Memories - Romanogers Fanfic
67 Final - Parte 1
Notas iniciais
N: Droga.
Disse Natasha ao entrar em casa, seguida por Steve. Natasha colocou Lily no chão, e Steve fez o mesmo com Nick.
N: Eu estou cansada.
S: Podemos marcar outro dia.
Natasha olhou para Steve.
N: Mesmo? Vai tentar agendar com o presidente dos Estados Unidos outro dia para jantar?
S: Por que não?
N: Nós iremos, Steve.
S: Como vamos fazer com as crianças? Laura grávida não pode ficar mais com eles.
N: O convite diz para levar as crianças.
S: Então problema resolvido.
N: Olha, super soldado, eu vou dormir e você fica com as crianças.
S: Okay, eu te chamo daqui a duas horas.
Natasha olhou para Steve e caminhou até ela, ela abaixou o tom da voz.
N: Rogers... Você não vai me chamar daqui a duas horas, afinal de contas, eu gastei muito da minha energia com você no final da festa ontem. Ou você não se lembra?
S: É claro que eu me lembro.
Natasha deu um discreto sorriso, olhando para Steve.
N: Como você é mais resistente, não precisará dormir tanto assim, então você vai me deixar dormir o quanto eu precisar para estar com energia o suficiente para mais tarde.
Steve engoliu seco e estava até suando na testa.
S: Nós não vamos a Casa Branca?
N: Uhum.
S: Então...?
N: Ai Steve...
Natasha revirou os olhos e suspirou.
N: Você é tão ingênuo às vezes.
Natasha segurou no terno de Steve e puxou pra baixo, fazendo ele se inclinar. Natasha deu um beijinho nos lábios de Steve e o soltou. Natasha subiu para o quarto e foi dormir.
Depois de cuidar do almoço, alimentar os gêmeos, brincar com os gêmeos e James e Sara, Steve colocou os dois para dormir e teve mais trabalho colocando os gêmeos para uma soneca, porque quando um está no colo, o outro também quer estar, e chora e acorda o outro que chora também, mas depois de duas horas de luta, ele conseguiu fazer os bebês dormirem. Steve subiu e os deixou no berço dentro do quarto.
Steve foi para o quarto dele e fechou a porta, ele deitou ao lado de Natasha e a abraçou por trás, encaixando o rosto no pescoço dela. Steve beijou e deu um cheiro no pescoço de Natasha, que gemeu de leve, por ter sido acordada.
S: Nat, não vai comer nada?
N: Não...
S: Mas...
N: Sh...
Natasha virou o rosto na direção de Steve e ele encaixou os lábios nos dela, dando vários selinhos seguidos. Natasha deitou a cabeça no travesseiro novamente e colocou o braço repousando sobre o de Steve.
N: Dorme, dorme...
Steve se aninhou no corpo de Natasha e deitou a cabeça bem próximo da dela, só para sentir o cheiro do cabelo dela. Ele acariciou a barriga de Natasha, enquanto ela voltava a pegar no sono.
Steve teve poucas horas de cochilo, uma hora depois os gêmeos acordaram, Steve os ouviu e não conseguiu abrir os olhos. Ele acabou cochilando novamente, pensando em deixar eles esperando apenas 5 minutos, não teria mal nenhum nisso.
Steve bocejou e abriu os olhos no susto, Natasha não estava ao lado dele mais. Steve se levantou e correu para o quarto dos gêmeos, eles não estavam lá, Steve ia descer as escadas, mas ouviu a porta do banheiro do quarto deles se abrindo. Steve voltou no quarto.
S: Natasha, os gêmeos...
Steve já estava ofegante. Natasha o olhou tranquilamente e caminhou até o guarda roupa, enrolada na toalha.
N: Eles já se foram.
S: Foram?
Steve esfregou os olhos e bocejou novamente, tentando despertar.
S: Aonde? Como assim?
N: Laura veio aqui.
S: Laura?
N: Sim, eu pedi um favor pra ela. Não daria para levar os gêmeos para a Casa Branca.
S: Mas... Eu estava dormindo e ouvi eles chorarem e eu só voltei a dormir por cinco minutos...
N: Cinco minutos? Steve, já são 6 horas da noite. Eu acordei na hora que eles choraram e os arrumei para ir pra casa da Laura.
S: James e Sara também foram?
N: Não. Eles vão conosco no jantar.
Natasha abriu a toalha e deixou cair no chão. Steve olhou para o corpo nu de Natasha e ergueu as sobrancelhas na hora, fitando o corpo de Natasha por trás. Steve entrou no quarto de vez e fechou a porta atrás de si, ele caminhou na direção de Natasha, mas antes que pudesse encostar as mãos nela, Natasha se virou e empurrou o peito dele pra trás.
S: Quanto tempo nós temos?
N: Nenhum. Só queria quer você despertasse.
S: Por que você faz essas coisas?
N: Porque é divertido. Agora vai tomar um banho.
S: Terei que tomar três.
N: Só aviso que não pode se atrasar, Rogers.
Steve olhou para Natasha, depois desceu o olhar para os seios dela e novamente ele olhou para os olhos dela. Natasha observou que mesmo eles dormindo juntos esse tempo todo, ele ainda fica um pouco sem graça de olhar pra ela nua. Ele só não fica sem graça quando eles estão em ação, fora isso, ele sente como se tivesse desrespeitando ela. Ela acha isso adorável.
Steve entrou para o banho e Natasha se vestiu. Quando Steve terminou o banho, Natasha já estava terminando de ajeitar o cabelo. Natasha espiou Steve pelo espelho e quando ele removeu a toalha, ela assoviou, o que deixou Steve sem jeito.
N: Steve?
S: Hã?
Steve não olhou para Natasha porque estava pegando a roupa no armário para se vestir.
N: Nada. Eu vou checar as crianças.
Natasha se levantou e ao passar por Steve deu um tapa na bunda dele, Steve fez negativo com a cabeça, enquanto observava Natasha sair do quarto. Natasha desceu as escadas e bateu na porta de James.
N: Posso entrar?
J: Sim.
Natasha entrou e James estava de calça e blusa social, os sapatos brilhando, mas a blusa estava pra fora. Natasha sorriu e se aproximou dele.
N: Mas olha só para você, está lindo e charmoso. As meninas que se cuidem quando você crescer.
J: Para, mãe.
N: Vem aqui, deixa eu ajeitar essa blusa pra você.
Natasha sentou na cama e James caminhou até ela. Natasha encaixou a blusa de James por dentro da calça. Ela pegou o terno de James e o vestiu.
N: Vamos pentear o cabelo?
J: Não.
N: Como não?
J: Eu não gosto.
N: James, estamos indo na Casa Branca, vamos pentear sim.
J: Não quero ficar de cabelo lambido.
N: Quem disse que vai ficar lambido? Só vamos desembaraçar isso e deixar seus cachinhos naturais porque eles são muito bonitos.
James pegou a escova dele na cômoda e já ia passando no cabelo.
N: Não quer que a mamãe penteie pra você?
J: Mãe, eu sou grande.
N: Eu sei disso.
James suspirou e foi até Natasha, ela o deixou entre as pernas e penteou o cabelo de James e depois deu leves apertos para formar os cachinhos de James. Ao terminar, Natasha abraçou ele por trás e beijou o rosto dele.
N: Prontinho.
Natasha o soltou e se levantou, ela foi até o quarto de Sara e abriu a porta.
N: Sara?
Sara: Ai mamãe.
N: O que foi?
Sara: Não consigo fechar.
N: Você está linda com esse vestido, eu nem acredito que você já está pronta. E até o sapatinhos calçou certo.
Sara: Não estou pronta.
N: O cabelo? Eu vou dar um jeito pra você.
Sara: E a minha maquiagem.
N: Maquiagem? Desde quando você tem maquiagem?
Sara: Eu tenho, eu quero ficar igual você, passa em mim?
N: Passo. Mas primeiro vamos dar um jeito nesse cabelo, ok?
Sara concordou com a cabeça. Natasha fechou o vestido dela atrás e Sara sentou na cadeira da penteadeira e Natasha escovou o cabelo dela, colocou umas presilhas de flores, mas deixou a maior parte do cabelo solta. Natasha passou um batom rosinha e um pouco de blush nas maçãs de Sara.
Sara: Eu quero esse negócio preto.
N: Que negócio preto?
Sara: Que você passa aqui no olho.
N: Lápis de olho? Nem pensar.
Sara: Não, um que tem a escovinha.
N: Rímel? Você não precisa disso, você é tão linda.
Sara: Mas eu quero ir igual você.
N: Mas você é minha filha, você tem tudo de mim em você e não vamos querer que o presidente confunda você comigo lá, não é?
Sara: Só se ele for burro.
Sara riu. Natasha sorriu de volta.
N: Bem, vamos lá pra sala, esperar o seu pai.
Sara segurou na mão de Natasha e foi saltitando até a sala, porque seus sapatos tipo boneca, tem um pequeno saltinho que faz barulho no chão quando ela caminha.
Quando Steve desceu, Sara estava batendo os pés no chão sem parar. Natasha olhou para Steve na escada e assoviou de novo. Steve ficou completamente sem graça.
S: Natasha... As crianças.
N: Mas eu só estou elogiando meu noivo. Afinal eu não sei quem estará mais sexy nesse jantar, você ou o Obama.
S: Como é?
N: O que?
S: Você acha o Obama sexy?
N: Eu acho ele super atraente.
Steve franziu a testa. Sara parou de bater os pés no chão e olhou pra Steve.
Sara: Você tá lindo, papito.
S: Você também está linda, princesa.
Sara sorriu e voltou a bater os pés no chão.
S: Vamos? Cadê o James?
N: James, estamos indo, venha logo.
James veio correndo do quarto e já estava parcialmente bagunçado.
S: James, o que houve com sua roupa? Nem parece que foi passada.
N: Ah agora não dá tempo, vai assim mesmo.
Natasha abriu a porta de casa e saiu segurando Sara pela mão. Ela se deparou com um carro do serviço secreto na calçada. Steve e James chegaram atrás delas.
S: Que gentil da parte do presidente.
N: Gentil? Praticamente uma intimação. Não tinha necessidade de mandar um carro nos buscar.
S: Melhor que não teremos que dirigir. Não?
Steve, Natasha e as crianças entraram no carro do serviço secreto e foram levados até a Casa Branca. Assim que entraram, foram recebidos pela secretária da Casa Branca, ela os cumprimentou e os levou até uma sala de espera.
Sara: Podemos comer agora?
N: Você lanchou um pouco antes de sair, Sara.
Sara: Mas a gente veio jantar, não foi?
N: Sim, mas temos que esperar, acabamos de chegar aqui.
S: Filha, tenha paciência, logo comeremos, Okay?
Eles esperaram por cerca de vinte minutos, até a secretária aparecer novamente.
— Sr. Rogers e Srta. Romanoff, me acompanhem por gentileza.
Steve estendeu a mão para Sara, que segurou na mão dele e tentou bater os pés no chão, mas por ser tapete o sapato não estava fazendo barulho. Natasha e James saíram atrás de Steve e acompanharam a secretário por um longo e luxuoso corredor.
Ao chegar no corredor, não tinha tapete, Sara ouviu o barulho do sapato e tornou a bater os pés no chão, fazendo um barulho repetitivo e um tanto irritante. A secretária olhou discretamente para Sara e esperava que os pais a fizessem parar, mas Steve e Natasha já estão tão acostumados com ela fazendo isso que nem notaram que isso podia incomodar outras pessoas.
A secretária parou em frente a uma outra sala.
— As crianças podem esperar aqui.
S: Por que?
— O presidente deseja recebe-los primeiro.
Natasha e Steve se entreolharam. Natasha respirou fundo, porque sabia que o jantar não seria assim à toa, algum pedido o presidente iria fazer.
James notou que os sapatos deslizam naquele piso lustrado como se fossem patins e começou a deslizar pelo piso. A secretária olhou para James e depois para Sara que não parava de bater os pés no chão. Ela olhou para Steve e Natasha que pareciam desconfiados.
— Não se preocupem.
A secretária abriu a porta da sala.
— Será breve.
Steve olhou dentro da sala, tinha apenas uma estante, uma mesa grande e cadeiras.
S: James, vem aqui.
James voltou correndo e deslizou pelo piso.
S: Você e Sara vão ficar aqui, quero que se comportem.
J: Nós não vamos comer?
S: Vão sim, mas precisamos falar com o presidente primeiro.
J: Por que ele não vem aqui?
S: Porque ele quer falar sobre coisas de adulto.
N: Hey, chega de perguntas, faça o que seu pai disse.
James não questionou mais, ele entrou na sala e Steve conduziu Sara até a cadeira, que não quis soltar da mão dele. A secretária pegou papel e lápis na estante e colocou na mesa.
— Por que vocês não fazem um desenho para o presidente enquanto esperam? Vocês gostam de desenhar?
Sara: Eu gosto.
— E você, rapazinho?
J: Não.
— Bom, eu vou achar algo para você fazer.
Sara soltou a mão de Steve para desenhar, ele aproveitou para sair da sala com Natasha e acompanhar a secretária. Depois de mais alguns minutos andando por mais corredores da Casa Branca, os dois finalmente chegaram até o salão oval.
O presidente estava de pé, olhando pela janela até ouvir a porta ser aberta. O presidente se virou e sorriu ao ver Steve e Natasha.
Obama: Obrigado, Sylvia. É só.
A secretária concordou com a cabeça e se retirou. Steve caminhou na direção de Obama e apertou a mão dele.
S: Sr. Presidente.
O: Me chame de Obama, Capitão. É um prazer revê-lo.
Obama soltou a mão de Steve e segurou na mão de Natasha, ele beijou o dorso da mão de Natasha.
O: Sua esposa continua belíssima, Rogers.
Steve pigarreou e nem conseguiu sorrir para o comentário, ele ainda está com ciúmes em decorrer do que Natasha disse sobre ele mais cedo.
N: Obrigada, Sr. Presidente, mas eu sou a noiva dele.
O: Ah sim, eu soube do divórcio, mas também soube sobre o casamento.
N: Aparentemente todos sabem agora.
O: Não se consegue esconder nada dos tabloides hoje em dia.
N: Aposto que é possível esconder muitas coisas ainda.
Obama estranhou a frase de Natasha, mas decidiu não comentar.
O: Por favor, sentem-se.
Steve e Natasha se sentaram no sofá e Obama caminhou até a mesa e serviu um pouco de uísque para ele mesmo e olhou para Steve e Natasha, erguendo as sobrancelhas, perguntando se eles aceitavam.
S: Eu não bebo, obrigada.
O: O bom soldado.
N: Eu aceito um.
Obama serviu uísque para Natasha, pegou os dois copos e antes de se sentar, entregou o copo de Natasha, que tomou um gole e olhou em volta do salão oval.
O: Você parece desconfiada, Srta. Romanoff.
N: Tenho motivos para estar?
O: Toda vez que nos vemos, você parece saber mais do que devia.
S: Talvez seja porque vocês nos separaram dos nossos filhos.
O: Era só porque eu precisava da minha dose de uísque e não é apropriado beber na frente das crianças, mas não se preocupem, eles estão seguros.
N: Tenho certeza de que estão, você não seria louco.
Obama riu e Steve olhou para Natasha um tanto chocado e repreensivo pela forma como ela falava com o presidente.
S: Onde está a primeira dama?
N: O que você quer pedir, afinal?
O: Sempre direta, Srta. Romanoff. Gosto disso. Eu sou como você, quando me enrolam demais, já sinto que vem alguma mentira para me enrolar.
Steve mudou a expressão, ele não esperava que Obama realmente tivesse algo a pedir, mas pelo visto, ele tem.
O: Eu sei que estão aposentados, ao menos Steve está... E você está trabalhando ainda, Romanoff?
N: Isso é confidencial.
O: Imaginei que diria isso.
Obama se levantou, tomando um gole do uísque.
O: Eu odeio ter que lhe pedir isso, Sr. Rogers. Sei que estão para se casar e sei sobre os gêmeos que são apenas bebês ainda, mas preciso lhe pedir que participe de mais uma missão.
N: Não.
S: Natasha.
N: Você disse que não queria mais.
S: Do que se trata?
O: Eu não posso compartilhar todos os detalhes no momento, nós estamos em uma operação secreta em um país, que também não posso revelar agora.
N: Muito conveniente, não?
S: Fica difícil decidir se me comprometo ou não, se não sei sobre o que se trata.
N: Ele irá te obrigar de alguma forma.
O: Não irei. Eu estou aqui fazendo um pedido, pois você é a pessoa mais indicada para essa operação. Você aceita se quiser, dou minha palavra.
N: Qual o nível de risco?
O: Risco 89.
N: Droga.
S: O que isso significa?
N: Significa que é uma ameaça mundial e não somente aos Estados Unidos, significa também a iminência de muitas mortes de civis.
S: Quando é que seria essa missão?
O: Não hoje, Capitão. Estamos na fase de montar estratégias e decidir quem participará, você foi o primeiro nome a se citado, pois teria mais experiência para conduzir a operação.
S: Já tentou falar com Tony Stark? Ou Fury?
N: Nível de risco 89, não são operações para Vingadores, são operações silenciosas e restritas, eu já executei algumas.
O: Eu só preciso que me diga, que poderemos contar com você quando a hora chegar.
Steve olhou para Natasha e ele sentiu que ela estava incerta sobre essa operação. Natasha fez negativo com a cabeça.
N: Steve, você não tem que aceitar.
S: Você sabe que tenho.
N: Não, você está aposentado, pode se negar.
S: Se eles precisam de mim.
Natasha parecia perdida, ela queria achar desculpas para Steve não aceitar a missão, algo dentro dela alertava que Steve não deveria ir de jeito nenhum, mas ela sabe que nada que ela diga vai fazer ele desistir da ideia, ainda mais que Obama disse que ele seria primordial na operação.
S: Vai ficar tudo bem.
Steve olhou para Obama.
S: Vou poder me casar antes?
O: Sem dúvidas.
S: Você pode contar comigo.
Todos olharam para a porta, ao ouvir batidas nela. A porta se abriu e Obama sorriu.
O: Michelle, venha conhecer o Capitão.
Natasha e Steve se levantaram. Natasha segurou na mão de Steve como se tivesse que manter ele seguro, apesar dela saber que a ameaça não estaria presente ali e agora. Steve sorriu e apertou a mão da primeira dama.
Michelle: Muito honrada, Capitão.
S: Steve, por favor. O Capitão agora é o Barnes.
O: Ah é, verdade. Mas você sempre será o primeiro e melhor Capitão América que já tivemos.
S: Muito cedo para afirmar isso, Barnes vai mostrar seu valor como Capitão também.
M: Steve está absolutamente correto.
O: Quero que conheça minhas filhas.
A filha mais velha de Obama, pediu para tirar uma selfie com Steve e ele autorizou.
M: E os seus filhos? Não me diga que não os trouxeram.
N: Trouxemos, só os gêmeos que não, são muito pequenos.
M: Eu entendo perfeitamente.
O: Vamos caminhando para a sala de jantar.
Todos saíram da sala e no corredor, Obama comentou.
O: Falei dos seus filhos para a Michelle. Eu falei com a menina no telefone uma vez, uma figura ela.
M: Ora, pois então, vamos conhece-los. Devem ser uns amores.
O: Devem ser educados como o pai.
S: Eles são sim, senhor. Eles estão esperando ali.
Steve abriu a porta da sala e se deparou com Sara tirando meleca do nariz e James demonstrando um enorme tédio por ter esperado tanto.

J: Nossa, até que enfim! Eu tô com fome.
Sara: Eu também.
N: Sara.
S: Tira essa mão do nariz, filha.
Michelle sorriu.
M: Crianças são assim mesmo. Deixa eles.
Sara: Eu fiz pra ele, ó.
Michelle olhou o desenho de Sara e sorriu.
M: Mas que desenho mais bonito.
O: Dá licença que ela fez pra mim.
Obama pegou o desenho e sorriu.
O: Muito obrigada, vou guardar na minha sala e ver todo dia.
Sara sorriu.
M: Vamos comer então?
J: Vamos!
Todos foram até a sala de jantar e se sentaram à mesa. A entrada foi servida assim que todos se acomodaram.
O: Então, James... Quantos anos você tem?
J: Seis.
O: Seis, então já sabe ler e escrever?
James fez positivo com a cabeça.
O: Qual sua matéria favorita?
J: Educação física.
O: A minha também, James.
James sorriu.
O: E quanto a você? Já está indo na escola?
Sara estava comendo as torradas que estavam na mesa, ela fez positivo com a cabeça.
O: Quando soube que era filha do Steve e da Natasha, eu já sabia que você devia ser bonita, mas agora vejo que me enganei. Você é linda.
Sara sorriu.
S: Como se diz, Sara?
Sara: Obrigada.
Sara pegou outra torrada.
Sara: Quando eu te vi na televisão, eu te achei bonito também.
O: É mesmo? Obrigado, mas e agora pessoalmente?
Sara: Meio esquisito com umas orelhas bem grandes.
Natasha quase cuspiu a bebida. Steve olhou para Sara com repreensão. James começou a rir, assim como Michelle e as filhas de Obama.
S: Sara, filha... Que feio. Não se deve dizer essas coisas.
O: Está tudo bem. Quer dizer que sou feio pessoalmente?
Sara fez negativo com a cabeça.
Sara: Só esquisito.
O: Esquisito? Sou esquisito.
Obama riu e fez negativo com a cabeça.
O: Sabe de uma coisa? Gosto de você e gosto de você também.
Obama apontou para Sara e James.
O: Eu amo crianças porque são sinceras. Quando pergunto para Michelle como estou, ela me diz “Você está ótimo, querido”. Daí quando cruzo com alguma criança e pergunto como estou, elas dizem “Você está feio” ou “Na TV é mais bonito”...
Todos na mesa riram, incluindo Natasha.
O: Se minha amada esposa tivesse me alertado que estava estranho, ali mesmo eu dava um jeito.
Sara: Mas essa é sua cara né, não dá pra mudar.
N: Sara!
Sara olhou para Natasha, sem entender porque ela parecia brava.
A sorte é que Obama leva tudo na esportiva, e tanto ele como Michelle sabem muito bem como entreter os convidados, em poucos minutos, Natasha já tinha até esquecido sobre a conversa de mais cedo.
O: Mais vinho?
N: Por favor.
Steve encostou a mão na coxa de Natasha por baixo da mesa e olhou pra ela.
S: Vamos com calma, já é seu quinto copo, fora o uísque.
N: Relaxa, Rogers. Você só tem a ganhar se eu ficar bêbada.
S: O que quer dizer?
N: Eu quero dizer que...
Natasha se virou um pouco para Steve, ela pôs a mão sobre a mão de Steve que estava repousada na coxa dela e fez a mão dele deslizar para a parte interna da coxa dela, Steve puxou a mão imediatamente, dando com ela na mesa, fazendo barulho e chamando a atenção de todos.
Não tinha uma parte de Steve que não estivesse vermelha. Natasha se recompôs imediatamente e tomou um gole do vinho, pretendendo estar tão surpresa, quanto todos da mesa, pela batida da mão de Steve na mesa.
M: Está tudo bem, Sr. Rogers?
Steve tossiu forçadamente.
S: Sim, senhora. Foi um... Movimento involuntário, apenas.
As filhas de Obama conversaram com James e falaram a respeito dos jogos de videogames que elas tem, elas convidaram James a jogar.
J: Posso pai? Por favor, deixa eu ir.
S: James, eu não sei...
M: Deixa ele, Steve. Vai sim, você vai gostar.
James saiu da mesa com as meninas. Michelle olhou para Sara.
M: Não vai querer ir?
Sara: Não gosto, ele não me deixa jogar e quando deixa, briga comigo.
M: Ah meninos são muito chatos, não é mesmo? Mas eu tenho algo pra te mostrar e sei que vai gostar.
Sara: O que é?
M: Se sua mãe deixar, te levo no quarto de bonecas das minhas filhas. Tem um monte de bonecas de todos os tipos e tamanhos.
O rosto de Sara se iluminou com o sorriso que ela deu, seria impossível Natasha recusar algo pra ela agora. Natasha consentiu com a cabeça. Michelle se levantou e Sara correu até ela, segurando na mão dela e deixando a sala de jantar junto com a primeira dama.
O: Michelle ama crianças. Ela adorou seus filhos.
S: Eles também adoraram conhecer vocês.
O: Vamos retornar ao salão oval, prometo que não é para falar de trabalho dessa vez.
Steve e Natasha seguiram Obama até o salão oval novamente, Obama foi até próximo de uma parede e abriu uma porta que estava muito bem disfarçada de parede.
O: Apenas algumas pessoas tem acesso a essa sala. Só os que posso chamar de amigos.
Não tinha nada demais dentro da sala, era pequena e estreita, tinha quatro poltronas e um minibar, com as bebidas mais caras e raras do mundo.
O: Uma pena, Rogers não beber.
S: Eu até bebo, mas não fico bêbado, meu metabolismo é muito rápido.
O: Bom, então se for para um brinde, você não se incomoda.
S: De jeito nenhum.
Obama pegou uma garrafa de vinho e serviu três taças, ele entregou uma para Natasha, outra para Steve e ficou com a terceira na mão.
O: Às nossas crianças, que vivam sempre num mundo seguro e saudável.
Obama ergueu a taça, Natasha e Steve fizeram o mesmo, os três brindaram e tomaram um gole da bebida. A secretária de Obama apareceu na porta e apesar de aberta, bateu três vezes para anunciar a presença.
Obama olhou para ela e para a pasta azul na mão dela.
O: Um minuto, por gentileza.
Obama saiu da sala e fechou a porta para ouvir o que a secretária tinha a dizer.
Steve se sentou em uma das poltronas, enquanto Natasha pegava a garrafa de vinho e enchia o copo até a borda.
S: Natasha...
N: Sh... Rogers.
Natasha pôs a garrafa de volta no bar e tomou mais alguns goles. Ela caminhou até ficar atrás de Steve.
N: Você acha que o presidente e a primeira-dama já transaram no salão oval?
S: O que? Natasha.
N: Eu acho que sim. Se eu fosse a primeira-dama, batizaria todos os cantos dessa mansão.
S: Natasha...
N: Você nunca pensou sobre isso?
S: Sobre o quê?
Natasha se inclinou e sussurrou no ouvido de Steve.
N: Eu e você, aqui...
S: Natasha, não faz isso.
N: O que eu estou fazendo, Rogers?
Natasha continuava sussurrando perto do ouvido de Steve, ele dobrou o pescoço, mas Natasha beijou logo abaixo da orelha de Steve, o fazendo se levantar por conta do arrepio que sentiu.
S: Natasha!
A porta foi aberta novamente e o presidente olhou para os dois.
O: Vocês me desculpem, mas surgiu uma emergência.
S: Algo que podemos ajudar? A casa está em risco?
O: Não, não é nada a respeito de segurança, fiquem tranquilos, são questões políticas com outros países, mas infelizmente, terei que entrar numa reunião. Sinto muito, mas por favor, fiquem e aproveitem o espaço, podem beber o que quiserem e se precisarem de alguma coisa, tem uma secretária no corredor fora do salão oval, elas vão providenciar o que precisarem.
S: Não se preocupe, entendemos perfeitamente.
Obama se retirou e fechou a porta novamente após sair da sala.
S: O que será que...
Steve perdeu a fala quando se virou para olhar Natasha e ela estava tirando os sapatos.
S: Natasha, você está bêbada?
Steve caminhou até Natasha e colocou as mãos na cintura dela.
N: Eu não estou, mas quero estar. Mas se você disser que não quer que eu beba mais, não beberei.
S: Eu não quero que beba mais.
N: Bom... Não beberei...
Natasha olhou nos olhos de Steve, e ele a estava olhando com repreensão ainda. Natasha se encostou na parede e Steve ficou parado a olhando ainda a reprovando.
S: Não faça isso, Natasha.
N: Eu não estou fazendo nada.
S: Está...
N: Não... O que estou fazendo?
S: Está me olhando desse jeito e...
N: Que jeito?
S: Natasha, para. Não podemos, estamos na Casa Branca.
N: Okay, então não faremos nada.
Steve ficou em silêncio, assim como Natasha, os dois ficaram minutos se olhando, e era como se ainda estivessem se comunicando de alguma forma. Natasha via a batalha na mente de Steve o prevenindo de tomar qualquer atitude e ela não vai ter nenhuma iniciativa, se ele não quer.
Natasha estava desistindo e quando olhou pra baixo para procurar os sapatos para calçar, sentiu seu corpo ser imprensado contra a parede pelo corpo de Steve. Ele imediatamente colou os lábios nos dela, Steve abraçou a cintura de Natasha e a ergueu do chão, mas deixou o corpo dela apoiado na parede. Natasha derrubou a taça de vinho sem querer no chão, para poder abraçar o pescoço de Steve e retribuir o beijo.
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