?
Cho: Claro. No horário de visitas somente.
S: Obrigado.
No dia seguinte, Steve foi em casa e arrumou as crianças, ele agradeceu Hill por ficar com eles e foi para o hospital. Ao chegar no corredor, Sara estava pulando e apertando a mão de Steve.
S: Sara não pode ficar em cima dos bebês.
Sara: Por que? Eu quero segurar eles.
J: Porque eles estão dodói.
S: Exato.
Steve bateu na porta do quarto e Natasha estava amamentando Lindsay e uma enfermeira estava com Nick no colo. Sara e James correram até Natasha.
Sara: Mamãe!
J: Mãe.
N: Hey... Eu senti falta de vocês.
J: A gente também. Essa é a Lindsay?
N: Sim.
Sara: Ela é feia.
Sara torceu o nariz.
S: Ela é bebê, Sara. Ela parece muito com você quando era bebê.
J: Isso quer dizer que você é feia!
S: Não, significa que as duas são lindas.
Steve pegou Nick do colo da enfermeira, que se retirou do quarto.
J: O que é isso no nariz dela?
N: É pra ajudar ela a respirar.
Sara foi até Steve e puxou o braço dele.
S: Sara, devagar, lembra o que disse? Eles são muito frágeis.
Sara: Eu quero ver ele.
Steve agachou e Sara olhou para Nick.
Sara: Parece igual.
J: Eles são gêmeos, sua burra.
Sara: Burra você.
S: Parem, querem ir embora?
Sara e James fizeram negativo com a cabeça.
Sara: Ele parece um boneco.
S: Parece, não é?
James veio até Steve conhecer Nick.
J: Oi Nick.
James olhou para Natasha.
J: Quando vocês virão pra casa?
N: Assim que os gêmeos melhorarem.
Sara: Demora muito?
S: Espero que não.
Depois da visita, Laura apareceu no hospital para levar Sara e James para casa. Uma semana depois, na visita de rotina da Dra. Cho, ela entrou com uma prancheta e entregou para Steve, junto com uma caneta.
S: O que é isso?
Cho: A alta dos bebês.
N: O que?
Cho: Vocês puderam notar a melhora deles. Eles estão mais fortes e estou vendo a dedicação e cuidado de vocês, então estou liberando eles para ir pra casa.
S: Eu estou tão aliviado, Cho.
Cho: Eu imagino, mas nós vamos monitorar esses anjinhos, uma vez por semana os tragam para uma consulta.
N: Mas não tiraram o aparelho de respiração da Lindsay.
Cho: É, nós não vamos tirar. O pulmão dela não está ainda 100%, vocês vão levar o aparelho junto, até ela conseguir ficar sem.
S: É seguro?
Cho: Perfeitamente.
Steve olho para Natasha e os dois sorriram, muito aliviados. Steve assinou os papéis da alta e se preparou para finalmente levar os filhos para casa. Cho se retirou do quarto, deixando Steve e Natasha para arrumarem os bebês e as malas para partir.
Natasha caminhou até a cômoda e pegou roupas para vestir os bebês, ela foi até Steve e entregou pra ele.
N: Eu não sei como fazer isso.
S: Você precisa tentar.
N: Não, eu tenho medo. Eu não quero quebrar nenhum deles.
Steve sorriu.
S: Não vai quebrar, basta ter cuidado. Eu lhe ajudarei.
Steve segurou a mão de Natasha e colocou a roupa de volta na mão dela, Steve ficou atrás de Natasha e ela olhou para Nick. Steve acariciou o braço de Natasha.
S: Está tudo bem, você consegue.
Natasha suspirou e fez positivo com a cabeça, ela tirou a manta que cobria Nick, Steve ajudou a segurar a cabeça de Nick, para Natasha vestir o macacão em Nick.
S: Veste primeiro as pernas, isso. Agora encaixe os braços.
Steve sorriu.
S: Você está tremendo.
N: Claro que estou.
Steve deslizou a mão do braço até a mão de Natasha.
S: Não precisa, você está indo muito bem.
Steve inclinou a cabeça para poder ver Natasha e ela o olhou tão de perto que os dois paralisaram por alguns segundos. Steve juntou os lábios nos de Natasha, os dois fecharam os olhos no momento que suas bocas se tocaram. Natasha entreabriu os lábios e permitiu que a língua de Steve adentrasse sua boca e acariciasse a língua dela, dessa vez de uma forma bem mais calma e calorosa.
Os dois pararam imediatamente, quando bateram na porta.
— Com licença, papai e mamãe.
Steve e Natasha desgrudaram os lábios, mas ao abrir os olhos, seus olhares se fixaram um no outro. A enfermeira estava claramente sem graça de ter interrompido o momento deles e como Steve e Natasha não estavam dando a menor atenção para o que ela tinha a dizer, ela sorriu vendo os dois e saiu do quarto, fechando a porta.
Ao sair do quarto, a enfermeira se esbarrou com o enfermeiro que tem ajudado também com os gêmeos.
— Você se despediu dos gêmeos?
A enfermeira fez negativo com a cabeça.
— Não pude.
— Então eu vou me despedir dos meus anjinhos. Tão triste que não os teremos mais aqui.
— Não. Não entre lá agora.
— Por que não?
— Bem, você já viu algum casal mais bonito que eles?
— Eles não são um casal, ouvi dizer que se separaram.
— Se você visse como um olhava para um outro, você jamais diria isso. O que eu vi dentro daquele quarto... foi amor. Puro amor.
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