Memories - Romanogers Fanfic
4 A Briga
Notas iniciais
Steve passou o dia em pequenas missões e ajudando no setor operacional da nova Torre dos Vingadores. Ele checou o celular algumas vezes, esperando alguma mensagem de Natasha. Antes do acidente ela costumava mandar mensagens o tempo todo que estava longe dele. A mensagem não continha textos, apenas emotes e geralmente era o “;-)” só para dizer que ela estava pensando nele naquele momento.
Natasha não enviou mensagens durante o dia todo, Steve ficou decepcionado. Ele sabe que ela não se lembra de nada disso, mas ainda sim dói. E ele ainda nem pôde abraçar ela, era muito difícil essa situação.
Ao terminar o dia, Steve decidiu ligar para Natasha, para saber se o expediente dela na SHIELD tinha terminado, mas ela não atendeu. Steve deduziu que ela ainda estava ocupada.
Steve busca as crianças na escola sempre que possível, mas quando está trabalhando, é mais difícil, portanto ele contratou uma babá que busca e fica com as crianças até ele chegar em casa.
Steve dirigiu direto para casa, ele tentou ligar mais uma vez para Natasha, ao sair do carro. Ninguém atendia a ligação. Steve subiu para o apartamento, assim que entrou, James veio correndo como um foguete.
J: Pai, vamos brincar de cavalinho.
– Sr. Rogers, desculpe a pressa, mas tenho que ir.
A babá se aproximou com Sara no colo. Steve a pegou.
S: Tudo bem, Cindy. Muito obrigada. No fim de semana, pago o restante.
Cindy: Sem problemas. Tchau crianças.
Cindy foi embora e James ainda pulava sem parar, querendo brincar. Sara já estava com sono, e com uma chupeta na boca, ela deitou a cabeça no ombro de Steve. Steve passou a mão nas costas dela.
S: James, me dá um minuto, vou pôr Sara na cama e preciso tomar banho.
Sara: Papai, cadê a mamai?
S: Ela está trabalhando, mas daqui a pouco ela chega.
Steve pôs Sara na cama dela e a cobriu. Steve puxou a chupeta da boca dela.
S: Acho que está bem grandinha pra isso.
Sara não sorriu, estava séria e parecia mais cansada que o normal. Steve notou algo diferente nela. Sara tossiu um pouco.
Sara: Quero a minha mãe.
S: Ela já está chegando.
Sara: Não tá.
S: Claro que está. Vai dormir um pouquinho que quando ela chegar, eu te acordo para você ver ela.
Sara: Promete?
S: Prometo.
Steve encostou o dedo na ponta do nariz dela e ela deu um pequeno sorriso, virou pro lado e dormiu. Steve saiu do quarto e fechou a porta. Ele estranho o silêncio que estava na casa. Ele foi checar James na sala e ele estava dormindo no sofá. Steve sorriu e o pegou no colo.
J: Pai, pai, vamos brincar.
S: Vamos sim.
Steve acariciou as costas de James e ele voltou a dormir. Steve o colocou na cama e apagou as luzes. Quando ele ia sair do quarto, James o chamou.
J: Pai?
Steve o olhou da porta.
J: A luz.
Steve se aproximou da cama dele e acendeu o abajur. James fechou os olhos e dormiu. Steve finalmente foi para o quarto, tomar um banho. Antes de entrar, ele ligou para Natasha, mas dessa vez deu direto na caixa postal. Steve não queria se preocupar, porque Natasha sabe se virar sozinha, mas ela mal saiu do hospital... Era inevitável a preocupação. Ele tomou um banho e depois preparou algo para os dois comerem, ele já imaginou que ela chegaria faminta.
Steve comeu e ficou olhando pro celular. Ele ligou mais uma vez, chamou 2 vezes e a ligação caiu, na verdade, parecia que ela tinha rejeitado a ligação. Steve deitou no sofá, pois estava muito cansado, mas não conseguiu dormir. Ele decidiu ligar mais uma vez, caiu na caixa postal.
Já estava perto de meia-noite e nenhum sinal de Natasha. Sara acordou no meio da noite, tossindo muito, chorando e chamando pela mãe. Steve foi correndo no quarto dela.
S: Sara, tá tudo bem?
Sara: Mamai, mamai.
Sara só chamava Natasha e chorava. Steve encostou na testa dela e ela estava pelando em febre. Não era a 1ª vez que Steve enfrentava isso, Sara já havia ficado doente antes, mas James não, porque ele tem o soro nas veias.
Steve fez o procedimento padrão, deu remédio, pôs uma toalha fria na testa dela para a febre abaixar e ficou com ela no colo por horas, até ela se acalmar e dormir de novo.
Eram 3 horas da madrugada, Steve ouviu barulho da maçaneta da porta da sala. Ele deixou Sara na cama e foi até a sala. Natasha estava entrando silenciosamente, ela achou que Steve e as crianças já estavam dormindo, ela se espantou ao ver Steve no corredor a encarando, com olhar de reprovação.
Natasha não estava com paciência para se explicar. Afinal, ela nunca se explicou pra ninguém, só no trabalho, e se ela chega em casa, ela quer ter paz, não quer ninguém reclamando no ouvido dela. Ela decidiu ignorar Steve e passou por ele, sem dizer nada. Ela foi para o quarto e fechou a porta.
Steve ia deixar pra lá, mas o fato dela sequer falar com ele o deixou incomodado. Ele abriu a porta do quarto dela. Natasha o olhou, sem nenhuma expressão no olhar.
S: Se você for chegar tarde, ao menos mande uma mensagem, ou atenda o telefone.
N: Não sou obrigada.
Steve entrou com a intenção só de dizer isso, mas a resposta de Natasha o deixou com raiva.
S: É sim! Estávamos preocupados com você.
Natasha retirou os sapatos, os jogando longe, claramente com raiva.
N: Nossa, eu precisava de babá antes, é?
S: Não é questão de babá! Nós temos 2 filhos, Sara estava com febre e estava chamando por você.
N: Tenho cara de enfermeira, por acaso? Por que não a levou pro hospital?
S: Porque eu sei cuidar de uma febre!
N: Então o que eu tenho com isso? Meu Deus, por que está reclamando se você sabia resolver o problema. Eu que não saberia resolver, não sei cuidar de crianças, muito menos quando estão doentes.
Steve respirou fundo e fechou os olhos por breves segundos. Ele estava lembrando a ele mesmo que essa Natasha, não é a mesma Natasha dele, ela não se lembra dele e nem dos filhos. Não tem como esperar que tudo seja como era antes.
N: Eu não quero ter que ficar reportando cada passo que dou. Eu não lembro de ter essa vida que vocês dizem que eu tinha. Eu não sei se quero essa vida, eu me sinto sufocada, eu não me sinto eu mesma aqui, estou de saco cheio! Eu não gosto de ser controlada.
Essa frase machucou Steve muito, mas ele se conteve na hora.
S: Eu entendo que é difícil pra você, eu não quero brigar... Eu só fiquei preocupado com você, porque saiu recentemente do hospital, fiquei com medo de ter se machucado. Não quero te controlar e não quero que se sinta sufocada na sua própria casa. Me desculpe te cobrar, foi só porque eu estava preocupado com você.
Natasha soltou um longo suspiro e olhou para Steve. Ela podia identificar dor na expressão dele. Ela não se importa em magoar as pessoas, mas ela entende que deve tentar se lembrar e tentar entender. E, Maria ressaltou a ela que Steve é uma boa pessoa e que não merece sofrer.
N: Eu vou... Vou avisar da próxima vez.
Steve fez positivo com a cabeça. Ele agora estava observando melhor o corpo dela, após ela retirar a jaqueta. Ela estava coberta de hematomas no braço.
S: Você está machucada.
Natasha olhou para os braços, nem ela tinha notado que ficou tão marcada.
N: Foi um dia cheio de ação. Não se preocupe, eu estou bem.
Steve concordou com a cabeça.
S: Boa noite...
Steve soltou um leve suspiro, antes de fechar a porta. Ele fechou a porta lentamente, porque ainda estava olhando Natasha. Ele queria muito poder cuidar das feridas dela, de poder ser o travesseiro dela nesse momento, ele queria ao menos tocar nela um pouco. Como ele sente falta daqueles lábios, ele nem sabe se lembra o sabor deles. Mentira, ele lembra sim, lembra do gosto da boca dela e do cheiro da pele dela. Steve fechou finalmente a porta e foi se deitar.
Natasha observou a forma como ele a olhava e ela sabia o que ele queria. Natasha sentiu nesse olhar o quanto ele a deseja, e o quanto ele se preocupa com ela. Era uma sensação maravilhosa, saber que é desejada e amada assim. E ela está acostumada com isso, para ela, no momento, ele é apenas mais um apaixonado. Mas um apaixonado, o qual ela deve se esforçar para não partir o coração dele.
Natasha tomou um banho, e deitou na cama. Ela fechou os olhos, mas não conseguiu dormir de jeito nenhum. Faltava algo para ela poder dormir. Natasha bufou e bateu nos travesseiros e começou a ficar irritada.
Acontece que Natasha, depois de um dia cheio, precisa se aliviar. E Natasha se alivia ou fazendo exercícios, ou fazendo sexo, pois essas duas coisas a deixam exaustas e ela consegue dormir. Natasha suspirou e olhou pra porta.
Ela podia se aliviar com Steve, afinal ele é marido dela, não seria pecado, não seria errado. E, bem, ele é muito atraente, aqueles músculos todos, se souberem trabalhar como ela gosta, vai deixar ela dormindo por horas.
Natasha mordeu o lábio e deitou de lado. Ela não podia dormir com ele, porque ela não sente nada por ele, mas ele sente por ela, e quando ela acordar toda fria na manhã seguinte, não vai poder ir embora e se livrar do chororô dele, não, Natasha é casada com ele, se ela o magoar, ela vai ter que aturar ele de coração partido todos os dias. Não dá.
Natasha levantou da cama num impulso, ela decidiu que ia correr. Não importa se são 4 horas da manhã, ela precisa de algo. Natasha vestiu sua calça de ginástica, uma regata e um casaco de moletom. Ela calçou os tênis de corrida, pôs um boné na cabeça e saiu do quarto sem fazer barulho.
Acontece que Rogers não tinha dormido ainda. Ela chegou na sala e Steve a olhou, surpreso. Ele não ousou perguntar, dessa vez.
N: Eu vou... correr.
S: Ok?
Steve apenas a observou, Natasha colocou o capuz do casaco por cima do boné e saiu do apartamento para correr. Steve se deitou no sofá, mas com Natasha na rua, ele não dorme. Ficou acordado.
Natasha correu 3 quarteirões, ela parou e olhou a hora 4:40h, ela já estava completamente suada, ela abriu o zíper do casaco e tirou o capuz, se alongou e correu de volta pra casa. Natasha subiu pelas escadas, correndo, para se cansar ainda mais. Ela parou na porta do apartamento e se alongou ali de novo, para não acordar ninguém. Ela entrou no apartamento, suada e ofegante, ela retirou o casaco e ao observar a sala, Rogers não estava no sofá dormindo. Ela estranhou, mas resolveu ir pro quarto.
Quando ela chegou no corredor, Steve estava saindo do banheiro social, de bermuda e sem camisa. Natasha fitou Steve da cabeça aos pés e principalmente o peitoril dele. Natasha fechou os olhos com força. Droga! Natasha pensou enquanto se aproximava de Steve no corredor, ela parou em frente a ele e o olhou de pertinho. Steve não esperava essa reação, ele ficou paralisado desde o momento que saiu do banheiro.
Natasha ergueu mais o rosto, como se esperasse um beijo de Steve, mas ele não se mexia, só a olhava e respirava ofegante. Ele não vai reagir? Ok, eu vou ter que fazer tud...? Natasha pensou, até seus pensamentos serem interrompidos por Steve, que simplesmente a agarrou pela cintura e a levantou sem nenhuma dificuldade, ele colou os lábios nos dela, e sua língua estava ansiosa para encontrar a dela, no momento que as línguas deles se tocaram, Steve a beijou com tanto carinho e desejo, que Natasha sentiu seu corpo todo se arrepiar e ficar mole. Steve a jogou forte contra a parede, e ele não conseguia soltar da boca dela, Natasha pôs as mãos no rosto dele e tentou interromper o beijo, mas Steve estava com saudades demais pra deixar ela escapar dele. Natasha conseguiu com muito custo, soltar a boca da dele por uns instantes. Steve desviou a boca para o pescoço dela.
N: Quarto. Quarto! As crianças.
Natasha alertou Steve, que imediatamente a carregou até o quarto e a soltou no chão. Steve fechou a porta, com o pé e olhar dele era tão ávido, que Natasha se preocupou com o que tinha provocado nele. Tudo bem, que ela queria se cansar, mas ela correu por quase 1 hora e Steve não está com cara de que vai ser ligeiro....
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