Memories - Romanogers Fanfic
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Na manhã seguinte, Natasha acordou cedo, e enquanto tomava café
da manhã, estava procurando um apartamento nos Classificados, ela circulou três anúncios que chamaram a atenção dela. Ela entrou em contato com os três anunciantes e marcou de visitar os apartamentos na parte da tarde.
Natasha jogou a louça que usou na pia, pegou as chaves da moto e saiu do apartamento de Hill em direção a Base dos Vingadores. Ao chegar na Base, Jarvis abriu as portas para Natasha e ela foi direto ao elevador e novamente no meio do caminho, o elevador parou, para o mesmo passageiro entrar. Dessa vez ambos riram da coincidência de se encontrarem de novo.
N: Está indo treinar?
B: Sim e você?
N: Eu...
Natasha fez uma expressão pensativa.
N: Eu acho que estou indo para o mesmo lugar que você.
Bucky a olhou um tanto surpreso.
B: Mesmo?
N: A menos que não queira minha companhia.
B: Não disse isso.
Jarvis parou no pavimento correto e anunciou a chegada. Natasha e Bucky deixaram o elevador e Bucky apresentou ela ao centro de treinamento dos Vingadores. Haviam 2 centros, um para treinar cadetes e agentes e outro para os Vingadores oficiais. Ao entrar no centro, Natasha olhou em volta.
N: Cadê todo mundo?
B: Está muito cedo, e a maioria das Vingadores tem preguiça de vir treinar, na maioria das vezes treino aqui sozinho ou com Sam.
N: Bem, eu vou vestir algo mais confortável.
Natasha se dirigiu para o vestiário feminino e lá tinha armários, e cada portinha do armário pertencia a uma das Vingadoras. Natasha percebeu que a porta dela tinha uma tranca digital, e precisava de código para abrir.
N: Droga.
Natasha suspirou e pegou seu celular, ela apontou a câmera do celular na direção da tranca e digitou um código, que falhou. Natasha tentou novamente, e Jarvis assumiu o controle do celular de Natasha.
Jarvis: Tentativa de invasão do sistema bloqueada.
N: Mas esse é meu armário.
Jarvis: Digite a senha de 4 dígitos, por favor.
N: Eu não sei! Não lembro.
Jarvis: Então deve procurar autorização de Tony Stark para gerar nova senha.
N: Sério?
Natasha começou a digitar uma nova sequência de dados.
Jarvis: Você não pode invadir o sistema.
N: Pro diabos que não posso.
Natasha conseguiu hackear o sistema da torre e abrir o armário. Ela pegou uma calça preta de ginástica e trocou pela a que estava vestindo, ela manteve a regata preta que estava usando e guardou a calça e jaqueta no armário.
Natasha retirou os sapatos e foi até o espelho, ela passou as mãos pelos cabelos e o prendeu no alto em rabo de cavalo. Natasha voltou para o centro e Bucky também estava com roupas esportivas.
B: Vamos alongar?
N: Alongar? Sabe que não curto preliminares. Prefiro ação.
Natasha subiu no tatame e balançou a cabeça de um lado pro outro e deu saltinhos, encarando Bucky.
B: Eu achei que íamos treinar nos simuladores.
N: Está com medo que eu te machuque?
Bucky riu e subiu no tatame.
B: Okay, mas vamos...
Bucky não terminou a frase porque Natasha acertou um soco bem na cara dele.
B: Au! Mas o que?
N: Seus reflexos estão uma merda.
Natasha sorria sarcasticamente. Bucky deu três passos na direção dela e tentou soca-la na barriga, Natasha deslizou o corpo pro lado e segurou no pulso de Bucky com ambas as mãos. Ela usou o chão para impulsionar os pés e saltou, ela puxou o braço de Bucky pra baixo, o fazendo ficar mais baixo, consequentemente e encaixou as pernas sobre os ombros dele, o fazendo ir ao chão.
Natasha manteve a posição e esticou mais o braço de Bucky, ela estava prestes a quebra-lo. Bucky gritou de dor.
N: Fora de forma, James. Você costumava ser melhor.
B: Ou eu estou somente deixando você ganhar.
Bucky ergueu o braço de metal e agarrou a nuca de Natasha, ele a puxou pra cima do corpo dele com força, fazendo com o que o corpo dela dessa uma cambalhota no ar com a maior facilidade. Natasha deu com as costas no tatame e soltou um grunhido de dor, ela estava deitada com a cabeça entre as pernas de Bucky, que cruzou os pés mantendo a cabeça dela presa entre as coxas dele.
Natasha começou a rir do golpe que levou, ela tentou encaixar o braço entre as coxas de Bucky para que ele a soltasse, mas Bucky pressionou mais o pescoço dela, a fazendo sufocar um pouco. Natasha logo ficou com o rosto e pescoço vermelhos, o que a fez rir mais ainda. Ela fez força para erguer a bunda do tatame e aos poucos foi tentando virar o corpo, ela virou o rosto e mordeu com toda força a coxa de Bucky, que chegou a sangrar. Ele soltou um grito de dor e libertou Natasha.
B: Você me mordeu?
N: Eu sei que você gosta.
Disse Natasha, ainda ofegante, com o olhar desafiador, se levantando. Bucky deu uma rasteira na perna dela, o que a fez perder o equilíbrio. Bucky fez menção de se levantar, mas antes do corpo de Natasha cair no chão, ela segurou na blusa dele e o trouxe pra cima dela. O fazendo cair sobre o corpo dela.
N: Se eu caio, você também.
Disse Natasha erguendo a sobrancelha em desafio, mas Bucky não respondeu, ele estava paralisado pela proximidade entre os corpos deles. Ele podia sentir o peito dela se movendo pra cima e pra baixo com força para respirar, ele podia ver todos as sardas que o colo e o rosto dela tem. Natasha ainda estava rindo, enquanto tentava normalizar sua respiração, quando ela notou que Bucky estava sério, ela foi desmanchando o sorriso aos poucos. Os dois ficaram parados no chão, olhando nos olhos um do outro.
Natasha ergueu um pouco a cabeça, sem desviar o olhar de Bucky, ela inclinou a cabeça, aproximando os lábios dos de Bucky, que permitiu que os lábios dele roçassem de raspão pelos lábios dela. Bucky estava sedento daqueles lábios, ele podia sentir sua boca latejar, desejando beijar aquela boca.
Natasha fechou os olhos e Bucky tentou encostar mais os lábios no dela, mas Natasha deitou a cabeça no chão novamente e virou o rosto pro lado.

B: Por que está fazendo isso?
N: Eu não estou mais com ele, mas...
B: Você tem sentimentos por ele.
N: Eu não tenho, não é isso, é que...
Bucky saiu de cima da Natasha e sentou no tatame, Natasha encostou a mão no braço de Bucky e o acariciou de leve, suspirando em seguida.
N: Eu me sinto presa a ele ainda. Eu não posso fazer nada enquanto eu estiver casada com ele.
B: Eu sei. É disso que eu falo...
Natasha franziu a testa, não entendendo a última frase, ela se sentou, dobrando os joelhos e abraçando eles, fitando Bucky.
B: Você me traiu.
N: Você quer que eu traia Steve?
B: Não. Ele é meu amigo. Eu estou dizendo que você não se importou em me trair.
N: Você não sabe disso. É mais fácil acreditar que eu sou uma péssima pessoa. E talvez eu seja. Mas eu me apaixonei por você e não foi fingimento. Eles me forçaram a fazer coisas que eu não queria, você sabe que eles podem fazer isso.
B: Eu sei. Você não tem que me dizer, Natalia.
Natasha se levantou.
B: Aonde você vai?
N: Tenho negócios a resolver.
Natasha caminhou pra fora do tatame, ela parou quando ouviu Bucky chamar por ela.
B: Você devia conversar com ele.
Natasha virou para fitar Bucky.
B: Se você não o ama, você deve ser honesta com ele.
N: Acha que devo pedir o divórcio?
B: Eu não sei. Se você quiser ficar comigo, mas você tem que saber o que você quer.
Natasha franziu um pouco a testa, parecia estar refletindo e analisando as palavras de Bucky, ela não respondeu ao comentário dele, virou as costas e foi para o vestiário. Natasha tomou um longo banho, se arrumou e deixou a Base dos Vingadores.
...
Steve e Natasha não se cruzaram na base dos Vingadores, Steve foi logo depois de deixar as crianças no colégio, ele se encontrou com Tony para resolver algumas pendências, e anunciou que precisava sair para a feira do James. Tony reclamou bastante, mas não havia nada que ele pudesse fazer, Steve pediu que Sam o ajudasse no que fosse necessário, até porque Sam é muito mais perito em tecnologia do que ele.
Steve foi na creche da Sara e a pegou, ela estava com a mochila nas costas e a merendeira pendurada no pescoço.
Sara: Nós vamos ver o Jamie?
S: Sim, vamos almoçar num restaurante aqui perto e vamos para a escola ver ele.
Sara: Ele não vai?
S: Ele vai comer na escola mesmo. Vamos eu e você.
Steve entrou no restaurante com Sara no colo e um garçom trouxe uma cadeirinha alta para crianças. Steve a colocou na cadeirinha e sentou para pedir a refeição. Duas mulheres jovens e até bem bonitas se aproximaram da mesa de Steve, cheias do sorriso e olhando para Sara e depois as duas apertaram a bochecha dela.
– Oh meu Deus, olha essas bochechas.
– Ai que vontade de morder.
– Ela é muito linda.
Steve tinha se assustado de início, mas depois sorriu. Ele olhou pra Sara que estava com a testa franzida.
S: Como se diz, Sara?
Sara: Obrigada.
Quase não deu para entender o que Sara disse, pois ela praticamente resmungou com má vontade. As moças agora olhavam para Steve com os olhos brilhando.
– Você não é o Capitão América?
S: Er...
– É claro que é ele. Eu o reconheceria em qualquer lugar.
– Me dá seu autógrafo?
S: Ham... Claro...
Steve ficou extremamente sem graça, mas não quis ser rude.
S: Caneta?
– Aqui.
Steve pegou um guardanapo e ia autografar nele, mas uma das moças segurou na mão dele.
– Pode ser aqui?
A moça ergueu a blusa, exibindo a barriga pra ele. Steve coçou a testa e olhou pra Sara.
S: Prefiro que seja no papel...
Uma garçonete se aproximou da mesa.
– Me desculpe, mas isso é um restaurante. Se não vão pedir nada, parem de incomodar os clientes. Fora, fora.
– A gente só quer um autógrafo.
– Sei bem o que querem. Não vê que ele está com a filha pequena dele? Vocês não tem vergonha não?
S: Tá tudo bem.
Steve assinou dois guardanapos e entregou pra elas. Uma delas agarrou o pescoço de Steve e esticou o braço, segurando o celular, tirando uma selfie com ele.
– Tchau gracinha.
Sara deu língua, irritada. As fãs loucas finalmente foram embora. Steve olhou para a garçonete agradecido.
– Então, o que vocês vão querer? Deixa eu advinhar o que essa princesinha ruiva vai querer... Batata frita...
Sara: É!!! E mamadeira!
– Mamadeira? Hum, acho que não temos esse prato não.
A garçonete brincou.
S: Sara, aqui não tem mamadeira.
– Mas temos um enorme e delicioso milk-shake de chocolate. Que tal?
Sara abriu um enorme sorriso e concordou com a cabeça.
– E você?
S: Eu vou querer frango grelhado e salada, por favor.
– Pra beber?
S: Água. E você pode acrescentar no prato dela, um bife de hambúrguer e alguns legumes, por favor.
– Pode deixar.
A garçonete se afastou.
Sara: Legume não.
S: Legume sim, a senhorita só quer saber de comer porcaria.
Sara: Legume não.
S: Senão comer legume, não tem batata frita. Nem milk-shake.
Sara cruzou os braços irritada. Quando a garçonete voltou com as refeições ela comeu os legumes com o hambúrguer e depois comeu algumas batatinhas mas se sentiu cheia pra comer tudo. Steve terminou a refeição, pagou a conta e voltou para a escola de James, já eram 14horas e ele observou muitos pais entrando na escola para a exposição.
Steve entrou na escola e colocou Sara no chão, que protestou bastante querendo colo. Steve procurou a sala de James e finalmente o encontrou. Quando Steve chegou na porta da sala, o grupo de James já era o primeiro a apresentar, o vulcão estava na mesa da professora, os alunos de pé atrás da mesa e os pais sentados nas carteiras dos alunos e alguns de pé no fundo.
Primeiro Steve procurou achar James, que sorriu ao ver o pai.
Sara: A mamãe, a mamãe.
Sara soltou da mão de Steve e correu pros fundos da sala, subindo no colo de Natasha e a abraçando. Steve estava completamente surpreso por Natasha estar lá.
N: Sh... vamos ouvir a apresentação do James, não pode gritar.
Steve se aproximou de Natasha e ficou ao lado dela.
S: Achei que não ia poder vir.
N: Eu também mas eu não quis perder. isso
Steve sorriu para Natasha, que sorriu de volta e voltou a atenção para James.
James estava tão animado e nervoso que esqueceu a fala na vez dele. Na hora que ele tentou falar acabou saindo um arroto enorme, que fez todo mundo na sala gargalhar, inclusive Natasha. Sara estava rindo, tampando a boca e Steve era o único fazendo negativo com a cabeça, repreendendo James pela falta de educação.
Depois de ter descontraído o clima na sala, James conseguiu apresentar o trabalho. No final da apresentação, todos bateram palmas. James se juntos aos pais. Natasha bagunçou o cabelo dele.
N: Bom trabalho.
Natasha ergueu a mão no ar pra James bater, James bateu na mão dela e na de Sara que logo tratou de imitar Natasha.
Sara: Bom trabalho, Jamie
Steve riu e também cumprimentou James.
J: Mãe, você vai ficar até o final?
N: Eu não posso, eu tenho que ver uns apartamentos.
J: Ah...
N: Mas eu consegui assistir a sua apresentação. Não está feliz?
J: Muito!
N: Então, eu vou entregar esse botijãozinho para o pai dela.
Natasha entregou Sara no colo de Steve e depois beijou o rosto dela. Ela abaixou e deu um beijo em James. Ela olhou para Steve um tanto sem graça e acenou pra ele para se despedir, como sempre Steve com os doces olhos pra cima dela. Natasha saiu da escola e subiu na moto.
Natasha já estava se sentindo entediada de imaginar a busca pelo apartamento ideal. Ela imaginou as inúmeras visitas em vários bairros, até achar algum que servisse pra ela, o que ela não esperava era se apaixonar pelo primeiro que ela entrou. Assim que ela pôs os pés dentro do primeiro apartamento, ela sabia que era aquele. A corretora entrou logo atrás de Natasha e ia começar o discurso para tentar conquistar Natasha.
N: Eu fico com ele.
– Hã?
N: Eu fico com ele. Quanto?
– 5mil dólares por mês o aluguel.
N: 5 mil? E se eu quiser comprar?
– Ele custa atualmente 990mil dólares.
N: A estrutura é de ouro, ou o quê? Tenho algum desconto pagando a vista?
– 10%.
N: Hum... Okay.
– Você vai comprar?
Natasha pegou o celular e desbloqueou a tela.
N: Seu nome é Debora Gideon, representante da empresa Rent&Co, com conta no banco Citibank... Eu consigo ver a agência e a conta, mas o dígito não. Pode me fornecer?
A corretora estava incrédula.
– Ham... 3...
N: Três... Pronto. Está pago. As chaves?
A corretora pegou a tablet, e acessou a conta da empresa, e conferiu o dinheiro na conta. Quando ela olhou para Natasha, Natasha estava com a mão estendida, esperando a chave.
– Fez uma excelente escolha, Srta. Romanoff.
Natasha pegou as chaves e se dirigiu até a porta, abrindo a mesma para a corretora sair. A corretora passou pela porta, e virou fitando Natasha.
– Se precisar de algo, é só...
Natasha fechou a porta na cara dela. Ela olhou em volta do apartamento e sorriu. Ela foi até a janela da sala e viu que dava acesso a uma “varanda”, na verdade é o patamar da escada de emergência externa. Natasha abriu a janela e observou o prédio de frente para o dela, ela tinha vista para várias janelas e ela sempre teve o hábito de observar o que rolava na casa das pessoas. Era a forma dela de passar o tempo em casa. Natasha checou a cozinha e quando abriu a torneira saiu um pouco de água e parou, ela bateu na torneira.
N: 990 mil e não tem água? Ladrões!
Natasha checou o enorme banheiro do apartamento e depois foi conferir o quarto, que também era enorme. Quando Natasha voltou na sala, havia um gato preto no chão da sala, que ficou parado a fitando.
N: Hey! Meu apartamento, pode saindo. Fora.
Natasa espantou o gato que saiu pela janela. Natasha ligou para o celular de Steve.
S: Nat?
N: Hei... eu acabei de comprar um apartamento.
S: Já? Ham... Parabéns.
N: Eu preciso conversar com você. Você pode vir me encontrar?
S: Ham... Claro.
Steve estava surpreso de novo.
N: Você pode deixar as crianças em algum lugar? Preciso conversar com você, sozinha.
S: Okay... Está tudo bem?
N: Sim, está... Quando você chegar, eu explico.
S: Okay, eu estou saindo da escola agora, vou deixa-los com a Cindy e vou aí.
Natasha passou o endereço para Steve e desligou o telefone. Ela olhou para a mão dela e fitou diretamente a aliança no dedo dela, ela suspirou e olhou pro lado e suspirou.
N: Eu tenho que fazer isso.
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