Memories Of The Past
28 Nunca pensei em você....até agora
Notas iniciais
Viram a capa nova?Se não viram vejam, minha amiga que fez...
Nesse capitulo, bem, vai começar a surgir um casal diferente e inusitado, vai ter treta, quer dizer, 2 tretas no capitulo, isso mesmo, essa vai para você que como eu gosta de uma boa briga!
E eu provavelmente vou demorar pra postar o próximo porque bem, vou viajar, semana de provas na semana que vem, e tem que escrever o capitulo da outra fic ainda, então eu provavelmente vou demorar um pouco, vou tentar ser o mais rápido possivel!
E comentem no final, no capitulo passado, demorei bastante para receber comentarios, então comentem!
Bjs Lalah.
No ultimo capitulo de Memories of the past
“Já eram 5 horas e eu só estava esperando ele chegar, então alguém tocou no meu ombro quando virei era ele.(...)
–É então o que você queria falar comigo?-eu disse já que ele não falou uma palavra se quer desde que chegou, ele estava muito estranho.
–É....eu não sei como dizer isso, e quero que saiba que isso vai doer mais em mim do que em você,mas....-isso estava me deixando com medo, ele nunca foi disso, tinha algo errado, muito errado-eu preciso terminar com você -MAS O QUE ESSE GAROTO TINHA NA CABEÇA?”
–Mas o que?-eu o confrontei- eu fiz tudo por VOCÊ!Se não fosse por mim VOCÊ seria um bobão sem amigos!E como VOCÊ me agradece?Porque VOCÊ ta fazendo isso?No mínimo uma explicação eu mereço -eu disse dando ênfase na palavra “você”.
–Sim, você ta certa, e sim você merece uma explicação...mas eu não tenho -ele disse simplesmente já se levantando, num pulo eu também me levantei.
–Como assim não tem?Algum motivo deve ter!-eu disse já muito irritada, quem ele pensa que é pra terminar comigo?Eu que deveria terminar com ele!
–Desculpa, mas eu não posso falar –ele disse se virando e indo embora,mas que cara mais....canalha,idiota,Ontário,imbecil....mas eu não vou deixar ela terminar comigo e sair assim!
Eu estava com muita raiva então não me culpem pelo que eu fiz!
Eu peguei a minha sapatinha e joguei nas costas dela com muita força, tanta que ele se desequilibrou e caiu.
Eu fui até ele peguei a minha sapatinha e disso no ouvido dele.
–Agora você tem um motivo pra terminar-eu saí dali antes que ele pudesse se levantar do chão.
Eu saí meio sem rumo e furiosa dali, eu estava com tanta raiva que poderia matar aquele idiota, mas não fiz isso pelo simples fato de que as roupas da prisão é horrível e o estilista que desenhou aquelas coisas laranjas é péssimo porque nunca vi uma coisa tão feia como aquilo, e não basta ser feio, ainda é chamativo, tenho pena das pessoas por terem que vestir aquilo, se bem que eles merecem vestir esses trapos feios.
Ponto de vista do Nicolas
Só pra lembrar o que estava acontecendo, eu estava andando no corredor indo pra casa, quando um idiota faz eu parra ,então eu descubro que o carinha quer tira satisfação comigo porque simplesmente é tão frouxo que perdeu a namorada, e não sei porque mas ele me culpa por ela ter me beijado.
Então a coisa loira que parecia mais um frango pirado, veio pra cima de mim e me deu um soco, tenho que confessar ele era forte, e eu acabei cambaleando uns passos para trás, coloquei a mão na minha boca e ela estava sangrando.Ele não deveria ter feito isso.
Então eu fui pra cima dele, dando vários socos em seu rosto, e é claro que ele não deixou barato, ele também começou a me socar.A dor que eu sentia quando ele me socava fazia meu sangue ferver e era como se me desse força aquilo porque era assim que eu iria mais pra sima dele ainda.O olho dele provavelmente ficaria roxo, e tinha um corte na minha testa, eu não sabia qual era o tamanho dele, mas provavelmente vou ter que usar um curativo por alguns dias.Então ele me deu um soco que me fez dar alguns passos pra traz, eu já sentia o gosto de sangue na minha boca, com raiva dele eu fui com tudo e lhe dei um chuto no peito que o fez praticamente voar , ele caiu no chão a poucos metros de mim.
Ele me olhou com um olhar assassino e eu tinha certeza que um de nós dois sairia morto dali, mas aí ela chegou.
–PAREM -ela gritou se colocando entre eu e ele.
Era Louise, a garota que eu tinha conhecido mais cedo.
–Vocês querem se matar só pode-ela disse com aquele ar de repreensão, ela era pior que a minha mãe -aonde você estão com a cabeça?-ela parecia muito irritada, sério ela tava dando até medo.
Eu esperava qualquer, coisa, que talvez ela começa se um discurso de com o que a gente estava fazendo era algo muito feio, ou algo do tipo, até que ela me batesse -como eu disse ela estava furiosa, não me surpreenderia se ela viesse pra cima de mim e começa se a me bater- mas não, ela fez algo que pra mim foi muito pior, ela me olhou com aquele olhar de decepção, e eu odeio decepcionar as pessoas, e uma das piores sensações que existe.
E eu fiquei sem saber o que fazer, afinal eu faria o que, pediria desculpas pra ela, mas pediria desculpas pelo que?Não foi com ela que eu briguei, e eu não sei direito o que eu fiz pra deixar ela assim, quer dizer, eu briguei com um cara, e da pra ver na cara dela que ela não gostou disso, mas o que eu faria?E me deixava muito mal ver ela assim, decepcionada comigo, e o pior, não saber como reparar o meu erro.
Ela olhou pro corpo do garoto que eu fiz voar- e não ele não criou assas e voou, ele simplesmente foi arremessado- e viu o quanto ele estava machucado, eu seguida olhou pra mim, e pela careta que ela fez minha situação não deveria estar muito diferente da dele, a a=diferença é que eu estava de pé e ele no chão.
Sinceramente pela dor que eu sentia eu estava a ponto de cair no chão, minha cabeça latejava, o corte na minha cabeça ardia, minhas mãos estavam formigando, e meu corpo parecia chumbo ,estava difícil de eu conseguir enxergar qualquer coisa , e mesmo tendo pouca luz no corredor meus olhos doíam.
Então uma professora chegou e viu a gente naquele estado.
–Ho meu Deus, o que aconteceu aqui?-ela exclamou espantada ao ver a cena.
–Eles estavam brigando -Louise disse sem nenhuma emoção.
–Acho melhor levar eles pra enfermaria , você me ajuda?-ela perguntou para Louise que apenas assentiu que sim com a cabeça-e depois vocês vão ter que dar uma passadinha na sala do diretor –ela disse com um olhar severo para nós dois.
Então Louise ajudou Bernard a se levantar, e eu percebi que ele falou algo no ouvido dela que a fez revirar os olhos, então a professora me levou até a enfermaria, eu e o garoto-que por incrível que pareça eu ainda não sei o nome- ficamos em quartos separados.
E depois da sessão de tortura- aonde a enfermeira me deu remédios e passou algo ,que não sei o que era, no corte na minha testa perto da sobrancelha, de começo só fez a dor se multiplicar por 3, mas logo a dor aliviou, a ponto de que quase não sentir dor nenhuma, ela também colocou um curativo no corte, o corte era pequeno, e eu fiquei com aqueles bandaids pendurados na testa- a professora me levou para a sala do diretor.
–Creio que uma simples suspensão não seja o bastante, o senhor mal chegou e já arranjou briga, então você e o senhor Levily vão ficar uma semana de detenção- o diretor dizia enquanto suas mãos ficavam mexendo em um lápis.
–OQUE?-eu e a coisa do meu lado falamos incrédulos ao mesmo tempo.
–2 semanas-ele disse com um sorriso nada legal no rosto.
E eu vendo que se a gente argumentasse ele iria só aumentar a detenção e então antes que que a coisa- que eu descobrir se chamar Bernard- pudesse falar algo que piorasse a situação eu me aprontei a falar antes.
–Tudo bem, a gente concorda com tudo isso –eu disse meio desesperado demais, Bernard demorou um pouco as logo entendeu porque eu falei aquilo.
–Ta bom, vejo vocês amanha depois da aula na minha sala pra dizer o que vocês vão ter que fazer, agora podem ir- o diretor disse por fim, quando saímos da sala nos olhamos com um olhar de “ eu não gosto de você, tomara que se ferre”.
E assim que saímos da sala demos de cara com nosso pais, isso mesmo, eles chamaram nosso país.Lá vem bronca.
Ponto de vista de Eliza
Eu andava meio que perdida, sem ter pra onde ir, eu tinha uma sensação estranha, era uma mistura de liberdade com angustia, eu deveria ficar triste, afinal eu acabei de terminar meu namoro, mas, eu não estava triste, eu nunca quis namorar com ele, mas foi necessário, o problema é que não terminou como eu queria, tem algo estranho nessa historia, tem algum motivo pra ele terminar comigo, tem que ter, e é algo que eu não sei, e isso me deixa com medo, porque eu odeio não saber das coisas que acontecem na minha vida.
Sem nem prestar atenção eu me sentei num banco de praça que tinha ali, eu estava tão confusa e atordoada, por dentro eu estava feliz e triste ao mesmo tempo e isso me da um nó na cabeça.
Quando volto para a realidade, eu reconheço o lugar aonde eu estou, eu estou sentada no mesmo banco que estive sentada com Daniel, na noite que eu briguei com meu irmão, então as lembranças vieram na minha cabeça.
“eu continuava chorando- Mas de uma coisa eu sei,você não teve culpa de nada,você não sabia o que iria acontecer,você não tem culpa de nada-ele disse e aquilo me acalmou, ele tinha o poder de me irritar e de me acalmar que eu não sabia explicar.
–Me abraça-eu disse com uma voz triste,percebi que ele foi a única pessoa que eu contei,a camy meio que participou disso mas fora ela ele foi o único pra quem eu contei.Então os braços dele me envolveram,era bom,eu me sentia protegida com ele assim.”
Eu me senti tão bem com ele aquela noite, eu sentia que eu poderia contar todos os meus segredos para ele, e que ele estaria ali quando eu precisasse,mas tudo que ele fez comigo, ele me fez chorar e sofrer, isso me deixava tão confusa e imaginando se eu realmente poderia confiar nele.
Argh , odeio ficar confusa.
Pensei que meu dia não poderia ficar melhor- notaram a ironia?-, mas aí eu volto pra casa, e vejo uma cena um tanto que cômica, e muito estranha.
–Eu não acredito que você fez isso, logo você Bernard -minha tia falava mal humorada, enquanto dava a bronca em meu irmã ele apenas ficava de cabeça baixa sentado no sofá.
–O que esta acontecendo aqui?-eu perguntei fechando a posta atrás de mim.
Quando me virei Bernard me olhava, e me assustei ao ver o olho roxo, e percebi que ele tinha vários machucados pelo rosto e nos braços, talvez tivesse mais machucados mas foram esses que eu consegui ver.
–Ele se meteu em uma briga- minha tia ainda falava o fuzilando com o olhar.
–Com quem?- eu estava preocupada com o meu irmã, nunca o vi num estado mais deplorável do que esse.
–Com Nicolas- dessa vez foi ele que disse, ele parecia sentir desprezo ao falar o nome de Nicolas.
Eu demorei alguns segundos pra processar as informações, ai me dei conta de uma coisa, foi por causa da camy.
–Como você pode?Olha ele não teve culpa pelo que a camy fez ta, eu sei que ela beijou ele, mas ele não teve culpa de você ter traído ela, a culpa dela ter feito aquilo é toda SUA, não dele- quando vi as palavras já tinham explodido da minha boca, talvez sim, eu fui meio dura com ele, talvez não, mas eu precisava falar aquilo, se camy estivesse aqui, ela falaria isso, e eu sei que o que ele fez era injusto, eu não poderia ficar calada.
–Isso não é da sua conta, então não se meta- ele disse duramente, sem nenhum sentimento.
–Sinceramente, acho que a camy fez uma boa escolha te deixando- acho que depois disso que eu falei, um tapa na cara doeria menos.
Eu subi as escadas enquanto Bernard tentava entender se eu realmente disse isso.
Fui para o meu quarto, tranquei a porta e deitei na cama, depois disso liguei para camy.
–Camy você não vai acreditar no que aconteceu- eu disse assim que ela atendeu o telefone, e contei tudo que eu sabia, o que resumidamente, era quase nada, só sabia que Bernard tinha brigado com Nicolas, sem detalhe algum da briga, depois contei da cena que aconteceu lá em baixo, só não contei do bilhete que recebi hoje depois da aula, quando fui trancada no camarim do teatro.
“Eu estou mais perto do que vocês pensam mentirosas”
Essa frase me perturbava, e não queria sair da minha cabeça, eu não poderia contar para camy, eu já estou sofrendo demais, não posso permitir que aconteça o mesmo com ela.
Sabe eu nunca escondi nada da camy, mas parece que pra tudo tem sua primeira vez.
Ponto de vista de Louise
Eu estava exausta, muito cansada mesmo, separar uma briga e depois cuidar de Bernard, isso era de dar um nó na cabeça,mas sinceramente não estou assim por causa da briga, e sim pelo que Bernard disse.
~Flashbak on~
Olhei para o lado e vi Bernard caído, fui até ele ajudá-lo a levantar, quando a professora cuidava do Nicolas.
–Você esta linda sabia-ele disse quando eu o ajudava a levantar.
–E a pancada deve ter mexido com a sua cabeça, só pode- murmurei.
Levei ele pra enfermaria e o deitei na cama.
–Pronto ta entregue- eu disse me virando pra sair mas ele segurou meu braço.
–Por favor fica-ele pediu, ele estava parecendo aqueles cachorros de rua maltratados, me deu pena até, mas aí eu lembrei que ele era o Bernard, o garoto metido a mauricinho e que se importava só consigo mesmo, bem, pelo menos foi sempre isso que ele se mostrou pra mim.
–Por que eu deveria ficar?-já que não tinha resposta alguma ,eu respondi com outra pergunta.
–Porque ....-antes que ele respondesse uma mulher que eu supus ser a enfermeira entrou.
Ela era bem bonita por sinal, ela se aproximou dele com um sorriso angelical e disse acariciando o seu rosto.
–é parece que fizeram um grande estrago nesse rostinho lindo- eu não acredito que a enfermeira estava flertando com ele, e o mais inacreditável que ele nem percebeu isso, ele apenas continuou com os olhos fixos em mim, e parece que a enfermeira é determinada porque ela continuou.
–Então você estava se sentindo como?-ele disse pegando no queixo dele o fazendo olhar pra ela, sinceramente se eu fosse ele eu responderia essa pergunta com um “ eu me sinto como se meu queixo estivesse sendo pego por uma mulher”, mas não, ele foi educado e disse.
–Estou com muita dor de cabeça, e dores no corpo- ela deu um sorriso malicioso- sim ela deu um sorriso malicioso- e confesso que não fiquei nada feliz com essa atitude.
–Hum, bem eu vou pegar um remédio já volto- ela disse piscando pra ela, sério, ela agia como se eu nem estivesse ali, essa mulher é muito oferecida, e isso estava me dando enjôo.
–É incrível como essa mulher é oferecida-murmurei e ele me olhou com um olhar divertido.
–Você esta com ciúmes?-ele só pode ta de brincadeira comigo.
–Ciúmes de você?Por acaso você fumou?-eu disse e ele riu-olha eu nem sei por que estou aqui....-antes que eu terminasse a frase ele me interrompeu.
–Você sabe porque esta aqui -ouve alguns segundos de silencio e então ele continuou- você gosta de mim....-isso já bastou pra eu o interromper.
–Eu não....- e mais uma vez eu não pude terminar a frase, porque sim, ele me interrompeu, de novo.
–Você gosta de mim, nem que seja um pouco, mas você gosta, se você não gostasse você não teria parado a briga, você teria deixado que nos dois nos matássemos, se você não gostasse de mim, você diria não para a professora e me deixaria ali jogado no chão, se você não gostasse de mim....você aí não estaria aqui e muito menos se incomodaria com aquela mulher dando em cima de mim, talvez você goste pouco de mim, mas mesmo assim...você ainda gosta de mim- aquelas palavras me atingiram como um canhão, eu nunca pensei em Bernard Levily, mas depois disso, eu com certeza vou pensar.
–Voltei- a enfermeira oferecida anunciou sua volta assim que entrou pela -porta, e essa foi a minha deixa, sem dizer nada saí dali.
~Flashback off~
Todas essas palavras deram um nó na minha cabeça, e eu nem sei porque elas me deixaram assim.
Fui tirada dos meus devaneios por um barulho, meus olhos percorreram meu quarto e quando vejo é alguém que invadiu meu quarto, entrado pela janela....
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