Memories - Romanogers Fanfic

14 Memórias em forma de Delírio


Notas iniciais
Oi, queria agradecer a todos que estão lendo e comentando e favoritando. Vocês me deixam mais animada para continuar a escrever. Bom vamos ao sofrimento...

N: O que você está fazendo aqui? Era pra você estar no carro com Tony e os outros.

S: O carro está muito longe, se algo der errado, pode não dar tempo de vir resgatar.

N: Resgatar?

T: Dorito tá aí? Mas como que não vi ele saindo daqui?

N: Você vai estragar tudo.

S: Eu não quero que você se arrisque.

C: Cap, pensei que já tínhamos resolvido isso.

N: Ele não confia em mim.

S: Claro que confio. Não confio nele.

N: Eu preciso voltar lá, não faça nada estúpido.

S: Posso dizer o mesmo pra você.

Natasha saiu do banheiro e voltou para o saguão do hotel, ela caminhou até Clint, e assim que ela se sentou, ele bocejou e se levantou, anunciando que ia dormir. Tudo parte da encenação.

Assim que Clint se dirigiu para o elevador, a porta se abriu e Daniel estava saindo do elevador, ele encarou Clint e depois observou Natasha sentada sozinha na mesa. Natasha removeu os óculos escuros e colocou na bolsa. Natasha caminhou para o bar e sentou na banqueta. Ela esticou o dedo, chamando o garçom. Assim que o garçom se aproximou dela, Daniel sentou ao lado dela,

D: Eu gostaria de um Martini, por favor. Oh me desculpe, você pode atender a essa bela mulher antes.

Natasha não o olhou nos olhos, olhou para o garçom.

N: Vodka. Pura.

D: Vodka, heim? Não é bebida pra qualquer mulher.

N: Me deixa em paz, estou acompanhada.

Daniel olhou em volta.

D: Não parece estar. Que tipo de homem deixa uma mulher como você assim sozinha?

Natasha deu um sorriso quase imperceptível.

D: Você está aqui a passeio?

N: Vim acompanhar meu marido. Viagem de negócios.

Natasha finalmente fez contato visual. O olhar que ela lançou, foi o suficiente para fisgar Daniel.

D: Você já foi conhecer a cidade?

N: Não, na verdade, só tenho acompanhado meu marido.

D: Ele trabalha em que?

N: Na bolsa de valores. E você, senhor...?

D: Williams. Daniel Williams.

N: E você, Daniel? Está aqui a trabalho também?

D: Como sabe?

N: Você deixou seus seguranças mais afastados, mas dá pra notar que eles o escoltam. Então você deve ser muito importante.

D: Muito inteligente... Pode se dizer que sim, senhora...?

N: Natalie Rushman.

D: Russa... Bem dizem que são as mulheres mais lindas.

Natasha forçou um sorriso falso.

D: Você gostaria de jantar comigo?

N: Eu disse que sou casada.

D: É só um jantar, nada mais.

O garçom estava demorando mais do que o costume com as bebidas, mas Natasha não percebeu, porque estava concentrada na missão e porque o encontro com o Steve a deixou perturbada também.

O garçom trabalha para Daniel, o ajudando a pegar mulheres, ele misturou um pozinho na bebida de Natasha. Ele entregou a bebida de Natasha e de Daniel. Ambos pegaram os copos, brindaram e beberam.

Steve estava saindo do banheiro, quando notou Natasha e Daniel no bar, ele sentou numa banqueta do bar, bem afastado dos dois, e ele observou o que o garçom fez.

Daniel conversou com Natasha, até ela começar a se sentir zonza, ele ofereceu ajuda para levar ela até o quarto, mas acabou conduzindo ela para o quarto dele. Steve os seguiu e esperou na escada de emergência, observando os seguranças parados na porta.

Steve estava impaciente, queria agir logo, não sabia o que Daniel ia fazer com Natasha naquele estado. Os seguranças depois de dez minutos, saíram e entraram para seus quartos. Steve correu até a porta do quarto de Daniel e notou que a fechadura estava trancada.

Steve usou o escudo para quebrar a fechadura e invadir o quarto, quando ele entrou, Natasha estava montada de quatro, sobre Daniel, com uma faca pressionada contra o pescoço dele. Natasha olhou pra trás para Steve, perplexa e ao mesmo tempo furiosa.

N: Mas que merda, Steve.

S: Eu achei que...

Natasha tornou a fitar Daniel.

N: Onde está?

Daniel apenas sorriu sarcasticamente, enquanto Natasha começou a se sentir mais zonza ainda. Ela era forte e o soro estava bloqueando a ação das drogas no organismo dela, mas uma parte das drogas começou a fazer efeito sobre ela. Daniel se aproveitou do momento, para pegar o pulso dela e torcer, fazendo ela soltar a faca. Steve se aproximou e deu uma pancada com o escudo na cabeça de Daniel o fazendo desmaiar na hora.

S: Nat?

Natasha não respondia, estava com os olhos abertos, mas não conseguia reagir. Steve observou a maleta que Tony apresentou no telão e a pegou, ele tentou abrir mas não conseguiu.

Clint apareceu na porta do apartamento.

C: Capitão? Mas o que diabos você tá fazendo aqui? Natasha?

S: Não consigo abrir, vamos levar a mala inteira.

Steve jogou a mala para Clint e pegou Natasha no colo.

S: Vamos.

Clint apertou o botão do elevador, e assim que ele chegou no pavimento, um dos seguranças abriu a porta e viu os três com a maleta, ele olhou para a porta do quarto de Daniel arrombada e chamou os outros capangas.

Clint, Steve e Natasha entraram no elevador, sob uma chuva de tiros, que Steve conseguiu bloquear usando seu escudo. Assim que chegaram no lobby do hotel, ao sair do elevador, Clint notou que os seguranças do hotel estavam se aproximando deles, discretamente por ter muitos civis por perto.

C: Esse cara contratou o hotel inteiro?

S: Clint, temos que ir. Vai, vai, vai.

Clint abriu a porta de saída e Steve passou carregando Natasha ns braços e Clint passou logo atrás deles. Os seguranças começaram a correr atrás deles.

T: Logo agora que eu estava com preguiça de usar a armadura?

Sam: Você não precisa usar, abre a porta.

Tony destravou a porta do furgão que estavam, e os três entraram. Ele conseguiram fugir a tempo. Dentro do furgão Natasha desmaiou, Steve a segurava ainda e dava tapinhas no rosto dela para tentar reanimar ela.

C: Ela vai ficar bem.

Ao chegarem na base, Steve a colocou na maca que já aguardava por ela, ele acompanhou os enfermeiros que a levaram até o consultoria da Dra. Cho.

Cho pegou uma lanterninha, levantou as pálpebras de Natasha e testou os reflexos. Ela ordenou aos enfermeiros para administrarem soro e medicação na veia dela.

Cho se dirigiu a Steve e Clint que estavam dentro da enfermaria.

Cho: Ela agora vai dormir bastante, mas ela vai ficar bem. Já está tarde, eu vou pra casa, vou deixar um enfermeiro aqui de plantão, me liguem se precisarem de alguma coisa.

Steve concordou com a cabeça.

C: Obrigado, doutora.

S: Você não precisa ficar, Clint.

C: Certeza?

S: Nos vemos amanhã.

C: Você quer dizer mais tarde, já são 2 horas da madrugada.

Clint sorriu e deu dois tapinhas no ombro de Steve, para se despedir e saiu da sala. Steve ligou para casa, para saber das crianças.

S: Sharon?

Sharon: Oi?

S: Tivemos um problema e Natasha se feriu... Vou ficar com ela no hospital... Você se incomoda de passar a noite aí?

Sharon: Nem um pouco.

S: Deram trabalho?

Sharon: Bem, James é uma criança agitada. Sara é um amor, está no meu colo dormindo. James está dormindo no sofá.

S: Eu vou ficar te devendo uma.

Sharon: E eu vou cobrar.

S: Por favor, cobre.

Steve sorriu e desligou. Ele sentou numa poltrona de frente para a maca de Natasha. Ele também estava exausto e acabou pegando no sono. Duas horas depois, Steve despertou com Natasha gemendo e se tremendo na maca, ele levantou na hora e foi até a maca.

Natasha movia a cabeça de um lado pro outro, mas ainda estava adormecida.

N: Steve?

S: Natasha?

Ela não respondia, obviamente estava sonhando.

N: Isso dói tanto.

S: O que dói?

Steve não sabia se ela estava falando com ele, ou falando enquanto dormia.

N: Eu não posso... Não posso. Você vai ficar comigo? Steve? Eu não consigo, Steve, me ajuda.

Steve encostou na mão de Natasha, para tentar acalmar ela, ela parecia estar tendo algum pesadelo. Nesse momento ela se acalmou, a expressão facial dela não era mais de dor, na verdade ela parecia estar sorrindo.

N: Ela é tão linda...

Natasha moveu a cabeça novamente.

N: Sara...

Steve encostou a mão na testa de Natasha e ela estava pelando em febre. Steve chamou o enfermeiro que veio correndo e aplicou dipirona na veia dela para ela melhorar.

N: Fique comigo, Steve.

S: Ela está delirando.

– É normal, a febre dela está muito alta, mas ela vai melhorar daqui a pouco.

N: James... Não chora...

Natasha voltou a dormir pesado e depois de meia hora a febre baixou. Steve moveu a cadeira para o lado da maca dela e segurou a mão dela o tempo todo.

Quando Natasha acordou, o dia já tinha clareado. Ela respirou fundo e olhou em volta, tentando reconhecer onde estava. Ela olhou pro lado e viu Steve segurando a mão dela. Ela encostou a cabeça no travesseiro e adormeceu de novo.

Steve acordou uma hora depois e deixou a mão dela repousada sobre a barriga dela. Na hora que ele foi se levantar, Natasha moveu a cabeça e soltou um gemido baixo. Steve ficou de pé, olhando pra ela. Natasha abriu os olhos e a primeira visão dela era Steve.

S: Como se sente?

Natasha fez negativo com a cabeça.

S: Vou ver se a Cho voltou para te examinar.

Steve já ia se virando para sair, mas Natasha o chamou.

N: Steve?

Steve parou e a olhou por cima do ombro.

N: Você me salvou.

S: Achei que estaria com raiva.

N: Eu estou. Não devia ter me seguido. Ainda sim, te devo uma.

S: Você não me deve nada.

Natasha se preparou para levantar, ela sentou e Steve correu até a maca e encostou na cintura e no ombro dela, a impedindo de levantar.

S: Por favor, espere a Cho voltar.

N: Mas eu estou bem.

S: Natasha... Por favor.

Natasha suspirou, mas ela deve essa ao Steve. Se é para deixar ele tranquilo, ela vai esperar Cho a liberar. Natasha deitou novamente e ficou observando Steve.

S: Você lembra com o que estava sonhando?

N: Hã?

S: Você ficou falando enquanto dormia.

Natasha franziu a testa confusa e tentou puxar na memória sobre o que ela tinha sonhado. Quanto mais ela tentava lembrar, mais ela esquecia.

N: Engraçado... Não me lembro agora, mas tinha sido intenso. O que eu disse?

S: Nada que fizesse sentido...

Steve mentiu, se sentindo um pouco decepcionado.

N: Você passou a noite aqui?

Steve fez positivo com a cabeça.

N: E as crianças?

S: Sharon passou a noite com eles.

N: Sharon?

S: Uma agente da SHIELD.

N: Não lembro dela. Você precisa ir pra casa.

S: Não até Cho aparecer.

N: Steve, eu estou bem e eu te dei minha palavra que ia esperar Cho. Você pode confiar em mim.

S: Okay...

Steve olhou ela nos olhos e sentiu honestidade nos olhos dela. Ele só aceitou ir embora por causa das crianças.

S: Se precisar de alguma coisa...

N: Eu sei, eu sei.

Steve foi até a porta, e quando ele saiu, se deparou com Bucky no corredor. Os dois se cumprimentaram de maneira estranha. Steve queria saber o que ele está indo fazer na enfermaria e Bucky estava sem graça por cruzar com ele.

S: Bucky.

B: Steve.

Foi só isso que um disse para o outro. Bucky bateu na porta, Natasha olhou para ele, que estava entrando.

B: Soube do que aconteceu. Você está bem?

N: Graças ao seu amigo, sim.

B: Achei estranho você não perceber que estava sendo drogada...

N: Eu me distraí... Graças ao seu amigo também. Ele é muito protetor.

B: Ele é.

Disse Bucky abaixando a cabeça um pouco, a frase continha um pouco de ciúme e Natasha notou, mas ela não se importa.

N: Por que está aqui?

B: Vim saber se está bem...

N: James... Eu conheço você. Você sabia que eu estava bem. Por que veio aqui?

B: Não me pergunte isso, Natalia. Você sabe a resposta.

N: Você devia ser homem e assumir pelo menos. Você nunca foi de se esconder. Você ainda sente algo.

B: Eu sinto, sempre senti, mas eu não posso.

N: Por que não?

B: Porque você o ama.

N: Eu não o amo.

B: Ama sim, você só.... Você não se lembra. Ninguém nunca a viu tão apaixonada assim antes. Eu nem sabia que você era capaz de sentir tudo isso.

N: Agora você só está me ofendendo.

B: É a verdade, você sempre foi muito insensível.

N: Não é verdade.

B: É sim. Você me amou alguma vez?

N: E-eu... Eu estava apaixonada por você.

B: Você nunca se importou.

N: Eu me importava, mas Ivan me colocava muita pressão. Eu não podia desapontá-lo.

B: Mas a mim, você pôde.

Natasha desviou o olhar e suspirou. Cho entrou na sala.

Cho: Bom dia. Ah você já parece bem melhor.

N: Me dê logo essa alta.

B: Eu vou deixar vocês à vontade...

Bucky se dirigiu pra porta, mas antes deu uma última olhada para Natasha que o estava encarando. Cho mediu a pressão de Natasha e colheu uma amostra de sangue.

Cho: Vou mandar analisar, mas acredito que você esteja bem. Pode ir.

Natasha ligou para Hill que mandou um carro, buscar ela na base dos Vingadores e leva-la para SHIELD. Quando ela chegou, Hill a convenceu a não sair para nenhuma missão externa, ela resolveu assuntos internamente.

H: Eu tenho assuntos para resolver no Texas, vou embarcar agora.

N: Texas?

H: Pois é, Fury quer que eu o encontre lá.

N: Eu devo ir?

H: Não, ele pediu que só eu e Coulson fôssemos. Toma, fica com as chaves do apartamento.

N: Eu vou começar a procurar um lugar pra mim amanhã.

H: Acho bom mesmo, não tenho espaço pra duas pessoas.

N: Nossa, sincera.

H: Você sabe que sou. Até amanhã. Já passa das 19hs, vai pra casa descansar.

N: Irei embora mesmo.

...

Steve não voltou para a base dos Vingadores, porque os filhos ficaram muito sensíveis por ele não ter voltado no dia anterior. Ele foi pessoalmente busca-los na escola, o que deixou ambos bem animados. Steve passou a tarde com eles em casa.

Já estava perto de dar 20hs, Steve estava sentado no chão da sala, ao lado de Sara que estava rabiscando um papel e a mesa de centro junto. James estava deitado no sofá, assistindo desenho na tv.

Sara: Olha esse aqui, papito.

S: Está muito bonito. O que é isso?

Sara: É você!

S: Ah! Eu?

Sara: Eu vou fazer o Jamie.

Sara pegou um giz de cera azul e fez uma bola torta.

Sara: Aqui.

S: Muito bom o James.

Sara: Não é o James!

Sara franziu a testa, encarando Steve séria.

Sara: É a “biciqueta” dele.

S: Ah ta...

J: Pai, eu estou com fome.

A campainha do apartamento tocou. Steve olhou o relógio e estranhou. Ele levantou e foi até a porta, quando ele olhou pelo Olho Mágico, ficou extremamente surpreso ao ver quem era.

Steve abriu a porta.

S: Oi.

N: Oi. Está muito tarde? As crianças estão dormindo?

S: Não... Não, eles estão aqui.

Steve estava tão surpreso que nem se moveu para Natasha entrar.

N: Eu posso... entrar? Eu prometi que os veria.

S: Claro, desculpe.

Steve finalmente se moveu e Natasha entrou no apartamento. Sara e James a olharam, James levantou correndo e abraçou a cintura da Natasha, Natasha o abraçou e abaixou para ficar na altura dele.

N: Oi, como você está?

J: Bem. Eu fiz um vulcão para a escola, você quer ver?

N: Claro.

Natasha sorriu e James correu até o quarto. Natasha olhou pra Sara, que desviou o olhar pro papel, assim que Natasha olhou pra ela. Sara começou a rabiscar. Natasha caminhou e sentou no sofá, atrás dela.

N: Isso está muito bonito.

Sara não respondeu, continuou desenhando.

N: Eu sei desenhar um pônei, sabia?

Sara franziu a testa e olhou Natasha.

Sara: Eu também! Quer ver? Quer ver?

Sara pegou outra folha do chão e botou sobre a mesinha de centro, ela fez uns rabiscos aleatórios e mostrou pra Natasha. Natasha ergueu as duas sobrancelhas e não pôde evitar de rir.

N: É, esse está bem melhor que o meu.

Sara: Eu sei. Eu sou muito boa.

Steve aproveitou que Natasha estava com Sara e ligou para pizzaria, pedindo uma pizza de calabresa. James voltou pra sala com o vulcão e empurrou os desenhos de Sara pro chão pra pôr o vulcão na mesa.

Sara: Hei!!! Mamai!

Natasha segurou Sara embaixo do braço e a puxou para o colo, para que ela não arrumasse confusão com James. Natasha analisou o vulcão, e realmente estava muito bom.

N: Você fez isso sozinho?

J: Cindy e Sharon me ajudaram.

N: Aposto que vai tirar um 10.

J: E funciona! Quer ver?

S: Ah, James, deixa para ativar o vulcão na escola, senão vai sujar tudo aqui e você tem que deixar o melhor pra exposição.

J: Você vai, mãe?

N: Aonde?

S: Amanhã tem feira de ciências da escola. Vai ser depois da aula, 14hs.

Natasha olhou para Steve e depois para James.

N: Sinto muito, James. Mas estarei trabalhando.

J: É, eu já sabia. Tanto faz.

N: Eu tentarei ir, eu prometo.

Steve fez James guardar o vulcão quando a pizza chegou.

S: Janta com a gente?

Sara: Fica, mamai.

N: Eu não posso recusar pizza! Certo?

Sara e James gritaram, comemorando que Natasha ia ficar. Todos sentaram no chão em volta da mesinha. Sara sentou entre as pernas de Natasha e já ia colocando a mão na pizza, mas Natasha segurou a mãozinha dela.

N: Está quente, lembra quando você pegou a batata e queimou a boca?

S: É verdade.

J: Primeiro é meu.

S: Pensei que primeiro fosse as damas...

J: Ah...

N: Tudo bem, nós vamos esperar.

James sorriu e Steve entregou a fatia dele e depois outra pra Natasha, que dividiu com a Sara o pedaço dela. Steve ficou observando Natasha ter o cuidado de assoprar e botar na boca de Sara que ainda estava agitada, tentando desenhar.

Depois de terminarem de comer, Steve e Natasha colocaram as crianças na cama, e como sempre se esbarraram no corredor, mas dessa vez os corpos não se chocaram. Steve deu um pequeno sorriso, e a forma como ele a olhava era carregado de amor e agradecimento por ela ter vindo. Natasha ficou sem graça, pois não está acostumada a ser olhada desse jeito.

N: Bem, eu vou... eu vou indo.

S: Está tarde. Você pode ficar. Se quiser.

Natasha olhou pro lado, suspirou e olhou Steve novamente. Ele sentiu como se tivesse que explicar o que ele disse.

S: Quero dizer que pode ficar no quarto, eu durmo aqui no sofá.

N: Obrigada, mas não, eu prefiro ir pra casa. Obrigada pela pizza.

S: Não foi nada.

Natasha ia embora, mas resolveu compensar Steve dando um beijo carinhoso no rosto dele, ela passou a confiar mais nele após ele ter salvo ela. Steve apenas a observou caminhar até a porta. Natasha o olhou mais uma vez antes de sair e deu um sorriso bem discreto, antes de fechar e ir embora.

Notas finais
Mentira, não teve sofrimento... Mas teve uns momentos fofinhos, não? Pareceu até final da fic de tão longo o capítulo, foi mal. Perdoa e não desiste de mim.